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Música na Biblioteca - 31/08




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MPT, ONU Brasil e parceiros lançam campanha #TodosContraOTraficoDePessoas


A iniciativa visa promover a inclusão social de vítimas desse crime por meio do acesso ao mercado de trabalho.
Vítimas de tráfico humano. Foto: ONU/Martine Perret

Vítimas de tráfico humano. Foto: ONU/Martine Perret

No Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas (30 de julho), o Ministério Público do Trabalho (MPT), a ONU Brasil e parceiros lançam a campanha "Somos Livres: todos contra o tráfico de pessoas". A finalidade é chamar a atenção para a situação das vítimas do tráfico de pessoas no Brasil e ressaltar a importância da proteção dos seus direitos, uma realidade enfrentada por mais de 25 mil pessoas a cada ano no mundo, segundo o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Em 2013, os Estados-membros da ONU adotaram o 30 de julho como o Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, um dos grandes desafios contemporâneos no mundo. Além do MPT e da ONU, são parceiros nesta campanha a UNICAMP, a Cátedra Vieira de Mello, o Núcleo de Estudos de População "Elza Berquó" (Nepo), a Comissão Pastoral da Terra e a ONG Somos Livres.

#TodosContraOTraficoDePessoas #SomosLivres.

Somos Livres: todos contra o tráfico de pessoas

A campanha tem como principal objetivo possibilitar a inclusão social das vítimas do tráfico de pessoas por meio do acesso ao mercado de trabalho. A estratégia visa quebrar o ciclo de vulnerabilidades a que estão sujeitas as vítimas do tráfico de pessoas, uma das causas-raiz do problema.

A iniciativa conjunta prevê a realização de debates, mostra de fotografias, organização de audiências públicas e de oficinas de troca de experiências e fundamentos, ministradas por profissionais referência em suas áreas, como o maquiador Henrique Martins e o estilista Dudu Bertholini. As turmas são compostas por pessoas em diversas situações de vulnerabilidade, tais como mulheres, pessoas trans, migrantes e refugiada/os.

Oficinas

As atividades começaram no mês de julho, com três oficinas. Na oficina que teve a participação de Henrique Martins e da Escola de Beleza Sweet, o objetivo foi despertar o interesse do público-alvo para a área da beleza, fornecendo informações e técnicas para o trabalho como auxiliar de cabeleireiro. O conteúdo incluiu questões práticas, como atendimento ao cliente, noções de cosmetologia, técnicas de secagem e escovação e maquiagem.

O Projeto Ponto Firme, que já ensinou crochê para pessoas em privação de liberdade, conduziu a oficina 'Crochê Criativo e Experimental', em que participantes foram estimulados a pesquisar referências visuais e estéticas para elaborar peças com a técnica. Além disso, a estilista Lena Santana ensinou como reutilizar peças de roupas descartadas e transformá-las em novos itens de vestuário, na oficina de moulage — técnica de modelagem e costura tridimensional.

Na Oficina de Música e Tecnologia, que conta com o apoio da Escola DJ BAN E.M.C., os participantes aprenderam a lidar com equipamentos eletrônicos e softwares para mixagem, com oportunidade de pesquisa de estilos musicais e estrutura rítmica.

Tráfico de pessoas

O tráfico de pessoas é crime. Consiste na comercialização de seres humanos para exploração sexual, trabalho escravo, remoção de órgãos ou partes do corpo, adoção ilegal, entre outras finalidades. Qualquer pessoa que contribua para esse fim, inclusive quem alicia, recruta, transporta ou aloja vítimas, pode ser responsabilizada. Formado por redes transnacionais e gerando lucros que alimentam economias ilegais, o tráfico vitimiza pessoas em situações socioeconômicas vulneráveis. Trata-se de um problema que atinge todos os países do mundo, inclusive o Brasil.

No país, os dados mais recentes apontam que a maior parte das pessoas é vítima do tráfico para fins de exploração sexual ou trabalho escravo, a maioria mulheres (Ministério da Justiça, UNODC e PNUD, 2018). Os números brasileiros corroboram o perfil das vítimas na América do Sul, cuja maior parte é composta por mulheres (51%) e meninas (31%) (Fonte: UNODC, 2018). Regionalmente, 58% das vítimas são aliciadas para a exploração sexual, 32% para o trabalho escravo e 10% para outros propósitos.

O Brasil conta com uma forte legislação para o combate ao tráfico de pessoas, abrangendo todas as formas de tráfico indicadas pelo Protocolo da ONU sobre Tráfico de Pessoas. Em 2016, foi aprovada uma lei específica sobre o tema, a qual criminaliza o tráfico de pessoas cometido no território nacional contra qualquer pessoa, brasileira ou estrangeira, ou contra brasileiros no exterior. Apesar disso, assim como em outras partes do mundo, a subnotificação e a insuficiência de dados confiáveis permanecem um grande desafio para o enfrentamento ao problema. Globalmente, o número de vítimas aumenta a cada ano, embora isso possa ser atribuído tanto ao aumento no volume de pessoas traficadas quanto à maior capacidade de identificar vítimas.

Em 2017, as Nações Unidas lançaram a campanha Coração Azul, uma iniciativa de conscientização para lutar contra o tráfico de pessoas e seu impacto na sociedade. Coordenada pelo UNODC, a campanha encoraja a participação em massa e visa servir de inspiração para medidas que ajudem a pôr fim ao tráfico de pessoas. O símbolo do coração azul representa a tristeza das vítimas do tráfico de pessoas e nos lembra a insensibilidade daqueles que compram e vendem outros seres humanos, além de demonstrar o compromisso do azul das Nações Unidas com a luta contra um crime que viola a dignidade humana.

Ministério Público do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho é o ramo do Ministério Público que tem como atribuição fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista quando houver interesse público, procurando regularizar e mediar as relações entre empregados e empregadores. Cabe ao MPT promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para defesa de interesses coletivos, quando desrespeitados direitos sociais constitucionalmente garantidos aos trabalhadores.

Para saber mais sobre o MPT, acesse www.mpt.mp.br

Organização das Nações Unidas no Brasil

A Organização das Nações Unidas, também conhecida pela sigla ONU, é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais. As Nações Unidas têm representação fixa no Brasil desde 1947. No Brasil, o Sistema das Nações Unidas está representado por agências especializadas, fundos e programas que desenvolvem suas atividades em função de seus mandatos específicos.

Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), ONU Mulheres e Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) são alguns dos organismos com ações voltadas a reduzir a vulnerabilidade ao tráfico de pessoas no país.

Para saber mais sobre a atuação das Nações Unidas no país, acesse www.nacoesunidas.org

Para saber mais sobre a campanha das Nações Unidas "Coração Azul", acesse www.unodc.org/blueheart/pt/

Informações para a imprensa:

Ministério Público do Trabalho
Layrce de Lima
Assessora – Chefe
Assessoria de Comunicação Social
T. (61) 3314-8030
layrce.lima@mpt.mp.br

ONU Brasil
Roberta Caldo
Assessora de Comunicação
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio de Janeiro)
T. (21) 2253.2211

Risco de morte por febre amarela pode ser identificado mais cedo

Pesquisadores da USP e do Instituto Emílio Ribas identificam marcadores que preveem risco de morte em pacientes com sintomas de febre amarela, o que pode ajudar a evitar que a doença evolua para formas mais graves. Trabalho foi publicado na revista Lancet Infectious Diseases (foto: Bernardo Portella / Arca Fiocruz )


De cada 100 pessoas que são picadas por mosquitos infectados com o vírus da febre amarela, cerca de 10% desenvolverão sintomas da doença. Embora a maioria dos infectados com o vírus da febre amarela não desenvolva a doença, cerca de 40% dos que apresentam sintomas acabam morrendo.

A febre amarela vem sendo estudada há mais de um século, sendo que existe uma vacina bastante eficaz desde 1938. Apesar disso, ainda não se conheciam os sintomas preditivos específicos que pudessem ser utilizados pelos médicos de modo a estabelecer um prognóstico do grau de severidade da evolução da doença para cada paciente.

"Muitos pacientes que dão entrada no sistema de saúde com diagnóstico de febre amarela ainda não estão muito doentes. Vários chegam caminhando ao hospital, mas o que se observa nos dias seguintes é um quadro de piora acentuada, que muitas vezes leva ao óbito", disse Esper Kallás, professor titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

"Ainda não se conheciam vários marcadores que pudessem ser empregados pela equipe médica para avaliar o prognóstico de cada paciente, permitindo identificar quais seriam os pacientes com mais chances de evoluir para um quadro de maior gravidade e poder tratá-los de acordo com tal prognóstico, elevando as chances de tratamento e cura", disse Kallás.

Esses marcadores acabam de ser identificados e descritos em artigo na revista The Lancet Infectious Diseases. Assinam o artigo Kallás e outros 19 pesquisadores ligados à FMUSP, ao Instituto de Medicina Tropical (IMT) da FMUSP, ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas e ao laboratório Diagnósticos da América (Dasa). O trabalho teve apoio da FAPESP por meio de projeto de pesquisa coordenado pela professora Ester Sabino, diretora do IMT e professora no Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP.

O objetivo do estudo foi identificar os preditores de morte medidos na admissão hospitalar em um conjunto de pacientes internados no Hospital das Clínicas da FMUSP e no Instituto de Infectologia Emílio Ribas durante o surto de febre amarela de 2018 na periferia da cidade de São Paulo.

Entre 11 de janeiro e 10 de maio de 2018, 118 pacientes com suspeita de febre amarela foram internados no Hospital das Clínicas e outros 113 pacientes no Emílio Ribas.

Após uma triagem para a confirmação do diagnóstico, o estudo foi resumido a 76 pacientes (68 homens e 8 mulheres) com infecção confirmada pelo vírus da febre amarela, com base no RNA do vírus da febre amarela detectável no sangue (74 pacientes) ou no vírus da febre amarela confirmado apenas no laudo da autópsia (dois pacientes). Dos 76 pacientes, 27 (36%) morreram durante o período de 60 dias após a internação hospitalar.

"A infecção da febre amarela foi confirmada pela técnica de PCR [reação em cadeia da polimerase] em tempo real no sangue coletado na admissão ou em tecidos na autópsia. Sequenciamos o genoma completo do vírus da febre amarela de indivíduos infectados e avaliamos os achados demográficos, clínicos e laboratoriais na admissão. Investigamos se qualquer uma dessas medidas se correlacionava com o óbito do paciente", disse Kallás.

Marcadores da doença

Os pesquisadores identificaram que a febre amarela tende a ser mais grave quanto mais velho é o paciente. "Trata-se de um aspecto intuitivo. Faz sentido que os idosos sofram mais e tendam a ter um desfecho pior. Quanto mais velho o paciente, maiores são as chances de o quadro piorar", disse Kallás.

A contagem de neutrófilos elevada, o aumento da enzima hepática AST (aspartato aminotransaminase) e a maior carga viral também estão associados ao risco de morte. Neutrófilos (ou leucócitos polimorfonucleares) são as células sanguíneas que fazem parte essencial do sistema imune inato.

Todos os 11 pacientes com contagem de neutrófilos igual ou superior a 4.000 células/ml e carga viral igual ou superior a 5.1 log10 cópias/ml (ou seja, aproximadamente 125 mil cópias do vírus por mililitro de sangue) morreram, em comparação com apenas três mortes entre os 27 pacientes com contagens de neutrófilos menor que 4.000 células/ml e cargas virais de menos de 5.1 log10 cópias/ml (menos de 125 mil cópias/ml).

"O organismo pode estar tentando combater alguma outra coisa que não é o vírus da febre amarela. Nossa hipótese é que a multiplicação do vírus nas células do intestino possa estar permitindo a passagem de bactérias que vivem no intestino para a corrente sanguínea. Essa poderia ser a razão para o acionamento do sistema imune e o aumento na produção de neutrófilos. Outra possibilidade é que, no doente, a resposta imune estaria desequilibrada, o que faria a pessoa piorar", disse Kallás.

Outro marcador de severidade é o aumento da carga viral no sangue dos pacientes.

"Assim como ocorre com a idade avançada, parece lógico pensar que quanto maior for a quantidade de vírus no sangue, pior será o prognóstico do paciente. Mas é a primeira vez que alguém descreveu isso em um estudo", disse Kallás.

Por outro lado, os pesquisadores constataram que a coloração amarelada na pele dos doentes, tão característica que está no nome da doença, não é um marcador de severidade no momento da entrada do paciente no hospital.

"A coloração amarelada, consequência da destruição das células do fígado pelo vírus, só aparece em casos de piora avançada. Em nosso estudo, nenhum dos pacientes que veio a óbito chegou ao hospital ostentando coloração amarelada", disse Kallás.

Sabino destaca que o estudo representa um avanço muito importante, ao permitir que, "no caso de um surto de febre amarela como o que ocorre atualmente no Brasil, o pior em décadas, médicos realizam a triagem de pacientes no momento de entrada nos serviços de saúde, identificando aqueles pacientes que potencialmente poderão evoluir para casos mais severos. Com a antecipação nas internações em unidades de terapia intensiva, aumentam-se as chances de sobrevivência".

Diagnóstico precoce

Após décadas de pesquisa da febre amarela, não havia até agora marcadores associados ao risco de morte dos pacientes em um ambiente com maiores recursos de assistência à saúde.

"As grandes epidemias de febre amarela que ocorreram em países com maior grau de desenvolvimento e, portanto, com melhores meios médico-científicos para identificar tais marcadores, aconteceram há décadas, praticamente todas antes do desenvolvimento da vacina, que começou a ser testada há 80 anos, antes da Segunda Guerra Mundial", disse Kallás.

Em 2017, quando do início do surto recente de febre amarela no Brasil, Kallás, Sabino e colaboradores realizavam um trabalho de acompanhamento dos pacientes com dengue, chikungunya e zika, na tentativa de prever a transmissão e a distribuição no Brasil daquelas doenças igualmente provocadas por arbovírus, os vírus que são transmitidos aos humanos através da picada de insetos, como os mosquitos.

"Quando surgiram os primeiros sinais do surto de febre amarela, rapidamente percebemos que nos encontrávamos em condições ideais para acrescentar a febre amarela ao foco das nossas investigações, com vistas a detectar os fatores preditivos da severidade da doença. A colaboração entre o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da FMUSP foi fundamental para fazer esta contribuição", disse Kallás.

A identificação de marcadores prognósticos em pacientes pode ajudar os médicos a priorizar a internação na unidade de terapia intensiva, pois o estado geral dos pacientes deteriora rapidamente.

"Coloque-se no lugar de um médico que examina um paciente diagnosticado com febre amarela e que acaba de ser internado. Não se sabia qual seria o prognóstico mais provável daquele paciente. O que se verificaria seria uma piora muito acentuada e rápida, ou não. Nosso trabalho ajudará a entender o que ocorre com os pacientes. Aqueles que contarem com todos os marcadores de severidade no momento da internação serão os que terão mais risco de morrer. Logo, será possível aos médicos estabelecer prioridades, enviando tais pacientes mais precocemente à terapia intensiva", disse Kallás.

Ao mesmo tempo, a alocação de recursos seria melhorada para priorizar exames laboratoriais mais úteis para determinar se um paciente poderia ter um resultado melhor.

O artigo Predictors of mortality in patients with yellow fever: an observational cohort study (doi: https://doi.org/10.1016/S1473-3099(19)30125-2), de Esper G. Kallás, Luiz Gonzaga D'Elia Zanella, Carlos Henrique V. Moreira, Renata Buccheri, Gabriela B. F. Diniz, Anna Carla P. Castiñeiras, Priscilla R. Costa, Juliana Z. C. Dias, Mariana P. Marmorato, Alice T. W. Song, Alvino Maestri, Igor C. Borges, Daniel Joelsons, Natalia B. Cerqueira, Nathália C. Santiago e Souza, Ingra Morales Claro, Ester C. Sabino, José Eduardo Levi, Vivian Avelino-Silva e Yeh-Li Ho, está publicado em: www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(19)30125-2/fulltext.


Peter Moon  |  Agência FAPESP


Programação 29/06

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Uma em cada sete pessoas no mundo com transtorno por uso de drogas recebe tratamento.

Centro comunitário na Tailândia oferece agulhas limpas para usuários de drogas injetáveis. Foto: Banco Mundial/Trinn Suwannapha

Globalmente, em torno de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas e necessitam de tratamento, de acordo com o mais recente Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Mas somente uma em cada sete recebe tratamento.

O documento também estima o número de usuários de opioides em 53 milhões para o ano de 2017 — 56% acima das estimativas de 2016. A publicação aponta ainda que os opioides foram responsáveis por dois terços das 585 mil mortes de pessoas que faleceram como resultado do uso de drogas em 2017.

Uma pesquisa com dados novos e mais precisos revela que as consequências adversas para a saúde decorrentes do uso de drogas são mais severas e generalizadas do que se pensava anteriormente. Globalmente, em torno de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas e necessitam de tratamento, de acordo com o mais recente Relatório Mundial sobre Drogas, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

As estimativas — referentes a 2017 — representam um aumento no número de indivíduos que sofrem de transtornos por uso de drogas. O crescimento foi atribuído a um melhor conhecimento sobre a dimensão do uso de drogas, a partir de novas pesquisas realizadas na Índia e na Nigéria, ambos entre os dez países mais populosos do mundo.

O relatório também estima o número de usuários de opioides em 53 milhões — 56% acima das estimativas para 2016. O documento aponta ainda que os opioides foram responsáveis por dois terços das 585 mil mortes de pessoas que faleceram como resultado do uso de drogas em 2017.

Globalmente, 11 milhões de pessoas injetaram drogas em 2017, dos quais 1,4 milhões vivem com HIV e 5,6 milhões, com hepatite C.

"As conclusões do Relatório Mundial sobre Drogas deste ano complicam ainda mais a situação global dos desafios das drogas, ressaltando a necessidade de uma cooperação internacional mais ampla para promover respostas equilibradas e integradas de saúde e justiça criminal à oferta e demanda", disse Yury Fedotov, diretor-executivo do UNODC.

Aumento na gravidade e complexidade da situação mundial das drogas

Em 2017, estima-se que 271 milhões de pessoas — ou 5,5% da população mundial entre 15 e 64 anos — usaram drogas no ano anterior. Embora essa estimativa seja semelhante à de 2016, uma visão de longo prazo revela que o número de pessoas que usam drogas aumentou 30% na comparação com 2009. Apesar de esse aumento ser devido, em parte, a um crescimento de 10% da população mundial na faixa etária analisada, os dados agora mostram uma maior prevalência do uso de opioides na África, na Ásia, na Europa e na América do Norte e do uso de maconha na América do Norte, na América do Sul e na Ásia em relação a 2009.

A estimativa sobre a fabricação ilícita global de cocaína alcançou o recorde de 1.976 toneladas em 2017, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, a quantidade global de cocaína apreendida em 2017 aumentou 13%, chegando a 1.275 toneladas, a maior quantidade já registrada.

A crise de overdose relacionada ao consumo de opioides sintéticos na América do Norte também alcançou novos patamares em 2017, com mais de 47 mil mortes por overdose de opioides registradas nos Estados Unidos — um aumento de 13% em relação ao ano anterior — e 4 mil mortes relacionadas a opioides no Canadá — um aumento de 33% em relação a 2016.

O fentanil e seus análogos continuam sendo o principal problema da crise de opioides sintéticos na América do Norte, mas as regiões central, oeste e norte da África estão passando por uma crise de outro opioide sintético, o tramadol. As apreensões globais de tramadol saltaram de menos de 10 kg em 2010 para quase 9 toneladas em 2013 e atingiram o recorde de 125 toneladas em 2017.

A droga mais usada no mundo continua a ser a cannabis — cerca de 188 milhões de pessoas usaram essa droga em 2016.

O relatório mostra que uma área em que a comunidade internacional obteve um certo grau de sucesso foi a abordagem das Novas Substâncias Psicoativas (NSP) — o que é evidenciado por um declínio no número de NSPs identificado e relatado pela primeira vez ao UNODC.

As NSPs não foram adotadas pelo mercado na proporção que se temia há alguns anos, e a comunidade internacional reagiu de maneira oportuna para avaliar os danos causados pelas NSPs e incluir, nas listas das Convenções Internacionais, aquelas que poderiam passar por um controle internacional.

Prevenção e tratamento insuficientes

A prevenção e o tratamento continuam insuficientes em muitas partes do mundo. Por ano, apenas uma em cada sete pessoas com transtornos decorrentes do uso indevido de drogas recebe tratamento.

O dado impressiona particularmente no ambiente prisional. O relatório deste ano traz uma análise aprofundada do uso de drogas e suas conseqüências adversas para a saúde em ambientes prisionais. A pesquisa sugere que a prevalência de infecções, como HIV, hepatite C e tuberculose ativa, e os riscos relacionados a elas são desproporcionalmente maiores entre as populações prisionais do que na população em geral — em particular, entre aqueles que injetam drogas na prisão.

Cinquenta e seis países relataram que forneceram terapia de substituição de opioides em pelo menos uma prisão em 2017, enquanto 46 países relataram não ter essa opção de tratamento em ambientes prisionais. Os programas de distribuição de seringas e agulhas estão disponíveis em proporção bem menor nos sistemas prisionais: 11 países relataram sua disponibilidade em pelo menos uma prisão, mas 83 países confirmaram não possuir tais programas.

O relatório mostra que as intervenções efetivas de tratamento, baseadas em evidências científicas e alinhadas com as obrigações internacionais de direitos humanos, não estão tão disponíveis ou acessíveis como precisam estar. A publicação aponta que os governos nacionais e a comunidade internacional precisam intensificar as intervenções para resolver essa lacuna.

O Relatório Mundial sobre Drogas de 2019 oferece uma visão global sobre a oferta e a demanda de opiáceos, cocaína, cannabis, estimulantes do tipo anfetamina e Novas Substâncias Psicoativas (NSP), bem como sobre o seu impacto na saúde. O documento destaca, por meio de pesquisa aprimorada e dados mais precisos, que os efeitos adversos para a saúde devido ao uso de drogas são mais generalizados do que se pensava anteriormente.

Acesse o relatório na íntegra em: https://wdr.unodc.org/wdr2019/

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No Rio, exposição do ACNUR mostra que refugiados se sentem em casa no Brasil.


Entre os depoimentos da exposição "Em casa, no Brasil", estão histórias de refugiados do Afeganistão, Irã, Síria e Nigéria. Foto: ACNUR/Estou Refugiado


O Centro Cultural Correios recebe a exposição imersiva "Em casa, no Brasil", que permite ao público visitar uma unidade habitacional para campos de refugiados e conhecer o depoimento de 13 pessoas refugiadas de nove países que vivem no Brasil e aqui se sentem em casa. Inauguração da mostra acontece na próxima quarta-feira (26), às 18h30.

O Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, terá um componente especial na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da exposição imersiva "Em casa, no Brasil", que permite ao público visitar uma unidade habitacional para campos de refugiados e conhecer o depoimento de 13 pessoas refugiadas de nove países que vivem no Brasil e aqui se sentem em casa. Inauguração da mostra acontece na próxima quarta-feira (26) no Centro Cultural Correios, às 18h30.

Ao responderem "o que te faz sentir em casa, estando longe de sua casa?", as narrativas abordam as memórias destas pessoas sobre seus lares no Afeganistão, Colômbia, Cuba, Irã, Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo, Síria e Venezuela. Suas trajetórias de vida e suas lembranças formam os depoimentos, nos quais os refugiados explicam a razão pela qual se sentem em casa no Brasil.

Palavras como "paz", "segurança", "prosperidade" e "liberdade" são recorrentes, embora cada história traga diferentes traços culturais e características singulares que vão emocionar os visitantes.

A abertura da exposição acontece no dia 26 de junho, no Centro Cultural Correios, às 18h30. A inauguração da mostra contará com apresentação da banda Bomoko e coffee break de cozinha libanesa oferecido pela El Warrack. Para participar do evento, é necessário se inscrever por meio do seguinte formulário: http://bit.ly/emcasanobrasilrj.

A Unidade de Habitação para Refugiados (conhecida pela sigla RHU, em inglês) que integra a exposição é uma estrutura utilizada pelo ACNUR em contextos de emergência humanitária. Trata-se de um abrigo autônomo, sustentável e duradouro, concebido através de uma colaboração entre o ACNUR, a empresa social Better Shelter e a Fundação IKEA.

As RHUs são uma solução inovadora de abrigamento, composta com estrutura de aço leve, energia solar para carregar as lâmpadas e celulares, além de um inovador sistema de ancoragem e adaptação a diferentes condições climáticas.

Cada RHU foi concebida para abrigar cinco pessoas (respeitando-se o padrão internacional de 3,5 metros quadrados por pessoa). Essas unidades de habitação estão presentes atualmente em seis abrigos temporários geridos pelo ACNUR e parceiros em Boa Vista (Rondon 1, Rondon 2, Rondon 3, Jardim Floresta, Nova Canaã e São Vicente), com aproximadamente 600 RHUs instaladas.

O conteúdo da exposição foi concebido pela ONG Estou Refugiado, parceira do ACNUR que atua para facilitar a empregabilidade de pessoas refugiadas no Brasil. No Rio de Janeiro, a exposição tem o apoio institucional do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), do Centro Cultural Correios, do SESC Rio e da empresa JadLog, responsável pelo transporte da exposição.

Serviço:
Exposição "Em casa, no Brasil" no Rio de Janeiro (RJ)
Inauguração
Local: Centro Cultural Correios — Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro
Data: 26 de junho, às 18h30

Agenda Cultural RJ



EBC
21 a 27 de junho
AGENDA
cultural
Rio de Janeiro
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MÚSICA
CÁSSIA ELLER, O MUSICAL

O musical tem direção de João Fonseca e Viniciús Arneiro, idealização de Gustavo Nunes e produção da Turbilhão de Ideias Entretenimento. O texto é de Patrícia Andrade, que flagra Cássia ainda antes do início da carreira e acompanha toda a sua trajetória musical – dos primeiros passos como cantora em Brasília a sua explosão nacional – sem deixar de lado seus amores, em especial Maria Eugênia, sua companheira com quem criou o filho Chicão. A autora fez um amplo mergulho na obra de Cássia Eller e entrevistou familiares e amigos, que a ajudaram a construir um mosaico fiel sobre a história da cantora. A direção musical é de Lan Lanh, que tocou anos com Cássia e tem total propriedade na obra da cantora. O roteiro passeia desde uma criação autoral quase obscura, como "Flor do Sol", até algumas canções que ficaram imortalizadas por ela, como "Malandragem" (Cazuza/Frejat), "Socorro" (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz) e "Por Enquanto" (Renato Russo). O amigo Nando Reis, que é também personagem do espetáculo, comparece com várias composições no repertório, como ''All Star", "O Segundo Sol", "Relicário", "Luz dos Olhos" e "E.C.T.", entre outras. Cássia Eller é interpretada no musical por Tacy de Campos, atriz e cantora de Curitiba que foi escolhida entre mais de 1.000 candidatas que se inscreveram para as audições, quando foi definido também todo o elenco, que conta ainda com Eline Porto, Emerson Espíndola, Juliane Bodini, Jana Figarella, Jandir Ferrari, Thainá Gallo. De 20 de junho a 07 de julho, sexta às 21h, sábado às 17h e 21h e domingo às 19h. No Teatro VillageMall – Shopping VillageMall Av. das Américas, 3.900 – 160 – Barra da Tijuca. Ingressos a partir de R$ 25.


 
DE COISAS QUE APRENDI COM ELIS

Em cartaz de sexta a domingo nos últimos dois fins de semana de junho, produção reverencia a carreira da pimentinha com grande qualidade musical e roteiro afetivo na voz da cantora mineira. No show, a cantora Isabela Morais revisita o repertório de Elis Regina num olhar apaixonado sobre o legado da artista gaúcha, tida como a maior intérprete da música popular brasileira. com cenário inspirado no álbum "elis, essa mulher", a produção mineira passeia pela própria história da música brasileira a partir de um recorte afetivo sobre o repertório consagrado pela pimentinha, incluindo clássicos como "madalena", "como nossos pais" e "romaria" e igualmente um mergulho no lado b, com músicas como "rancho da goiabada" e "cobra criada". Dias 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de junho, sexta e sábado às 19:30, domingo às 18:00. No Teatro João Caetano - Praça Tiradentes, s/n – centro. Ingressos a partir de R$ 30.

 
QUARTETO DA GUANABARA CELEBRA 50 ANOS

Um dos mais tradicionais conjuntos de câmera do Brasil, o Quarteto da Guanabara acaba de completar 50 anos de existência. E para celebrar tamanha longevidade, o grupo – atualmente formado por Marcio Malard(violoncelo), Daniel Guedes e Ramon Feitosa (violinos) e Daniel Albuquerque (viola) – subirá ao palco para um concerto comemorativo. No programa, Haydn, Villa-Lobos e Schubert. Criado pelo pianista Arnaldo Estrêla e pela violinista Mariuccia Iacovino, o Quarteto da Guanabara teve em sua primeira formação a presença do violoncelista Iberê Gomes Grosso, um ícone do violoncelo brasileiro, e o violista Federiçk Stephany. Com o falecimento de Estrêla, Luiz Medalha se tornou pianista do grupo e Márcio Malard substituiu Iberê Gomes Grosso em 1983. Com o falecimento de sua fundadora Mariuccia Iacovino, Márcio Malard, último remanescente do grupo, decidiu dar continuidade ao trabalho do Quarteto da Guanabara, mantendo sua tradição e importância no cenário musical carioca e brasileiro. Em 2019, o Quarteto da Guanabara pretende comemorar os 50 anos homenageando seus membros fundadores e tocando os grandes compositores que fizeram parte da trajetória deste grupo. Dia 21 de junho sexta, as 20h. Na Sala Cecília Meireles - Largo da Lapa, 47 – Centro. Ingressos a partir de R$ 20.

 
UMMAGUMMA-THE BRAZILIAN PINK FLOYD
Maior tributo da banda inglesa no Brasil, com 17 anos de estrada, esta produção mineira realiza na atual turnê apresentações com foco nos quatro álbuns que apresentam a essência do Pink Floyd: "Dark Side of the Moon" (1973), "Wish You Were Here" (1975), "Animals" (1977) e "The Wall" (1979). A fase setentista traz um equilíbrio na potência criativa e instrumental compartilhada por David Gilmour, Nick Mason, Richard Wright e Roger Waters em clássicos como "Time", "Shine on You Crazy Diamond", "Pigs" e "Comfortably Numb". O show ainda passa pela fase inicial com Syd Barrett e inclui temas dos discos "Meddle", "More", "Obscured by Clouds" e "Division Bell". O Ummagumma faz referência em seu nome a um dos álbuns mais experimentais do grupo inglês, lançado em 1969. Em 2012, com 10 anos de sucesso do projeto, tornaram-se The Brazilian Pink Floyd. Mas o reconhecimento da alcunha original em todo o país já era tal que tiveram que mantê-lo em destaque: Ummagumma - The Brazilian Pink Floyd. Dia 27 de junho quinta às 19:30. No Teatro João Caetano Praça Tiradentes, s/n – Centro. Ingressos a partir de R$ 50..
EXPOSIÇÃO
GRAFITARTE DIGITAL

A exposição será composta por dois painéis de grandes dimensões, pintados pelos artistas Juliana Fervo e Smael Vagner, além de uma instalação interativa na qual o visitante poderá criar sua própria arte, imprimir e levar de recordação. A iniciativa vai de encontro ao carácter social da mostra, que promoveu oficinas de grafite, gratuitamente, em duas escolas públicas, terminando com a transformação dos muros das instituições realizada pelos próprios alunos. Até o dia 06 de julho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h. No Centro Carioca de Design (Praça Tiradentes, 48 – Centro). Entrada Grátis.

 
CLAUDIO VALÉRIO TEIXEIRA: TRABALHOS DO ATELIÊ 

A mostra contará com 29 telas de médias e grandes dimensões do renomado artista e restaurador, filho do importante pintor, Oswaldo Teixeira. Dentre as obras que serão expostas destacam-se O mundo de Van Gogh, Ateliê Picasso, Onírico e Califórnia em azul. Até o dia 13 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 19h. Na Galeria Evandro Carneiro Arte (Rua Marquês de São Vicente, 124 – Gávea). Entrada Franca.

 
VILLE INVISIBLE

A mostra conta com 24 imagens, que retratam o resultado de uma imersão do fotógrafo na periferia carioca, ao buscar retratar a realidade da Colônia Juliano Moreira, um dos muitos bairros sociais construídos a partir de 2009, para realocar os moradores das favelas. No entanto, esse isolamento e os erros políticos já o transformaram em gueto. Até o dia 31 de agosto, de segunda a sexta, de 10h às 19h, aos sábados, de 08h às 12h. Na Galeria da Aliança Francesa (Rua Muniz Barreto, 746 - Botafogo). Entrada franca.

 
DANIEL FEINGOLD, PEQUENOS FORMATOS
Planos de cor. Linhas cromáticas. Formas geométricas em constantes inserções sobre as superfícies tanto da tela quanto do papel. Em sua nova individual, o artista plástico Daniel Feingold mostra cerca de 40 trabalhos inéditos desenvolvidos ao longo do último ano. Com trinta anos de trajetória, Daniel é conhecido pelo desenvolvimento de novas técnicas de pintura que, quase sempre, abolem o uso do pincel. Há anos, vem criando suas obras com esmalte sintético derramado diretamente sobre as telas. E, agora, trabalha em paralelo com o bastão a óleo, que deixa o traço mais íntegro, praticamente sem nenhuma possibilidade de descontrole como no caso do esmalte. Até o dia 30 de julho, de segunda a sexta, das 10h às 19h, aos sábados, das 10h às 15h. Na Galeria Cassia Bomeny (Rua Garcia D´Ávila, 196 - Ipanema). Entrada Franca.
CIDADE PERDIDA

A relação entre tráfico de escravizados, genealogia familiar e o desenvolvimento urbano carioca é o ponto de partida da exposição do artista Pedro Meyer. A mostra é composta por cerca de 20 obras, entre pinturas e desenhos que traçam um paralelo entre o campo do Valongo, local de concentração, trânsito e extermínio de escravos negros no Rio de Janeiro, e Treblinka, quarto campo de extermínio nazista. Estes trabalhos foram desenvolvidos a partir de uma pesquisa iniciada na Gamboa, no Rio de Janeiro, onde o artista trabalhou durante seis meses. Até o dia 01 de setembro, de terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 17h, aos sábados, domingos e feriados das 11h às 18h. Na Galeria do Lago (Rua do Catete, 153, Catete). Entrada Franca. Classificação Livre.

 
O RIO DOS NAVEGANTES

A mostra traz uma abordagem transversal da história do Rio de Janeiro como cidade portuária, do ponto de vista dos diversos povos, navegantes e imigrantes que desde o século XVI passaram, aportaram e por aqui viveram. "O Rio dos Navegantes" reúne cerca de 550 peças históricas e contemporâneas, entre pinturas, fotografias, vídeos, instalações, objetos, documentos, esculturas, etc. Com trabalhos de artistas como Ailton Krenak, Antonio Dias, Arjan Martins, Augusto Malta, Belmiro de Almeida, Custódio Coimbra, Guignard, Iran do Espírito Santo, João Cândido (João Cândido Felisberto), Kurt Klagsbrunn, Lasar Segall, Mayana Redin, Mestre Valentim, Osmar Dillon, Rosana Paulino, Sidney Amaral, Virginia de Medeiros, além de jovens artistas como Aline Motta e Floriano Romano. Entre os destaques da curadoria está um raro tapete feito pela Manufatura dos Gobelins – um complexo de oficinas dedicadas à produção de tapeçarias e mobiliários na França do século XVI. Também promete chamar a atenção do público um painel de cinco metros, pintado em madeira pelo artista Carybé e pertencente ao acervo do Museu do Ingá. Outro destaque é o desenho original de Hélio Eichbauer que foi transformado em um painel na emblemática montagem da peça O Rei da Vela, em 1967, e mais tarde virou capa do disco O Estrangeiro, de Caetano Veloso. Para ampliar a viagem pela história do Porto do Rio e seus desdobramentos, o museu firmou parceria com 37 instituições públicas e privadas, que cederam trabalhos para a exposição. Do Museu Nacional, destruído por um incêndio em 2018, virão 15 peças de diversas coleções da seção didática do museu, como conchas, corais, artefatos líticos, e frascos que apresentam a biodiversidade da baía de Guanabara. Outro destaque é o vídeo instalação do sul-africano Mohau Modisakeng, exibido na Bienal de Veneza de 2017. A obra simula barcos com figuras submersas e aborda o desmembramento da identidade africana pela escravidão, que promoveu violentos apagamentos de histórias pessoais. "O Rio dos Navegantes" não se limita aos espaços tradicionais de exposição. Na rampa que leva o visitante ao pavilhão, por exemplo, o público já será ambientando à mostra por meio de uma das cinco obras comissionadas pelo MAR. Vozes, conversas e sons ambientes da Região Portuária foram reunidos pelo artista carioca Floriano Romano no trabalho "O Som do Porto", que dá a dimensão da diversidade naquela região. Mais quatro trabalhos foram desenvolvidos pelos artistas Aline Motta, Carlos Adriano, Katia Maciel, Regina de Paula e Wilton Montenegro especialmente para "O Rio dos Navegantes". A mostra também dá voz a personagens famosos e anônimos da região, como Arthur Bispo do Rosário, João Cândido, as polacas Berta, Esther e Rachel, o Dragão do Mar, os comerciantes árabes do mercado popular Saara, entre outros, que terão suas vidas narradas por meio de obras e documentos da época. A exposição convida o público a refletir sobre os modos de vida que formaram o Rio de Janeiro, a relação entre cariocas e visitantes, a miscigenação, as formas de uso e democratização do espaço público, e os conflitos geográficos, linguísticos, culturais, econômicos e políticos que estão presentes na cidade desde o século XVI. Documentos e imagens raras mostram indígenas escravizados construindo os Arcos da Lapa, evidenciam os problemas das enchentes do Rio desde o século XVI e questionam o mito da praia democrática, evidenciando tensões sociais no espaço público e as praias do subúrbio, como as do Caju, Ramos, Sepetiba e Ilha do Governador. Até dia 25 de junho, às terças-feiras das 10h às 19h, de quarta a domingo, das 10h às 17h. No Museu de Arte do Rio (Praça Mauá, 5 – Centro). Entrada gratuita.

 
SOMOS SUA LUZ

Com obras inéditas do artista Alexandre Mazza, que apresentará 15 trabalhos inéditos produzidos este ano, dentre vídeos e videoinstalações, que dialogam entre si e possuem uma unidade, como se fossem um trabalho único. Em comum, todos eles partem de imagens de águas e cachoeiras. A partir dos trabalhos desta exposição, o artista pretende chamar a atenção para os milagres que estão a nossa volta. Com formação musical, Alexandre Mazza trabalhou durante 18 anos como baixista e compositor e passou a se interessar pela luz e pela eletricidade. Desde 2008 se dedica somente ao que chama de "multiplicação da luz", utilizando diversos materiais, tais como espelhos, vidros, metais, lâmpadas, acrílicos e madeira. Os trabalhos desta exposição são uma continuidade desta pesquisa. Percurso da Exposição: No salão térreo da galeria estarão 12 monitores de televisão de 75 polegadas. Em cada um deles, haverá um vídeo de uma cachoeira, mostrando a água em movimento. Pela imagem, não é possível identificar o local, pois para o artista, o que importa é a imagem e a energia que ela traz. No meio desta sala, estará uma pedra citrino, bruta, em formato de arco, trazendo para dentro da galeria a ideia de natureza, provocando uma verdadeira imersão no espectador. No terceiro andar, estarão outros três trabalhos, divididos em duas salas. Na primeira delas, uma televisão projeta a imagem de uma queda d´água, que parece perfurar o chão. A ilusão de ótica é possível devido a um espelho colocado no piso, que reflete a imagem, dando a sensação de que a água escorre por um buraco no chão. Nesta mesma sala, haverá um monitor, que projeta a imagem de um redemoinho. Em volta dele, haverá terra, como se ele estivesse quase soterrado. Ainda no terceiro andar, na segunda sala, haverá uma videoinstalação composta por um tanque de acrílico, com cerca de 300 litros de água, onde será projetada a imagem de um fundo de rio, com areia, pedras, etc, misturando a imagem da água do rio com a água real e translúcida. Até o dia 29 de junho, de segunda a sexta, das 10h às 19h, aos sábados, das 11h às 15h. Na Luciana Caravello Arte Contemporânea (Rua Barão de Jaguaripe, 387 – Ipanema). Entrada franca.

 
COSTURAS
A mostra reúne cerca de 30 pinturas em pequenos formatos, que misturam tinta a óleo e costura sobre papel. Nas obras, a artista Sandra Antunes Ramos trabalha tanto a questão pictórica, com blocos de cor, sua marca registrada, como rompe com isso, com linhas fluidas costuradas, que remetem ao corpo feminino. São obras delicadas, tanto no formato quanto no acabamento, que tentam equilibrar o geométrico e o orgânico, a rigidez e a fluidez. Sobre o papel, base conceitual do trabalho da artista, Sandra utiliza folhas de ouro, chapas de cobre e latão, tinta a óleo, tinta acrílica metalizada, caneta metalizada, cera para dourar e linhas metalizadas, material que a artista garimpa em suas viagens. As pinturas, em média de 21 x 21 cm, são, em sua maioria, quadradas e dividas em três planos. O primeiro, mais pictórico, pintado a óleo, carrega certa profundidade. O segundo é composto por um traçado de linhas que formam uma renda geométrica, que parecem pular para fora do papel. E, por fim, unindo esses dois planos antagônicos, como numa sutura, rompem traços orgânicos de estudos que a artista realiza há anos a partir da observação de modelo vivo em movimento. Uma das características da obra da artista são os pequenos formatos. É a segunda individual da artista no Rio de Janeiro, sendo a primeira em 2014. Inauguração dia 4 de junho, às 19h, até o dia 11 de julho, de segunda a sexta, de 10h às 18h30, aos sábados, de 10h às 14h. No Mul.ti.plo Espaço Arte (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon). Entrada gratuita.
É O CORAÇÃO DE TUDO

Nos trabalhos apresentados, a artista Daniela Poliello desenvolve uma ficção com base na experiência, onde há contato direto com o acontecimento e o fluxo do real. O corpo experimenta fisicamente o espaço produzindo uma imagem que se afirma ao mesmo tempo como empírica e ficcional. A experiência do corpo no espaço é essencial, é o ponto de partida da invenção, da construção de um território imaginário. Nas imagens é estabelecida uma relação entre a fotografia, o vídeo e a auto performance, em que o corpo da própria artista atua exclusivamente para a câmera, distante do olhar direto do público. Fotografar sem ver a cena: é uma imagem da ordem do antes (imagem-projeção) e do depois (imagem ao acaso). Inauguração dia 6 de junho, às 18h30, visitação até 5 de julho, de segunda a quinta, das 13h às 19h, nas sextas, das 12h às 18h. Na Galeria Ibeu (Rua Maria Angélica, 168 – Jardim Botânico). Entrada gratuita.

 
50 ANOS DE REALISMO – DO FOTORREALISMO À REALIDADE VIRTUAL

A mostra apresenta cerca de 100 obras das últimas cinco décadas, entre pinturas, esculturas, vídeos e instalações interativas, de 30 artistas brasileiros e internacionais como John Salt e Ralph Goings, Ben Johnson, Craig Wylie, Javier Banegas, Raphaella Spence, Simon Hennessey, John De Andrea e os brasileiros Hildebrando de Castro, Fábio Magalhães, Rafael Carneiro e Giovanni Caramello. A exposição faz um recorte inédito da realidade na arte e tem espaços exclusivos destinados a obras tridimensionais de escultores de diferentes gerações do hiper-realismo, modelos em 3D e realidade virtual. Até 29 de julho, de quarta a segunda, de 09h às 21h. No CCBB (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro). Entrada gratuita. 

 
O BANCO DO BRASIL E SUA HISTÓRIA

A mostra longa duração que apresenta a história do Banco do Brasil e sua contribuição para o desenvolvimento da sociedade e do país. As quatro salas, recentemente reabertas, com nova cenografia, mostram a linha do tempo de 1808 até os dias atuais, destacando os acervos museológico e arquivístico do Banco do Brasil. Outros três ambientes apresentam a sala do secretário, a sala do presidente e a biblioteca utilizadas pela Direção Geral do Banco do Brasil até a transferência da capital do Rio para Brasília, em 1960. Até o final do ano, de quarta a segunda, de 09h às 21h. No CCBB (Rua Primeiro de Março, 66 – Centro). Entrada gratuita.

 
EXPOSIÇÃO PIXINGUINHA: NAQUELE TEMPO, HOJE E SEMPRE
Com curadoria de Luiz Fernando Vianna, coordenador da Rádio Batuta, a mostra relembra a trajetória de um dos mais importantes nomes da história da música brasileira, apresentando itens do arquivo de Pixinguinha no IMS, como objetos pessoais, partituras, fotografias, gravações, vídeos, entre outros. Até 03 de novembro. No Instituto Moreira Sales - Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea. Entrada Gratuita.
TEATRO
ANTÍGONA

A história se passa em Tebas e foi escrita há 2.500 anos por Sófocles. Uma jovem princesa enfrenta a ordem do rei Creonte de deixar seu irmão, que lutou na guerra, sem sepultura. Ao desobedecer a determinação real, ela paga com a própria vida. É estabelecido, então, o confronto entre o Estado e o cidadão. Até o dia 28 de julho, de quinta a sábado, às 21h, aos domingos, às 19h. No Teatro Poeira (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema). Ingressos: R$35 (meia). Classificação 14 anos.


 
ÂNSIA

Em um universo de vozes, quatro personagens expressam forte intimidade. Escrito por Sarah Kane, dramaturga referência do teatro britânico do final do século XX, o espetáculo, envolto em poesia, amor e ódio, cria conexões, numa trama cruel e abusiva, onde sujeito, tempo e espaço se apresentam indefinidos e refletem anseios contemporâneos. Até o dia 01 de julho, de sexta a segunda, às 20h. No Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema). Ingressos: R$ 25. Classificação 16 anos.

 
FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

Internado num hospital devido a um câncer, José, um ateu convicto, vive um renascimento espiritual, a partir de conversas com uma enfermeira espírita. Muitas surpresas são reservadas nessa emocionante história de fé. Nas quintas, às 18h, até 27 de junho. No Teatro Vannucci (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea). Ingressos: R$35 (meia). Classificação Livre. 

 
EU COMIGO MESMO
Stand-up do ator Rafael Portugal, do Porta dos Fundos. Personagens como Ivan, um funkeiro apaixonado que fala um pouco da sua relação conjugal; o Chinês, um brasileiro que viva na ilusão de que é um chinês, por desejar ser um, assumindo costumes orientais; Tadeu, um compositor muito louco com as composições mais hilárias. Nas sextas e sábados, às 21h, nos domingos, às 20h, até 30 de junho. No Teatro PetroRio das Artes (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea). Ingressos (meia): R$40 na sexta e sábado; R$35 no domingo. Classificação 14 anos.
UM CASAMENTO FELIZ
Henrique, um heterossexual e solteirão convicto. Recebe uma herança milionária da sua Tia Carola, mas no testamento consta a condição que ele precisa se casar, e ficar bem casado por um período mínimo de um ano. Durante esse período, ele receberá visitas esporádicas de um oficial de justiça, para avaliar se realmente ele está vivendo "Um Casamento Feliz". Para não deixar de receber a herança, Henrique aceita a proposta de seu advogado e amigo Roberto, em realizar um casamento gay com Dodô. Que além de ser o seu melhor amigo, é ator e também heterossexual. A partir dai, inúmeras situações inusitadas e divertidíssimas acontecem, quando o lar cor de rosa do falso casal gay é visitado por vários personagens, tais como o Pai de Henrique, um viúvo extremamente religioso e aparentemente sisudo. O advogado Roberto, que é um homem estressadíssimo com sua futura ex-esposa. E a nova namorada de Henrique, que é uma especialista em farejar e detectar homens casados. De quinta a sábado, às 21h, aos domingos, 20h, até 30 de junho. No Teatro Vannucci (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea). Ingressos (meia): R$35 na quinta; R$40 na sexta e domingo; R$45 no sábado. Classificação 12 anos.
 
ANGELA MARIA - LADY CROONER
O musical apresenta a relação da temperamental cantora Carina Breton e seu camareiro Olavo – fã incondicional da cantora Ângela Maria, durante apresentação de um show composto por 26 sucessos gravados pela eterna Rainha da Rádio Nacional em seus 70 anos de uma vitoriosa carreira. Com Lilian Valeska e Mauricio Baduh. Texto e direção de Francis Mayer. Até 26 de junho, às terças e quartas, às 19h. No Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro. Ingressos a partir de R$30.
INFANTIL
UM CONTO DE FADO PADRINHO

A história conta a inusitada trajetória de um Fado Padrinho, primo da Fada Madrinha, que vem ao Brasil escolher uma Princesa Brasileira. Em cena, os atores vão se transformando e dando vida aos personagens de forma lúdica, com muita música brasileira, ao vivo e, bom humor. Contada e cantada por uma trupe de nove amigos que anda pelas regiões do país, proporciona alegria e encantamento ao apresentar a diversidade e riqueza da nossa cultura. Nos sábados e domingos, às 17h, até 30 de junho. No Teatro dos Quatro (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea). Ingressos: R$30 (meia).  

 
POLLYANA – O MUSICAL

A história de Pollyanna trará muita emoção para crianças e adultos e contará as aventuras da pequena órfã que extrai algo de bom e positivo em tudo, mesmo nas coisas aparentemente mais desagradáveis. Pollyanna passa a ser amiga de todos da cidade, tornando-os felizes, mas um acontecimento trará suspense e emoção até o final da peça. Até o dia 30 de junho, aos sábados e domingos, às 18h30. No Teatro Vannucci (Rua Marquês de São Vicente, 52 – Gávea). Ingressos a partir de R$30 (meia).

 
O PEDRO E O LOBO

Um jovem Pastor de ovelhas chamado Pedro, encarregado de tomar conta de um rebanho perto de um vilarejo, por algumas vezes, fica entediado com a calmaria de sua atividade e, num certo dia, acaba correndo perigo com o lobo. Até o dia 30 de junho, aos sábados e domingos, sempre às 16h. No Teatro Fashion Mall (Estrada da Gávea, 899 – São Conrado). Ingressos: R$30 (meia). 

 
A PEQUENA SEREIA 
Ariel é a filha caçula do Rei Tritão, comandante dos sete mares, que está insatisfeita com sua vida. Ela deseja caminhar entre os humanos para conhecê-los melhor, mas sempre é proibida por seu pai, que considera os humanos como sendo "bárbaros comedores de peixe". Até que ela se apaixona por um jovem príncipe e, no intuito de conhecê-lo, resolve firmar um pacto com Úrsula, a bruxa do mar, que faz com que ela ganhe pernas e se torne uma verdadeira humana. Porém, Úrsula também tem seus planos e eles incluem a conquista do reino de Tritão. Até 30 de junho, sábados e domingos às 17h10. No Teatro Vannucci – Shopping da Gávea, R. Marquês de São Vicente, 52. Ingrssos a partir de R$30.