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Estudo avalia a vulnerabilidade de trabalhadores na crise causada pela pandemia de COVID-19.

Apenas 13,8% da força de trabalho possui vínculos estáveis e atua em setores não afetados pelo isolamento social, de acordo com estudo realizado pela Rede de Pesquisa Solidária (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil )


Na crise econômico-social desencadeada no Brasil pela pandemia de COVID-19, 83,5% dos trabalhadores encontram-se em posições vulneráveis: 36,6% porque possuem vínculos de trabalho informais; 45,9% porque, embora com vínculos formais, atuam em setores bastante afetados pela dinâmica econômica. Os indivíduos com vínculos mais estáveis, em setores essenciais não afetados economicamente, somam apenas 13,8% da força de trabalho ocupada.

Os dados foram levantados pela Rede de Pesquisa Solidária, um grupo formado por mais de 40 pesquisadores das áreas de humanidades, ciências exatas e ciências biológicas, no Brasil e em outros países.

"A Rede de Pesquisa Solidária foi criada para propor medidas para melhorar a qualidade das políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais em meio à crise deflagrada pela COVID-19. Isso exige um levantamento rigoroso de dados, a geração de informação criteriosa, a criação de indicadores, a elaboração de modelos e a formulação de análises das políticas públicas adotadas e das respostas da população", diz o sociólogo Rogério Barbosa, pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

Barbosa, que conclui atualmente seu pós-doutorado com supervisão de Marta Arretche e bolsa da FAPESP, integra o Comitê de Coordenação da Rede de Pesquisa Solidária.

A noção de vulnerabilidade adotada no estudo está relacionada à possibilidade de o trabalhador perder o emprego ou sofrer forte redução de renda durante o período de isolamento social necessário para a contenção da pandemia. Nessa avaliação, foram considerados diferentes grupos sociais (levando-se em conta sexo, raça e nível educacional) e variações regionais.

Os resultados mostraram que, em linhas gerais, o padrão de vulnerabilidade acompanha as desigualdades estruturais da sociedade brasileira. Os negros – homens e mulheres – detêm os vínculos mais frágeis. Compõem a maior parte da informalidade e, quando empregados, não têm sua atividade coberta por contrato de trabalho e seguridade social e a demissão pode ser facilmente processada por não impor custos trabalhistas.

Mulheres, particularmente as negras, também são muito vulneráveis por integrar setores econômicos considerados não essenciais – como a prestação de serviços domésticos, por exemplo, atividade que, em larga medida, foi paralisada sem remuneração.

Em condição semelhante de vulnerabilidade estão trabalhadores do Norte e Nordeste, onde, mesmo em setores essenciais, os vínculos são menos firmes do que no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

"Mas a pesquisa revelou também uma nova dimensão da vulnerabilidade: homens brancos e mulheres brancas, com ensino superior completo e vínculos empregatícios estáveis, porém ocupados em setores considerados não essenciais ou em setores essenciais muito afetados pela crise. O surgimento desse segmento, dos 'novos vulneráveis', foi uma das novidades produzidas pela pandemia", diz o pesquisador. Ainda assim, o estudo mostrou que os "tradicionalmente vulneráveis" são mais vulneráveis do que os "novos vulneráveis".

Escala de vulnerabilidade

A escala de vulnerabilidade levou em conta três categorias: vínculos de alta instabilidade (trabalhadores informais empregados sem carteira assinada ou que atuam por contra própria); vínculos de média instabilidade (empregados domésticos com carteira assinada, trabalhadores por conta própria formalizados, empregados e empregadores em pequenos estabelecimentos); vínculos de baixa instabilidade (trabalhadores formais em empresas médias ou grandes, funcionários públicos estatutários, militares e empregadores em empresas médias ou grandes).

"Os trabalhadores domésticos constituem o segmento mais vulnerável, seguidos dos trabalhadores em serviços pessoais de beleza. Na outra ponta do espectro, a de menor vulnerabilidade, estão os trabalhadores empregados nas administrações públicas estaduais e municipais e também os empregados em supermercados e hipermercados", conta Barbosa.

Além de estudos de maior fôlego, que podem inclusive definir linhas de investigação de médio e longo prazos, a Rede de Pesquisa Solidária ocupa-se também em divulgar informações pontuais que possam contribuir para o esclarecimento da população no contexto da pandemia.

Além de Barbosa, integram a coordenação da rede Glauco Arbix, Lorena Barberia e João Paulo Veiga, da Universidade de São Paulo (USP); Graziela Castello, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), Fabio Senne, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (Nic.br), José Eduardo Krieger, do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, Luciana Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Ian Prates, do Cebrap, USP e Social Accountability International.

Fonte: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

CONVITE

Hoje, 30 de abril de 2020 teremos mais uma "live" da @digitalradiotv às 20 horas comentando e informando sobre o tema COVID-19 .


Assistam pelo https://youtube.com/digitalradiotv

As inscrições para a 15ª edição do programa Para Mulheres na Ciência estão abertas até 8 de maio de 2020.

Realizado pela L´Oréal, em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio promove e reconhece a participação da mulher na ciência (foto: Pesquisadoras premiadas na 14ª edição do Prêmio/Divulgação).



Realizado pela L´Oréal, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências, o prêmio promove e reconhece a participação da mulher na ciência, favorecendo o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro.

Todo ano, na edição local, sete jovens pesquisadoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática são contempladas com uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.

Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 1º de janeiro de 2013, tenha residência estável no Brasil e desenvolva projetos de pesquisa em instituições nacionais, entre outros requisitos.

As inscrições devem ser feitas pelo site do prêmio. As vencedoras serão conhecidas a partir de agosto de 2020.

Mais informações em: www.paramulheresnaciencia.com.br
 


A desastrosa Operação do Exército que levou à morte de Evaldo Rosa.


Foto: divulgação

Na tarde de 7 de abril de 2019, um carro com uma família passava por uma travessa próxima à favela do Muquiço, no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro, quando foi alvejado por tiros de fuzil do Exército Brasileiro. O motorista, o músico Evaldo Rosa, morreu na hora. Seu carro foi atingido por 62 tiros. O catador de recicláveis Luciano Macedo, que tentou ajudar Evaldo, também foi fuzilado pelo Exército. Morreu 11 dias depois. Nove militares que atiraram naquela tarde respondem por homicídio, tentativa de homicídio e omissão de socorro na Justiça Militar. 

O que não se sabia até agora é que as mortes ocorreram em meio a uma controversa operação militar, que foi questionada pelo Ministério Público Militar; as promotoras chegaram a levantar a possibilidade de responsabilização criminal do general que ordenou a ação.

Na manhã do dia 8 de abril, o Comando Militar do Leste (CML) publicou um comunicado sob o título: "Acerca dos fatos envolvendo militares do Exército que realizavam patrulhamento regular no perímetro de segurança da Vila Militar". Na verdade, a nota era enganosa.

Meses de apuração da Pública em documentos e depoimentos oficiais revelaram que os militares acusados do fuzilamento não estavam em um "patrulhamento regular". Eles estavam engajados na Operação Muquiço, que durou de fevereiro a junho de 2019, com pelotões da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada, inclusive o 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) – ao qual pertenciam os 12 réus –, ocupando a favela de mesmo nome.

Não havia autorização legal para os militares agirem em prol da segurança pública, o que só é permitido por um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) assinado pelo presidente da República, de acordo com o artigo 142 da Constituição. O último decreto de GLO para o Rio de Janeiro, assinado por Michel Temer, havia vencido em 31 de dezembro de 2018, data que marcou também o fim da intervenção federal no estado.


Fonte: Natalia Viana / apublica de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.




Novo coronavírus é capaz de infectar neurônios humanos.

Testes estão sendo feitos em cultura de células por pesquisadores da Unicamp para investigar como a infecção muda o padrão de proteínas e outros metabólitos presentes nas amostras(imagem: neurônios derivados de células-tronco neurais / Giuliana S. Zuccoli)

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabam de confirmar, por meio de experimentos feitos com cultura de células, que o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é capaz de infectar neurônios humanos.

A infecção e o aumento da carga viral nas células nervosas foram confirmados pela técnica de PCR em tempo real, a mesma usada no diagnóstico da COVID-19 em laboratórios de referência. O grupo coordenado pelo professor do Instituto de Biologia Daniel Martins-de-Souza também confirmou que os neurônios expressam a proteína ACE-2 (enzima conversora de angiotensina 2, na sigla em inglês), molécula à qual o vírus se conecta para invadir as células humanas. Nos próximos dias, a equipe pretende investigar de que modo o funcionamento dessas células nervosas é alterado pela infecção.

A pesquisa está sendo conduzida no âmbito de um projeto aprovado pela FAPESP na chamada "Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19", como parte da força-tarefa criada pela Unicamp (leia mais em agencia.fapesp.br/32861/).

"Vamos comparar as proteínas e demais metabólitos presentes nas culturas celulares antes e após a infecção. A ideia é observar como o padrão das moléculas muda e, com base nessa informação, tentar contar a história de como o vírus atua no sistema nervoso central", explica Martins-de-Souza à Agência FAPESP.

No experimento, realizado pela pós-doutoranda Fernanda Crunfli, foram usados uma linhagem celular cerebral humana e também neurônios humanos obtidos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (IPS, na sigla em inglês).

O método consiste, inicialmente, em reprogramar células adultas – que podem ser provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso – para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias. Esta primeira parte foi realizada no laboratório do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Stevens Rehen, no Instituto DOR de Pesquisa e Ensino. Em seguida, o time de Martins-de-Souza induziu, por meio de estímulos químicos, as células IPS a se diferenciarem em células-tronco neurais – um tipo de célula progenitora que pode dar origem a diversas células do cérebro, como neurônios, astrócitos e oligodendrócitos.

"Também estamos começando testes com astrócitos humanos e, em breve, saberemos se o vírus infecta essas células, que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são as mais abundantes do sistema nervoso central", conta Martins-de-Souza.

Efeitos no cérebro

Como explica Martins-de Souza, estudos feitos em outros países sugerem que o SARS-CoV-2 tem tropismo pelo sistema nervoso central, ou seja, uma certa propensão a infectar as células nervosas. "Mas ainda não sabemos se o vírus realmente consegue atravessar a barreira hematoencefálica [estrutura que protege o cérebro de substâncias tóxicas e patógenos presentes na circulação sanguínea] e, caso consiga, que tipo de impacto pode causar no tecido nervoso. Tentaremos buscar pistas que ajudem a elucidar essas dúvidas", diz o pesquisador.

Os experimentos in vitro com isolados virais estão sendo feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do Instituto de Biologia da Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (em uma escala que vai até 4) e é coordenado pelo pesquisador José Luiz Proença Módena.

Participam dos testes os pós-graduandos Gabriela Fabiano de Souza e Stéfanie Primon Muraro, orientandas de Módena, e Ana Campos Codo e Gustavo Gastão Davanzo, sob a orientação do professor Pedro Moraes Vieira.

Os testes de metabolômica e proteômica serão conduzidos no Laboratório de Neuroproteômica, coordenado por Martins-de-Souza, pelos pós-doutorandos Victor Corasolla Carregari e Pedro Henrique Vendramini. Para isso, será usado um espectrômetro de massas, equipamento capaz de discriminar diferentes substâncias presentes em uma solução com base no peso molecular de cada uma.

"Além de investigar se a quantidade de uma determinada proteína na amostra aumenta ou diminui após a infecção, também pretendemos avaliar como está o nível de fosforilação e de glicosilação das moléculas. Esses dois mecanismos bioquímicos são usados pela célula para ativar ou desativar rapidamente a função desempenhada pelas proteínas. Isso nos dará pistas sobre as vias metabólicas que são alteradas nos neurônios em resposta ao novo coronavírus", conta Martins-de-Souza.

Manifestações neurológicas

Em um vídeo divulgado no site da Unicamp, o neurologista Li Li Min comenta as manifestações neurológicas já observadas em pacientes com COVID-19, entre elas perda de olfato e paladar, confusão mental, derrame e dor muscular (sem relação com alguma lesão no músculo).

Segundo o pesquisador, estima-se que até 30% dos infectados pelo novo coronavírus possam apresentar algum sintoma neurológico. Min é coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (BRAINN), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.
 


Este texto foi originalmente publicado por Karina Toledo da Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

Plataforma on-line orienta profissionais de saúde sobre o uso de EPIs

Site desenvolvido por pesquisadores do ICB-USP e colaboradores traz vídeos, ilustrações, textos e cartazes com informações sobre as formas corretas de vestir e retirar máscaras, luvas, macacões e outros equipamentos (imagem: divulgação)

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) desenvolveram uma plataforma para orientar profissionais de saúde sobre o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs) durante a pandemia causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O site traz vídeos, ilustrações e textos, além de cartazes para imprimir e colar em hospitais, sobre as formas corretas de vestir e retirar máscaras, luvas, macacões e outros equipamentos. A equipe agora prepara um aplicativo com as orientações.

O EPISaúde foi desenvolvido a partir da experiência obtida no Laboratório de Biossegurança de Nível 3+ "Klaus Eberhard Stewien" (que oferece um dos mais altos níveis de proteção, em uma escala que vai até 4) do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. O laboratório foi o primeiro do tipo instalado no Brasil, em 2003, com recursos do projeto "Rede de Diversidade Genética Viral (VGDN)", financiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Edison Luiz Durigon.

Lideram a iniciativa Ana Marcia de Sá Guimarães, professora do ICB-USP, e Tatiana Ometto, pesquisadora na mesma instituição. O grupo conta ainda com apoio de Durigon, coordenador da primeira equipe brasileira que conseguiu cultivar em laboratório o novo coronavírus (leia mais em: agencia.fapesp.br/32692).

Os textos e vídeos foram produzidos com a colaboração de alunos de pós-graduação do ICB-USP, entre eles Kerstin Muner, bolsista de mestrado da FAPESP, e Alexandre Campos Banari, bolsista de doutorado. Também colaboraram Felipe Silva, mestrando na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP), e Giovanni Emiddio Romano, doutorando na mesma instituição.

Todos os pós-graduandos investigam, no Laboratório NB3+, a tuberculose, doença causada por um patógeno (Mycobacterium tuberculosis) classificado como nível 3 de biossegurança e transmitido por via aérea, assim como o novo coronavírus (SARS-CoV-2). O trabalho é orientado por Guimarães, que coordena o projeto "Biologia sistêmica e comparativa do complexo Mycobacterium tuberculosis: efeitos da variabilidade genética no fenótipo bacteriano", apoiado pela FAPESP.

Graças ao histórico de pesquisas com agentes patogênicos, a pesquisadora adquiriu conhecimento em procedimentos que requerem alto nível de biossegurança, inclusive o uso dos EPIs.

"Temos muita experiência no que diz respeito à paramentação, ou seja, sabemos como colocar e retirar EPIs da forma mais adequada. Por isso surgiram demandas para treinar equipes médicas em hospitais. Como neste momento não se pode formar aglomerações, nos unimos para criar essa plataforma on-line, que pode ser acessada por profissionais de todo o país gratuitamente", diz a pesquisadora.

Nos primeiros cinco dias, o site teve mais de 91 mil acessos. "Isso mostra a necessidade por informações dos profissionais de saúde sobre o tema", diz.

A experiência de Ometto em laboratórios com alto nível de biossegurança foi adquirida durante projeto de iniciação científica e de doutorado sobre vírus circulantes em animais, ambos apoiados pela FAPESP.

Durante o pós-doutorado, que teve como tema o vírus do Oeste do Nilo, Ometto realizou estágio nos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, onde trabalhou com alguns dos vírus mais perigosos do mundo, como ebola, Marburg e Nipah.

"Nesse trabalho ficou claro que o Brasil está bem no que diz respeito à biossegurança em laboratórios de pesquisa. No entanto, sabemos que a realidade no dia a dia dos hospitais não é a mesma", diz Ometto.

Por isso, a plataforma conta com um formulário para profissionais de saúde relatarem a experiência atual com a pandemia e os principais problemas enfrentados. A ideia do questionário, que pode ser respondido anonimamente, é dar subsídios para que sejam pensadas soluções voltadas para a realidade dos hospitais, onde é comum a falta de máscaras e luvas, por exemplo.

"O que estamos mostrando no site é o considerado ideal, mas, em uma situação como a atual, há escassez de EPIs e mesmo itens descartáveis estão sendo reutilizados. Essas informações seriam direcionadas ao momento de crise, de forma a ter uma informação mais científica", diz Ometto, que cogita ainda conduzir um projeto de pesquisa em pequena empresa para realizar testes, formular protocolos e padronizações de EPIs que sirvam de referência em todo o Brasil.

O endereço para acesso ao site é https://www.episaude.org/


Fonte: André Julião | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

Vídeo mostra dano causado pela Covid-19 aos pulmões; assista...



Danos severos foram causados em questão de dias. Paciente outrora saudável agora respira com a ajuda de aparelhos.

Um vídeo gerado a partir de uma tomografia computadorizada, feito pelo Dr. Keith Mortman, chefe de cirurgia torácica no George Washington University Hospital, nos EUA, mostra de forma clara os danos que a Covid-19 pode causar nos pulmões de uma pessoa.


O paciente em questão é um homem de 59 anos com pressão alta, mas de outra forma saudável. Após adoecer, ele necessita de ventilação mecânica para respirar, mas nem isso é o suficiente e ele tem de ser conectado a uma máquina para oxigenar o sangue.


O vídeo foi feito poucos dias após o paciente apresentar os primeiros sintomas da Covid-19. Áreas em amarelo representam inflamação no pulmão. Em um paciente saudável, nenhuma área em amarelo deveria ser visível.



"Este não é um paciente diabético, imunossuprimido, com 70, 80 anos de idade", disse Mortman. "Além da pressão alta, ele não tinha outros problemas médicos significativos. Esse é um cara que estava cuidando da própria vida e de repente pegou o vírus. Se repetirmos as imagens do 360VR agora, ou seja, uma semana depois, há uma chance que a infecção e o processo inflamatório sejam ainda piores. "


"Infelizmente, uma vez danificados nesse grau, os pulmões podem demorar muito para cicatrizar. Para cerca de 2 a 4% dos pacientes com Covid-19 o dano é irreversível, e eles irão sucumbir à doença", afirma o médico.

"Quero que as pessoas vejam isso e entendam o que pode acontecer", disse Mortman. "As pessoas precisam levar isso a sério."


Fonte: Rafael Rigues | CNN / Olhar Digital de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.