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Fw: Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção


Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção

Autoestima e beleza são receitas de blogueira famosa para cura do câncer de mama

Posted: 14 Oct 2013 10:34 AM PDT

Escritora e modelo Flávia Flores conversou com a reportagem de O TEMPO sobre as dificuldades da quimioterapia e a importância da troca de experiência para o sucesso do tratamento

Flávia continua fazendo trabalhos com moda e já fotografou para capas de revistas

Flávia continua fazendo trabalhos com moda e já fotografou para capas de revistas

Fernanda Viegas

Diagnosticada com câncer há um ano, a mãe, modelo, produtora de moda, gerente de marketing e figurinista Flávia Flores, de 36 anos, transformou-se em escritora e blogueira. Ela passa por um tratamento quimioterápico e se dedica ao projeto "Quimioterapia e Beleza", um  canal para as pacientes de câncer tirarem dúvidas, se inspirarem, conhecerem produtos que tendem a ajudar durante o tratamento, técnicas de auto maquiagem, nutrição, bem estar, moda, arte e estilo de vida.
De sua cidade natal, Florianópolis (SC), onde realiza o tratamento contra a doença, ela conversou com a reportagem de O TEMPO. Confira.

Quando você foi diagnosticada com câncer de mama?

Descobri um caroço fazendo autoexame, em outubro do ano passado. Achei um nódulo no seio. Era um nódulo bem maleável, não enraizado que não parecia maligno, mostrei sem compromisso pra alguns médicos e amigas que passaram por isso. Eu tinha feito um ultrassom seis meses antes, porque faço sempre prevenção. Faço esse exame periodicamente e nunca havia aparecido nada. Fiz mamografia e além de um nódulo aparentemente "inofensivo", minha prótese esquerda havia rompido, pois eu já tinha prótese desde os meus 20 anos de idade e por algum motivo uma delas se rachou. Fui ao cirurgião plástico com meu exame e mesmo assim ele me operou trocando minhas próteses por um par de belos seios! Ficou tão lindo que eu nem lembrava do nódulo que tinha sido retirado. Minha mãe foi me buscar na massagem e disse que o médico precisava me ver com urgência, pois se tratava da biopsia que ele mandou fazer daquele caroço.

Logo que descobriu, como foi a sua reação?

Tive medo quando descobri e mal conseguia respirar de tão chocada. Surtei.  Eu me senti frágil e desprotegida. Chorei durante dez dias, meus olhos pareciam dois pães franceses mal assados. Foi assustador ver minha família e amigos chorando por mim. Isso me destruiu.
Meu filho, que tem 20 anos foi tão forte, dormiu na minha cama nos primeiros dias pra me confortar e não se desesperou, ele mencionava o Gianecchini já fazendo novela… "Câncer não é um bicho de 7 cabeças". Mas é certo que ter criado a fanpage (página no Facebook) e me dedicar diariamente a uma causa tão nobre que é ajudar as outras mulheres a superar o tratamento me alimenta a alma. Sai uma força de dentro de mim que me traz uma paz e alegria indescritível.

De onde surgiu a ideia para o projeto do blog Quimioterapia e Beleza?

Minha página mostrou para minha família e amigos o quanto eu era forte ao enfrentar a doença dessa forma tão explícita e aberta. Então, todos se admiraram e comecei a receber carinho de todos os lados e isso me encheu de alegria! Fui fazer uma pesquisa no Google buscando "Quimioterapia + Beleza" e não achei nada consistente sobre o assunto, como se fosse um assunto meio ocluso e não falado por ai… Resolvi então falar!

Qual é o objetivo central do blog?

Autoestima elevada para mim é o segredo de um tratamento quimioterápico bem sucedido, sem sofrimento, sem pena de si mesmo, com feminilidade, sensualidade, bom humor e muita vaidade. Com minhas fotos, vídeos e mensagens quero inspirar outras pacientes e juntas não deixarmos a bola cair, uma ajuda a outra, a gente se encontra e fala no Skype (mecanismo online de troca de mensagens simultâneas), troca lenços e perucas umas com as outras, além de muita experiência.

Mulheres que recém descobriram o câncer te procuram através do blog? Qual é o estado emocional delas?

Elas geralmente me procuram pra conversar depois de terem apreciado a página toda, então elas já estão bem confiantes, fortes, esperançosas.

Como você acha que trabalhos podem ajudar a outras mulheres a enfrentarem a doença?

A cura está dentro da cabeça da gente! Se houver a aceitação, se elas tiverem alguém para trocar experiências, incentivar a viver mais e sofrer menos, não vitimizar, se alimentar direito, se produzir e sair arrasando na rua, de cabeça erguida, elas, as pacientes, e todos a sua volta passarão pelo tratamento melhor, mais feliz!

A preocupação com a beleza é recorrente entre as mulheres com câncer de mama?

Eu notei que antes da minha página nascer as pacientes só queriam se esconder e não havia a preocupação com a aparência. Elas pensavam: é uma fase, vou ficar feia, vou perder meus pelos, vou engordar, mas isso é normal! Então, que ninguém me veja. E muitas vezes, ao sair de casa de qualquer jeito, sem uma maquiagem bem feita, sem o cuidado de amarrar o lenço com charme, elas sofriam muito preconceito, e isso vai deprimindo a pessoa. A depressão faz com que você não se alimente direitinho, ai a tua imunidade cai, então, não pode fazer quimio e o tratamento fica muito doloroso. Mas se você se fantasiar e se produzir, as pessoas sentirão prazer em estar na tua companhia, você estará feliz, a imunidade não cai e você acaba logo o tratamento.

Existe o medo à rejeição do companheiro?

Muito! É lindo de ver o marido que fica ao lado da sua companheira, pois o homem muitas vezes não segura essa barra. É da natureza do homem a importância visual. Ao frequentar tanto as clínicas, pude perceber que os homens em tratamento sempre vão acompanhados por uma mulher, seja esposa, filha ou mãe, e as mulheres também sempre estão acompanhadas com outras mulheres, uma amiga, a mãe, a irmã ou a filha. O homem não acompanha. Existe muita rejeição, infelizmente.

E a questão da fertilidade, o tratamento influencia diretamente?

A mulher muitas vezes deixa de ovular, entra na menopausa e grande parte dos pacientes, tanto homens quanto mulheres sofrem com a infertilidade permanente. Por isso se deve, antes de iniciar o tratamento, procurar uma clínica de fertilização para guardar os óvulos ou espermatozóides para uma gravidez pós-tratamento oncológico.

Você está lançando um livro. Ele reúne o conteúdo do blog? Surgiu a necessidade de atingir a outras pessoas, fora da internet?

O livro tem muito a ver com minha página sim. É o primeiro livro no mundo que trata de estética e cuidados com a aparência durante a quimioterapia. Serve como um manual de sobrevivência para uma mulher moderna que não pode deixar de viver por causa do tratamento. E não deixa de ser a materialização do meu projeto, porque muitas pessoas ainda não acessam a internet, então o livro que é completíssimo, pode atingir esse público. E o livro é lindo, bem ilustrado e leve. Muitas pessoas irão se identificar com a minha história, pois o livro além do manual, conta um pouco sobre mim, sobre o diagnóstico, o passado e situações trágicas e engraçadas que eu passei na vida.

O que acha da iniciativa do Governo com a campanha Outubro Rosa?

É muito importante a conscientização de todos, não só das mulheres, também dos homens e das crianças para uma doença que anda tão comum. Com as campanhas do Outubro Rosa, é incentivado o autoexame, é divulgada novas leis, tipo a da reconstrução imediata (da mama), mostra depoimentos de mulheres vitoriosas e assim motiva as mulheres a fazerem seus exames periódicos. Pois se a doença for detectada logo, o câncer tem cura, mas se você ignora os sinais, esconde e acha que o carocinho vai embora com o tempo, pode ser tarde demais. Fora que a cidade fica linda iluminada de rosa.

Confira mais sobre o projeto Quimioterapia e Beleza no endereço http://quimioterapiaebeleza.wordpress.com/

Fonte: O Tempo.com.br

 

Exercício reduz o risco de câncer no cérebro

Posted: 14 Oct 2013 10:01 AM PDT

Os benefícios para a saúde decorrentes da prática regular de atividade física estão mais do que comprovados. Consequentemente, uma grande variedade de estados patológicos poderia ser combatida, e até mesmo evitada, com uma caminhada ou corridinha no dia-a-dia.

Os resultados de um estudo recente, publicado preliminarmente online na revista científica Medicine and Science in Sports and Exercise, concluíram que a prática de atividade física regular (jogging e caminhada) reduz o risco de câncer no cérebro.

Prevê-se que mais de 24.000 tumores malignos do cérebro e do sistema nervoso central ocorram nos Estados Unidos em 2013. De fato, setenta por cento de todos os tumores cerebrais primários (malignos) nos adultos são considerados gliomas (tumores com origem nas células da glia). Além disso, o risco de desenvolver este tipo de câncer aumenta com a idade e é significativamente maior para indivíduos do sexo masculino.

Em conversa pelo telefone, solicitei ao Dr. Paul Williams, pesquisador do Lawrence Berkeley National Laboratory (que está vinculado à Universidade da California), para comentar sobre a importância e a validade do seu estudo: "Nós certamente chegamos a um ponto em que podemos estar confiantes de que nossos resultados são de fato estatisticamente significativos e surpreendentes," explicou. "Estes dados apontam para mais uma vantagem de ter um estilo de vida que inclua a prática de atividade física regularmente," notou o professor, acrescentando que, "na verdade, estamos começando a entender que a prática de exercício não só reduz o risco de doença cardíaca, mas também de outras patologias como, por exemplo, o câncer do cérebro."

Contudo, as tentativas de compreender melhor os mecanismos fisiológicos potencialmente responsáveis por tal proteção estão em pleno curso e são frequentemente debatidas. Assim sendo, querendo obter uma explicação mais concreta, eu perguntei ao Dr. Williams qual seria a suposição mais plausível. "Nós não temos a certeza de qual é o mecanismo fisiológico responsável pela proteção resultante da  atividade física, mas pode estar relacionado com níveis mais baixos de elementos vinculados com os fatores de crescimento insulínico tipo 1 (IGF-1) . . . Na verdade, não temos muito conhecimento sobre o que causa o câncer no cérebro."

Uma vez mais, querendo aprofundar o assunto, eu perguntei ao professor qual seria o rumo da pesquisa em tal área, no futuro: "Queremos observar outros tipos de câncer e gostaríamos de entender um pouco melhor se o exercício aumenta a chance de sobrevivência entre as pessoas que já têm essa doença," afirmou o líder do estudo.

No final da nossa entrevista, solicitei ao Dr.Williams que desse aos nossos leitores uma ideia da carga de atividade física considerada ideal para uma pessoa começar a acumular os benefícios protetores que foram observados no seu estudo. Com firmeza, ele disse que a atividade física, quando praticada além do que é geralmente recomendado, pode trazer benefícios significativos para a saúde e pode ser o melhor investimento em nossa saúde futura: por exemplo, praticar 12 a 25 km de jogging por semana é muito mais benéfico do que praticar apenas os 7.3 a 12 km recomendados.

Fonte: Estadão

Oncologista orienta como prevenir o câncer de próstata

Posted: 14 Oct 2013 09:50 AM PDT

Santa Casa de Maceió já tratou mais de mil pacientes com a neoplasia na última década; toque retal e PSA são eficientes métodos de diagnóstico do tumor

 Oncologista Marcos Davi

Oncologista Marcos Davi

Nos últimos 10 anos, a Santa Casa de Maceió tratou 1.056 casos de câncer de próstata em seu Centro de Alta Complexidade no Atendimento ao Câncer (CACON). "Usuários do SUS, convênios e particulares têm acesso aos mais eficientes procedimentos de combate ao câncer existentes na atualidade: desde o diagnóstico, com o estadiamento clínico-patológico pormenorizado (avaliação da extensão da doença no corpo) até os tratamentos mais aprimorados por meio de cirurgia, radioterapia e hormonioterapia", detalhou o oncologista Marcos Davi Melo, coordenador do Serviço de Radioterapia da Santa Casa de Maceió.

O câncer de próstata é o mais frequente no homem: em 2010, foram cerca de 950 mil casos novos no mundo e cerca de 270 mil mortes. No Brasil espera-se 50 mil casos novos somente em 2013.

O câncer de próstata é mais frequente em países desenvolvidos que em emergentes, como o Brasil. A elevação da incidência deve-se principalmente ao aumento da expectativa de vida e ao estilo de vida da população, principalmente no tocante ao sedentarismo e à dieta altamente calórica dos produtos industrializados.

Fatores de Risco

Os principais fatores de risco para o surgimento do câncer de próstata são a idade (raramente ocorre abaixo dos 40 anos); a hereditariedade (transmitida entre familiares); e o estilo de vida (alimentação, falta de exercícios físicos etc).

A força da hereditariedade tem sido muito estudada atualmente e descobertas recentes mostram que homens que tiveram 1 ou mais parentes com esse câncer, tem um risco duas vezes maior. A dieta também tem sua contribuição: a ingesta de gordura saturada, principalmente de carne vermelha e produtos lácteos, associada ao baixo consumo de vegetais e a obsidade são fatores importantes para o surgimento do câncer de próstata.

Fatores de Proteção

Os fitoestrógenos, alimentos derivados da soja, são recomendados como fatores de proteção. O licopeno, substância antioxidante derivada do tomate, goiaba e melancia é recomendado. A vitamina D, o zinco e o selênio são polêmicos e ainda sem evidências consistentes.

Metástase

A disseminação desse tumor se faz pelos gânglios linfáticos da pelve, pela circulação sanguínea, geralmente, dando metástases para os ossos, preferencialmente para a coluna, a pelve, os ossos longos e as costelas e mais raramente para o pulmão e fígado.

Toque retal e PSA são eficientes métodos de diagnóstico do tumor

O exame de toque retal e o PSA são os mais eficientes métodos para se avaliar a saúde da próstata. Os dois exames são complementares e o seu emprego em conjunto pode aumentar a taxa global de detecção da neoplasia prostática.

Associados, ambos exames conseguem revelar nodulações, assimetrias e endurecimentos. "Uma metanalise avaliou o valor do PSA e mostrou uma sensibilidade para detectar câncer de próstata de 59% e uma especificidade de 94%", disse o oncologista Marcos Davi.

O diagnóstico e o estadiamento do câncer também apoia-se em exames como: ultrassom (cálculo do peso da próstata e escolha do local de biopsia); tomografia computadorizada (avaliação de metástases linfáticas); ressonância magnética (extensão do tumor) e cintigrafia (avaliação de metástase óssea). "O diagnóstico do câncer, entretanto, só pode ser confirmado por meio da biópsia", finalizou o especialista.

Fonte: Tribuna Hoje

Estilo de vida saudável é aliado na prevenção ao câncer de mama

Posted: 14 Oct 2013 09:42 AM PDT

Alimentação saudável, somada a atividades físicas, pode diminuir em até 30% chances de aparecimento do câncer de mama

Para se prevenir contra a possibilidade de um câncer futuro, Ana Lívia adotou novo estilo de vida, com alimentação mais saudável

Para se prevenir contra a possibilidade de um câncer futuro, Ana Lívia adotou novo estilo de vida, com alimentação mais saudável

Em 2009, a professora Ana Lívia Mendes, 28 anos, assistiu a mais um desembrulhar de exames da mãe, Nilda Mendes, 54: o câncer de mama havia retornado. Mais do que o recomeço de uma batalha – hoje já superada – contra a doença, o diagnóstico da mãe serviu de alerta para a professora. Para se prevenir contra a possibilidade de um câncer futuro, Ana Lívia teria de adotar, além de uma rotina regular de exames, um novo estilo de vida. É a alimentação, apontam especialistas, uma das mais eficazes aliadas na prevenção contra o câncer de mama.

"Eu tive a oportunidade de acompanhar a doença de perto. Isso me fez pensar: 'nossa, eu tenho que me cuidar mais'", conta Ana Lívia. Da cozinha de casa, sumiram os refrigerantes, os enlatados e, até mesmo, o micro-ondas. Recipientes de plástico deram lugar a panelas e vasilhas de vidro. Sal, então, apenas em quantidades homeopáticas. "Dizem que a comida aqui é insossinha. Mas a gente já se acostumou", diz. A professora entende que a alimentação saudável não é garantia de proteção contra o câncer. Mas sabe que o novo estilo de vida é "um fator decisivo" para que seu histórico familiar não se repita. "Tenho a consciência tranquila. Estou fazendo a minha parte", diz.

De acordo com a ginecologista e diretora do Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará, Tânia Veras, hábitos alimentares saudáveis podem diminuir em até 30% as chances de desenvolvimento de um câncer de mama. "O câncer de mama está muito ligado a fatores hereditários e ao uso de hormônios. Mas também a hábitos de vida. Ter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas faz parte da prevenção primária contra a doença", explica.

Cardápio saudável

Em linhas gerais, a receita para se prevenir contra o câncer é a mesma de qualquer reeducação alimentar – e o mesmo conselho que escutávamos das nossas mães quando criança: fartar-se de frutas e verduras. "Esses alimentos são considerados como funcionais. Além de nutrir o corpo, eles têm componentes que vão prevenir contra o aparecimento do câncer de mama", aponta a gerente de nutrição do Instituto do Câncer do Ceará (ICC), Semíramis Santos.

A nutricionista afirma que uma alimentação balanceada, aliada à prática de atividades físicas, auxilia ainda no combate a outras doenças que podem favorecer o aparecimento do câncer, como diabetes e dislipidemias. "Se eu tenho uma alimentação saudável, com menos bebida alcoólica e gordura saturada, com certeza eu sou alguém com menos riscos. Dentro do que é possível se fazer contra a doença, a alimentação tem um papel protetor", diz.

Dicas

Para ter uma alimentação mais saudável

1 Invista em frutas e verduras. O ideal é que sejam consumidas, por dia, quatro porções de fruta e cinco porções de verduras.

 

2 Beba, pelo menos, dois litros de água por dia.

 

3 Substitua os produtos refinados por integrais.

 

4 Prefira a carne branca à carne vermelha..

 

5 Evite o consumo de açúcar refinado.

 

6 No supermercado, evite os produtos industrializados ricos em produtos químicos, os enlatados e os alimentos em conserva.

 

7 Evite frituras e alimentos gordurosos.

 

8 Evite o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas.

 

FONTE: nutricionista Semíramis Santos / O Povo

Jornalista da BBC anda em pista de F1 após descobrir câncer terminal

Posted: 14 Oct 2013 09:30 AM PDT

Doença incurável levou Helen Fawkes a criar lista de 50 coisas para fazer antes de morrer.

Helen Fawkes e David Couthard em Silverstone (Foto: Helen Fawke)

Helen Fawkes e David Couthard em Silverstone (Foto: Helen Fawke)

O que você faria se descobrisse que seu tempo fosse limitado? Se alguém dissesse que você pode morrer dentro de alguns meses e, certamente, você não tem mais do que cinco anos de vida?

Esta é a situação que enfrento. Na véspera do Natal do ano passado descobri que tinha um câncer incurável no ovário. Senti ondas de choque, tristeza e raiva. Mas também soube que, assim que eu me reconciliasse com este fato, eu iria começar a aproveitar ao máximo o tempo que resta.

Poucos dias antes do diagnóstico, enquanto esperava por uma das muitas consultas, pensei nas coisas que eu poderia nunca fazer e comecei a escrever em meu bloco de repórter.

Ter um cachorro, explorar as ruínas antigas de Roma, andar de lancha no rio Tâmisa, publicar meu livro, aprender a jogar pôquer e ver os pinguins no Polo Sul são apenas algumas das 50 coisas que quero fazer. Leia a lista (em inglês).

Isto ficou conhecido como 'bucket list', pois tem todas as coisas que você quer fazer antes de chutar o balde (balde – 'bucket' em inglês, gíria para morrer). Não gosto do termo, prefiro me concentrar em viver. Prefiro chamar de minha 'lista de vida'.

Questão de identidade

A questão do câncer é tão horrível que pode facilmente tomar sua identidade. Ter esta lista dá algo mais para se concentrar e faz a pessoa se sentir ela mesma de novo.

Até agora, consegui fazer dez coisas da minha lista: servi uma cerveja em um pub local, fui a Paris com um grupo de amigas só para almoçar, fui modelo em um desfile, entre outros. Na próxima semana, vou apresentar um programa na Radio 4 (da BBC), o que já é outra coisa riscada da lista.

Mas, o que é mas importante está no topo da minha lista: me mudar para o campo e viver na minha própria casa. Há alguns meses eu finalmente comprei minha casa em um vilarejo, ainda precisa de muito trabalho para tirar o visual dos anos 80, mas uma vez que eu fizer isto, poderei viver lá.

Não sei se vou conseguir fazer tudo da minha lista, mas Susan Spencer-Wendel, da Flórida, conseguiu. Ela é uma doente terminal, sofre de esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), um problema incurável.

Susan percebeu que tinha cerca de um ano de saúde relativamente boa então ela começou a fazer todas as viagens que teria fazer com os entes queridos. Isto incluiu ver a aurora boreal com a melhor amiga e comprar um vestido de casamento em Nova York com a filha adolescente, algo que ela sabe que nunca vai poder fazer de verdade.

Ela escreveu a história, Until I Say Goodbye: My Year of Living with Joy ('Até Eu Dizer Adeus: Meu Ano Vivendo com Alegria', em tradução livre). Ela escreveu o livro em um iPhone, usando apenas um polegar.

"Descobri a profundidade do amor que sinto pelas pessoas à minha volta e a profundidade do amor que elas sentem por mim. Descobri amigos que nunca soube que tinha. E isto me enleva toda hora", disse.

Controle
Assim como Susan, minha lista ajuda a ter de volta algum tipo de controle. Quando alguém fala que você pode morrer logo, muitos de seus planos para o futuro são despedaçados, a vida gira em torno de exames, tratamentos e a tentativa desesperada de se sentir bem.

Minha lista me deu algum tipo de estrutura. Não há mais desculpas. Você tem que continuar e fazer as coisas ao invés de pensar que você deve fazer algum dia. É quase como dar prioridade ao prazer, e fazendo isto, você cria memórias fortes.

A lista me fez perceber que, quando participo de alguma coisa que gosto, me sinto muito melhor. Em maio, fui ver o sol nascendo em Stonehenge. Assim que entrei no antigo círculo de pedras, foi como se os efeitos da quimioterapia desaparecessem.

Por uma hora mágica, assistimos a noite se transformar em dia. Quando saímos, o feitiço acabou. Não muito depois, me senti tão mal que nem conseguia andar direito.

Isto aconteceu no final de um tratamento muito tóxico. O que me ajudou a enfrentar tudo isso foi meu plano de me recuperar depois em uma praia perfeita.

Estava tão gelado e úmido em alguns momentos, que precisei de um casaco, mas passei um tempo feliz na Cornualha. Este era o número cinco da minha lista, então mostra como eu queria estas férias.

Eu costumava ser muito esportiva e ainda sinto falta daquela descarga de adrenalina, então escolhi algumas coisas como nadar com tubarões e paraquedismo. Ainda não fui corajosa o bastante para enfrentar estas coisas.

Mas eu fui levada para um passeio em uma pista de corrida. Um amigo arranjou para o ex-piloto de Fórmula 1 David Couthard me levar em um carro em Silverstone. A velocidade foi tão emocionante que eu não conseguia nem gritar. É engraçado como sentir tanto medo pode fazer com que você se sinta viva.

Arrependimentos
Uma das razões de minha resposta ao diagnóstico ter sido esta lista foi um livro que li recentemente, The Top Five Regrets of the Dying – A Life Transformed by the Dearly Departing ("Os Cinco Maiores Arrependimentos à Beira da Morte", em tradução livre), de Bronnie Ware. Ela cuidava de pessoas em estado terminal na Austrália e percebeu que muitos deles tinham as mesmas preocupações. Por exemplo: eles queriam não ter trabalhado tanto e queriam ter sido mais felizes.

Quando entrevistei Bronnie, ela me contou uma de suas histórias favoritas, de uma senhora que queria ter viajado mas nunca pode por causa do marido.

"Ela era uma senhora que passou a vida em um casamento muito infeliz. O marido foi para um asilo pois estava doente. Ela então ficou doente, em estado terminal, semanas depois de ganhar a liberdade pela qual esperou 50 ou 60 anos. Então, ela nunca viveu nenhum daqueles sonhos e insistiu para que eu prometesse que viveria sendo verdadeira comigo mesma", disse.

Sou feliz por não ter grandes arrependimentos. Isto se deve, em parte, a outra lista que fiz há 12 anos, quando fui diagnosticada com câncer pela primeira vez.

Enquanto eu estava doente devido à quimioterapia, não conseguia fazer nada além de pensar sobre o que queria fazer quando estivesse bem de novo. Fiz uma lista de dez coisas.

Semanas depois do fim do tratamento, eu estava em Moscou, seguindo meu sonho de ser uma correspondente internacional da BBC.

Sou fã destas listas, mas entendo que elas não são para todos. A psicoterapeuta Philippa Perry teme que algumas pessoas possam fazer esta lista pelos motivos errados.

"Minha primeira reação é pensar nisto nos termos de uma lista de compras. Me lembra muito a sociedade de consumo. Uma lista de compras de férias, paisagens e sensações. Não é a respeito de estar vivo, é cumprir tarefas", disse.

Meu objetivo não é apenas ter coisas para riscar da lista, mas ter muitas memórias especiais com as pessoas que significam muito para mim. Sei que quando estiver morrendo e estiver muito doente para fazer qualquer outra coisa, eles estarão ao meu lado, me lembrando de nossas aventuras.

Como na vez que fomos a Paris, como acabamos em um belo bar no meio da tarde, depois de um longo almoço. Outra cliente observou que parecia que estávamos nos divertindo muito e perguntou o que estávamos comemorando.

Depois de um momento constrangedor, disse a ela que estava comemorando a vida.

Fonte: Portal G1 / Informações da BBC