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Pesquisadora brasileira integra equipe que vai testar fármacos contra o novo coronavírus na Itália



A bióloga Rafaela Rosa-Ribeiro é pós-doutoranda no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, onde estuda – com apoio da FAPESP – vias de morte celular induzidas pelo vírus zika em vários tipos de célula. Em 2019, iniciou um estágio de pesquisa no Departamento de Doenças Infecciosas e Neurociência do Ospedalle San Rafaelle – hospital situado em Milão, na Itália. O projeto é supervisionado por Elisa Vicenzi, coordenadora do primeiro grupo italiano – e o segundo no mundo – que isolou o SARS-CoV, vírus que emergiu em 2002 na China, onde causou os primeiros casos de SARS, a síndrome respiratória aguda grave.

O SARS-CoV se disseminou por cerca de 30 países, infectou mais de 8 mil pessoas e causou cerca de 800 mortes. No entanto, desde 2004, nenhum novo caso de SARS foi relatado. Agora, diante da emergência de um novo coronavírus – o SARS-CoV-2, causador da COVID-19 – o grupo de Vicenzi está iniciando estudos voltados a testar fármacos que demonstraram em testes anteriores potencial para combater vírus respiratórios. Outra linha de investigação visa entender quais vias de sinalização são ativadas em células infectadas pelo SARS-CoV-2. Serão realizados experimentos com células humanas e também de morcegos, animais considerados reservatório de várias espécies de coronavírus e que não desenvolvem sintomas da infecção.

Em entrevista à Agência FAPESP, Rosa-Ribeiro apresentou um escopo dos projetos que serão conduzidos na Itália durantes as próximas semanas e contou como tem sido a experiência de lidar com a epidemia. Segundo o Repositório Oficial do Departamento de Proteção Civil italiano, foram confirmados, desde 24 de fevereiro, 27.980 casos de COVID-19 e 2.158 mortes. Cerca de 12.876 pessoas foram hospitalizadas e 1.851 precisaram de terapia intensiva. Somente entre os dias 15 e 16 de março foram 2.470 novos casos positivos.

Agência FAPESP – Você foi para a Itália desenvolver um projeto sobre o vírus zika, mas agora está envolvida também em estudos sobre o novo coronavírus. Os dois projetos serão conduzidos em paralelo?
Rafaela Rosa-Ribeiro – Sim, não pude deixar a oportunidade passar. Nosso grupo de pesquisa é pequeno. Somos cinco pessoas e os alunos não estão podendo vir ao hospital. Como pós-doutoranda estou dando suporte em tudo que posso. Acabei me envolvendo na idealização de alguns estudos sobre o novo coronavírus. Claro que a pesquisa sobre o zika é a minha prioridade, mas algumas facilities não estão funcionando e, então, será preciso aguardar tudo isso passar para dar continuidade aos experimentos. A Itália está realmente parada, é algo impressionante. Enquanto isso, vou aproveitar para mapear o máximo de informação possível sobre o novo coronavírus.

Agência FAPESP – Quais estudos estão sendo iniciados sobre o SARS-CoV-2?
Rosa-Ribeiro – São dois. Em parceria com empresas farmacêuticas vamos testar algumas drogas contra o vírus. Em outra frente, vamos avaliar in vitro como o vírus infecta macrófagos e monócitos, dois tipos de célula do sistema imunológico. Já estamos isolando vírus de diferentes pacientes para ter um estoque no laboratório. Em breve começaremos a isolar as células tanto de pessoas infectadas como de indivíduos saudáveis. Queremos ver qual resposta é ativada nessas células após a infecção. Como a expressão gênica se altera, quais citocinas [proteínas que atuam como sinalizadores do sistema imune] são liberadas. A ideia é mapear as vias de sinalização de morte celular acionadas pelo vírus. O meu projeto sobre o zika também tem como foco as vias de sinalização de morte celular.

Agência FAPESP – Por que é importante estudar as vias de sinalização de morte celular?
Rosa-Ribeiro – Para entender o mecanismo da doença e identificar alvos para possíveis intervenções. Quando ocorre a morte celular, a replicação do vírus é inibida. Precisamos saber se a célula consegue iniciar o processo de morte celular com facilidade ou se o vírus tem mecanismos para inibi-lo, como faz o vírus da herpes, por exemplo. Além disso, há vários tipos diferentes de morte celular. Algumas são 'silenciosas', como é o caso da apoptose. Outras causam o extravasamento do conteúdo celular e induzem uma forte reação inflamatória. Por um lado isso é ruim, pois causa dano ao tecido, mas por outro alerta o sistema imune, que manda mais células de defesa ao local. Ao entendermos o que acontece durante a infecção pelo novo coronavírus, podemos identificar vias de sinalização importantes de serem moduladas por um fármaco, por exemplo. Além disso, também vamos estudar o que ocorre quando o vírus infecta as células de morcego. Esses animais são reservatórios de várias espécies de coronavírus, mas não desenvolvem sintomas. Talvez isso ocorra porque as vias de sinalização ativadas pelo vírus nos morcegos são diferentes. É algo que queremos entender.

Agência FAPESP – O estudo com drogas será in vitro ou in vivo? Ambos serão conduzidos paralelamente?
Rosa-Ribeiro – Sim, infelizmente terá de ser feito tudo muito rapidamente. Todos os estudos serão in vitro, ainda não temos planos de usar modelos animais. Existem algumas drogas que mostraram potencial para combater vírus respiratórios, entre eles o causador da SARS. Minha supervisora chegou a participar de alguns desses estudos no passado, mas quando o SARS-CoV parou de circular os investimentos em pesquisa diminuíram. Agora temos de praticamente recomeçar do zero.

Agência FAPESP – Por que a Itália demorou para sequenciar os genomas virais dos pacientes infectados?
Rosa-Ribeiro – A Itália é um país ainda mais burocrático que o Brasil. Aqui não é permitido usar em pesquisa amostras coletadas para diagnóstico, mesmo se o paciente autorizar. Antes é preciso obter aprovação de um comitê de ética. As primeiras amostras da Itália ficaram concentradas em Roma, em uma instituição governamental responsável por fazer a contraprova dos casos positivos. Demorou para eles obterem autorização para fazer o sequenciamento. Além disso, essa instituição não tinha acesso à tecnologia que permite fazer o sequenciamento rápido, como foi feito no Brasil [leia mais em: agencia.fapesp.br/32637]. Eles sequenciaram pelo método tradicional, que é mais demorado. Agora já há cerca de cinco genomas sequenciados aqui na Itália.

Agência FAPESP – E com base nesses genomas é possível chegar a alguma conclusão?
Rosa-Ribeiro – Se olharmos todos os genomas sequenciados em conjunto, parece haver um cluster europeu – que reúne amostras da Itália, da Alemanha, da França, da Holanda e também as duas do Brasil [de pessoas infectadas na Europa] – um outro cluster chinês e um terceiro norte-americano. Mas são diferenças muito pequenas, nada capaz de alterar a capacidade do vírus de infectar células, por exemplo. Agora que já há transmissão comunitária no Brasil será preciso sequenciar mais amostras para ver como será o perfil do país.

Agência FAPESP – Já é possível traçar o histórico da epidemia na Itália?
Rosa-Ribeiro – Não. O paciente-zero – dentro dos primeiros casos de transmissão comunitária no país – não foi identificado. Sabemos que o paciente-um procurou ajuda em um hospital e, mesmo com sintomas, não foi submetido ao teste em um primeiro momento e foi liberado. Isso porque a orientação da OMS [Organização Mundial da Saúde] na época era testar apenas quem tivesse histórico de viagem a um país de risco ou de contato com pessoas que estiveram nesses países. Esse paciente foi atendido no início de fevereiro na cidade de Codogno [a cerca de 60 quilômetros de Milão]. Quando se identificou a transmissão comunitária, não foi feito um bloqueio rápido na região. As atividades foram parando aos poucos. Primeiro foram isoladas 11 cidades na região da Lombardia, isso foi na época do Carnaval. O restante da região norte manteve a rotina durante uma semana e meia. Recomendava-se apenas para as pessoas manterem distância de um metro uma das outras e ficarem em casa se estivessem com sintomas. Quando se optou por isolar toda a região norte a situação já estava bem complicada. No dia seguinte, todo o país entrou em isolamento. A recomendação que podemos dar com base nessa experiência é que, assim que um foco da doença for identificado, devem ser adotadas imediatamente medidas para diminuir a circulação de pessoas. Fechar escolas, universidades, bares, restaurantes, cancelar shows e eventos, evitar viagens e evitar o transporte público. Os sintomas serão brandos para 80% dos infectados, mas as pessoas precisam ter consciência que ao circular pela cidade ajudam a espalhar o vírus. Se muitas pessoas se infectarem em um curto período de tempo, a possibilidade de surgirem muitos casos severos simultaneamente aumenta e o sistema de saúde não vai dar conta. Lavar a mão e restringir a circulação de pessoas são as únicas medidas eficientes.

Agência FAPESP – Qual é a situação hoje dos hospitais italianos?
Rosa-Ribeiro – Aqui no Ospedale San Raffaele conseguiram doações para fazer uma ala nova, meio pré-fabricada, para alocar pacientes com COVID-19. Mas o sistema de saúde como um todo está sobrecarregado, principalmente na região norte. A taxa de letalidade no país está em 7,3%, pois somente os casos graves estão chegando aos hospitais. Os profissionais de saúde estão tendo de escolher quem tratar, pois não há equipamento de ventilação e UTIs [Unidades de Terapia Intensiva] suficientes para todos.

Agência FAPESP – Existe alguma expectativa sobre quanto tempo ainda deve durar o isolamento?
Rosa-Ribeiro – Quando fecharam toda a região norte falaram em um mês e já se passaram duas semanas. Mas há muitos médicos infectados e faltam equipes para atender os pacientes com COVID-19 e também os acidentados e os portadores de outras doenças. Até os residentes, que inicialmente foram dispensados para evitar a contaminação, foram recrutados. Hoje se sabe que o processo de entubar os pacientes em estado grave faz com que muitos aerossóis contendo o vírus se espalhem pelo hospital. Fomos aprendendo à medida que tudo foi acontecendo.

Agência FAPESP – Qual é o protocolo hoje?
Rosa-Ribeiro – Agora os pacientes infectados ficam em área isolada e todos que lidam com eles parecem astronautas. Devem tirar a roupa de proteção antes de circular por outras áreas do hospital. Todo mundo está de máscara, até secretárias, porteiros e também as pessoas nas ruas. Os laboratórios estão trabalhando apenas com 10% da força de trabalho. Hoje os testes só são aplicados em pessoas com sintomas severos para confirmar o diagnóstico antes da internação. Quem tem sintomas brandos é orientado a ficar em casa. Pode receber a visita do médico da família – um serviço oferecido pelo sistema público de saúde – ou receber orientação sobre qual remédio tomar para amenizar os sintomas.

Agência FAPESP – Já se fala sobre o que será feito depois que passar o pico da epidemia?
Rosa-Ribeiro – Por enquanto a preocupação ainda é apagar o incêndio, mas sabemos que o estrago vai ser grande. No Brasil há uma diferença de classe social exorbitante e as pessoas com menos condições muitas vezes não podem parar de trabalhar. Quem puder ficar em casa deve ficar. Já faz duas semanas que não vejo meus amigos e não tenho família aqui. Na primeira semana de isolamento passei cinco dias sem ver qualquer pessoa. É um clima bem pesado.




Karina Toledo | Agência FAPESP

Cientistas aliam nanotecnologia e produtos naturais para combater pragas agrícolas


O Brasil é uma das grandes potências agrícolas do mundo e também um dos líderes no uso de agrotóxicos. Se por um lado os defensivos permitem controlar pragas e aumentar a produtividade, por outro, contaminam a água, o solo e os alimentos, afetando indiretamente a saúde humana.

Em busca de alternativas mais sustentáveis, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Sorocaba têm apostado na combinação de nanotecnologia e produtos naturais. O tema foi abordado por Leonardo Fraceto, coordenador do Laboratório de Nanotecnologia Ambiental da Unesp, em palestra apresentada na FAPESP Week France.

"Existe uma demanda crescente por alimentos em todo o mundo e a nanotecnologia permite criar metodologias para aumentar a produção agrícola. Não me refiro a um aumento na área plantada e sim na eficiência produtiva", disse Fraceto.

Como explicou o pesquisador, o objetivo do grupo é pesquisar diferentes sistemas para encapsular agentes de controle de pragas, como agrotóxicos sintéticos ou inseticidas e repelentes de origem botânica. "Outra linha de pesquisa propõe o uso de agentes biológicos, como fungos e bactérias, encapsulados em micropartículas", disse.

No âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, o grupo da Unesp estuda os mecanismos de ação e a toxicidade das metodologias desenvolvidas.

De acordo com Fraceto, o uso de nanopartículas possibilita a entrega do composto ativo diretamente no local em que está a praga a ser combatida, reduzindo a quantidade de pesticida aplicada na lavoura, a toxicidade para a planta e, consequentemente, a contaminação ambiental. "A praga, por outro lado, recebe uma carga mais concentrada do ativo, o que permite diminuir o número de aplicações", disse.

O grupo desenvolveu, por exemplo, um sistema para encapsulamento da atrazina, um dos herbicidas mais vendidos no Brasil e já banido na União Europeia pela alta toxicidade.

"Nos testes em laboratório, a formulação em nanopartículas poliméricas foi mais eficiente para o controle de pragas do que a convencional. Conseguimos reduzir a dosagem necessária de 3 quilos para 300 gramas por hectare. Nosso próximo passo será avaliar a formulação em estudos de campo", disse o pesquisador.

Em outro trabalho, publicado na revista Pest Management Science, os cientistas misturaram três diferentes compostos botânicos – geraniol (encontrado no gerânio, no limão e na citronela, por exemplo), eugenol (presente no óleo de cravo) e cinamaldeído (do óleo de canela) – em nanocápsulas poliméricas feitas de zeína, uma proteína do milho.

"Somos uma equipe multidisciplinar e buscamos soluções satisfatórias tanto do ponto de vista ecológico como econômico. Elencamos algumas substâncias que julgamos interessantes para o manejo de pragas como a lagarta Helicoverpa [praga da soja], a lagarta-do-cartucho [do milho] e o ácaro-rajado [que ataca frutas, grãos e outras culturas], por exemplo", disse.

*O simpósio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france.


Por Maria Fernanda Ziegler, de Paris | Agência FAPESP

Sarau na biblioteca.


Descolonizar pensamentos. Reconstruir os padrões a partir de uma narrativa que possibilita a emancipação do povo preto. Neste sarau os poetas e MC's compartilham poesias autorais e de autores e autoras negrxs como Maurinete Lima, Conceição Evaristo, Esmeraldo Ribeiro e Adbias do Nascimentos.

Divulgação Digital Radio e Tv.



radioetvdigital,, informa sobre o câncer de próstata:



Como se prevenir?

1 - Dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura;
2 - Consumir tomate;
3 - Pelo menos 30 minutos diários de atividade física;
4 - Manter o peso adequado à altura;
5 - Diminuir o consumo de álcool;
6 - Não fumar;
7 - Homens a partir dos 40 anos devem realizar exames de rotina;

DIGA NÃO AO PRECONCEITO E DIVULGUE ESTA MENSAGEM!


Pequenas empresas e autônomos respondem por maior parte dos empregos no mundo


O autoemprego e as micro e pequenas empresas desempenham um papel muito mais importante na geração de empregos do que se pensava, de acordo com novas estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


O relatório recomenda que o apoio a pequenas unidades econômicas seja uma parte central das estratégias de desenvolvimento econômico e social. Ele destaca a importância de criar um ambiente propício para esse tipo de empresa, garantindo que elas tenham uma representação eficaz e que os modelos de diálogo social também funcionem para elas.

Outras recomendações incluem: entender como a produtividade da empresa é moldada por um "ecossistema" mais amplo; facilitar o acesso às finanças e aos mercados; promover o empreendedorismo das mulheres; e incentivar a transição para a economia formal e a sustentabilidade ambiental.
As micro e pequenas empresas (MPEs) são os principais geradores de emprego na América Latina. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

As microempresas são definidas como tendo até nove funcionários, enquanto as pequenas empresas têm até 49 funcionários. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

O autoemprego e as micro e pequenas empresas desempenham um papel muito mais importante na geração de empregos do que se pensava, de acordo com novas estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgadas nesta quinta-feira (10).

Dados coletados em 99 países revelam que, juntas, as chamadas "pequenas unidades econômicas" representam 70% do emprego total, sendo, portanto, as que mais geram emprego. A informação consta no novo relatório da OIT intitulado em inglês "Small matters: Global evidence on the contribution to employment by the self-employed, micro-enterprises and SMEs".

Essas conclusões têm repercussões "altamente importantes" para as políticas e os programas voltados para criação de emprego, qualidade do emprego, novas empresas (start-ups), produtividade das empresas e formalização do emprego que, segundo o relatório, precisam se concentrar mais nessas pequenas unidades econômicas.

O estudo também constatou que uma média de 62% dos empregos nesses 99 países está no setor informal, onde as condições de trabalho, em geral, tendem a ser inferiores (falta de seguridade social, salários mais baixos, falta de segurança e saúde ocupacional e relações trabalhistas mais fracas). O nível de informalidade varia muito, de mais de 90% no Benin, na Costa do Marfim e em Madagascar até menos de 5% em Áustria, Bélgica, Brunei e Suíça.

O relatório destaca ainda que, nos países de alta renda, 58% do total de empregos correspondem a pequenas unidades econômicas, enquanto nos países de baixa renda e de média renda a proporção é consideravelmente maior. Nos países com os níveis mais baixos de renda, a proporção de empregos em pequenas unidades econômicas é de quase 100%, de acordo o relatório.

As estimativas baseiam-se em pesquisas nacionais sobre domicílios e população ativa reunidas em todas as regiões, exceto na América do Norte, em vez de usar a fonte mais tradicional de pesquisas que tendem a ter escopo mais limitado.

"Até onde sabemos, esta é a primeira vez que a contribuição para o emprego das chamadas pequenas unidades econômicas de emprego é estimada, em termos comparativos, para um grupo tão grande de países, em particular, países de baixa renda e média renda", disse Dragan Radic, chefe da Unidade de Pequenas e Médias Empresas (PME) da OIT.

O relatório recomenda que o apoio a pequenas unidades econômicas seja uma parte central das estratégias de desenvolvimento econômico e social. Ele destaca a importância de criar um ambiente propício para esse tipo de empresa, garantindo que elas tenham uma representação eficaz e que os modelos de diálogo social também funcionem para elas.

Outras recomendações incluem: entender como a produtividade da empresa é moldada por um "ecossistema" mais amplo; facilitar o acesso às finanças e aos mercados; promover o empreendedorismo das mulheres; e incentivar a transição para a economia formal e a sustentabilidade ambiental.

As microempresas são definidas como tendo até nove funcionários, enquanto as pequenas empresas têm até 49 funcionários.


OIT - Organização Internacional do Trabalho

Diálogo universal sobre o futuro do mundo marcará 75 anos da ONU em 2020

Foto: José Manuel Infante / Unsplash

Diálogo universal sobre o futuro do mundo marcará 75 anos da ONU em 2020

O Dia da ONU – 24 de outubro – foi marcado com o anúncio do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, de que a comemoração dos 75 anos das Nações Unidas terá um grande e inclusivo diálogo sobre o papel da cooperação global na construção do futuro que queremos.

Com início em janeiro de 2020, as Nações Unidas promoverão diálogos ao redor do mundo e através de todas as fronteiras, setores e gerações. O objetivo é alcançar o público global, ouvir suas esperanças e medos e aprender com suas experiências.


As Nações Unidas foram fundadas em 1945 para apoiar ação coletiva em prol da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos para todos. A iniciativa ONU75 busca provocar o diálogo e a ação em como podemos construir um mundo melhor, apesar de todos os desafios que enfrentamos.

Ao mesmo tempo em que a iniciativa ONU75 busca promover discussões em todos os segmentos da sociedade – desde salas de aula até salas de reuniões, dos parlamentos até as prefeituras –, ela colocará ênfase na juventude e nas vozes frequentemente marginalizadas ou não escutadas em assuntos globais.

Em vídeo divulgado hoje (24), o secretário-geral apelou para que todas as pessoas, de todos os lugares, somem suas vozes a esta campanha: "Precisamos de suas opiniões, suas estratégias, suas ideias; para que sejamos capazes de entregar melhor para as pessoas do mundo a quem devemos servir".

Através dos diálogos, a campanha ONU75 tem por objetivo construir uma visão global para o ano de 2045, centenário da ONU; aumentar a compreensão das ameaças para este futuro; e conduzir ação coletiva para alcançar esta visão. Pesquisas de opinião global e análises de mídia serão conduzidas em paralelo para fornecer dados estatísticos representativos.

As ideias e pontos de vista que forem produzidos serão apresentados aos líderes mundiais e altos funcionários da ONU durante um evento de alto nível na 75ª Sessão da Assembleia Geral em setembro de 2020, e disseminadas online e através de parceiros, de forma contínua.

Não há limite ou requisitos para quem quiser participar dos diálogos, fisicamente ou online. Informações estão disponíveis no site www.un.org/UN75

Assista ao vídeo do secretário-geral da ONU, António Guterres: https://vimeo.com/368097023



5 músicas para conhecer a obra de Walter Franco.

FOTO: DIVULGAÇÃO APESAR DA RECONHECIDA GENIALIDADE, O MÚSICO NÃO ALCANÇOU SUCESSO DE PÚBLICO


Músico paulistano morreu aos 74 anos.

Influenciado pela poesia concreta, gravou "Revolver", considerado um clássico da música brasileira

   Considerado uma das mentes mais ousadas da música brasileira, o cantor e compositor Walter Franco morreu aos 74 anos na madrugada de 24 de outubro. Vítima de um AVC (acidente vascular cerebral) irreversível há duas semanas, ele passava por tratamento paliativo. "Ele se foi tranquilamente", relatou o filho Diogo ao UOL. Franco foi responsável por pelo menos dois álbuns considerados clássicos da história musical do país.

Seu primeiro, "Eu Não", de 1973, apostou em uma linguagem musical fortemente influenciada pela poesia concreta. Em 1975, lançou sua obra maior, "Revolver", um álbum que conseguiu equilibrar suas ideias mais arrojadas e uma sonoridade pop e rock, bastante influenciada pelos Beatles. Um aspecto essencial de sua obra foi o uso criativo de sílabas e palavras para construir letras caracterizadas por repetições ou ligeiras variações verbais. O efeito era hipnótico e fiel a uma lógica em que sonoridade era tão importante quanto significado. "Eternamente É ter na mente Éter na mente E, ternamente Eternamente" Walter Franco Letra de "Eternamente", do álbum "Revolver" "Sempre fui muito estimulado pela poesia, pela literatura", declarou o músico no programa Som do Vinil, em 2013.

O pai, o poeta Cid Franco, foi influência decisiva para sua formação como artista, segundo afirmava. Também dizia ter entre suas maiores referências os irmãos Augusto e Haroldo de Campos, expoentes da poesia concreta paulistana nas décadas de 1950 e 60. "Ele traduziu esse sentimento das coisas quadradas de São Paulo, essa aspereza que a cidade tem que a poesia concreta ajuda a explicar um pouco", lembrou Pena Schmidt, produtor musical que trabalhou com Franco em "Revolver", em 2013. "O Walter é muito paulistano nessa coisa de ser um poeta concreto dentro do rock'n'roll".

Obras suas foram regravadas por artistas como Chico Buarque, Ira!, Leila Pinheiro, Camisa de Vênus, Pato Fu e Titãs.

Apesar da reconhecida genialidade, o músico não alcançou sucesso de público. Colocado na gaveta dos compositores "malditos", uma denominação conferida a artistas mais experimentais e que incluía nomes como Jards Macalé e Tom Zé, Franco lançaria mais quatro álbuns: "Respire Fundo" (1978), "Vela Aberta" (1979), Walter Franco (1982) e Tutano (2001). Obras suas foram regravadas por artistas como Chico Buarque, Ira!, Leila Pinheiro, Camisa de Vênus, Pato Fu e Titãs.

A música "Feito Gente", de "Revolver", fez parte da trilha sonora da série "Os Dias Eram Assim", da Rede Globo, que tem como pano de fundo a ditadura militar. Em 2018, começou a trabalhar em um álbum inédito.

Com produção do filho Diogo, "LISTEN - Resiliência e Resistência" contaria com diversas faixas autorais inéditas do músico. Ditadura e censura Presença frequente nos festivais universitários que aconteciam entre as décadas de 1960 e 1970, Walter acabou na mira da ditadura militar. Levado para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), não chegou a ser torturado, mas, segundo contou, sofreu violência psicológica. "Não sabia bem por quê, talvez por causa da minha língua comprida", afirmou. Segundo Franco, seu pai teria sofrido um "espasmo cerebral" ao saber da prisão do filho. Vereador de tendência socialista, seu pai havia sido cassado depois do golpe de 1964. Conforme relatou em entrevista, sua família chegou a sofrer ameaças.

No Festival Internacional da Canção, em 1972, sua música "Cabeça" foi uma das duas ganhadoras do prêmio do júri presidido por Nara Leão. No entanto, o júri acabou desfeito depois que a cantora criticou a situação política do país. A nova banca, composta apenas de jurados estrangeiros, trocou os vencedores, colocando no lugar "Fio Maravilha", de Jorge Ben, na interpretação de Maria Alcina, e "Diálogo", de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, cantada por Cláudia Regina e Baden.


Uma seleção de músicas de Walter Franco:

https://youtu.be/ETimzY-nUp0

https://youtu.be/Pb24hfitiOQ

https://youtu.be/sZ8yqsFwBTs

https://youtu.be/ClqaR1RKdNI

https://youtu.be/0dA1G5YMt3Q


Saiu no nexojornal

Por: Camilo Rocha

USP, Unicamp e Unesp fixam novas métricas de desempenho acadêmico e comparações internacionais



As três universidades estaduais paulistas se uniram para desenvolver novas métricas de avaliação de desempenho e comparações internacionais. A ideia é criar um sistema digital de uso comum, mantido pelos escritórios responsáveis pela gestão de indicadores das três universidades. O sistema poderá avaliar com maior precisão não só o desempenho, mas também impacto socioeconômico, cultural e ambiental das universidades públicas.

A cooperação entre Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) tem o objetivo de tornar as métricas de desempenho interoperáveis, com auditoria prévia dos indicadores enviados para comparações internacionais.

A iniciativa tem apoio da FAPESP, no âmbito do projeto "Indicadores de desempenho nas universidades estaduais paulistas", vinculado ao Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e renovado até o ano de 2022.

Liderado pelo professor da USP Jacques Marcovitch e pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), o estudo tem como parceira a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo.

A USP, por exemplo, já implantou um novo escritório para a gestão de indicadores e está promovendo mudanças nos sistemas tecnológicos de captação e disseminação de dados. A Unicamp está reformando estruturas internas, com o objetivo de gerar dados que possam ser usados em seu planejamento estratégico. Já a Unesp implementa um plano multidisciplinar e de longo prazo para analisar as relações possíveis entre o desempenho acadêmico e as tendências evidenciadas pelos rankings.

"Os rankings nas universidades se tornaram extremamente populares não só entre acadêmicos, jornalistas, administradores de educação, como também para a população em geral. Porém, eles são vistos sob uma ótica bastante distorcida, como uma olimpíada global em que as universidades estão competindo umas com as outras, em que se ganha ou se perde posições", disse Marco Antônio Zago, presidente da FAPESP, na abertura do II Fórum "Indicadores de Desempenho Acadêmico e Comparações Internacionais: Impactos para a Sociedade", realizado no dia 18 de outubro, no auditório da Fundação.

Para Zago, há um efeito indesejável criado pela profusão de novos índices e indicadores. "É, portanto, nossa responsabilidade, como universidades importantes, responder de maneira fundamentada ao desafio de identificar indicadores de relevância e garantir qualidade, levando em conta a heterogeneidade das universidades, sua influência sob a cidade, o estado e o país", disse.

Repensar a universidade

O encontro também foi palco para o lançamento do livro "Repensar a Universidade II: Impactos para a Sociedade", segunda publicação do projeto, com artigos sobre avaliação de desempenho nas universidades e que fixa novas métricas de desempenho para ampliar sua presença em comparações internacionais com desdobramentos que se cumprirão até 2022.

"O projeto é fundamental, pois como universidade estamos sofrendo ataques que nunca existiram em nosso país. É importante entendermos essa motivação e também mostrar para a sociedade como um todo o impacto socioeconômico das universidades. Isso só é possível comunicando dados e mostrando resultados", disse Marcelo Knobel, presidente do Cruesp e reitor da Unicamp.

Respondendo por 33,8% de toda a produção científica nacional, o complexo estadual paulista de ensino superior e pesquisa pretende agregar ao projeto dados referentes às universidades federais, que também estão abrindo seus escritórios de métricas (e-dados). Estavam presentes no fórum reitores e representantes da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Nenhuma universidade evolui, de fato, sem ser comparada a outras na aferição de seus avanços. É preciso ser coletivo e promover um movimento em favor da qualidade das instituições de ensino superior no Brasil. A universidade contemporânea torna a alteridade um de seus fundamentos", disse Marcovitch, que ressaltou a iniciativa como um esforço, inédito no Brasil, para construir uma política pública em busca de melhores índices de excelência e novos espaços nas comparações externas.

Ponte com a sociedade

Para tanto, será oferecido um curso, em março de 2020, sobre indicadores e métricas associados ao monitoramento do desempenho acadêmico e comparações internacionais. Entre as próximas ações do projeto está o foco na digitalização.

"Ao longo do projeto, temos visto o impacto da digitalização de conteúdos e do papel das universidades não só como geradora, mas também como curadora de conhecimento", disse Marcovitch.

O papel de curador das universidades foi ressaltado na palestra de Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento da sociedade civil Todos Pela Educação. Cruz defendeu a necessidade da universidade não só na formação de professores, mas também nos resultados de pesquisa necessários para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

"Ninguém diz que educação pública de qualidade não é importante. Mas, de forma contraditória, não temos dado a ela a devida prioridade. Precisamos sair da retórica, fortalecendo pontes com a universidade para, a partir da produção acadêmica, auxiliar os governos a produzir soluções prementes na educação. Assim será possível construir um país justo no campo da educação, mas com um reflexo muito forte na economia, na distribuição de renda e na garantia de outros direitos", disse Cruz.

Um exemplo histórico de ponte criada entre a universidade e um setor socioeconômico está na área agrícola. Em um dos artigos que constituem o livro, Solange Santos e Rogerio Mugnaini, da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP), analisaram a produção das três universidades públicas paulistas entre os anos de 2007 e 2016. No período, houve aumento da internacionalização de 44% para 64% nas ciências agrárias. Os dados foram medidos a partir de artigos publicados nas plataformas Scielo e Web of Science.

De acordo com Santos, a formação de capital humano e de conhecimento ocorre principalmente nas universidades. "É uma área prioritária para o país, por sua relevância social, impacto econômico e ambiental. Até a década de 1980, o país era um grande importador de alimentos e passou a ser uma grande potência produtora. Nossos resultados mostram que o Brasil alcançou isso graças à pesquisa e à formação de capital humano – fatores que estão fortemente ligados às universidades – em uma área cujo impacto social, econômico e ambiental é muito grande", disse Santos.

A publicação mostra também o impacto da pós-graduação da USP na qualidade de outras universidades com a análise de dados dos mais de 50 mil egressos, entre 1970 e 2014. Os resultados revelam que 52% são docentes em universidades do Brasil ou do exterior. "No caso da UFABC, 52% dos docentes são egressos da USP. Na Unesp são 40% e, na Unicamp, 34%", disse Aluísio Segurado, coordenador do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) da USP.

De acordo com Teresa Atvars, coordenadora-geral da Unicamp, os novos indicadores e métricas devem representar para a universidade uma ferramenta de disciplina para a tomada de decisão. Na comparação entre instituições, ela sublinha, também é preciso levar em conta o contexto e o modus operandi que diferencia cada universidade.

"No caso da Unicamp, trata-se de uma universidade abrangente em ensino, pesquisa e extensão e com um impacto enorme na área da saúde. Dessa forma, a análise não pode estar fundamentada apenas em dados objetivos, mas também em informação qualitativa", disse.

Para Sabine Righetti, coordenadora acadêmica do Ranking Universitário Folha (RUF), as universidades trabalham com métricas diferentes. "As universidades são muito diferentes entre si e os rankings olham todas elas como se fossem a mesma coisa. No entanto, é importante que isso não aconteça para que não se corra o risco de políticas públicas equivocadas", disse.


Por: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP

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Governo enviará pacto federativo na próxima semana, diz Guedes



Depois da reforma da Previdência, o governo se concentrará na reforma do pacto federativo e enviará a proposta ao Congresso na próxima semana, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele falou rapidamente com a imprensa ao deixar o Senado, onde acompanhou a divulgação do resultado da aprovação do texto principal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reforma da Previdência, em segundo turno.

"Agora vamos para o pacto federativo, com várias dimensões", destacou Guedes. A revisão do pacto federativo pretende dar mais dinheiro para estados e municípios, além de desvincular e desindexar o Orçamento. "Na semana que vem, vocês [jornalistas] estarão com tudo", declarou.

Guedes se disse satisfeito com o trabalho do Congresso nos oito meses de tramitação da reforma da Previdência na Câmara e no Senado. "O sentimento é bom, é de que o Congresso fez um bom trabalho. O desempenho do Senado foi excepcional", acrescentou. Sobre a economia de R$ 800 bilhões em dez anos, o ministro disse que o impacto fiscal foi o possível.

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado em segundo turno por 60 votos a 19. O resultado foi mais favorável que o do primeiro turno, quando a proposta tinha sido aprovada por 56 a 19.

PEC paralela
Sobre a PEC paralela, o ministro defendeu a aprovação da peça para reincluir os estados e os municípios nas novas regras da Previdência. "Não adianta resolver o federal [na Previdência] e estados e municípios, não", disse. Guedes disse ainda que caberá aos presidentes da Câmara e do Senado definirem o processo político da revisão do pacto federativo e das reformas tributária e administrativa, como o cronograma de votações e que Casa começará a discutir qual assunto.


* Com informações da Agência Câmara

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