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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Procuram-se professores inovadores !!! Participe do Desafio Diário de Inovações.

Imagem:Porvir


Está no ar o Desafio Diário de Inovações 2018 - Como Inovar na Sala de Aula! A premiação reconhece o trabalho de educadores que realizam ações com potencial para transformar salas de aula e escolas, além de inspirar outros professores.
 
Para participar, os professores podem inscrever relatos de suas práticas inovadoras até o dia 05 de agosto de 2018, por meio do formulário disponível no seguinte link: http://bit.ly/desafiodiario2018.

As práticas mais bem avaliadas concorrem à publicação em um ebook e a uma viagem por iniciativas de educação inovadoras em São Paulo (SP). O desafio é promovido pelo Porvir e IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores).

Confira o  regulamento do Desafio neste link: http://bit.ly/regulamentodesafio2018.


O Porvir e o IBFE vão esclarecer as dúvidas encaminhadas para o e-mail porvir@porvir.org

Boa sorte!
 

MAIS

Na primeira edição, o Desafio recebeu 199 inscrições de 22 estados brasileiros.

Privação de sono potencializa o efeito de drogas e favorece a dependência química

Em estudo feito na Unifesp, ratos privados de sono desenvolveram dependência a anfetamina depois de apenas duas sessões de administração da droga (foto: Juanedc / Wikipedia)

A privação de sono tornou-se um fenômeno epidêmico em escala planetária. Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que a população adulta que dorme seis horas ou menos cresceu em 31% no período compreendido entre 1985 e 2012. Em entrevista ao jornal The Guardian, Matthew Walker, diretor do Centro para Ciência do Sono Humano, da Universidade da Califórnia em Berkeley, destacou que a privação de sono está disseminada na sociedade moderna e afeta cada aspecto de nossa biologia. E mencionou, entre as consequências, enfermidades como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer e câncer.

Outra importante consequência acaba de ser demonstrada, em estudo com modelos animais feito por Laís Fernanda Berro e colegas. Trata-se da potencialização que a privação de sono exerce sobre os efeitos da anfetamina, favorecendo o desenvolvimento de padrões comportamentais relacionados à dependência química. Artigo a respeito foi publicado pelos pesquisadores na revista Neuroscience Letters.

"O sono transformou-se em moeda de troca na sociedade contemporânea. Deixamos de dormir para fazer muitas outras coisas: trabalho, diversão, participação em redes sociais etc. E a associação da privação do sono com o uso de drogas psicoestimulantes, como anfetamina, cocaína e outras, tornou-se muito frequente – não apenas em 'baladas' e 'raves', mas também por parte de profissionais que precisam trabalhar por turnos, como plantonistas de hospitais, caminhoneiros e outros. Nosso estudo mostrou que a privação de sono exacerba o efeito da droga e contribui para a consolidação do quadro de dependência", disse Berro à Agência FAPESP.

Doutora pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) na área de Medicina e Biologia do Sono, a pesquisadora conclui atualmente pós-doutorado no Centro Médico da University of Mississippi.

"Os estudos reportados na literatura afirmam que são necessárias quatro sessões para condicionar os animais ao uso de anfetaminas. Nossa pesquisa mostrou que, quando existe privação de sono, bastam duas sessões", disse. O estudo empregou um método que possibilita investigar a chamada "preferência condicionada por lugar".

"Utilizamos um dispositivo composto por dois compartimentos: um com paredes brancas e chão preto; o outro com paredes pretas e chão metálico. Ministramos a droga de abuso – no caso, a anfetamina – em um desses ambientes. No dia seguinte, colocamos o animal, sem administração de droga, no outro ambiente. Com isso, criamos um lugar pareado com os efeitos da droga e um lugar neutro. Depois de algumas sessões, o animal condicionado tende a escolher o ambiente pareado, mesmo que não receba droga alguma", disse Berro.

O objetivo do estudo foi verificar se a privação de sono poderia levar ao condicionamento com um número menor de sessões do que as quatro descritas pela literatura. E isso, de fato, ocorreu.

No total, foram utilizados 25 ratos: 13 com privação de sono e 12 no grupo-controle. Após duas sessões de anfetamina, nenhum animal do grupo-controle desenvolveu condicionamento. Mas todos os animais privados de sono desenvolveram. "Isso confirmou nossa hipótese de que a privação de sono é, de fato, potencializadora dos efeitos da anfetamina e contribui para o estabelecimento da dependência química", disse Berro.

"É claro que é sempre problemático transpor os resultados obtidos com modelos animais para humanos, mas, afinal, é para isso que fazemos experimentos com modelos animais. No caso, nosso experimento permite afirmar que, se uma pessoa estiver privada de sono e fizer uso de anfetamina, ela terá maior propensão a desenvolver o condicionamento entre os efeitos da droga e as 'pistas ambientais' – isto é, as características do ambiente", disse.

Associação entre ambiente e droga

A associação entre os efeitos da droga e o ambiente é algo muito prevalente na vida dos dependentes químicos. A tal ponto que o condicionamento pelas pistas ambientais constitui um dos maiores desafios no tratamento.

"Mesmo quando dependentes químicos decidem que querem deixar a droga e têm recursos e força de vontade suficientes para passar três meses em uma clínica de reabilitação, limpando o sistema, é muito difícil que, depois de tudo isso, eles possam regressar ao ambiente em que costumavam fazer uso da droga sem experimentar recaídas. Quando as pessoas retornam, as pistas ambientais associadas aos efeitos da droga – que podem englobar desde a audição de uma simples música até o contato com um colega – são suficientes para que elas se lembrem dos efeitos da droga e sintam o impulso de usar de novo", disse Berro.

Essa associação entre ambiente e droga é multifatorial. Mas tem uma forte base bioquímica. "Existe uma região bem determinada do cérebro, o núcleo accumbens, na qual a utilização de drogas de abuso provoca um aumento dos níveis de dopamina. Todos os mamíferos possuem essa estrutura cerebral. E o aumento dos níveis de dopamina nessa estrutura está associado à formação de memórias importantes para a sobrevivência", disse Berro.

"Alimentação, relação sexual, experiências de luta ou fuga, tudo isso leva a um aumento da dopamina, criando memórias destinadas a perpetuar a vida do indivíduo e a existência da espécie. As drogas de abuso também provocam esse aumento. E é ele que fornece o substrato bioquímico para a associação entre os efeitos recompensadores da droga e as pistas ambientais. Uma vez condicionada, basta que a pessoa entre em contato com o ambiente para já experimentar um aumento de dopamina no núcleo accumbens, que a leva a recordar os efeitos da droga e a querer a droga", explicou.

O núcleo accumbens localiza-se no interior do sistema mesolímbico. Trata-se de uma região antiga e primitiva do cérebro. Desde tempos imemoriais, os humanos fazem uso de drogas que aumentam a liberação de dopamina nessa área. O mesmo ocorre com animais. Por isso a dependência química é tão recalcitrante. O córtex pré-frontal, onde existem estruturas associadas à razão e à discriminação, é muito mais recente. Seu poder normativo é fraco comparado às pulsões ancoradas no sistema límbico.

"O principal mecanismo pelo qual a privação de sono potencializa o efeito das drogas de abuso parece estar relacionado também à via dopaminérgica mesolímbica, da qual o núcleo accumbens faz parte. Estudos mostram que a privação de sono em ratos leva a um aumento nos níveis de dopamina no posencéfalo basal, área relacionada ao sono. Ainda não há evidências do aumento de dopamina no núcleo accumbens, mas estudos comportamentais sugerem fortemente isso. A privação de sono faz com que animais apresentem comportamentos que mimetizam ou potencializam aqueles causados por psicoestimulantes", disse a pesquisadora.

"Além disso, sabe-se que tanto em roedores quanto em humanos a privação de sono altera a disponibilidade de receptores dopaminérgicos no corpo estriado. E, em humanos, também já foi demonstrado que a privação de sono amplifica a reatividade do sistema mesolímbico a estímulos prazerosos. Isso pode constituir uma base bioquímica para o favorecimento da dependência a drogas de abuso", disse.

O artigo Sleep deprivation precipitates the development of amphetamine-induced conditioned place preference in rats [https://doi.org/10.1016/j.neulet.2018.02.010], de Laís F.Berro, Sergio B. Tufik, Roberto Frussa-Filho, Monica L. Andersen e SergioTufik, está publicado em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304394018300831.


Por: José Tadeu Arantes


domingo, 22 de julho de 2018

A MÚSICA DO DIA



Em 22 de julho de 2006 morreu Gianfrancesco Guarnieri

Gianfrancesco Guarnieri nasceu em Milão em 1934.

Foi diretor, ator, dramaturgo, poeta e compositor.

Filho de músicos ligados ao anti-fascismo, Guarnieri sempre foi militante político de esquerda e essa militância se confundiu com sua carreira e com sua obra. Atuou na minissérie Anos Rebeldes como um chefe de um grupo de guerrilheiros.

Ele estreou no teatro com "Eles Não Usam Black-Tie", em 1958, que trazia no elenco atores que despontavam no teatro, como Flavio Miliaccio. Em 1961 estreou A Semente e em 1964, O Filho do Cão. Na década de 1980 a carreira do teatro foi ofuscada pela carreira na televisão e no cinema, como o filme de Leon Hirszman para sua peça Eles Não Usam Black-Tie. Na televisão ele atuou em diversas novelas, entre as quais A Muralha, de 1968. Entre as novelas, fez também As Mulheres de Areia (1973) Sol de Verão (1982), Cambalacho (1986) e Rainha de Sucata (1990).

A Música do Dia é Feio Não É Bonito, com Beth Carvalho.

Apresentação - Luiz Cláudio Canuto.


Você poderá ouvir esta e outras músicas, histórias e notícias em http://digitalradiotv.pe.hu



sábado, 21 de julho de 2018

Participem!!!

Sábados e Domingos são excelentes dias para divulgar sua poesia em áudio... envie-a para a @Digitalradiotv, para serem inseridas na programação.
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"WhatsApp" diz que irá começar a limitar o encaminhamento de mensagens.



O WhatsApp anunciou na noite da última quinta-feira, 19, em um post no seu blog oficial, que começou a testar uma mudança no recurso de encaminhamento de mensagens. O aplicativo vai passar a limitar a função para todos os usuários ao redor do mundo.

Até hoje, era possível encaminhar uma mensagem para quantos chats o usuário quisesse. Agora, o número de encaminhamentos vai ser limitado. O WhatsApp não informou qual é o novo limite, mas indicou que o número pode variar de país para país.

Na Índia, por exemplo, que recebe atenção especial devido a uma onda de boatos espalhados pelo aplicativo que levou à morte de dezenas de pessoas nos últimos meses, usuários só poderão encaminhar uma mensagem para até cinco outras conversas de cada vez.

Além disso, a versão indiana do aplicativo não terá mais o botão de encaminhamento rápido em mensagens com mídia (foto ou vídeo). Segundo o WhatsApp, a Índia é o país que mais encaminha mensagens, fotos e vídeos pelo aplicativo no mundo.

As mudanças se somam a um recente recurso adicionado pelo WhatsApp que informa quando uma mensagem que o usuário recebeu foi encaminhada de outra conversa. Tudo isso parece ter como objetivo frear o compartilhamento irresponsável de boatos.

No entanto, ao anunciar os novos limites, o WhatsApp não citou diretamente o problema das "fake news" (notícias falsas). "Acreditamos que essas mudanças - que continuaremos a avaliar - ajudarão a manter o WhatsApp do jeito que ele foi projetado para ser: um aplicativo de mensagens privado", disse a empresa.


 POR: LUCAS CARVALHO correspondente ODigital.



quinta-feira, 19 de julho de 2018

Intel chega aos 50 anos em meio a um dos maiores desafios de sua história.

50 anos da Intel: a história de como começou a empresa...

Foi em 18 de julho de 1968 que Gordon E. Moore e Robert Noyce  fundaram uma das mais importantes empresas da história da tecnologia: a NM Electronics, que depois veio a ser conhecida como integrated electronics, ou Intel.


Assista ao vídeo da História da INTEL no link a seguir:

https://ns.ibxk.com.br/clickjogos/2018/07/17/17140209662054.mp4

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Denúncias que ajudarem na recuperação de recursos públicos desviados podem render prêmio em dinheiro.


A ideia é incentivar os denunciantes, como afirmou o autor do projeto, senador ValadaresPSB.

Ouça a reportagem: https://bit.ly/2NZHENN

@radioagencia

Mecanismo que afeta multiplicação de linhagem do vírus da dengue é descoberto.

 Estudo mostra que para uma linhagem do vírus se sobressair a outra ela ativa menos a resposta do sistema imunológico dos doentes. A linhagem prevalece mesmo se multiplicando menos (imagem: PLOS Neglected Tropical Diseases).

Uma linhagem do vírus da dengue 1 encontrada no Brasil consegue prevalecer sobre outra, apesar de se multiplicar menos nos mosquitos portadores do vírus e nas células humanas infectadas. A descoberta foi feita em uma pesquisa colaborativa apoiada pela FAPESP e desenvolvida por diversas instituições nacionais e uma universidade dos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, a linhagem ativa menos a resposta do sistema imunológico dos doentes. Sendo menos combatido, o vírus consegue se multiplicar mais no corpo humano, aumentando as chances de a pessoa ser picada por um mosquito e contagiar outras. Assim, essa linhagem consegue superar outra, com capacidade muito maior de se multiplicar em mosquitos e em pacientes.

Os pesquisadores estudaram as linhagens 1 e 6 (L1 e L6) do vírus da dengue de tipo 1 que afetam a população de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O estudo mostrou que, apesar de a L1 ter maior capacidade de multiplicação no mosquito e nas células, a L6 consegue minimizar e até desativar as respostas imunológicas do corpo humano, fazendo com que essa linhagem ocupe o local da L1.

"Havia três práticas para investigar as situações de multiplicação do vírus da dengue e explicar por que uma linhagem superava outra. Nossa pesquisa trouxe à tona um novo fenômeno que explica como um vírus sobrevive em uma população", disse Maurício Lacerda Nogueira, professor adjunto do Laboratório de Pesquisas em Virologia do Departamento de Doenças Dermatológicas, Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de São José do Preto (Famerp) e um dos autores de artigo publicado recentemente na PLOS Neglected Tropical Diseases com resultados da pesquisa.

"Mas não se trata só de observar se o vírus se multiplica mais ou menos no mosquito ou na célula humana para entender por que uma linhagem toma o lugar de outra. Precisamos saber como o vírus interage com o ser humano como um todo", disse Nogueira, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, à Agência FAPESP.

O estudo traz novos conhecimentos fundamentais para a produção de vacinas no combate à doença. "Compreender, de forma global, como o vírus interage com a população nos ajuda a entender como as vacinas funcionam e é fundamental para podermos desenhá-las", disse.

Sabe-se que no Brasil houve três introduções de vírus da dengue do tipo 1: as linhagens 1, 3 e 6, todas com o mesmo genótipo. Em São José do Rio Preto, observou-se inicialmente a circulação da L6 pelo menos desde 2008. Em 2010, a L1 foi identificada pela primeira vez na cidade. Por um período, ambas circularam conjuntamente.

Esperava-se que L1 apresentasse maior capacidade de multiplicação nas células e nos mosquitos transmissores, o Aedes aegypti, já que ela chegou depois de L6 e conseguiu se instalar. Porém, a partir de 2013, a L1 começou a diminuir até não ser mais detectada na população, contrariando a expectativa de que a nova linhagem fosse substituir a L6.

Esse fato contrariava o conhecimento científico produzido a respeito da prevalência de uma linhagem sobre outra, um fenômeno chamado substituição de clado (grupo de organismos originados de um único ancestral comum).

Ele pode ocorrer se a linhagem introduzida no meio se multiplica melhor nas células humanas do que a que já estava no ambiente. A outra hipótese é a de que a linhagem que chegou posteriormente se multiplica mais no mosquito. Em ambos os casos, diz-se que o vírus que suplantou o outro tem um "fitness viral" melhor.

Fitness epidemiológico

Uma terceira explicação surgiu a partir de um estudo feito em Porto Rico em 2015, onde se encontrou uma linhagem do vírus da dengue com um fitness viral pior do que as que já estavam no ambiente, mas que acabou prevalecendo sobre as demais. Descobriu-se que essa linhagem inibe o sistema interferon, proteína que induz uma resposta antiviral toda vez que alguém é infectado por vírus, diminuindo sua replicação. Nesse caso, o processo se chama fitness epidemiológico.

No caso brasileiro, nada disso ocorreu. Primeiro, os pesquisadores sequenciaram os genomas das duas linhagens de vírus. Elas têm 47 aminoácidos diferentes, são bem distantes geneticamente, mas competiram entre si e a L6 venceu.

"As informações que tínhamos até ali dizia que o esperado era que a L6 se multiplicasse melhor, daí ter prevalecido, mas, quando olhamos células contaminadas de humanos e de macacos, vimos que a L1 multiplica 10 vezes mais, em média, do que a L6", disse Nogueira.

Se L1 não o fazia nas células humanas, a hipótese era de que o melhor fitness viral se explicaria porque a L6 se multiplicaria melhor no mosquito. Então os cientistas infectaram oralmente mosquitos cativos – criados para experimentos científicos. Para se alimentar, os mosquitos picavam uma membrana que tinha sangue de camundongo contaminado com vírus da dengue das linhagens 1 e 6. "De novo, a L1 se multiplicou 10 vezes melhor no mosquito do que a L6", disse.

Surgiu a possibilidade de que os mosquitos cativos talvez não fossem representativos em relação aos encontrados no meio ambiente. Feito um novo experimento, em que ovos do mosquito foram coletados no ambiente e eclodidos em laboratório, chegou-se ao mesmo resultado: L1 continuava a ser mais eficiente na multiplicação do que L6, apesar de os estudos mostrarem que pacientes contaminados com L6 tinham uma carga viral muito maior do que os infectados pela L1.

Sobrou, então, a hipótese do fitness epidemiológico, como ocorreu em Porto Rico, onde foi encontrado um vírus da dengue que codificava um RNA que inibia o interferon. Não se confirmou a interferência no caso brasileiro. "Aí percebemos que estávamos diante de outro mecanismo, diverso dos três já conhecidos", disse Nogueira.

Para resolver o mistério, os pesquisadores passaram a fazer o estudo dos aspectos imunológicos da interação do vírus com a resposta imune do organismo. Usando sistemas computacionais de predição, verificaram que L1 conseguia ativar muito mais os linfócitos B e T, que compõem o sistema imune, do que L6.

A seguir, nos estudos envolvendo camundongos e células doadas por pessoas contaminadas com o vírus, os cientistas conseguiram estimular e medir a ativação de respostas dos linfócitos B e T, notando que L6 ativava uma resposta mais fraca do que L1. Mediram ainda o nível de citocinas presentes no soro recolhido dos pacientes. As citocinas têm como papel ativar, mediar ou regular a resposta imune.

"De forma geral, observamos que a L1 multiplica muito melhor, mas também ativa fortemente o sistema imune, tanto do humano quanto do camundongo, ou seja, a L1 induz uma resposta muito grande do organismo contra o vírus. Já a L6 se multiplica menos, mas ou ela inibe ou não estimula ou estimula pouco as respostas do sistema imune. Por isso, o organismo demora mais para reconhecer o vírus", disse.

Graças a isso, a quantidade de vírus da linhagem 6 no ser humano é, em média, 10 vezes maior do que a da 1, constataram os pesquisadores. Eles também observaram que o vírus da linhagem 1 se multiplica muito mais no mosquito e tem replicação local muito maior ao infectar a pessoa.

Só que essa replicação induz uma ativação forte de linfócitos B e T, levando ao aumento de citocinas, ou seja, gera uma forte resposta imune, capaz de inibir a replicação sistêmica do vírus no corpo. Com isso, a carga viral é menor, diminuindo a disseminação para mosquitos, ou seja, menos gente será infectada por ele.

No caso do vírus da linhagem 6, apesar de sua menor capacidade de multiplicação no mosquito e também no local de replicação inicial após picar uma pessoa, ele produz uma ativação fraca de células B e T e estimula a produção de citocinas que, na verdade, inibem a resposta imune, em vez de estimulá-la.

"Com isso, há uma replicação sistêmica na pessoa muito maior, ou seja, uma quantidade de vírus maior na população, o que é capaz de infectar mais mosquitos. Concluímos então que L6 tem um melhor fitness epidemiológico do que o L1, que, por sua vez, tem melhor fitness viral do que L6", disse Nogueira.

A pesquisa durou dois anos e meio e envolveu um grupo de 24 pesquisadores da Famerp, da Fundação Oswaldo Cruz, das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e Minas Gerais (UFMG), da Unesp e um colaborador estrangeiro – Nikos Vasilakis, pesquisador do Centro de Doenças Tropicais da Universidade do Texas (Galveston), dos Estados Unidos, e também coautor do artigo.

"Empregando análises epidemiológicas, filogenéticas, moleculares e imunológicas, os autores da pesquisa demonstraram que diferenças na resposta imune no hospedeiro determinam a dinâmica da circulação da dengue de duas linhagens circulantes na cidade, sugerindo que os fatores que influenciam a dinâmica da transmissão da dengue são muito mais complexos do que anteriormente se suspeitava", disse Vasilakis.

O artigo Viral immunogenicity determines epidemiological fitness in a cohort of DENV-1 infection in Brazil (doi: https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0006525), de Tauyne Menegaldo Pinheiro, Maurício Lacerda Nogueira e outros, está disponível em: http://journals.plos.org/plosntds/article?id=10.1371%2Fjournal.pntd.0006525.


Janaína Simões  |  Agência FAPESP