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domingo, 19 de agosto de 2018

Aprendizado com Bernardinho faz Vinicius Petrunko, ex-auxiliar, planejar vôlei nos EUA


Jornalista Responsável: Fernando Flores

- Quando um dos projetos mais vitoriosos do vôlei brasileiro surgiu, em 1997, em Curitiba, Vinicius Petrunko cursava Educação Física, na PUC, em Curitiba, após trabalhar alguns anos no McDonald´s e sonhar com uma mudança para o exterior. A modalidade para ele, até então, era uma brincadeira com os amigos.

Ele não sabia, porém, que ser escolhido para trabalhar no time do Rexona, com Bernardinho, seria um divisor de águas na carreira.

Vinicius começou no projeto como voluntário em uma peneira para jovens. Era um entre tantos auxiliares que os profissionais Bernardinho, Hélio Griner e Ricardo Tabach precisavam para realizar testes com centenas de crianças. 

- No fim da peneira, o Tabach (atual assistente técnico de Bernardinho no Sesc e de Renan Dal Zotto na Seleção Brasileira masculina) pediu para que deixássemos os contatos, já que eles precisariam contratar pessoas para o início do trabalho do time feminino. Deixei. Dias depois ele me ligou e comecei a trabalhar no projeto - relembra Vinicius.

Durante os sete anos do projeto em Curitiba, o então estudante se formou, virou auxiliar nas escolinhas de base, aprendeu a trabalhar com estatísticas em jogos profissionais e virou assistente do time adulto. Quando Bernardinho estava na Seleção, Griner virava o treinador, com Vinicius sendo um dos auxiliares. 

A parceria com Griner foi estendida para três edições da Universidade: 2009 na Sérvia, 2011 na China e 2013 na Rússia. Fez parte da conquista de uma medalha de ouro e uma de prata com a Seleção feminina. Paralelamente, coordenou os 24 núcleos do Instituto Compartilhar, criado por Bernardinho, no Paraná. Agora, ele quer levar todos os ensinamentos para os Estados Unidos. 

- Talvez a maior diferença entre Brasil e Estados Unidos neste caso seja a mão de obra dos técnicos. Lá muitos são formados por cursos online e fazem "bicos" como professores de vôlei. Eles, porém, organizam campeonatos de base e em uma única categoria chegam a contar com 100 equipes. No Brasil trabalhamos muito com o mini-vôlei, com quadra menor, bola mais leve, rede mais baixa. Fizemos muito disso no projeto, criando uma metodologia, colocando tudo no papel, documentando, estruturando. E não vi isso nos Estados Unidos. Creio que pode dar certo por lá - diz ele, após conhecer centros de treinamento de vôlei em Dallas e Seattle.


FONTE Vinicius Petrunko / @digitalradiotv

Insper abre inscrições para Vestibular 2019


Imagem: Divulgação / Wikipédia
O Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), em São Paulo (SP), abriu as inscrições para o Vestibular 2019.
O Insper está oferecendo 399 vagas para os cursos de Administração, Ciências Econômicas, Engenharia da Computação, Engenharia Mecânica e Engenharia Mecatrônica.
Os candidatos podem ingressar por meio de prova tradicional ou via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para o vestibular tradicional vão até 21 de novembro e o valor da taxa é R$ 200,00. As inscrições via Enem seguem até 10 de janeiro e o valor da taxa é R$ 50,00.
As provas de 1ª fase serão aplicadas em 14 de dezembro e os convocados para a 2ª fase serão informados dia 14 de janeiro de 2019. A 2ª fase ocorrerá entre 19 e 23 de janeiro, conforme agendamento dos candidatos.
O resultado final será divulgado dia 01 de fevereiro. Confira o calendário completo e demais informações na página do Vestibular.

 InfoEscola / @Digitalradiotv.

sábado, 18 de agosto de 2018

UFJF abre inscrições para Vestibular de Música 2019

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em Minas Gerais, abriu ontem (06), as inscrições para o Vestibular de Música 2019. Os interessados podem se candidatar até às 17h de 27 de agosto no site.

O valor da taxa de inscrição é R$ 60,00 e o prazo para solicitar isenção vai até às 15h de 10 de agosto. O pedido pode ser efetuado conforme critérios estabelecidos em Edital.

Podem participar do Vestibular de Música candidatos que realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2018) nos dias 04 e 11 de novembro.

A UFJF está oferecendo 35 vagas para o curso de graduação em Música no Câmpus de Juiz de Fora. As vagas serão destinadas ao 1º semestre do ano letivo de 2019.

A 1ª etapa de provas será aplicada nos dias 30 de setembro (teoria e percepção musical) e 09 e 10 de outubro (prática). A 2ª etapa trata-se do aproveitamento da média obtida no Enem 2018.

Para mais informações acesse o portal da Copese.

 

Por: InfoEscola.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Inovação política nas periferias. Confira !






Para onde vai o dinheiro público gasto na cidade de SP?

São Paulo é uma das cidades mais desiguais do mundo. Essas desigualdades se manifestam de diversas formas (Eduardo Silva/32xSP)



Prefeitura não sabe informar onde gastou R$ 48 bilhões entre 2014 e 2017. Falta de transparência contribui para desigualdades sociais e territoriais na capital paulista


 Orçamento Público em São Paulo
São Paulo é uma das cidades mais desiguais do mundo. Essas desigualdades se manifestam de diversas formas (Eduardo Silva/32xSP)
A auxiliar de limpeza Joseilma Feitosa, 51, moradora do Jardim Helena, no extremo leste de São Paulo, chega a esperar de dois a três meses para ser atendida na UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima de sua residência.

De acordo com dados do Mapa da Desigualdade, levantados pela Rede Nossa São Paulo, o tempo médio de espera para consultas de clínico geral no distrito do Jardim Helena é de 40 dias. No Lajeado, também na zona leste, o tempo é ainda maior: 63 dias.

"Quando eu não passo no médico pelo SUS [Sistema Único de Saúde], sou obrigada a pagar uma consulta particular. Às vezes, minha mãe tem que passar numa consulta com um geriatra e o menor valor que a gente encontra é de R$ 200. Mas nós já chegamos a pagar R$ 1.200 no Hospital Albert Einstein e no Sírio-Libanês", comenta.

Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social) apontam que o Jardim Helena e o Lajeado estão entre os cinco distritos com a menor média salarial em São Paulo, junto com Guaianases e Artur Alvim (zona leste), e Marsilac (extremo sul).

No Jardim Helena, a remuneração média mensal de pessoas com emprego formal é de R$ 1.540,72 – seis vezes menos do que a média do Campo Belo e quase três vezes menos do que a média do Itaim Bibi, ambos na zona sul.

O custo de um plano de saúde para Joseilma e sua mãe de 75 anos ocuparia boa parte de sua renda, por isso um serviço público de qualidade é uma de suas necessidades.

"Acho que o investimento deveria ser melhor na questão humana: se houvessem mais médicos e enfermeiros trabalhando, tanto no clínico geral como em outras especialidades (que às vezes nem têm aqui no bairro), com certeza a gente teria um atendimento melhor e menos demora para a consulta", conta.

Quando perguntada sobre qual é o orçamento da cidade de São Paulo (que também poderia ser direcionado para a zona leste e melhorar a qualidade dos serviços públicos na região), Joseilma chuta: "acho que uns R$ 3 bilhões". O valor, apesar de alto para ela, está muito aquém do que é orçado pela Câmara Municipal anualmente.


Por Eduardo Silva

Leia mais em 32xsp.org.br

O CEU virou um inferno: 14 obras da rede de Centros Educacionais Unificados estão paradas em SP

terça-feira, 14 de agosto de 2018

UEMA prorroga inscrições do Processo Seletivo 2019


A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) prorrogou até 17 de agosto o prazo de inscrições do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (PAES) 2019. Os interessados devem se candidatar na página do PAES.
O valor da taxa de inscrição é R$ 85,00. O prazo para solicitação de isenção da mesma já encerrou e o resultado pode ser consultado no site.
A UEMA está ofertando nesta edição, 4.249 vagas para cursos de graduação distribuídos nos Câmpus de Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Caxias, Colinas, Codó, Coelho Neto, Coroatá, Grajaú, Itapecuru-Mirim, Lago da Pedra, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Dutra, Santa Inês, São Bento, São João dos Patos, São Luís, Timon e Zé Doca.
Os locais de provas serão informados na "Confirmação de Inscrição" que será divulgada em 15 de outubro. O documento deverá ser impresso pelo candidato.
O Processo Seletivo será realizado em duas etapas (21/10 e 25/11, respectivamente): A primeira etapa de prova será constituída por 60 questões objetivas de múltipla escolha nas áreas de conhecimentos gerais do Ensino Médio; a segunda etapa será composta por 12 questões discursivas de conhecimentos gerais e Redação.
As obras literárias cobradas são as seguintes: Morte e Vida Severina (Poema) - João Cabral de Melo Neto; Auto da Compadecida - Ariano Suassuna; O Mulato - Aluísio Azevedo.
Acesse o Manual do Candidato e o Edital para obter informações sobre o Sistema especial de reservas de vagas, o conteúdo programático de provas e demais procedimentos.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

CONVITE: No Rio, Consulado do México e ONU debatem participação da mulher na política e educação; participe!



No Rio, ONU e Consulado do México debatem participação da mulher na política e educação

O Consulado Geral do México no Rio de Janeiro, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, promove nesta terça-feira (14), às 16h, no Centro Cultural dos Correios, o debate "Os desafios da mulher na participação de uma vida política e educativa plena".

O evento terá como palestrantes Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil; Telma Marques Taurepang, integrante da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB); e Linda Marina Munive, consulesa-geral do México. A entrada é franca, com espaço sujeito à lotação (40 lugares).

O objetivo da ação é discutir como a participação equitativa das mulheres no âmbito político e acadêmico é fundamental para promover o exercício da democracia e da justiça. As palestrantes falarão sobre a importância de leis específicas voltadas para questões de gênero e da luta por uma educação inclusiva, longe de traços discriminatórios.

O debate acontecerá na galeria da exposição "70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos", que traz obras do artista paulistano Otávio Roth. Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento.

"É relevante a nível internacional debater sobre temas dessa magnitude, após o interesse gerado pelas questões de gênero, onde muitas pessoas observaram que a participação equitativa das mulheres no âmbito político de um pais é fundamental para o desenvolvimento do mesmo", disse a vice-consulesa do México, Diana Vera Riquelme.

Aprovada em 10 de dezembro de 1948, a Declaração foi construída a partir do esforço conjunto da comunidade internacional para garantir que os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) – incluindo o Holocausto – jamais se repetissem. Considerada a base da luta universal contra a subjugação e abuso de povos, o documento estabelece obrigações para a atuação de governos, de maneira a garantir a proteção de comunidades e indivíduos.

A entrada é franca, com espaço sujeito à lotação (40 lugares).

Serviço


Debate: "Os desafios da mulher na participação de uma vida política e educativa plena"
Data: 14 de agosto – 16h
Classificação: livre
Endereço: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro

Acesse este convite online: goo.gl/NTuj4J

Informações adicionais: contato@onu.org.br


Apoio: @digitalradiotv


Usiminas ressaltou que monitora a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições


 Trabalhadores da Usiminas retornaram gradualmente, mas tanques próximos ao danificado cominuam com as atividades suspensas (foto: Wolmer Ezequiel/Diário do Aço)

Explosão na Usiminas em Ipatinga: autoridades investigam danos ao meio ambiente

Após o susto causado pela explosão de um gasômetro situado na usina da Usiminas, o município de Ipatinga, no Vale do Aço, começa a retornar à normalidade. Na manhã de ontem, a empresa informou, em nota, que os 34 feridos durante o incidente receberam alta do Hospital Márcio Cunha, localizado na mesma cidade. Eles sofreram escoriações e mal-estar pela inspiração dos gases liberados no estouro. Dentro da companhia, os trabalhos começam a ser retomados de maneira gradual. De acordo com a siderúrgica, setores de manutenção constante, como despacho, laminação a frio e unigal, já voltaram às atividades. Por enquanto, os dois tanques próximos ao danificado continuam com as tarefas suspensas para garantir a segurança dos funcionários.

Explosão na Usiminas em Ipatinga: tudo que sabemos até agora

Quanto aos danos à população, a Usiminas ressaltou que monitora, ao lado dos órgãos competentes, a exposição da população aos gases dispersados na explosão. Até a manhã de ontem, a empresa não havia detectado qualquer risco ou anormalidade diante dessas condições.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)  vistoriou o local em que ocorreu a explosão do gasômetro.  Durante a vistoria, a Semad solicitou à empresa a apresentação de laudo técnico que ateste que os equipamentos remanescentes têm condições físicas e mecânicas de funcionamento; que o incidente não comprometeu as estruturas necessárias à operação; e que a continuidade da operação é segura.  A retomada das atividades acontecerá após a apresentação do laudo técnico e adoção das medidas pertinentes.

"Após análise dos dados do Monitoramento Continuo da Qualidade do Ar e Metereologia de Ipatinga, registrados no Sistema do Centro Supervisório da Qualidade do Ar e Emissões da Feam, in loco, foi constatado que não houve alteração na qualidade do ar, no município, por consequência do acidente ocorrido nas dependências da Usiminas", informou a pasta por meio de nota. Os dados metereológicos indicaram que no momento e após o acidente as condições de dispersão dos gases na atmosfera estavam favoráveis.

A explosão se deu na tarde de sexta-feira, por volta das 12h40, em um tanque que armazena uma mistura de gases usados na produção de aço, chamada de gás de aciaria. O principal componente da mistura é o monóxido de carbono. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 12h45, quando brigadistas da Usiminas já orientavam os feridos, que foram encaminhados ao Hospital Márcio Cunha. Inicialmente, 30 pessoas foram hospitalizadas, mas, durante o dia, mais quatro se apresentaram à unidade de saúde. Ninguém ficou ferido gravemente, enquanto uma vítima sofreu um corte no rosto, em razão de um estilhaço.

O susto causou preocupação em Ipatinga. Moradores relataram ao Estado de Minas que o impacto resultou em grande barulho e que o chão "começou a tremer". Um deles disse que a explosão "parecia terremoto". De acordo com dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), o tremor alcançou 1.8 na Escala Richter.


ATROPELAMENTO

Poucos minutos depois da explosão do gasômetro, o funcionário da empresa Elba, terceirizada da Usiminas, morreu atropelado. Segundo informações da Polícia Militar (PM), Alison Sebastião Alves, de 35 anos, estava em uma bicicleta e foi atingido por um veículo de passeio, modelo Vectra, na Avenida Kiyoshi Tsunawaki, localizada a cerca de quatro quilômetros da usina, em Ipatinga, no Vale do Aço.

De acordo com a PM, o condutor do carro, de 39, apresentava sinais de ingestão de álcool e fugiu do local da ocorrência. Ele foi encontrado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Plantão da cidade. O terceirizado da Usiminas chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Márcio Cunha, o mesmo onde os feridos da explosão estavam, mas não resistiu. Em nota, a empresa lamentou a ocorrência.


Por: Gabriel Ronan / "do Estado de Minas"


Bioenergia será parte da solução para transição energética mundial.

Conclusão é de relatório científico sobre bioenergia e sustentabilidade na América Latina e África. Documento foi lançado em evento na sede da FAPESP e pode ser acessado pela internet (foto: Felipe Maeda / Agência FAPESP)

Juntamente com outras fontes de energia renovável, como a eólica, a solar e a hidrelétrica, a bioenergia será uma das soluções que países da América Latina e da África poderão adotar para tornar suas matrizes energéticas mais limpas e mitigar os impactos das mudanças climáticas globais.

A avaliação é de um grupo de pesquisadores autores do relatório Bioenergia e Sustentabilidade: América Latina e África, lançado quinta-feira (09/08) durante o Workshop BIOEN-FAPESP RenovaBio: Ciência para a Sustentabilidade e Competitividade da Bioenergia, na sede da FAPESP.

O relatório contou com a contribuição de 154 pesquisadores de 31 países, membros do Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), agência intergovernamental associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O trabalho foi coordenado por integrantes dos programas FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA) e de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

"Todas as energias renováveis, como a hidrelétrica, a solar e a eólica, terão papéis fundamentais para fornecer eletricidade e substituir combustíveis fósseis na matriz energética brasileira e de outros países da América Latina e da África", disse Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IB-USP) e membro da coordenação do BIOEN.

"Mas a bioenergia é uma opção especialmente interessante, uma vez que pode fornecer combustíveis que se encaixam na infraestrutura atual, usando recursos próprios dos países dessas regiões", disse.

Uma das vantagens da bioenergia em relação às outras energias renováveis é que a biomassa pode ser armazenada para produzir energia contínua em vez de intermitente, o que facilita o uso e a integração em redes elétricas não confiáveis. Além disso, a bioenergia pode ser implantada em escala na América Latina e fornecer segurança energética no setor de transporte em um curto período de tempo, segundo o relatório.

"Em um momento de transição energética pelo qual o mundo passa hoje, em que se tem buscado alternativas de fontes de energias renováveis e sustentáveis, que possibilitem diminuir as emissões de carbono, é preciso adotar soluções mais fáceis de serem implementadas. E a bioenergia é uma delas", disse Souza.

No Brasil, a substituição de 36% da gasolina por etanol de cana nas últimas quatro décadas mostrou a rapidez com que a transição para as renováveis pode ser feita. Atualmente, a cana-de-açúcar contribui com 17% da matriz energética do país e 25% das necessidades de gasolina. Além disso, isso pode ser expandido significativamente.

A produção brasileira de etanol até 2045 poderá deslocar até 13,7% do consumo de petróleo bruto e 5,6% das emissões de dióxido de carbono (CO2) do mundo em relação a 2014. Isso poderia ser alcançado sem o uso de áreas de preservação de florestas ou terras necessárias para sistemas de produção de alimentos no país, segundo o relatório.

"É possível combinar a preservação e recuperação florestal e a produção de matéria-prima para a bioenergia. As florestas armazenam 18 vezes mais carbono do que a cana-de-açúcar e a combinação de ambos, mais os aumentos esperados na produtividade devido à melhoria da tecnologia, provavelmente manteria a produção de etanol juntamente com os benefícios do uso sustentável da biodiversidade", destaca o documento.

A alta densidade de energia do etanol (cerca de 70% da gasolina) também ressalta o potencial do biocombustível para ser usado no transporte e ajudar a garantir uma transição rápida para uma matriz de energia renovável juntamente com a energia solar e a eólica, ainda sujeitas a desenvolvimento devido à falta de eficiência, ponderam os autores do relatório.

Líder na produção científica de bioenergia

"A bioenergia será uma parte da solução que o mundo adotará para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que necessitará de uma combinação de muitas maneiras de gerar energia, adequadas a cada região", disse, no workshop, Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

"Há lugares em que será possível plantar cana-de-açúcar, como no Brasil, na África e no Caribe. E outros que terão que gerar energia nuclear, fotovoltaico ou eólica. Não haverá uma solução única", disse.

De acordo com dados apresentados por Brito Cruz, todos os cenários sobre o futuro da energia no mundo, elaborados por entidades como a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), preveem o aumento do uso de biocombustíveis, especialmente em transporte.

A entidade estima que, em 2075, 35% dos veículos híbridos – com um motor de combustão interna e outro elétrico, por exemplo – utilizarão biocombustíveis.

"Há uma visão de que os carros puramente elétricos serão a opção para reduzir as emissões de carbono. Mas não se leva em conta de que os carros puramente elétricos terão que ser carregados, e a eletricidade para abastecê-los terá que ser produzida de alguma maneira", disse José Goldemberg, presidente da FAPESP.

Segundo Goldemberg, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cerca de 90% da eletricidade é produzida a partir de carbono. E, além do Brasil, só há outros quatros países no mundo – Nova Zelândia, Noruega, Suécia e Islândia – onde mais de 40% da energia primária que utilizam é proveniente de fontes renováveis, destacou Brito Cruz.

"Isso é decorrente de todo um esforço de pesquisa e desenvolvimento em bioenergia feito no país nas últimas décadas", ressaltou Brito Cruz.

O Brasil hoje – e especialmente o Estado de São Paulo – lidera a produção científica sobre bioenergia, particularmente relacionada à cana-de-açúcar. Os pesquisadores brasileiros, vinculados em grande parte a universidades e instituições de pesquisa no Estado de São Paulo, publicam cerca de 120 artigos por ano relacionados à bioenergia, destacou Brito Cruz.

"Isso é resultado de investimento em pesquisa nessa área", avaliou. "A FAPESP financia milhares de projetos relacionados à bioenergia e já investiu R$ 150 milhões no Programa BIOEN, que atualmente tem 80 projetos de pesquisa em andamento e mobiliza mais de 300 cientistas, dos quais 229 são de São Paulo, 33 de outros estados e 52 do exterior", enumerou.


Por: Elton Alisson  / Agência FAPESP


O relatório Sustainable Bioenergy: Latin America and Africa pode ser acessado em: http://bioenfapesp.org/scopebioenergy/index.php/policy-brief/2018.