Informamos a todos, que as postagens inseridas neste blog, são de autoria de seus respectivos produtores, e,
cabe a cada um deles a responsabilidade pela autoria dos itens, bem como o teor de seu conteúdo.

Como veículo de divulgação de informação, temos a responsabilidade de divulgar os itens,
tal qual o que é remetido à nossa assessoria de imprensa.


WhatsApp 11 972914716

Qualquer contato conosco deverá ser efetuado através do "Formulário de Contato", disponível no final desta página (rodapé).

Hábitos saudáveis poderiam evitar 27% dos casos de câncer no Brasil

Conclusão é de pesquisa feita na USP e em Harvard que avaliou o impacto de cinco fatores de risco – sedentarismo, má alimentação, sobrepeso, tabagismo e consumo de álcool – sobre a incidência da doença (imagem: Daniel Antonio / Agência FAPESP)


Tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física são os fatores de risco associados a um terço das mortes causadas por 20 tipos de câncer no Brasil, segundo um novo estudo.

Publicado na revista Cancer Epidemiology, o trabalho indica que, do total dos casos de câncer anuais no Brasil, pelo menos 114 mil (27% do total) poderiam ser evitados com um estilo de vida mais saudável. Quanto às mortes causadas pela doença, 63 mil vidas (34% do total) poderiam ser poupadas.

Os dados são resultado de um estudo epidemiológico realizado por pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e da Harvard University, nos Estados Unidos, com apoio da FAPESP.

Segundo o estudo, as incidências de câncer de pulmão, de laringe, de orofaringe, de esôfago, de cólon e de reto poderiam ser reduzidas pela metade caso os cinco fatores de risco – tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação não saudável e falta de atividade física – fossem eliminados.

"Uma questão que chama a atenção nesses resultados é a proporção de casos que poderia ser evitada ao reduzir os fatores de risco relacionados ao estilo de vida. De acordo com diversos trabalhos anteriores nessa área, não há nenhuma outra medida capaz de prevenir tantos casos. O estudo deve servir de base para a formulação de políticas públicas para a prevenção de câncer no Brasil", disse Leandro Rezende, pesquisador da FM-USP e um dos autores do estudo.

O câncer é uma doença multifatorial e está entre as principais causas de morte no Brasil. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a expectativa é que, em 2025, os casos aumentem em até 50% no país, principalmente pelo crescimento e pelo envelhecimento da população.

Porém, de acordo com o novo estudo, além das mudanças na estrutura populacional, o aumento na prevalência dos cinco fatores de risco relacionados ao estilo de vida do brasileiro pode representar desafios adicionais para o controle do câncer no país.

"A prevenção primária do câncer por meio de modificações no estilo de vida é uma das abordagens mais interessantes e realistas para o controle da doença no Brasil", disse Rezende.

Segundo José Eluf Neto, professor titular da FM-USP e orientador do estudo, garantir o acesso a parques e outros locais de lazer são medidas que deveriam ser consideradas em termos de políticas públicas para a saúde.

"Incentivar a prática de atividade física, a alimentação saudável e ter locais de lazer em todas as áreas da cidade – perto da casa das pessoas – são medidas de prevenção primária que não devem ser desprezadas pelos gestores públicos. Pelo contrário, além de ter um impacto grande na redução de mortes, esse incentivo a uma vida mais saudável reduz consideravelmente o número de casos da doença", disse Eluf Neto à Agência FAPESP

Há um consenso na literatura científica de que os cinco fatores de risco em questão estão associados ao desenvolvimento de 20 tipos de câncer. O novo estudo calculou a fração atribuível populacional (FAP) do câncer – uma métrica capaz de estimar a proporção de casos possível de prevenir se os fatores de risco fossem eliminados – e relacionou esse dado com estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre índice de massa corporal (IMC) elevado, consumo de cigarro, álcool, prática de atividade física e informações sobre a alimentação.

Na pesquisa, o fator alimentação não saudável foi subdividido em seis: baixo consumo de frutas, verduras, fibras e cálcio e consumo elevado de carne vermelha e de carne processada.

Os dados sobre a distribuição dos fatores de risco foram calculados a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, que permitiu estimar consumo de álcool, IMC, consumo de frutas e hortaliças, atividade física, tabagismo e fumo passivo entre não fumantes no Brasil.

Já a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada em 2008-2009 pelo IBGE, foi usada para obter o consumo alimentar de fibras, cálcio, carne vermelha e processada. A distribuição dos fatores de risco do estilo de vida foi estimada por sexo e grupos etários.

Os pesquisadores consideraram dois cenários de exposição: um com risco mínimo teórico (eliminação total dos riscos relacionados ao estilo de vida) e outro com base em metas de políticas públicas e recomendações para a prevenção do câncer (atenuação da prevalência dos fatores de risco).

Nesse cenário de restrição dos fatores de risco, o consumo de álcool teria uma redução relativa de 10%, para menos de 50 gramas por dia. Também fazem parte desse cenário uma redução no IMC de 1 quilo por metro ao quadrado (kg/m2) na média da população, uma dieta com 200 a 399 miligramas (mg) de cálcio por dia e a redução de 30% na prevalência do consumo de tabaco.

"Estimamos também o impacto de reduções (e não só a eliminação por completo) desses hábitos não saudáveis, o que é muito interessante para a saúde pública. Com o incentivo a hábitos mais saudáveis, segundo recomendações de prevenção do câncer, já seria possível evitar um número importante de mortes e casos da doença", disse Rezende.

Pelos cálculos do cenário que apenas atenua os riscos, 4,5% dos casos (19.731 casos) e 6,1% das mortes (11.480 mortes) poderiam ser evitados.

Homens e mulheres

Os pesquisadores também identificaram os principais fatores de risco no estilo de vida, individualmente e em combinação, por sexo e tipo de câncer no Brasil.

Pela análise, o tabagismo, responsável por 67 mil casos e 40 mil mortes ao ano no Brasil, respondeu pela maioria dos desfechos negativos que poderiam ser prevenidos, seguido por excesso de peso (21 mil casos e 13 mil mortes) – fortemente ligado à alimentação não saudável e à falta de atividade física – e pelo consumo de álcool (16 mil casos e 9 mil mortes).

"Avançamos muito nos últimos 10 anos com várias leis e ações que conseguiram reduzir em mais da metade a prevalência do tabagismo. No entanto, ele continua sendo a principal causa de câncer. Isso reforça a necessidade de campanhas, taxas e restrição de marketing. Também precisamos tomar conta de questões novas, como, por exemplo, o cigarro eletrônico. Ainda não sabemos seu impacto na saúde, apenas que serve como porta de entrada para o vício, sobretudo para jovens e adolescentes", disse Rezende.

Na análise por sexo, homens e mulheres foram afetados de forma diferente. Em homens, o tabagismo (20,8%) impactou mais do que a soma dos fatores excesso de peso, falta de atividade física, consumo de álcool e alimentação inadequada (14,2%). Já nas mulheres, a soma desses quatro últimos fatores impactou mais casos da doença (15,2%) do que o tabagismo (10,1%) isolado.

"Pela distribuição dos cinco fatores de risco nessas duas populações, tabagismo é disparado o principal fator de risco para câncer. Essa diferença entre homens e mulheres ocorre porque a prevalência de tabagismo ainda é mais alta entre os homens no Brasil. Mas não é só isso, as mulheres são mais impactadas por outros fatores. Elas praticam menos atividade física e apresentam um índice de massa corporal maior que o dos homens", disse Rezende à Agência FAPESP.

O artigo Proportion of cancer cases and deaths attributable to lifestyle risk factors in Brazil (doi: 10.1016/j.canep.2019.01.021), de Leandro Fórnias Machado de Rezende, Dong Hoon Lee, Maria Laura da Costa Louzada, Mingyang Song, Edward Giovannucci e José Eluf-Neto, pode ser lido na Cancer Epidemiology em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877782118305253?dgcid=author#bib0010.
 

Por: Maria Fernanda Ziegler  /  Agência FAPESP

Exposição de obras sonoras explora interface entre arte e ciência.

A interface entre arte e ciência – que já foi tema de muita reflexão e embasou produtos teóricos e práticos – apresenta-se mais uma vez no ambiente universitário por meio da ocupação Sons de Silício, uma exposição de arte sonora que pode ser visitada no Espaço das Artes, na Universidade de São Paulo (USP), até 26 de abril.

Com 20 obras de diferentes autores, oficinas e performances, a exposição busca mostrar trabalhos artísticos em que o som desempenha papel predominante e que, de alguma maneira, remetem a questões ligadas a conceitos da ciência e ao uso de tecnologias.

"Um aspecto importante de alguns trabalhos apresentados é a ideia de sonificação, isto é, a transposição de dados em estruturas sonoras. No domínio auditivo, a sonificação é análoga à visualização, no domínio visual. Assim como é possível representar dados por meio de estruturas visuais, como gráficos, por exemplo, também é possível representar dados por meio de estruturas sonoras. Vários dos trabalhos apresentados lidam, de alguma maneira, com esse processo", disse Fernando Henrique de Oliveira Iazzetta, professor titular do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e professor responsável por Sons do Silício.

A ideia da exposição nasceu de uma obra específica, chamada Buzu, que transformou em estruturas sonoras as trajetórias de todos os ônibus que atendem a cidade de São Paulo.

"O Buzu foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom), da ECA-USP, como parte de sua colaboração com o Projeto InterSCity, hospedado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Internet do Futuro para Cidades Inteligentes", disse Iazzetta.

"Essa obra foi o estopim para a ocupação Sons de Silício. A partir da necessidade de expor o trabalho para o público, decidimos organizar uma exposição mais ampla de obras correlatas. Fizemos, então, uma chamada aberta para que outros artistas com trabalhos baseados em sonificação e arte sonora se juntassem a nós. Temos na exposição 20 obras, além de oficinas e performances, todas elas envolvendo essa relação entre ciência, tecnologia e arte, com base no som", disse.

Julian Jaramillo Arango – doutor em Sonologia, sob orientação de Iazzetta e com bolsa da FAPESP – é o curador da ocupação Sons de Silício e um dos autores do Buzu. Ele explicou como a obra foi idealizada e executada.

"O Buzu transformou dados do sistema de ônibus da cidade de São Paulo em estruturas sonoras. É um gerador de melodias que interpretou uma base de dados produzida pelo grupo InterSCity durante uma semana de outubro de 2017. Essas melodias, que traduzem em estruturas sonoras as trajetórias dos ônibus que trafegam por toda a cidade, expressam o comportamento normal do sistema. Elas permitem escutar como o sistema funciona em termos de trajetórias das linhas, de densidades de ônibus em cada linha ou de velocidade de deslocamento em cada região", disse.

"Transformando esses dados em estruturas sonoras, conseguimos escutar a cidade de forma diferente. Um dos objetivos é levar ao público o conhecimento que está sendo desenvolvido em pesquisas na universidade, de forma que pessoas que não têm familiaridade com a ciência possam acessar essas bases de dados geradas a partir de procedimentos científicos. A obra Buzu coloca-se no campo da arte-ciência, um campo híbrido no qual artistas e cientistas se dão as mãos para criar produtos capazes de promover, na população, noções científicas estruturantes do mundo contemporâneo", disse Jaramillo.

Outra obra que se destaca na exposição é Sonhofonias, que busca traduzir em sons conteúdos do inconsciente humano. "Isso é feito mixando a sonificação do eletroencefalograma de uma noite de sono com gravações de leituras de relatos dos sonhos fundamentais do psiquiatra e psicólogo suíço Carl Gustav Jung [1875-1961], descritos em seu O Livro Vermelho", disse Pedro Paulo Kohler Bondesan dos Santos, doutor em Musicologia pela USP e um dos autores de Sonhofonias.

O Livro Vermelho, também conhecido como Liber Novus (Livro Novo), é um manuscrito, registrado em caligrafia meticulosa e ricamente ilustrado, que Jung produziu ao longo de uma década e meia, entre 1915 e 1930. Nessa obra, concebida e realizada à maneira dos manuscritos medievais, Jung relatou e comentou os sonhos e experiências imaginativas ocorridos no período crucial de sua trajetória, entre 1913 e 1916. Embora seja considerado o trabalho central e o próprio fundamento da psicologia junguiana, O Livro Vermelho só foi publicado e tornado acessível em 2009.

"A ideia dessa instalação é o espectador se deitar em um divã e ouvir, por meio de duas caixas acústicas, os sons alternados da polissonografia e de trechos de O Livro Vermelho, combinados aleatoriamente", disse Santos.

Assista ao vídeo em https://youtu.be/ZeaVwzJ2bf0

Por José Tadeu Arantes  /  Agência FAPESP

QUEM DEVE DECLARAR O IMPOSTO DE RENDA 2019

imagem/ reprodução / Receita Federal

Não são todos os contribuintes que são obrigados a realizar a entrega da declaração de imposto de renda, porém se você se enquadra em algum dos critérios necessários, a declaração do imposto de renda torna-se obrigatória.


Confira quem deve declarar o imposto de renda obrigatoriamente:

01. Contribuintes que receberam, no ano de 2017, rendimentos tributáveis que totalizaram mais de R$ 28.559,70, ou seja, trabalhadores, aposentados ou pensionistas com renda mensal com valor de mais de R$ 1.903,98 mensal;

02. Contribuintes que tiveram rendimentos não tributáveis acima de R$ 40.000,00. Rendimentos não tributáveis são aqueles que não geram nem lucro, nem valor liquido, sendo assim não precisa pagar imposto;

03. Para os trabalhadores do campo é obrigatório fazer a declaração do imposto de caso, caso o rendimento anual bruto de renda rural acima de R$ 128.308,50;

04. Contribuintes que investiram qualquer valor em bolsas de valores, mercado de capitais ou similares;

05. Contribuintes com imóvel ou terrenos em suas posses, com valor superior a R$ 300 mil;

06. Trabalhadores que optarem pela isenção de imposto de renda sobre o valor da venda de imóveis, desde que esse seja usado para a compra de outro imóvel em território nacional no prazo de 180 dias.

É essencial saber que a sonegação de impostos, principalmente se você faz parte da lista de contribuintes que precisam realizar a declaração do imposto de renda e não realize a declaração, pode acabar recebendo uma punição, que chega a uma detenção de até 2 anos de regime fechado em prisão.

Saiba quem não precisa declarar imposto de renda 2019
Os contribuintes que não são obrigados a declarar o imposto de renda são aqueles que não se enquadram em nenhum dos perfis citados na lista acima. A Receita Federal também deixa isento da declaração do imposto de renda trabalhadores que se enquadrem nos seguintes perfis:

01. Não precisam fazer a declaração do imposto de renda trabalhadores que possuem renda mensal inferior a R$ 1.903,98;

02. Estarão isentos do pagamento de imposto de renda os trabalhadores diagnosticados com uma das doenças dispostas na lei nº 7.713/88:

Hepatopatia Grave;
Espondiloartrose Anquilosante;
Hanseníase;
Neoplasia Maligna;
Alienação Mental;
Doença de Paget em estados avançados (Osteíte Deformante);
Doença de Parkinson;
Esclerose Múltipla;
Paralisia Irreversível e Incapacitante;
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida);
Cegueira;
Cardiopatia Grave;
Fibrose Cística (Mucoviscidose);
Nefropatia Grave;
Tuberculose Ativa;
Contaminação por Radiação.

Técnica desenvolvida no Brasil visa ao transplante de órgãos de porcos para humanos



 A possibilidade de reduzir ou mesmo acabar com a fila de transplante de órgãos no Brasil pode se tornar uma realidade por meio do xenotransplante.

Assim é chamado o transplante de órgãos entre duas espécies diferentes – nesse caso o Sus scrofa domesticus e o Homo sapiens, porco e homem.

A iniciativa foi apresentada no primeiro dia da FAPESP Week London, que ocorre de 11 a 12 de fevereiro de 2019.

"Os órgãos dos suínos são muito semelhantes aos de humanos, mas se fossem transplantados hoje seriam rejeitados. A ideia é modificá-los para que se tornem compatíveis com o organismo humano", disse Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e pesquisadora responsável pelo estudo.

A coordenação científica é do IB-USP, no âmbito do Centro de Pesquisa do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

As outras instituições associadas são o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e o Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor).

O projeto é uma parceria da farmacêutica EMS e FAPESP, no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE). É coordenado pelo professor Silvano Raia, da Faculdade de Medicina da USP. Raia foi o primeiro médico a realizar um transplante de fígado com doador cadáver na América Latina e o primeiro transplante com doador vivo no mundo.

Atualmente, porcos modificados para esse fim são criados em países como Alemanha e Estados Unidos, com resultados promissores de transplantes de seus órgãos em macacos.

Segundo a geneticista, três genes que provocam a rejeição são bem conhecidos. Desativando-os por meio da técnica de edição gênica conhecida como Crispr-Cas9, é possível fazer com que o sistema imunológico humano não rejeite os órgãos.

O soro do sangue desses porcos será testado com o de pessoas que estão na fila de transplante de rim, a fim de verificar a presença de anticorpos que possam rejeitar os órgãos suínos na população brasileira.

As amostras fazem parte da soroteca do Laboratório de Imunologia do InCor, dirigido pelo médico Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos responsáveis pelo projeto. Atualmente, mais de mil amostras de soro de pacientes candidatos a transplante de rim que têm rejeição a qualquer rim humano compõem a soroteca.

Simultaneamente, Kalil e a professora Maria Rita Passos-Bueno, do IB-USP e também pesquisadora do projeto, vão desenvolver novos protocolos de acompanhamento de futuros pacientes transplantados, a fim de monitorar no sangue o surgimento de anticorpos que possam causar rejeição.

O Brasil ocupa a segunda colocação em número absoluto de transplantes, atrás apenas dos Estados Unidos. No entanto, a fila de espera por órgãos ultrapassou 41 mil inscritos em 2016. O transplante de rim é o que apresenta a maior discrepância entre número de pacientes na fila de espera e procedimentos realizados: foram 5.592 transplantes para 24.914 inscritos. Em 2017, 1.716 pacientes morreram enquanto esperavam por um rim.

"Trata-se de desenvolver um produto de base biotecnológica nacional, cujo objetivo final será prover à população em fila de espera para transplantes uma alternativa terapêutica viável e definitiva, que pode encurtar o sofrimento do paciente e seus familiares", disse Zatz à Agência FAPESP.

Hoje, mesmo transplantes entre humanos exigem que o transplantado tome medicamentos imunossupressores, alguns para o resto da vida, a fim de combater a rejeição. No caso dos que precisam de transplante de rim, há ainda um custo elevado em hemodiálise daqueles que esperam por um novo órgão.

A fase inicial do projeto tem duração prevista de três anos e prevê ainda compatibilizar aspectos éticos, religiosos e legais do xenotransplante, pela criação de uma cátedra sobre o assunto no Instituto de Estudos Avançados.

Fabricação de órgãos

Durante sua palestra, Zatz apresentou ainda os resultados mais recentes da criação de órgãos a partir de células-tronco. Como parte do trabalho de doutorado de Ernesto Goulart, de pós-doutorado de Luiz Caires e de Luciano Abreu Brito – todos com bolsa da FAPESP –, fígado e artéria hepática de ratos foram criados usando células-tronco de um mesmo animal.

A aorta e o fígado de ratos foram descelularizados, ou seja, foram removidas todas as células por ácidos especiais, restando apenas um suporte (scaffold) formado por colágeno. Células-tronco de humanos foram colocadas nesses suportes e se reprogramaram em células hepáticas e de aorta, criando novos órgãos.

Futuramente, essa pode ser uma solução para pessoas que precisam de transplante de órgãos. Por serem feitos com células do próprio paciente, estes não estariam sujeitos a rejeição pelo organismo.

Zatz apresentou ainda outras possibilidades de uso da genética para um envelhecimento saudável, como a medicina P4 (preditiva, preventiva, personalizada e participativa). Por meio da análise do perfil genético do paciente, é possível saber quais doenças a pessoa pode vir a desenvolver. Com isso, pode-se preveni-las e mesmo participar do tratamento junto com o médico.

"A partir de estudos de milhares de pessoas no mundo inteiro que têm doenças, comparando com pessoas saudáveis, podemos derivar o que chamamos de riscos poligênicos, que são as chances aumentadas de ter diabetes, problemas cardíacos, hipertensão, câncer, entre outras. Essas doenças dependem muitos dos genes, mas também do ambiente", disse Zatz.

A pesquisadora apresentou ainda o projeto 80+, que sequenciou o genoma de 1.324 pessoas com mais de 60 anos para entender como os que permanecem saudáveis depois dos 80, ou mesmo depois dos 100 anos de idade, diferem dos demais e quais desses fatores podem ser aplicados para a população como um todo. Atualmente existem cerca de 500 mil pessoas acima de 100 anos no mundo.


 Assista ao vídeo aqui https://youtu.be/XBdFm6RHFnA

 
André Julião, de Londres / Agência FAPESP




Polinização é ameaçada por desmatamento e agrotóxicos no Brasil

Declínio desse serviço ambiental, estimado em R$ 43 bilhões em 2018, põe em risco a produção de alimentos e a conservação da biodiversidade brasileira, alertam autores do primeiro relatório sobre o tema no país (fotos: Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP))


Das 191 plantas cultivadas ou silvestres utilizadas para a produção de alimentos no Brasil, com processo de polinização conhecido, 114 (60%) dependem da visita de polinizadores, como as abelhas, para se reproduzir. Entre esses cultivos estão alguns de grande importância para a agricultura brasileira, como a soja (Glycine max), o café (Coffea), o feijão (Phaseolus vulgaris L.) e a laranja (Citrus sinensis).

Esse serviço ambiental (ecossistêmico), estimado em R$ 43 bilhões anuais, fundamental para garantir a segurança alimentar da população e a renda dos agricultores brasileiros, tem sido ameaçado por fatores como o desmatamento, as mudanças climáticas e o uso de agrotóxicos. A fim de combater essas ameaças, que colocam em risco a produção de alimentos e a conservação da biodiversidade brasileira, são necessárias políticas públicas que integrem ações em diversas áreas, como a do meio ambiente, da agricultura e da ciência e tecnologia.

O alerta foi feito por um grupo de pesquisadores autores do 1º Relatório Temático de Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil e de seu respectivo "Sumário para Tomadores de Decisão", lançados quarta-feira (06/02), durante evento na FAPESP.

Resultado de uma parceria entre a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, da sigla em inglês), apoiada pelo Programa BIOTA-FAPESP, e a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP), o relatório foi elaborado nos últimos dois anos por um grupo de 12 pesquisadores e revisado por 11 especialistas.

O grupo de pesquisadores fez uma revisão sistemática de mais de 400 publicações de modo a sintetizar o conhecimento atual e os fatores de risco que afetam a polinização, os polinizadores e a produção de alimentos no Brasil, e apontar medidas para preservá-los.

"O relatório aponta que o serviço ecossistêmico de polinização tem uma importância não só do ponto de vista biológico, da conservação das espécies em si, como também econômica. É essa mensagem que pretendemos fazer chegar a quem toma decisões no agronegócio, no que se refere ao uso de substâncias de controle de pragas ou de uso da terra no país", disse Carlos Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenador do programa BIOTA-FAPESP e membro da coordenação da BPBES, durante o evento.

O relatório indica que a lista de "visitantes" das culturas agrícolas supera 600 animais, dos quais, no mínimo, 250 têm potencial de polinizador. Entre eles estão borboletas, vespas, morcegos, percevejos e lagartos.

As abelhas predominam, participando da polinização de 91 (80%) das 114 culturas agrícolas que dependem da visita de polinizadores e são responsáveis pela polinização exclusiva de 74 (65%) delas.

Algumas plantas cultivadas ou silvestres dependem, contudo, exclusivamente ou primordialmente de outros animais para a realização desse serviço, como é o caso da polinização de flores de bacuri (Platonia insignis) por aves. Outros exemplos são da polinização de flores de pinha (Annona squamosa) e araticum (Annona montana) por besouros, de flores de mangaba (Hancornia speciosa) por mariposas e de flores de cacau (Theobroma cacao) por moscas.

"As plantas cultivadas ou silvestres visitadas por esses animais polinizadores enriquecem a nossa dieta ao prover frutas e vegetais que fornecem uma série de nutrientes importantes", disse Marina Wolowski, professora da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e coordenadora do relatório. "Outras plantas cultivadas pelo vento, como o trigo e o arroz, por exemplo, estão mais na base da dieta", comparou.

Os pesquisadores avaliaram o grau de dependência da polinização por animais de 91 plantas para a produção de frutas, hortaliças, legumes, grãos, oleaginosas e de outras partes dos cultivos usadas para consumo humano, como o palmito (Euterpe edulis) e a erva-mate (Ilex paraguariensis)

As análises revelaram que, para 76% delas (69), a ação desses polinizadores aumenta a quantidade ou a qualidade da produção agrícola. Nesse grupo de plantas, a dependência da polinização é essencial para 35% (32), alta para 24% (22), modesta para 10% (9) e pouca para 7% (6).

A partir das taxas de dependência de polinização dessas 69 plantas, os pesquisadores estimaram o valor econômico do serviço ecossistêmico de polinização para a produção de alimentos no Brasil. O cálculo foi feito por meio da multiplicação da taxa de dependência de polinização por animais pela produção anual do cultivo.

Os resultados indicaram que o valor do serviço ecossistêmico de polinização para a produção de alimentos no país girou em torno de R$ 43 bilhões em 2018. Cerca de 80% desse valor está relacionado a quatro cultivos de grande importância agrícola: a soja, o café, a laranja e a maçã (Malus domestica).

"Esse valor ainda está subestimado, uma vez que esses 69 cultivos representam apenas 30% das plantas cultivadas ou silvestres usadas para produção de alimentos no Brasil", ressaltou Wolowski.

Fatores de risco

O relatório também destaca que o serviço ecossistêmico de polinização no Brasil tem sido ameaçado por diversos fatores, tais como desmatamento, mudanças climáticas, poluição ambiental, agrotóxicos, espécies invasoras, doenças e patógenos.

O desmatamento leva à perda e à substituição de hábitats naturais por áreas urbanas. Essas alterações diminuem a oferta de locais para a construção de ninhos e reduzem os recursos alimentares utilizados por polinizadores.

Já as mudanças climáticas podem modificar o padrão de distribuição das espécies, a época de floração e o comportamento dos polinizadores. Também são capazes de ocasionar alterações nas interações, invasões biológicas, declínio e extinção de espécies de plantas das quais os polinizadores dependem como fonte alimentar e para construção de ninhos, e o surgimento de doenças e patógenos.

Por sua vez, a aplicação de agrotóxicos para controle de pragas e patógenos, com alta toxicidade para polinizadores e sem observar seus padrões e horários de visitas, pode provocar a morte, atuar como repelente e também causar efeitos tóxicos subletais, como desorientação do voo e redução na produção de prole. Além disso, o uso de pesticidas tende a suprimir ou encolher a produção de néctar e pólen em algumas plantas, restringindo a oferta de alimentos para polinizadores, ressaltam os autores do relatório.

"Como esses fatores de risco que ameaçam os polinizadores não ocorrem de maneira isolada é difícil atribuir o peso de cada um deles separadamente na questão da redução das populações de polinizadores que tem sido observada no mundo", disse Wolowski.

Na avaliação dos pesquisadores, apesar do cenário adverso, há diversas oportunidades disponíveis para melhorar o serviço ecossistêmico de polinização, diminuir as ameaças aos polinizadores e aumentar o valor agregado dos produtos agrícolas associados a eles no Brasil.

Entre as ações voltadas à conservação e ao manejo do serviço ecossistêmico de polinização estão a intensificação ecológica da paisagem agrícola, formas alternativas de controle e manejo integrado de pragas e doenças, redução do deslocamento de agrotóxicos para fora das plantações, produção orgânica e certificação ambiental.

Uma política pública destinada aos polinizadores, à polinização e à produção de alimentos beneficiaria a conservação desse serviço ecossistêmico e promoveria a agricultura sustentável no país, estimam os pesquisadores.

"Esperamos que o relatório ajude a estabelecer planos estratégicos e políticas públicas voltadas à polinização, polinizadores e produção de alimentos em diferentes regiões do país", afirmou Kayna Agostini, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e também coordenadora do estudo.

Na avaliação de Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, o relatório incorpora várias atividades que o programa BIOTA tem feito ao longo dos seus 20 anos de existência. Entre elas, a de fornecer subsídios para políticas públicas.

"O BIOTA-FAPESP participa ativamente da vida do Estado de São Paulo e do país ao fornecer subsídios científicos para as decisões governamentais e, ao mesmo tempo, realizar atividade de pesquisa da maior qualidade em uma área vital", disse Zago na abertura do evento.

Também esteve presente na abertura do evento Fernando Dias Menezes de Almeida, diretor administrativo da FAPESP.
 

ASSISTA AO VÍDEO



Elton Alisson | Agência FAPESP


Pesquisa revela que sobreviventes do câncer devem mudar estilo de vida



Um estudo inédito divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), nesta segunda-feira (4), Dia Mundial de Combate ao Câncer, revelou que o desafio para a saúde pública não termina com o fim do tratamento. Após sobreviver à doença é preciso cercar o paciente de cuidados integrais para evitar complicações futuras.

 

A pesquisa "Compreendendo a Sobrevivência ao Câncer na América Latina: Os casos do Brasil " foi desenvolvida ao longo de 2014 e 2015, com 47 pacientes do Rio de Janeiro e Fortaleza diagnosticados com câncer de próstata, mama, colo do útero ou leucemia linfoblástica aguda.

 

O estudo analisou o pós-tratamento dos sobreviventes para garantir mais qualidade de vida. E uma das principais conclusões é que a maioria reavaliou o estilo de vida e optou por comportamentos mais saudáveis, com dietas e práticas de exercício físico.

 

Esse foi o caso da advogada Leide Jane, de 47 anos.

 

Em janeiro de 2017, ela descobriu que tinha câncer de colo do útero. Após concluir o tratamento ela mudou velhos hábitos e a forma de encarar a vida.

 

O estudo identificou que a depressão, os problemas financeiros e dificuldade de reinserção no mercado de trabalho são apenas algumas das questões pelas quais os sobreviventes da doença precisam lidar. Como forma de garantir qualidade de vida, é preciso tratamento integral.

 

De acordo com o Inca, entender as necessidades dos pacientes que concluem o tratamento é essencial, já que a taxa de sobrevida da doença tem aumentado significativamente.  Em 2014, os sobreviventes do câncer somavam mais de 22 milhões de pessoas em todo o mundo.


A isenção do Poder Judiciário nos casos que envolvem o ex-presidente Lula,suscita dúvidas que recaem sobre um dos pilares da democracia: a separação,entre os poderes.

Frio na espinha

 O lance mais recente ocorreu essa semana quando a juíza
Carolina Lebbos negou o direito de Lula – adversário político do atual governo –
de comparecer ao funeral do irmão, como determina a Lei de Execuções Penais.

Em vez de autorizar a saída, facultada pelo artigo 120 a todos os presos em caso
de "falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente,
descendente ou irmão", a juíza preferiu se ater ao parágrafo único, ao final do
mesmo artigo, estabelecendo que "a permissão de saída" (nos casos
anteriormente previstos) "será concedida pelo diretor do estabelecimento onde
se encontra o preso". A Superintendência da Polícia Federal, responsável pela
custódia de Lula, declarava-se impossibilitada de garantir "a ordem pública" e a
segurança do preso e pedia que sua saída fosse barrada pela Justiça.

O caso ficou ainda mais nebuloso quando chegou ao Supremo Tribunal Federal. O
ministro Dias Toffoli autorizou a saída de Lula, afirmando que a alegada
dificuldade da PF "não deveria obstar o cumprimento de um direito assegurado".
Mas surpreendeu todo mundo ao determinar que o ex-presidente teria que se
deslocar para "uma unidade militar" e que sua família poderia levar o corpo,
àquela altura já no cemitério, para ser velado no local.

A desumanidade da Justiça e da Polícia Federal surpreendeu até os que se
recordam da ditadura militar, quando o então líder sindical, preso no DOPS,
obteve do delegado Romeu Tuma a permissão para ir ao enterro da mãe. E
assumiu ares de vingança nas polarizadas redes sociais, tanto para os que
comemoraram a decisão como vitória política, como para os que com ela se
indignaram.

Desde o início de julgamento de Lula, a confusão entre os limites entre Justiça,
ideologia e política partidária paira desagradavelmente no ar, turvando os
méritos da operação Lava Jato. No atual governo, com forte presença militar, e
chefiado por um presidente admirador confesso da ditadura e das milícias, ver a
credibilidade da Justiça oscilar entre o arbítrio e a submissão é de dar frio na
espinha.

Marina Amaral, codiretora da Agência Pública

Inscrições para o ProUni começam nesta quinta-feira



As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) começam amanhã (31), mas, desde já, os estudantes já podem se planejar, de acordo com dicas de especialistas entrevistados pela Agência Brasil. Os candidatos podem, por exemplo, preparar listas de cursos que interessam, avaliando as possibilidades de serem aprovados e separar os documentos necessários para comprovar que preenchem os requisitos exigidos pelo programa.

A dica do analista de Ensino Superior do Quero Bolsa, Pedro Amâncio, é selecionar as instituições de ensino, levando em consideração tanto a nota de corte quanto a distância e o custo de vida para estudar nelas.

Os estudantes podem ainda começar a reunir a documentação necessária para a aprovação da concessão da bolsa. "Muitos alunos acabam perdendo a bolsa por não ler direito o edital. Eles têm que ter documento que valide as informações prestadas", diz.

Para verificar a possibilidade de ser aprovado, o Quero Bolsa oferece, gratuitamente, um simulado com as notas de corte de cada curso em edições anteriores do ProUni. Os estudantes podem, por meio dele, verificar se a nota que obtiveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é suficiente para conseguir uma das bolsas.

Atenção

Depois de fazer a inscrição, os estudantes devem ficar atentos à página do ProUni porque nela serão divulgadas as notas de corte. Tratam-se de estimativas feitas com as inscrições realizadas até então. Não são garantia de vaga, mas podem orientar a escolha, segundo o diretor do Centro de Ensino Médio 404, em Santa Maria, no Distrito Federal, Felipe de Lemos Cabral. 

"O candidato tem que ficar atento o tempo todo. Ele tem direito a colocar duas opções de curso e a possibilidade de trocar enquanto a inscrição estiver aberta", afirma. "Como a nota de corte varia muito, é difícil falar em uma quantidade de pontos suficientes para que o estudante entre no curso. Se estiver abaixo da nota de corte, já está correndo risco de ficar de fora", acrescenta.

Cabral é também coordenador pedagógico do cursinho popular Emancipa DF, cujo foco é a preparação para o Enem. Em março, o curso que é gratuito e oferecido em escolas públicas de Planaltina, Santa Maria e Ceilândia, regiões administrativas do Distrito Federal, abre as inscrições.

Calendário

As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 31 de janeiro a 3 de fevereiro. Os resultados da primeira chamada serão divulgados no dia 6 de fevereiro. Os da segunda chamada, no dia 20 de fevereiro.

O candidato pré-selecionado na primeira chamada deverá comparecer à instituição para comprovar as informações prestadas em sua inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição, quando for o caso, de 6 a 14 de fevereiro. Os pré-selecionados na segunda chamada, de 20 a 27 de fevereiro.

O registro da aprovação ou reprovação dos candidatos no Sistema Informatizado do Prouni e a emissão dos respectivos termos de Concessão de Bolsa ou termos de Reprovação pelas instituições de ensino deverão ser feitos entre os dias 6 a 18 de fevereiro para os selecionados na primeira chamada e entre 20 de fevereiro e 1º de março para os selecionados na segunda chamada.

Quem pode participar

O ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior.  O programa é voltado àqueles que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, alcançaram no mínimo 450 pontos e tiraram nota superior a zero na redação. 

Além disso, só podem participar alunos brasileiros sem curso superior e que tenham feito o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada, alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada, na condição de bolsista ou que sejam deficientes físicos.

As bolsas integrais são voltadas àqueles com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais de 50% são destinadas aos alunos que têm renda familiar per capita de até três salários mínimos. Professores da rede pública de ensino também podem concorrer a bolsa e não precisam atender aos critérios de renda.


Publicado em 30/01/2019 - 05:56 Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil  Brasília