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Assembleia legislativa de SP aprova lei que isenta refugiados de taxas para revalidar diplomas.




Após mais de um ano de tramitação, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 557/2016, que prevê que pessoas refugiadas deixem de arcar com o pagamento de taxas de revalidação de diplomas nas universidades estaduais paulistas. Legislação contempla certificados de graduação, mestrado e doutorado. Custos com processo de autenticação podem chegar a 20 mil reais. Decisão foi celebrada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Refugiado sírio busca orientação sobre o andamento de seu pedido de revalidação do diploma em São Paulo, onde o ACNUR financia um projeto na organização Compassiva para diminuir os custos do processo. Foto: ACNUR/Gabo Morales


Após mais de um ano de tramitação, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 557/2016, que prevê que pessoas refugiadas deixem de arcar com o pagamento de taxas de revalidação de diplomas nas universidades estaduais paulistas. Legislação contempla certificados de graduação, mestrado e doutorado. Custos com processo de autenticação podem chegar a 20 mil reais.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) parabeniza a decisão, que facilitará o processo de integração de pessoas refugiadas no Brasil, possibilitando o acesso desse público a vagas de trabalho condizentes com suas respectivas formações.

O organismo internacional também acredita que a nova lei incentivará os refugiados a continuar os estudos, aprimorando seus saberes, compartilhando conhecimentos e contribuindo de forma ainda mais assertiva para o desenvolvimento do Brasil.

"Com a aprovação do Projeto de Lei 557/2016, logramos uma ampliação dos direitos das pessoas refugiadas no Brasil, na medida em que facilita o exercício de seu pleno desenvolvimento, possibilitando que seus conhecimentos sejam reconhecidos e consequentemente postos em prática. Esta é uma medida de extrema importância para que possamos incorporar os diversos saberes das pessoas refugiadas à sociedade brasileira, além de promover, ao mesmo tempo, sua autossuficiência", disse a chefe do escritório do ACNUR em São Paulo, Maria Beatriz Nogueira.

Os custos associados à revalidação de diplomas, como o requerimento e a tradução juramentada de documentos curriculares, podem chegar a 20 mil reais. Além de caro, o processo pode se estender ao longo de vários meses.

"Muitos refugiados que tiveram que deixar seus países de origem enfrentam a falta de moradia, a dificuldade com o novo idioma associada à adaptação a uma nova cultura e ainda se deparam com a barreira para a inserção no mercado de trabalho, provocada muitas vezes pelo não reconhecimento de seus diplomas em nosso país. Grande parte desses refugiados não possuem os valores cobrados para dar entrada nesses processos", explica o deputado Carlos Bezerra Jr., presidente da Comissão de Direitos Humanos da ALESP.

A isenção de taxas para refugiados que buscam o reconhecimento de certificados de estudos, diplomas e títulos universitários estrangeiros é fundamentada no artigo 22 da Convenção de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados. A Convenção foi ratificada pelo Brasil em 1961. Já no âmbito federal, a Lei 9.474/1997 dispõe, em seu artigo 44, que o reconhecimento de certificados e diplomas de pessoas refugiadas no Brasil deverá ser facilitado, sobretudo ao se considerar a situação desfavorável vivida por essas pessoas.

O Projeto de Lei 557/2016 é considerado pelo ACNUR um exemplo de boa prática desde o início da proposta, pois contou com consulta e participação de atores da sociedade civil, garantindo legitimidade ao projeto. O texto agora seguirá para a sanção do governador Geraldo Alckmin. A maior parte dos mais de 10 mil refugiados vivendo no Brasil mora em São Paulo.


Imprensa ONU - http://www.onu.org.br/

Para poupar recursos e dinheiro é fundamental economizar e adotar novos hábitos.


De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês (cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene).

No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia.

Um pouco mais da metade da água é gasta no banheiro, em banhos, descargas ou outras utilizações.

Veja uma incrível apresentação no site da SABESP na página interna: http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=595

Parques das Zonas Sul e Oeste da capital são fechados por medida de precaução e vacinação será intensificada

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/noticias/index.php?p=247596


Decisão foi tomada após a morte de primatas no município de Itapecerica da Serra pelo vírus da Febre Amarela. Doença é transmitida por mosquitos.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que, após a confirmação de 10 primatas mortos por Febre Amarela em Itapecerica da Serra (até 18/12/2017), na Grande São Paulo, por medida de precaução, 10 parques urbanos municipais serão fechados por tempo indeterminado. A metodologia utilizada se baseou nos distritos próximos a Itapecerica da Serra, como o Jd. Angela, Parelheiros, Capão Redondo, Jd. São Luis e Cotia, além das áreas de cobertura de vacinação. A pasta recomenda também que não se utilize as dependências do Parque Linear Parelheiros, Feitiço da Vila, Sapé e do Juliana de Carvalho Torres (COHAB Raposo Tavares).

Os parques lineares não possuem delimitação física, motivo pelo qual é feita a recomendação de não visitação.


Parques fechados a partir de 28/12:

Parque Santo Dias: Rua Jasmin da Beirada, 71 (Portão I) - Capão Redondo
Rua Arroio das Caneleiras, s/n (Portão II)
Parque Jd. Herculano: Estrada da Riviera, 2282 – Jd. Herculano
Parque M'Boi Mirim: Estrada do M'Boi Mirim, 7.100 – Jardim Ângela
Parque Guarapiranga: Estrada Guarapiranga, 575 – Parque Alves de Lima
Parque Cemucam: Rua Mesopotâmia, s/n (km 25 da Rodovia Raposo Tavares sentido Capital) - Jd. Passárgada – Cotia
Parque Raposo Tavares: Rua Telmo Coelho Filho, 200 - Jardim Olympia
Parque Juliana de Carvalho Torres (COHAB Raposo Tavares): Travessa Córrego da independência – Cohab Raposo Tavares
Parque Linear Feitiço da Vila: Rua Feitiço da Vila, Rua Cortegaça e Rua Moenda
Parque Linear Parelheiros: Estrada da Colônia; Rua Teresinha do Prado Oliveira; José Pedro de Borba
Parque Linear Sapé: Rodovia Raposo Tavares até Avenida Engenheiro Politécnico
Parques fechados desde o dia 24/10:
Parque Anhanguera: Av. Fortunata Tadiello Natucci - 1000, Perus
Parque Cidade de Toronto: Avenida Cardeal Motta, 84 - Pirituba
Parque Jacintho Alberto: Rua Talófitos, 16 - Pirituba
Parque Jardim Felicidade: Rua Laudelino Vieira de Campos, 265
Parque Linear Canivete: Av. Dep. Cantídio Sampaio e Av. Hugo Ítalo Merigo – Jardim Damasceno
Parque Linear Córrego do Bispo (em implantação): Av. Gal. Penha Brasil, esquina com rua Gervásio Leite Rebelo, ao longo do Córrego do Bispo - Jardim Peri
Parque Lions Clube Tucuruvi: Rua Alcindo Bueno de Assis, altura do nº 500
Parque Pinheirinho D'Água: Estrada de Taipas, s/nº - Jaraguá
Parque Rodrigo de Gásperi: Avenida Miguel de Castro, 321 – Vila Zati
Parque São Domingos: Rua Pedro Sernagiotti, 125
Parque Sena: Rua Sena, 349 – Palmas do Tremembé
Parque Senhor do Vale: Rua Blas Parera, 487
Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima: Rua Heróis da Feb, 322 – Parque Novo Mundo


Vacinação preventiva na Zona Oeste

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Paulo incluiu mais um distrito administrativo na campanha de vacinação contra a febre amarela. Desde esta terça-feira (26), os moradores do distrito Raposo Tavares, na zona Oeste da capital, já podem tomar a vacina contra a doença em ao menos três postos: AMA/UBS Integrada Jardim São Jorge, AMA/UBS Integrada Paulo VI e UBS Jardim Boa Vista. O horário de atendimento é das 7h às 19h, de segunda a sábado, nos postos do Jardim São Jorge (Rua Ângelo Aparecido dos Santos Dias, 331) e Paulo VI (Avenida Vaticano 69 ) e de segunda a sexta no Jardim Boa Vista (Rua Candido Fontoura 620). A meta da secretaria é imunizar 70 mil moradores da região durante a ação preventiva.

É importante esclarecer que, assim como na zona Sul, cuja vacinação contra a febre amarela teve início na última quinta-feira (21) em quatro bairros, também não houve epizootia confirmada nos bairros da zona Oeste e, por isso, a ação nessas regiões se trata de medida cautelar.


Vacinação Zona Sul

Na zona Sul, a ação preventiva tem como foco os distritos de Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac e parte do Capão Redondo (apenas na área de abrangência da UBS Luar do Sertão), devido à proximidade com o município de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, onde foram confirmados 10 macacos com febre amarela a aproximadamente 4,5 km da divisa com São Paulo. Até terça (26), foram vacinadas 68.221 pessoas nos postos da zona Sul que integram a campanha preventiva. Ao todo são 38 postos de vacinação com funcionamento de segunda a sexta-feira.

Veja lista abaixo e no link: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/vigilancia_em_saude/Unidades%20para%20acao%20de%20vacinacao%20CRS%20SUL_20_12_alterado.pdf. A meta da SMS é vacinar 500 mil pessoas neste trecho da zona Sul da capital.


Ação Zona Norte

Além disso, a pasta segue com a ação na zona Norte, que começou em 21 de outubro e aplicou 1.102.106 doses até a última quarta-feira (19). A região conta hoje com 90 Unidades Básicas de Saúde (UBS) com aplicação de vacina contra a febre amarela. A lista com os locais e seus respectivos horários de atendimento pode ser conferida no link:

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/CRS%20NORTE_14.pdf


A Secretaria Municipal da Saúde esclarece que não há confirmação de caso humano de febre amarela silvestre ou urbana, adquirido no município de São Paulo.


Macacos não transmitem a febre amarela

Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de mata e que costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido dos primatas. Quando eles são infectados e chegam a morrer, indica que existe a circulação do vírus no local.

"O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas atingidos são apenas vítimas da doença, pois não a transmitem ao homem. Pedimos que a população nos informe a presença de animais doentes ou mortos e jamais matem nossos animais!", afirmou Juliana Summa, diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Os primatas da cidade estão sendo monitorados e notificados pela Divisão de Fauna Silvestre (DEPAVE-3), da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS). Lá, eles são submetidos a exame clínico e coleta para sorologia de Febre Amarela. Esse material é enviado ao Instituto Adolfo Lutz.

Uma vez encontrados animais nessas condições em determinada região, a Prefeitura deve tomar alguns cuidados preventivos. Os órgãos competentes de saúde do município e do estado desenvolvem ações específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores.


Assessoria de Imprensa
5187-0387

Desemprego aumenta em 2017 pelo 3º ano consecutivo na América Latina e no Caribe, mas deve diminuir em 2018.

Imagem: Ilustração

A previsão é do relatório Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017, lançado nesta segunda-feira (18) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que indica que a região apresentou desempenhos mistos.

O desemprego na América Latina e no Caribe aumentou pelo terceiro ano consecutivo e afeta mais de 26 milhões de pessoas em 2017, de acordo com um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Apesar desta realidade preocupante, o estudo destaca que há sinais positivos no mercado de trabalho e prevê uma melhora dos indicadores no próximo ano.

"O mercado de trabalho da região parece estar em um momento de mudança de ciclo, após um período de deterioração generalizada dos indicadores sociais e de trabalho, mas a melhoria dependerá do cumprimento das previsões de maior crescimento econômico", alertou o diretor-regional da OIT para a América Latina e o Caribe, José Manuel Salazar-Xirinachs.

O relatório anual 'Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017', lançado na sede do Escritório Regional da OIT em Lima, no Peru, destacou que este ano a região apresentou um desempenho misto das principais variáveis ligadas ao mundo do trabalho.

A taxa média de desemprego na América Latina e no Caribe aumentou de 7,9% em 2016 para 8,4% no final de 2017, um aumento de 0,5 pontos percentuais. O número total de pessoas que procuram um emprego sem sucesso aumentou em dois milhões, para 26,4 milhões de pessoas.

O relatório da OIT observou, no entanto, que a média foi fortemente influenciada pela situação do Brasil, que concentra cerca de 40% da força de trabalho da região e onde a taxa de desemprego foi de 13,1% no terceiro trimestre de 2017.

Além disso, embora este ano tenha sido observada uma leve recuperação do crescimento econômico após um período de desaceleração e contração, isso não foi suficientemente forte para mudar a tendência de um mercado de trabalho que "atua com atraso quando há recuperação".

Já em 2018, quando as últimas previsões indicam que o crescimento econômico médio da região pode chegar a cerca de 2%, "se espera que a recuperação econômica seja mais visível nos mercados de trabalho" e que a taxa de desemprego diminua pela primeira vez depois de três anos, para 8,1%.

O relatório da OIT afirma que já se notou uma melhora na taxa de ocupação no mercado de trabalho no final de 2017, o que permite prever uma evolução positiva para o próximo ano. No entanto, o documento alerta que a melhoria ainda é "leve e frágil".

Na análise por sub-regiões, o relatório destaca que o desemprego aumentou no Cone Sul, onde a variação interanual para o terceiro trimestre passou de 10,7% para 11,9%. Nos países andinos houve uma redução moderada de 6,9% para 6,8%. Na América Central e no México, a queda foi de 4,5% para 4,0%. Já no Caribe, a redução foi de 7,8% para 7,4%.

Em 2017, o desemprego aumentou em nove dos 19 países com dados para o terceiro trimestre. Esta também é uma evolução positiva em relação a 2016, quando o aumento foi registrado em 13 países.

"A principal novidade deste Panorama Laboral 2017 é que, em geral, podemos ver o fim da deterioração generalizada nos mercados de trabalho registrados nos últimos anos e o início do que será uma nova fase de melhoria, se a aceleração do crescimento esperada para 2018 se materializar", afirmou Salazar.

No entanto, ele lembrou que o desemprego é apenas a parte mais visível do funcionamento dos mercados de trabalho. "Existem outras dimensões do emprego que devem ser abordadas pelos países da região, como a persistente desigualdade de gênero, a falta de emprego para os jovens e as questões relacionadas à qualidade do emprego, que contribuem para perpetuar a informalidade", ressaltou o diretor-regional da OIT.

No caso das mulheres, a boa notícia é que, pela primeira vez desde o início da produção anual do Panorama Laboral, a participação das mulheres no mercado de trabalho superou 50%, chegando a 50,2%. Isso significa que mais de 100 milhões de mulheres fazem parte da população economicamente ativa.

Apesar desta evolução positiva, a desigualdade de gênero é persistente. As taxas de participação e ocupação das mulheres ainda são inferiores às dos homens em mais de 20 pontos percentuais. Por outro lado, a taxa de desemprego das mulheres, de 10,4% no terceiro trimestre, ainda é 1,4 vezes maior que a dos homens. "Os mercados de trabalho na região continuam sendo fortemente segregados", comentou Salazar.

Por outro lado, a taxa média de desemprego juvenil aumentou de 18,9% para 19,5% em 2017, o que significa que um em cada cinco jovens na força de trabalho não consegue encontrar trabalho. Estima-se que esta situação afeta cerca de 10 milhões de jovens na região.

Quanto à qualidade dos empregos, o relatório da OIT identificou a persistência de uma fraca geração de postos de trabalho no setor formal e assalariado, enquanto o crescimento do trabalho por conta própria foi maior, geralmente associado a condições de trabalho de menor qualidade e informalidade.

No caso de empregos por setor, destaca-se o aumento de 1,9% no emprego na indústria manufatureira, normalmente associado a condições formais de trabalho.

Em termos de salários, em um contexto de crescimento moderado e especialmente devido à menor inflação, em sete dos nove países com informações disponíveis os salários reais no setor formal aumentaram entre o terceiro trimestre de 2016 e o terceiro trimestre de 2017. O aumento foi mais notável no caso dos salários-mínimos reais, com um aumento médio de 4,3% no terceiro trimestre de 2017, acima dos 2,3% registrados há um ano.

Um tema especial incluído neste Panorama Laboral 2017 é a "Evolução dos salários na América Latina e no Caribe de 2005 a 2015". Entre outros dados, a pesquisa destaca que durante esta década:

    Os salários reais na América Latina aumentaram 19,8%, ou 1,8% ao ano;
    Em média, o salário-mínimo real aumentou 42% na América Latina;
    Na América Latina, os funcionários públicos representavam 18% do total de assalariados em 2015; o setor privado concentrava 74% dos assalariados, comparado a 8% no trabalho doméstico.

O Panorama Laboral da América Latina e Caribe 2017 alerta que as perspectivas futuras dependem da manutenção de um ambiente econômico internacional mais estável.

Além disso, Salazar ressaltou que "embora 1,2% ou 2% de crescimento seja melhor que as taxas de crescimento recentes, esse 'novo normal' é uma má notícia, pois esses níveis de crescimento são insuficientes para reduzir a pobreza rapidamente, satisfazer e financiar as demandas das classes médias e ter impactos verdadeiramente transformadores nos indicadores sociais e de mercados de trabalho".

Para isso, "os países da região deveriam crescer 5% ou 6%, o que só será alcançado com o enfrentamento das lacunas de baixa produtividade e da falta de desenvolvimento e diversificação produtiva, bem como as questões de educação, formação profissional e infraestrutura".

"Somente assim poderemos avançar para um crescimento mais sustentado, inclusivo e sustentável com mais e melhores empregos", disse o diretor-regional da OIT.

Acesse o relatório completo em http://www.ilo.org/americas/sala-de-prensa/WCMS_613957/lang–es/index.htm

Pesquisa comparativa liderada por Thomas Piketty aponta que 27,8% da riqueza nacional está em poucas mãos.

Vista do Cristo Redentor e da favela Morro da Coroa, no Rio. MAURO PIMENTEL AFP


Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico.


Quase 30% da renda do Brasil está nas mãos de apenas 1% dos habitantes do país, a maior concentração do tipo no mundo. É o que indica a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, coordenada, entre outros, pelo economista francês Thomas Piketty. O grupo, composto por centenas de estudiosos, disponibiliza nesta quinta-feira um banco de dados que permite comparar a evolução da desigualdade de renda no mundo nos últimos anos.


MAIS INFORMAÇÕES

Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico Série inédita brasileira mostra salto da desigualdade no começo da ditadura
Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico Medeiros: "A desigualdade do Brasil é disfuncional para a democracia"
Os dados sobre o Brasil se restringem ao período de 2001 a 2015, e são semelhantes em metodologia e achados aos estudos pioneiros publicados pelos pesquisadores brasileiros Marcelo Medeiros, Pedro Ferreira de Souza e Fábio Castro a partir de 2014. No caso de Souza, pesquisador do IPEA, o trabalho construiu série histórica sobre a disparidade de renda no Brasil desde 1926. A World Wealth & Income Database (base de dados mundial de riqueza e renda) aponta que o 1% mais rico do Brasil detinha 27,8% da renda do país em 2015, enquanto no estudo do brasileiro, por diferenças de metodologia, a cifra é 23%.


Segundo os dados coletados pelo grupo de Piketty, os milionários brasileiros ficaram à frente dos milionários do Oriente Médio, que aparecem com 26,3% da renda da região. Na comparação entre países, o segundo colocado em concentração de renda no 1% mais rico é a Turquia, com 21,5% em 2015 — no dado de 2016, que poucos países têm, a concentração turca subiu para 23,4%, de acordo com o levantamento.

O Brasil também se destaca no recorte dos 10% mais ricos, mas não de forma tão intensa quanto se observa na comparação do 1% mais rico. Os dados mostram o Oriente Médio com 61% da renda nas mãos de seus 10% mais ricos, seguido por Brasil e Índia, ambos com 55%, e a África Subsaariana, com 54%.

A região em que os 10% mais ricos detêm menor fatia da riqueza é a Europa, com 37%. O continente europeu é tido pelos pesquisadores como exemplo a ser seguido no combate à desigualdade, já que a evolução das disparidades na região foi a menor entre as medidas desde 1980. Eles propõem, de maneira geral, a implementação de regimes de tributação progressivos e o aumento dos impostos sobre herança, além de mais rigidez no controle de evasão fiscal.

Gráfico do banco de dados. O Brasil aparece com a maior concentração, em verde claro.


O grupo de economistas reconhece que existe "grandes limitações para nossa capacidade de medir a evolução da desigualdade". Muitos países não divulgam ou sequer produzem dados detalhados sobre renda ou desigualdade econômica. A pesquisa se baseia, portanto, em múltiplas fontes, como contas públicas, renda familiar, declaração de imposto de renda, heranças, informações de pesquisas locais, dados fiscais e rankings de patrimônio. O brasileiro Pedro Ferreira de Souza concorda: "Na minha tese, do ano passado, o Brasil também aparece em primeiro na concentração de renda no topo, mas não gosto de falar em campeão mundial porque há muito ruído e incompatibilidade nos dados. Prefiro dizer que está sem dúvida entre os piores", diz o pesquisador, cujo trabalho se tornará livro no ano que vem por ter recebido o Prêmio Anpocs de Tese em Ciências Sociais.

Investimentos

Os pesquisadores que trabalham sob a grife de Piketty, que se tornou mundialmente famoso com a publicação em inglês de O Capital no Século XXI, em 2014, destacam ainda a importância de investimento público em áreas como  educação, saúde e proteção ambienta. Mas chamam atenção para a perda de poder de influência dos governos dos países mais ricos do mundo.

"Desde os anos 1980, ocorreram grandes transferências de patrimônio público para privado em quase todos os países, ricos ou emergentes. Enquanto a riqueza nacional aumentou substancialmente, o patrimônio público hoje é negativo ou próximo de zero nos países ricos", diz a pesquisa. Segundo os autores, isso obviamente limita a capacidade dos governos de combater a desigualdade.

Para os pesquisadores, o combate à desigualdade econômica pode contribuir inclusive para o combate à pobreza — que caiu no mundo nos últimos anos, inclusive no Brasil. "A pobreza é essencialmente uma forma de desigualdade. Não acho possível separar as duas", diz Marc Morgan Milá, responsável pela parte do Brasil na pesquisa. Para ele, a meta deveria ser promover um crescimento mais balanceado, em vez do cenário de livre mercado em que os mais pobres se beneficiam de forma modesta dos ganhos dos mais ricos.



Por: Rodolfo Borges/El País


Cuidado com os conteúdos nas páginas e nas redes sociais!


O youtuber Marcelo Otto Nascimento, criador do canal Café Tecnológico, foi condenado a pagar R$ 25 mil como indenização por danos morais e materiais à Associação Brasileira de TV por Assinatura.

A ABTA moveu processo contra Nascimento por causa de um vídeo que trazia um tutorial sobre sistemas IPTV, como os que usam o Android Box. A entidade foi representada pelo escritório Siqueira Castro Advogados e venceu em primeira instância. O processo correu na 22ª Vara Cívil do Tribunal de Justiça de São Paulo. Nascimento pode recorrer da decisão.


Por Canaltech ... Leia na íntegra.

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Educação acaba com ‘duzentena’ e reduz em 4 vezes espera de professor temporário para voltar à escola.

Imagem: educacao.sp.gov.br/noticias


Governador enviou ao Legislativo projeto que possibilita o cumprimento de apenas 40 dias de intervalo contratual

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo reduzirá em mais de quatro vezes – de 180 para 40 dias – o prazo para que professores temporários – categoria O – tenham um novo ciclo de contratação na rede estadual de ensino. Será via projeto de lei enviado hoje (12) pelo governador Geraldo Alckmin à Assembleia Legislativa.

Atualmente, após um ciclo de aulas em escola estadual (por três anos letivos, por exemplo), o professor precisa aguardar 180 dias para ser contratado novamente com o Estado. Isso porque seu trabalho é de caráter temporário – e isso exige espaço de tempo entre um ciclo de trabalho e outro.

Hoje são cerca de 27 mil professores nesta situação – e que agora serão beneficiados pela medida do Governo do Estado. O projeto de Lei também prevê que os concursos públicos para ingresso no quadro do magistério sejam mais céleres. A mudança minimiza o impacto da ausência de professores em decorrência de problemas de saúde, licenças ou mesmo por aposentadoria nas salas de aula e garante mais facilidade de gestão às escolas.

O projeto de Lei foi construído a partir da escuta direta de mais de 400 professores que teriam o seu contrato rescindido ao término deste ano letivo.

Concurso

O Governo do Estado tem investido fortemente na contratação de professores concursados. Desde 2013 nomeou mais de 50 mil docentes, quantidade jamais vista no Estado.

O concurso foi o maior do magistério paulista. Na época, registrou recorde com 322,7 mil inscrições.




Política de alfabetização semelhante à de países desenvolvidos explica sucesso do Ceará... "Saiu na CBN"!


Missão Aluno - Ilona Becskeházy

Pense em trabalhar habilidades, esqueça a profissão.


Pesquisa da Pearson traça o panorama do mercado de trabalho em 2030, lista habilidades necessárias e mostra como a educação é a saída para o uso intenso de tecnologia em todos os setores.


As previsões que apontam para a presença intensa de robôs e a automação no dia a dia estão longe de ser o fim dos tempos. A pesquisa "O futuro das habilidades: empregabilidade em 2030", realizada pelo grupo editorial Pearson em parceria com a fundação britânica de inovação Nesta e a Oxford Martin School, da Universidade de Oxford, imagina uma situação positiva para a convivência entre homens e máquinas.

Sim, o ritmo de mudanças será acelerado e a tecnologia terá um papel importante, mas o foco no desenvolvimento de habilidades e no aprender a aprender pode funcionar como proteção para o futuro. Só assim será possível atender à necessidade constante de atualização de conhecimentos causada pelo avanço da globalização, dos problemas ambientais, da desigualdade e incerteza política. Ou seja, o incerto tende a ser o novo normal.

Em conversa com o Porvir, Amar Kumar, vice-presidente responsável por liderar o time global de pesquisa da Pearson, disse que tentar imaginar os nomes das profissões do futuro é um "exercício bobo" e o melhor é se preparar, em vez de assumir um papel de vítima dos robôs. "Eu posso desenvolver uma habilidade e praticá-la, mas não posso me preparar para uma profissão que ainda nem sei como vai se chamar", disse. Segundo ele, isso pode ser percebido quando olhamos a situação de alguém que anos atrás já demonstrava visão de mercado e tinha uma boa comunicação e hoje lidera times de marketing em redes sociais. Naquela época você chamaria isso de profissão?

A metodologia da pesquisa partiu de uma análise de sete tendências globais com maior probabilidade de impacto sobre o futuro do trabalho: mudança tecnológica, globalização, mudança demográfica, sustentabilidade ambiental, urbanização, desigualdade crescente e incerteza política. A discussão com especialistas nestas áreas alimentou um algoritmo de machine learning (sistema autodidata) que aprendeu a prever quais empregos e habilidades teriam aumento ou queda na demanda até 2030.

Setores como educação e assistência médica devem ganhar mais eficiência sem sofrer diminuição de força de trabalho. Outros, que reúnem características essencialmente humanas, como o criativo, de desenvolvimento e engenharia, também têm boas perspectivas. Porém, no transporte e na fabricação tradicional o risco é maior.

Segundo o especialista da Pearson, a necessidade de classificar e navegar por informações em um cenário que pessoas não conseguem separar fatos mentirosos dos verdadeiros resgata a importância do bibliotecário, profissional que sempre reuniu tais habilidades.

Na entrevista, Kumar descreve a metodologia da pesquisa, os impactos sobre a educação e as mudanças necessárias no mercado de trabalho. A pesquisa completa está disponível, em inglês, para consulta e download no site http://futureskills.pearson.com.


Link para a entrevista em português


Por: Vinícius de Oliveira_PORVIR.ORG

No Brasil, 30 crianças e adolescentes são assassinados a cada dia.


Em 15 anos, número de homicídios de menores de 19 anos dobrou, alerta relatório sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
 

Menores de 19 anos representam, em média, 20,7 % do total de vítimas de armas de fogo


Um em cada seis homicídios registrados em 2015 vitimou brasileiros com até 19 anos de idade. O número de mortes violentas nessa faixa etária mais que dobrou desde 1990, passando de 5 mil para 10,9 mil. Os dados, extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, figuram em um relatório da Fundação Abrinq sobre a situação das crianças e adolescentes frente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, divulgado nesta terça-feira 12.

O objetivo 16 prevê a promoção de "sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis".


Entre as metas que impactam os indivíduos menores de idade, figura a redução de "todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionadas", bem como o fim do "abuso, exploração, tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças".

Maior número de vítimas de zero a 19 anos de idade está no Nordeste (4.691 homicídios). Vale observar que esta região possui uma população menor do que a verificada na Sudeste, segundo colocada em quantidade absoluta de assassinatos de crianças e adolescentes.

Entre os locais com pior desempenho, a Bahia lidera com 1.223 casos de mortes violentas de menores de 19 anos, ou 20,3% dos homicídios registrados no estado em 2015. Na sequência estão Rio de Janeiro (1.002) e Ceará (900), números que representam, respectivamente, 19,8% e 21,6% dos assassinatos contabilizados naquele ano.

Quando se analisa especificamente os homicídios por arma de fogo, o cenário é ainda mais grave. Em média, crianças e adolescentes representam 20,7 % do total de vítimas no País. Isso significa que um em cada cinco brasileiros assassinados por disparos de arma de fogo em 2015 tinham menos de 19 anos. O percentual é ainda maior que a média nacional nas regiões Nordeste (21,8% sobre o total) e Sudeste (21,2%).

A nível nacional, 93,4% dos assassinatos cometidos por armas de fogo contra a população de zero a 19 anos de idade, em 2015, tiveram como alvo indivíduos entre 15 e 19 anos, enquanto 5,3% são referentes a indivíduos de 10 e 14 anos e 1,2% a menores de nove anos", pontua o relatório A Criança e o Adolescente nos ODS, terceiro estudo da Fundação Abrinq a retratar o cenário da infância e adolescência desde que o Brasil se tornou signatário dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A violência é apenas a face mais cruel do problema.

Documento subscrito por 193 países, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elencam 169 metas a serem cumpridos até 2030, em prol de um mundo mais justo e sem desigualdade. A nova análise da Fundação Abrinq contempla os indicadores sociais que impactam a vida de crianças e adolescentes, relacionados aos ODS 6 (Água Potável e Saneamento), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), no ano de 2015, quando teve início a agenda mundial.

Se mantido o atual ritmo para a melhoria desses indicadores, o Brasil dificilmente cumprirá os objetivos do acordo no prazo estipulado pela ONU. Mais de 34 milhões de pessoas, ou 17% da população, não têm acesso à água potável. A rede coletora de esgoto é um privilégio de apenas 65,3% dos lares brasileiros. Cerca de 15% das crianças e adolescentes vivem em favelas, sendo que na região Norte um quarto dos brasileiros com até 17 anos de idade vivem em habitações precárias.

"O objetivo deste estudo é construir um 'marco zero' para facilitar o monitoramento dos avanços do Brasil diante das metas da Agenda 2030", explica Carlos Tilkian, presidente da Abrinq. "Os ODS são uma grande oportunidade para a efetivação de políticas públicas visando a qualidade de vida e da cidadania das crianças e dos adolescentes no Brasil", acrescenta Heloisa Oliveira, administradora-executiva da organização.



Por: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Carta Capital.

Enquanto a criança da periferia não for prioridade, desigualdade vai continuar existindo.


Crianças da periferia de SP sofrem com desigualdade nas políticas públicas. Foto: Marcelo Camargo/ABr


A capital paulista tem cerca de um milhão de jovens de 0 a 6 anos, e metade deles vive em áreas precárias. Se não avançarmos em reduzir as desigualdades do ponto de vista das políticas públicas para a primeira infância, fica muito difícil reverter esse quadro no futuro.


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Américo Sampaio da Rede Nossa São Paulo é entrevistado por Patrícia Sidral da CBN.

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Discurso de Despedida de Tiririca, ABALA o BRASIL ;"DECEPCIONADO"!



Em seu primeiro e último discurso na Câmara, o deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou nesta quarta-feira 6 sua despedida do Congresso. No plenário, o deputado chegou a anunciar o abandono da vida pública, indicando a renúncia, mas depois afirmou que cumprirá seu mandato até o fim e não vai se candidatar à reeleição. Alegando estar "com vergonha", se disse decepcionado com os colegas e com a política brasileira e pediu que os outros parlamentares "olhem pelo País".

Tiririca estava em seu segundo mandato. Em 2010, foi o mais votado em São Paulo, com 1,35 milhão de votos. Em 2014, teve 1,01 milhão de votos e ficou em segundo lugar, atrás de Celso Russomanno (PRB-SP).



ONU promove debate sobre migração com exibição gratuita do filme “Era o Hotel Cambridge”.




O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Fundação Casa de Rui Barbosa promovem na próxima terça-feira (12), no Rio de Janeiro, um cine-debate com a exibição do longa brasileiro filme "Era o Hotel Cambridge". A sessão integra o Festival Global de Cinema sobre Migração, iniciativa da OIM que ocorre em diversos países com o objetivo de debater o tema. A entrada é franca.

Lançado em março deste ano, "Era O Hotel Cambridge", da diretora Eliane Caffé, narra a trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que se unem aos sem-teto e dividem a ocupação de um edifício no centro de São Paulo. Na tensão diária pela ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo.

Pelo menos 25 produções profissionais e 8 de diretores emergentes integram a mostra. No ano passado, o Festival ocorreu em 89 países, com exibição de 13 filmes e documentários e 200 curtas. Para marcar o Dia Internacional dos Migrantes (18 de dezembro), o evento ocorre entre os dias 5 e 18 de dezembro.

Confirme participação no evento pelo Facebook: www.facebook.com/events/559060081099770.


Serviço:

Data: 12 de dezembro, 3ª feira – 18 horas

Local: Casa de Rui Barbosa (auditório) – Rua São Clemente, 134 – Botafogo, Rio de Janeiro


Ficha técnica resumida:

Elenco: José Dumont, Carmen Silva, Isam Ahamad Issa, Guylain Mukendi, Suely Franco, Lucia Pulido e Ibtessam Umran.

Gênero: Drama. Duração: 99 minutos.

Classificação Indicativa: 12 anos



Informações para a imprensa:
UNIC Rio – Roberta Caldo – (21) 2253.2211


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Trabalhadores prometem parar o país se o Congresso Nacional votar reforma.


Imagem: reprodução... Ato de mobilização contra a reforma da Previdência, na Av. Paulista, repudiou tentativa de Temer de retirar direitos


Governo cogita colocar proposta sobre a Previdência para votação no próximo dia 13. "Se botar pra votar, o país vai parar" foi o bordão cantado por manifestantes na Avenida Paulista nesta tarde

São Paulo – Em ato na tarde desta terça-feira (5) que fechou uma das pistas da Avenida Paulista em frente ao Masp, lideranças dos trabalhadores prometeram parar o país se o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), colocar em votação a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, da "reforma" da Previdência. O projeto pode ir para o plenário da Câmara no próximo dia 13.

O bordão repetido pelos participantes da manifestação, convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, é "Se botar pra votar, o país vai parar". O presidente da CUT, Vagner Freitas, afirmou no ato que a pressão popular já é vitoriosa e ganhou o debate sobre as mudanças no sistema previdenciário, tanto que os deputados, segundo ele, estariam com medo de perder votos de suas bases e já estão recuando. "Se botarem pra votar, o Brasil vai parar. Se não botarem, é mais uma vitória dos trabalhadores", disse.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos falou sobre o atual contexto político e afirmou que os golpistas não desistem, e resolveram ressuscitar a reforma da Previdência, embora em uma versão mais "light". "O dia de hoje é para marcar nossa posição contra essa reforma sem vergonha desse governo ilegítimo. Vamos parar o Brasil contra essa reforma", prometeu.

Líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro homenageou no ato os integrantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que estão em greve de fome contra as alterações na Previdência Social. Ele falou sobre ocupação promovida nas terras do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de 37 mulheres, em Avaré, interior de São Paulo. Mauro prometeu também ocupar as terras de golpistas. "O ano não termina para quem luta. E se a reforma for à votação no dia 13, vamos ocupar a Paulista, as fábricas, as rodovias."

Brasil é "fio desencapado"
Liderança da Associação Viva Quitaúna, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, Francisco Moraes dos Santos veio protestar contra o projeto de "reforma" da Previdência na Avenida Paulista. "Se a gente não se unir agora, pode ser tarde. Por isso temos de levantar nossas bandeiras e pressionar", defendeu.

A associação conseguiu, por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades 208 apartamentos que deverão ser entregues até o meio do ano que vem. Para Moraes dos Santos, a mídia comercial tem trabalhado para "manter o sono dos brasileiros", avaliando que parte da sociedade está inerte e não reage em relação aos direitos atacados. Mesmo assim, ele considera que o país é um " fio 220 desencapado", e que o povo vai acordar com o choque ao pisar.

O líder do Viva Quitaúna acredita que a atual mobilização contra a reforma, pulverizada em diversos movimentos e ocupações espalhadas por muitas localidades, vai ganhar volume, até se encontrarem. "Uma hora esses movimentos se juntam, aí não tem golpista que resista", acredita.

Por volta das 18h30, o ato dispersou, e pouco antes as pistas da Avenida Paulista foram liberadas.


por Cida de Oliveira, da RBA

Crianças até 5 anos têm 17 vezes mais risco de morrer dependendo do bairro onde vivem.


Reprodução: Mortalidade infantil em bairros da zona leste e região central é muito superior a bairros de classe média e alta da capital paulista

São Paulo – O cenário de desigualdade na cidade de São Paulo, como em todo o Brasil, não chega a ser nenhuma novidade. Mas, pela primeira vez, informações relativas às condições de vida de crianças de zero a seis anos na capital paulista foram sistematizadas e revelam que, já entre os pequenos, a desigualdade social causa impactos terríveis no desenvolvimento. É o que mostram o Observatório e o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância lançados na manhã desta terça-feira (5), em São Paulo, pela Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer.

"Os indicadores devem servir para direcionar as prioridades de investimento do poder público. A desigualdade não é algo natural, mas resultado da concentração de políticas públicas em determinadas regiões, em detrimento de outras. E isso pode ser mudado com trabalho do poder Executivo, do poder Legislativo, do poder Judiciário e da sociedade", explicou o coordenador da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.

Um dos dados mais preocupantes é a taxa de mortalidade infantil até cinco anos de idade. Enquanto no distrito de Pinheiros, na zona oeste, o índice é de 1,59 para cada mil crianças, no distrito do Pari, na zona leste, a taxa chega a 27,03 mortes para cada mil crianças. Ou seja, uma criança no Pari tem quase 17 vezes mais chance de morrer até os cinco anos do que uma crescida em Pinheiros. Nos Objetivos do Milênio, a Organização das Nações Unidas (ONU) estipulou para 2015 uma taxa de mortalidade de até 18 mortes por mil crianças para o Brasil.

No caso da mortalidade até um ano, a situação de desigualdade é ainda pior. No entanto, a pior região é a Sé, no centro da capital, onde a taxa de mortalidade é de 21,83 mortes para cada mil crianças nascidas. Em Perdizes, na zona oeste, a taxa é de 1,04 – uma desigualdade de 20 vezes, segundo o estudo – e no Jardim Paulista é zero.

Neste caso, a desigualdade fica mais distribuída na cidade. Os piores distritos são: República, na região central; Vila Maria, São Domingos e Freguesia do Ó, na zona norte; Vila Jacuí, Lajeado e Artur Alvim, na zona leste; e Socorro e Marsilac, na zona sul, além da já citada Sé.

A zona leste apresenta também alguns dos piores índices de acompanhamento insuficiente ao pré-natal. Os distritos de São Miguel, Vila Jacuí, José Bonifácio, Brás, Cangaíba, Itaquera, São Rafael, Itaim Paulista e Jardim Helena tiveram de 29% a 40% das mães realizando menos de 7 consultas pré-natais antes do parto. Além destes, a República na região central tem 34% das mães na mesma situação.

Mesmo depois de nascer, muitas crianças vão ter dificuldades para ter acompanhamento pediátrico adequado. Isso porque o tempo médio para o agendamento de consultas pediátricas é muito diferente em cada um dos 96 distritos que compõem a capital paulista. Enquanto em 21 bairros leva-se até dez dias para conseguir uma consulta com o pediatra, nos dez piores distritos a espera vai de 30 a 41 dias. São eles: Perus, Jaraguá (noroeste), Iguatemi, Jardim Helena, Vila Jacuí, São Miguel, São Rafael, São Mateus (zona leste), Grajaú (zona sul), e Brasilândia (zona norte).

Em toda a cidade, apenas 16 distritos não têm crianças vivendo em situação de vulnerabilidade social. Nesse caso, também, a desigualdade fica distribuída na cidade, afetando principalmente os distritos da Sé, Morumbi, Ipiranga, Vila Maria, Vila Andrade, Vila Leopoldina, Vila Guilherme, Lapa, Campo Belo e Bom Retiro, todos com mais de 11% das crianças em situação de vulnerabilidade social. O Observatório da Primeira Infância está disponível para consultas.

Na análise geral, o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância listou 26 distritos em que as crianças têm mais riscos de ter seus direitos básicos desrespeitados. Todos nas franjas da cidade. O distrito do Grajaú, na zona sul, ficou entre os piores em 20 dos 28 indicadores avaliados. Além dele, Jardim Ângela, Cidade Ademar e Parelheiros (sul); Cachoeirinha, Brasilândia e Tremembé (zona norte); e Guaianases, Parque do Carmo e São Rafael (zona leste).

por Rodrigo Gomes, da RBA

Oportunidade: Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades tem oportunidade para pós-doutorado.

Pesquisa na Unicamp visa contribuir para estratégia alimentar que auxilie no controle da obesidade. Selecionado receberá bolsa da FAPESP (foto: OCRC)



O Laboratório de Sinalização Celular do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) oferece uma oportunidade de pós-doutorado com Bolsa da FAPESP.

A vaga é para o Projeto Temático "Efeitos antiobesidade de nutrientes por meio da ativação dos receptores hipotalâmicos FFAR1 e FFAR4" e o prazo de inscrição se encerra no dia 12 de dezembro de 2017. Com sede na Unicamp, o OCRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

O trabalho tem como principal finalidade contribuir para a identificação de uma estratégia alimentar que auxilie no controle da obesidade, além de ter potencial para a descoberta de drogas no combate à obesidade. O estudo visa avaliar o mecanismo de funcionamento dos receptores de ácidos graxos no hipotálamo, principal centro de controle homeostático da fome.

Além de doutorado concluído, o candidato à bolsa deve ter: experiência em análise morfológica por microscopia de luz e confocal; amplo conhecimento de técnicas em biologia celular (ênfase em cultivo de células precursoras neuronais do cérebro adulto de camundongos), análise de viabilidade e ciclo celular (bioquímicas e imunodetecção por citometria de fluxo), respirometria de alta resolução e biologia molecular (qRT-PCR, transfecção-siRNA, microarray). Além disso, espera-se que o candidato tenha habilidade de trabalho em ambiente multidisciplinar.

O bolsista terá a supervisão do professor Licio Augusto Velloso. O interessado pela oportunidade deverá enviar carta de interesse, duas cartas de recomendação, resumo da pesquisa desenvolvida durante doutorado e currículo para o e-mail obesity.ocrc@gmail.com.

Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1868.

A oportunidade está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.174,80 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.


Por: Agência FAPESP


Oportunidade: Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades tem oportunidade para pós-doutorado.

Pesquisa na Unicamp visa contribuir para estratégia alimentar que auxilie no controle da obesidade. Selecionado receberá bolsa da FAPESP (foto: OCRC)



O Laboratório de Sinalização Celular do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) oferece uma oportunidade de pós-doutorado com Bolsa da FAPESP.

A vaga é para o Projeto Temático "Efeitos antiobesidade de nutrientes por meio da ativação dos receptores hipotalâmicos FFAR1 e FFAR4" e o prazo de inscrição se encerra no dia 12 de dezembro de 2017. Com sede na Unicamp, o OCRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

O trabalho tem como principal finalidade contribuir para a identificação de uma estratégia alimentar que auxilie no controle da obesidade, além de ter potencial para a descoberta de drogas no combate à obesidade. O estudo visa avaliar o mecanismo de funcionamento dos receptores de ácidos graxos no hipotálamo, principal centro de controle homeostático da fome.

Além de doutorado concluído, o candidato à bolsa deve ter: experiência em análise morfológica por microscopia de luz e confocal; amplo conhecimento de técnicas em biologia celular (ênfase em cultivo de células precursoras neuronais do cérebro adulto de camundongos), análise de viabilidade e ciclo celular (bioquímicas e imunodetecção por citometria de fluxo), respirometria de alta resolução e biologia molecular (qRT-PCR, transfecção-siRNA, microarray). Além disso, espera-se que o candidato tenha habilidade de trabalho em ambiente multidisciplinar.

O bolsista terá a supervisão do professor Licio Augusto Velloso. O interessado pela oportunidade deverá enviar carta de interesse, duas cartas de recomendação, resumo da pesquisa desenvolvida durante doutorado e currículo para o e-mail obesity.ocrc@gmail.com.

Mais informações sobre a vaga estão disponíveis em www.fapesp.br/oportunidades/1868.

A oportunidade está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.174,80 mensais e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição-sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio-Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.


Por: Agência FAPESP


Observatório e Mapa da Desigualdade da Primeira Infância serão lançados na próxima terça-feira.



Plataforma e indicadores que retratam situação das crianças paulistanas serão divulgados pela Rede Nossa São Paulo e Fundação Bernard van Leer em evento público.



A cidade de São Paulo, os gestores públicos e a sociedade civil, em especial as pessoas e organizações que atuam na área da infância ou se preocupam com o tema, vão ganhar dois novos importantes instrumentos de informação, análise e planejamento.

Na próxima terça-feira (5/12), a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer lançarão o Observatório da Primeira Infância e o Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, que retratam a situação das crianças paulistanas de zero a seis anos.

A divulgação da nova plataforma digital e dos indicadores será realizada em um evento público no auditório do Sesc 24 de Maio, no centro da capital paulista.

Com 130 indicadores, o Observatório da Primeira Infância (OPI) permitirá ao internauta selecionar e comparar até cinco itens que possuam dados por distrito. Por meio dessa interatividade, o interessado poderá saber a situação dos indicadores por ele selecionados em cada um dos 96 distritos da cidade de São Paulo.

Uma das novidades do OPI é o Banco de Boas Práticas, onde estarão disponíveis experiências exitosas nacionais e internacionais na área da infância. Além de acessar as boas práticas – por Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo do Programa Cidades Sustentáveis ou pelo Urban95 –, o internauta poderá encaminhar sugestões de programas e políticas públicas exitosas para serem incluídas na plataforma.

Alguns indicadores visam chamar a atenção das autoridades e da própria sociedade para a situação das "Crianças Invisíveis". Ou seja, para as crianças que têm seus direitos básicos violados cotidianamente e não são contemplados por políticas públicas.

Outro ponto de destaque do Observatório será o espaço virtual "Olhar das Crianças", onde serão disponibilizadas fotos feitas pelos pequenos e pequenas. 

O Mapa da Desigualdade da Primeira Infância, por sua vez, visa mostrar as diferenças existentes dentro de uma mesma cidade – no caso, São Paulo – em relação à situação das crianças.

Utilizando a mesma metodologia do Mapa da Desigualdade da Cidade de São Paulo, o estudo inédito revelará o "desigualtômetro" – a distância entre o melhor e o pior distrito – em cada um dos 28 indicadores vinculados à primeira infância.

Observatório poderá ser replicado em outras cidades

Para que municípios interessados possam elaborar seus próprios Observatórios da Primeira Infância, a Rede Nossa São Paulo e a Fundação Bernard van Leer divulgarão, no mesmo evento, dois guias destinados a facilitar a construção de plataformas semelhantes.

O Observatório da Primeira Infância em 5 Passos – Guia de Multiplicação explicará como implantar a plataforma, considerando os indicadores, o conteúdo, o banco de boas práticas, entre outros pontos.

Já o Observatório da Primeira Infância – Guia Técnico orientará a instalação da plataforma, incluindo como configurar e cuidar da funcionalidade do sistema.

Serviço:
Evento: Lançamento do Observatório e do Mapa da Desigualdade da Primeira Infância
Data: próxima terça-feira, dia 5 de dezembro de 2017
Horário: das 9h30 às 12h30
Local: Sesc 24 de Maio
Endereço: Rua 24 de Maio, 109 – perto da Estação República do Metrô

Confirme aqui sua presença no evento.


Evento no Facebook.



Enviado por Airton Goes, da NossaSP



Estudo resgata a história do Movimento do Custo de Vida.

Em oposição à política econômica da ditadura civil-militar, o movimento, que atuou de 1973 a 1982, promoveu as primeiras grandes manifestações populares do Brasil depois de 1968 (detalhe da capa do livro Como pode um povo vivo viver nesta carestia)


Criado em 1973, a partir dos Clubes de Mães e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica na periferia sul de São Paulo, o Movimento do Custo de Vida (MCV) incorporou outras forças políticas; cresceu em número e articulação; e, em 1978, colocou nas ruas mais de 20 mil pessoas, em um ato público realizado na Praça da Sé, em plena ditadura civil-militar.

Contornando as barreiras policiais, que procuraram impedir o acesso dos manifestantes ao local, e contrariando a ordem de que o ato fosse realizado apenas no interior da catedral, a manifestação transbordou pelas escadarias.

No mesmo evento, foi apresentado um abaixo-assinado de âmbito nacional, com 1,3 milhão de assinaturas, a ser entregue à Presidência da República, reivindicando o congelamento dos preços dos gêneros de primeira necessidade; o aumento dos salários acima do aumento do custo de vida; e um abono salarial de emergência imediato e sem desconto para todas as categorias de trabalhadores.

A história do MCV, praticamente desconhecida pelas novas gerações, é o objeto do livro Como pode um povo vivo viver nesta carestia: o Movimento do Custo de Vida em São Paulo (1973-1982), de Thiago Nunes Monteiro. Resultado de trabalho de mestrado feito na Universidade de São Paulo, com orientação da professora Maria Aparecida de Aquino, o livro foi publicado com apoio da FAPESP.

"Monteiro pesquisou nos principais arquivos do Estado de São Paulo. Ele consultou material produzido pelo próprio MCV e sobre o movimento, como discursos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e no Congresso Nacional, artigos de imprensa da época e documentos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP). Com base nessa documentação extensa, fez um trabalho de mestrado com nível de doutorado. Por isso, sem que fosse apresentada qualquer solicitação nesse sentido, sua dissertação foi selecionada, pelos pareceristas da USP, para publicação em livro", disse Aquino à Agência FAPESP.

Conforme explicou a orientadora, o MCV foi a resposta a um processo inflacionário, que corroía o poder aquisitivo das camadas populares, sem que houvesse a contrapartida de elevações salariais. Com uma linguagem acessível às pessoas menos instruídas, os folhetos produzidos pelo movimento recorriam a imagens marcantes como a de que os salários subiam pela escada, enquanto o custo de vida disparava pelo elevador.

O livro cobre uma década de atividade do MCV e acompanha seu nascimento, ascensão, apogeu, declínio e fim. "Adotei como balizas temporais os anos 1973 e 1982. Em 1973, o MCV foi criado, com base nos Clubes de Mães, já atuantes na periferia de São Paulo. Em 1982, o movimento já havia esgotado sua capacidade de mobilização em São Paulo, e a última manifestação agendada acabou não ocorrendo, por falta de público", disse Monteiro.

Segundo o autor, a maior força no início do movimento – e a própria condição para que ele ocorresse – foi a Igreja Católica, liderada pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo.

"Por meio dos Clubes de Mães e das CEBs, a Igreja mobilizou grande número de participantes, residentes nos bairros populares da periferia. Além disso, foi a Igreja que proporcionou a infraestrutura material necessária, como espaços para reuniões ou mimeógrafos para a produção de folhetos. Mas, desde o começo, houve também a participação de pessoas ligadas à luta sindical e à oposição ao regime ditatorial, incluindo agrupamentos de esquerda, especialmente militantes do Partido Comunista do Brasil (PC do B)", disse.

À medida que o MCV cresceu, criou-se uma coordenação central; outros militantes de esquerda, que não moravam anteriormente nos bairros onde o movimento atuava, se incorporaram a ele; e chegou-se ao auge com o abaixo-assinado de 1,3 milhão de assinaturas. A partir de 1978, a capacidade de mobilização foi, gradualmente, reduzida.

As causas do declínio foram objeto de outros estudos, que enfatizaram a influência prejudicial das disputas por hegemonia entre as várias forças políticas. Monteiro reconhece que essas disputas contribuíram para a desmobilização, mas considera que esta não pode ser atribuída a uma única causa.

"Movimentos populares com objetivos limitados, como a construção de creches ou o asfaltamento de ruas, são capazes de proporcionar pequenas vitórias concretas, que retroalimentam a mobilização. O MCV, porém, tinha um objetivo de escala nacional, que só poderia ser alcançado com a revisão de toda a política econômica do regime. A incapacidade de obter uma vitória desse porte pode ser apontada como uma das causas para o seu progressivo esvaziamento. Além disso, surgiram outras pautas e espaços de atuação, que atraíram parte dos militantes", disse Monteiro.

Para Aquino, é preciso contextualizar o declínio do MCV. "O fim da década de 1970 foi caracterizado pelo eclipse do regime ditatorial. Houve crise econômica, a emergência de um novo sindicalismo com as greves do ABC paulista em 1978, mobilizações dos estudantes e de outros setores da população por liberdades democráticas. Tudo isso sinalizou que não havia mais condições de sobrevivência para a ditadura no longo prazo. O MCV foi a resposta possível em um contexto anterior. Mas o novo contexto gerou outras oportunidades de enfrentamento do regime ditatorial", disse.

Perguntado sobre as lideranças que se destacaram no movimento, Monteiro citou três: Aurélio Peres, operário metalúrgico, e Irma Passoni, freira que abandonou a vida religiosa para se engajar nas lutas da periferia sul; em 1978, os dois foram eleitos, respectivamente, como deputados federal e estadual.

"Além deles, Ana Dias teve um papel muito importante no MCV desde o início, embora seja mais lembrada como a companheira do operário metalúrgico Santo Dias da Silva, que também atuou no MCV e foi assassinado por um soldado da Polícia Militar, durante repressão à greve dos metalúrgicos de São Paulo", disse.

Em 31 de outubro de 1979, 30 mil pessoas saíram às ruas do centro de São Paulo para acompanhar o cortejo fúnebre e protestar contra o assassinato de Santo Dias. O policial responsável por sua morte, condenado em primeira instância, foi unanimemente absolvido pelo Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo.

Há 38 anos, familiares e companheiros de militância de Santo se dirigem, todos os anos, ao local onde Santo foi morto e escrevem, com tinta vermelha, a frase "Aqui foi assassinado o operário Santo Dias da Silva, no dia 30-10-1979, pela Polícia Militar".

Como pode um povo vivo viver nesta carestia: o Movimento do Custo de Vida em São Paulo (1973-1982)
Autor: Thiago Nunes Monteiro
Editora: Humanitas
Ano: 2017
Páginas: 274
Preço: R$ 42
Mais informações: https://editorahumanitas.commercesuite.com.br/lancamentos/como-pode-um-povo-vivo-viver-nesta-carestia.


Por: José Tadeu Arantes  /  Agência FAPESP


Novo julgamento do caso do fotógrafo Sérgio Silva acontece nesta quarta.


Nesta quarta-feira (29), às 9h30, a 9ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) julga recurso movido pela defesa do fotógrafo Sérgio Silva, que contesta decisão dada em 1ª instância em uma ação judicial impetrada por ele no qual reivindica que o Governo de São Paulo seja apontado como responsável pela perda de parte de sua visão.
No dia 13 de junho de 2013, o fotógrafo foi atingido no rosto por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar enquanto cobria manifestação contra o aumento da tarifa de transporte público em São Paulo, marcada pela intensa repressão policial. Em decorrência do ferimento, Sérgio perdeu o olho esquerdo.
No mesmo ano, o fotógrafo acionou a Justiça para requerer que o governo estadual pagasse uma indenização no valor de R$1,2 milhão referentes a danos morais, estéticos e materiais, além de uma pensão vitalícia mensal de R$2,3 mil com a alegação de que não poderia exercer sua profissão da mesma forma que antes em função do ocorrido.
No entanto, no dia 10 de agosto de 2016, o fotógrafo teve sua demanda rejeitada pelo juiz Olavo Zampol Junior, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que afirmou que a responsabilidade pelo ferimento era do próprio fotógrafo. "No caso, ao se colocar o autor entre os manifestantes e a polícia, permanecendo em linha de tiro, para fotografar, colocou-se em situação de risco, assumindo, com isso, as possíveis consequências do que pudesse acontecer", afirma trecho da sentença.
Em reação, diversas entidades da sociedade civil repudiaram a decisão judicial e manifestaram apoio ao fotógrafo, que resolveu recorrer à 2ª instância.
"Espero que o TJ-SP desfaça o absurdo que foi a primeira decisão e acate o meu pedido. Fui vítima da truculência policial, que desrespeitou os protocolos básicos de uso de armamento menos letal durante protestos. O responsável neste caso é o Estado, que deve me indenizar pelos danos que me foram causados, e não eu, que apenas estava no local cumprindo com meu dever de repórter fotográfico", afirma Sérgio Silva.
A ARTIGO 19 defende que o TJ-SP reverta a decisão judicial de primeira instância, uma vez que a medida chancela a conduta violenta da Polícia Militar, cerceando a liberdade de imprensa e incentivando ainda a ocorrência de novas violações no contexto de protesto.
Após o julgamento, Sérgio Silva dará uma coletiva de imprensa em frente ao TJ-SP.
SERVIÇO
Evento: Julgamento do recurso movido pelo fotógrafo Sérgio Silva
Data: 29/09 (quarta-feira)
Horário: 9h30
Local: Tribunal de Justiça de São Paulo, sala 604
Endereço: Praça da Sé, s/nº


Por: Artigo 19





2º Edital Fomento à Cultura da Periferia de São Paulo

ATENÇÃO!!

Foi aberto o edital para inscrições do Fomento a Cultura da Periferia, a fim de proporcionar apoio financeiro a projetos e ações culturais propostos por coletivos de diversas regiões com vulnerabilidade social do município.

Cada projeto concorrente deve apresentar um orçamento para apoio de, no mínimo, R$ 102.179,40 (cento e dois mil e cento e setenta e nove reais e quarenta centavos) e de, no máximo, R$ 306.538,19 (trezentos e seis mil e quinhentos e trinta e oito reais e dezenove centavos) de acordo com a necessidade de seu plano de trabalho.

 O total de recursos para os fins deste edital é de R$ 7.176.000,00 (sete milhões, cento e setenta e seis mil reais).

As inscrições irão de hoje (24/10) até as 23:59 de 7 de Novembro, então fique de olho para não perder o prazo. Não se esqueça de compartilhar e marcar seus amigos neste post!!

Para saber mais informações e também realizar a inscrição, acesse o link abaixo:

http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/3075/

#AgoraVAI  #SecretariadaCulturaSP

Novo modelo físico explica de onde veio a água da Terra


Objetos deslocados para o interior do Sistema Solar devido ao crescimento de Júpiter teriam levado à região a maior parte do acervo hídrico atualmente existente (imagem: Nasa)

Munidos da lei da gravitação universal de Newton (cuja publicação completou 330 anos em 2017) e de pesados recursos computacionais (para poder aplicar a lei a mais de 10 mil corpos em interação), um jovem pesquisador brasileiro e seu antigo supervisor de pós-doutorado acabam de propor um novo modelo físico para explicar a origem da água na Terra e nos demais objetos de tipo terrestre do Sistema Solar.

O artigo assinado por ambos, Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion, foi publicado na revista Icarus.

Os autores são André Izidoro, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá da Universidade Estadual Paulista (Unesp) – bolsista FAPESP na modalidade Apoio a Jovens Pesquisadores –, e o astrofísico norte-americano Sean Raymond, do Laboratoire d'Astrophysique de Bordeaux, na França.

"A ideia de que a água da Terra veio predominantemente por meio de asteroides não é nova. Ela é praticamente consensual entre os pesquisadores. Nosso trabalho não é pioneiro em relação a isso. O que conseguimos foi associar esse aporte de asteroides ao processo de formação de Júpiter. E, com base no modelo resultante, 'entregar à Terra' quantidades de água consistentes com os valores estimados atualmente", disse Izidoro à Agência FAPESP.

O valor de água existente na Terra varia muito de uma estimativa a outra. Usando como unidade de medida o "oceano terrestre", o que corresponde a toda a água dos oceanos da Terra, alguns falam em três a quatro "oceanos terrestres". Outros, em dezenas. A variação decorre do fato de não se saber quanta água existe no manto do planeta. E nem mesmo na crosta, aprisionada no interior das rochas. De qualquer forma, o modelo proposto dá conta do amplo leque de estimativas.

"Convém afastar logo a ideia de uma Terra que recebeu toda a sua água por meio do impacto de cometas oriundos de regiões muito distantes. Tais 'entregas' também ocorreram, mas sua contribuição foi posterior e percentualmente muito menos importante. A maior parte da água chegou à região atualmente ocupada pela órbita da Terra antes que o planeta tivesse se constituído", disse Izidoro.

Para entender "como", vale recapitular o cenário definido pelo modelo convencional de formação do Sistema Solar, acrescentando o novo modelo relativo ao aporte de água. A condição inicial é uma gigantesca nuvem de gás e poeira cósmica. Devido a algum tipo de perturbação gravitacional ou turbulência local, essa nuvem entra em colapso e passa a ser atraída por uma determinada região de seu interior, que configura um centro.

Com o aporte de matéria, o centro torna-se tão massivo e aquecido que, cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, entra em processo de fusão nuclear, transformando-se em estrela. Enquanto isso, a nuvem remanescente continua a orbitar o centro e seu material se aglutina, formando um disco, que posteriormente se fragmenta, definindo os nichos protoplanetários.

"Estima-se que, nesse disco, a região rica em água se localizava a partir de algumas unidades astronômicas de distância do Sol. Na região interior, mais próxima da estrela, a temperatura era alta demais para que a água pudesse se acumular, exceto talvez em muito pequena quantidade, na forma de vapor", explicou Izidoro.

Por definição, a unidade astronômica (AU) é a distância média da Terra ao Sol. Entre 1,8 AU e 3,2 AU localiza-se atualmente o Cinturão de Asteroides, com centenas de milhares de objetos. Nessa faixa, os asteroides que ocupam a região entre 1,8 AU e 2,5 AU são predominantemente pobres em água, enquanto a maioria daqueles situados além de 2,5 AU são ricos. O processo de formação de Júpiter pode explicar a origem dessa divisão, de acordo com o pesquisador.

"O tempo transcorrido entre a formação do Sol e a completa dissipação do disco gasoso foi bastante curto, na escala cosmogônica: de apenas 5 milhões a no máximo 10 milhões de anos. E a formação de planetas gasosos tão massivos quanto Júpiter e Saturno só pode ter ocorrido durante essa fase de juventude do Sistema Solar. Então, foi durante essa fase que o rápido crescimento de Júpiter perturbou gravitacionalmente milhares de planetesimais ricos em água, deslocando-os de suas órbitas originais", disse Izidoro.

Estima-se que Júpiter possua um núcleo sólido, com massa equivalente a algumas vezes a massa da Terra. Esse núcleo sólido é recoberto por um extenso e massivo envoltório gasoso. Júpiter só pode ter adquirido tal envoltório durante a fase da nebulosa solar, quando o sistema estava em formação e havia enorme quantidade de material gasoso disponível.

Devido à vultosa massa do embrião de Júpiter, o processo de aquisição do gás, por atração gravitacional, foi muito rápido. Nas vizinhanças do planeta gigante em formação, situados além da "linha de gelo", milhares de planetesimais [corpos rochosos semelhantes a asteroides] orbitavam o centro do disco, atraindo-se, simultaneamente, uns aos outros.

O rápido aumento da massa de Júpiter rompeu o precário equilíbrio gravitacional desse sistema de muitos corpos. Vários planetesimais foram engolidos pelo Proto-Júpiter. Outros, enviados para os confins do Sistema Solar. E uma pequena fração, arremessada para a região interior do disco, entregando água para o material que, mais tarde, formaria os planetas terrestres e constituiria o Cinturão de Asteroides.

"O período de formação da Terra é datado entre 30 milhões e 150 milhões de anos após a formação do Sol. Quando isso ocorreu, a região do disco onde nosso planeta se constituiu já dispunha de bastante água, entregue pelos planetesimais deslocados por Júpiter e também por Saturno. Admite-se que uma pequena fração da água existente na Terra tenha chegado mais tarde, mediante o choque de cometas e asteroides. E que uma fração ainda menor possa ter-se formado localmente, por meio de processos físico-químicos endógenos. Mas a maior parte da água veio com os planetesimais", disse Izidoro.

A afirmação sustenta-se no modelo construído por ele e seu antigo supervisor. "Com o emprego de supercomputadores, simulamos a interação gravitacional entre os múltiplos corpos por meio de integradores numéricos, em linguagem Fortran. E introduzimos uma modificação para incluir os efeitos do gás presente no meio durante a época de formação dos planetas. Isso porque, além de todas as interações gravitacionais em cena, os planetesimais sofreram também a ação do chamado 'arrasto gasoso', que é, basicamente, um 'vento' em sentido contrário ao do movimento – o mesmo tipo de efeito que um ciclista percebe ao se deslocar, decorrente da colisão das moléculas do ar com seu corpo", descreveu o pesquisador.

O "arrasto gasoso" fez com que as órbitas dos planetesimais deslocados por Júpiter, inicialmente muito alongadas, fossem, pouco a pouco, "circularizadas". Foi tal efeito que implantou esses objetos na zona que corresponde atualmente ao Cinturão de Asteroides.

Um parâmetro fundamental para esse tipo de simulação é a massa total da nebulosa solar no início do processo. Para chegar a esse número, Izidoro e Raymond utilizaram um modelo proposto no início da década de 1970. Ele parte do levantamento da massa de todos os objetos atualmente observados no Sistema Solar.

Para compensar as perdas decorrentes da ejeção de matéria durante a fase de formação do sistema, o modelo corrige as massas atuais dos diferentes objetos, fazendo com que suas proporções de elementos pesados (oxigênio, carbono etc.) e de elementos leves (hidrogênio, hélio etc.) fiquem iguais às do Sol. Isso com base na hipótese de que o disco de gás e o Sol tinham a mesma composição. Feitas as alterações, obtém-se a massa presumível da nuvem primitiva.

"Além disso, nosso novo modelo considerou também os diferentes tamanhos dos atuais asteroides, que vão de quilômetros a centenas de quilômetros de extensão, porque o gás tende a afetar mais os asteroides menores", disse Izidoro.

A simulação feita a partir destas considerações pode ser vista no vídeo a seguir:



No eixo horizontal, foram marcadas as distâncias dos objetos ao Sol, em unidades astronômicas (AU). No eixo vertical, foram marcadas as excentricidades das órbitas dos objetos. A progressão da animação mostra como o sistema evoluiu em sua fase de formação. Os dois pontos pretos, situados, respectivamente, a pouco menos de 5,5 AU e mais de 7,0 AU, são, pela ordem, Júpiter e Saturno. Durante a animação, esses corpos crescem pelo acréscimo de gás da nuvem protoplanetária. E seu crescimento desestabiliza os planetesimais e os lança em várias direções. As diferentes cores atribuídas aos planetesimais servem apenas para mostrar onde eles estavam no início e para onde foram lançados. A área cinzenta assinala a posição atual do Cinturão de Asteroides. E o cômputo do tempo, em milhares de anos, aparece na porção superior do gráfico.

A segunda animação acrescenta um importante ingrediente, que é a migração de Júpiter e Saturno para mais perto do Sol durante o processo de crescimento.



Todos os cálculos de interação gravitacional entre os corpos em presença foram feitos a partir da Lei de Newton. O integrador numérico possibilitou calcular a posição de cada corpo em vários momentos – algo que, dado o número de corpos, da ordem de 10 mil, seria impossível fazer sem os recursos computacionais utilizados.

O artigo Origin of water in the inner Solar System: Planetesimals scattered inward during Jupiter and Saturn's rapid gas accretion (doi: 10.1016/j.icarus.2017.06.030), de Sean N. Raymond e André Izidoro, pode ser lido em http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0019103517302592?via%3Dihub e em https://arxiv.org/abs/1707.01234.


Por José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP

Frutas pouco conhecidas têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante.




As frutas conhecidas como bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí ainda não ganharam fama, nem espaço nos supermercados. Se depender de suas propriedades bioativas, em questão de tempo elas poderão estar não só disputando espaço nas gôndolas como ganhando posição no ranking dos alimentos da moda.

Além dos valores nutricionais, as cinco frutas nativas da Mata Atlântica têm elevadas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Foi o que verificou uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de La Frontera, no Chile.

"Não havia muito conhecimento científico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia é fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas não se tornam um novo açaí?", disse Severino Matias Alencar, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq, se referindo ao sucesso comercial da fruta amazônica com grande quantidade de antioxidantes e que hoje tem a polpa exportada pelo Brasil para vários países.

O trabalho, com apoio da FAPESP, teve resultados publicados na revista PLOS ONE.

No estudo foram avaliados os compostos fenólicos – estruturas químicas que podem ter efeitos preventivos ou curativos – e os mecanismos anti-inflamatórios e antioxidantes do extrato de folhas, sementes e polpa de quatro frutas do gênero Eugenia e uma do gênero Garcinia: araçá-piranga (E. leitonii), cereja-do-rio-grande (E. involucrata), grumixama (E. brasiliensis), ubajaí (E. myrcianthes) e bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis), todas típicas da Mata Atlântica.

Como elas são espécies difíceis de serem encontradas e algumas estão em risco de extinção, as plantas foram fornecidas por dois sítios localizados no interior de São Paulo. As duas propriedades comercializam as plantas com o objetivo de preservação da coleção. Um dos produtores possui a maior coleção de frutas nativas do Brasil, somando mais de 1,3 mil espécies plantadas.

"Começamos nosso estudo prospectando as propriedades bioativas das frutas, pois sabíamos que elas poderiam ter boa quantidade de antioxidantes, assim como são as chamadas 'berries' americanas, como o mirtilo, a amora e o próprio morango, muito conhecidas pela ciência. Mas nossas frutas nativas se mostraram ainda melhores", disse Alencar.

De acordo com o estudo, as espécies do gênero Eugenia têm um vasto potencial econômico e farmacológico evidenciado não só pelo número de publicações científicas, mas também pela exploração comercial de suas frutas comestíveis, madeira, óleos essenciais e uso como plantas ornamentais.

Elas são exemplos de alimentos funcionais, que, além das vitaminas e valores nutricionais, têm propriedades bioativas como o combate aos radicais livres – átomos instáveis e altamente reativos no organismo que se ligam a outros átomos, provocando danos como envelhecimento celular ou doenças.

"O organismo tem naturalmente antirradicais livres, que neutralizam e eliminam os radicais livres do corpo, sem causar dano. Porém, fatores como idade, estresse e alimentação podem promover um desequilíbrio nessa neutralização natural. Nesses casos, é preciso contar com elementos exógenos, ingerindo alimentos que tenham agentes antioxidantes como os flavonoides, as antocianinas do araçá-piranga e das outras frutas do gênero Eugenia", disse Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba.

O pesquisador ressalta que há cerca de 400 espécies pertencentes ao gênero Eugenia distribuídas pelo Brasil, incluindo várias espécies endêmicas. "Temos uma imensidão de frutas nativas com compostos bioativos que trariam benefícios para a saúde da população. É preciso estudá-las", disse.

Alencar é um dos pesquisadores do projeto "Bioprospecção de novas moléculas anti-inflamatórias de produtos naturais nativos brasileiros", coordenado pelo professor Rosalen, também autor do artigo publicado na PLOS ONE.

Campeão contra inflamação

As frutas estudadas no projeto com elevada atividade antioxidante para serem usadas em indústrias de alimentos e farmacêuticas também tiveram pesquisadas as capacidades anti-inflamatórias. A grande estrela foi a araçá-piranga, como demonstraram em artigo publicado no Journal of Functional Foods.

"A araçá-piranga, espécie ameaçada de extinção, teve a melhor atividade anti-inflamatória em comparação com a de outras frutas do gênero Eugenia", disse Rosalen. "O mecanismo de ação também é muito interessante, pois ocorre de forma espontânea e logo no começo da inflamação, impedindo uma via específica do processo inflamatório. Ela age também no endotélio dos vasos sanguíneos, evitando que os leucócitos transmigrem para o tecido agredido, reduzindo a exacerbação do processo inflamatório"

Rosalen destaca que os antioxidantes não têm como função única combater o envelhecimento ou a morte celular, mas a prevenção de doenças mediadas por processo inflamatório crônico. "A ação oxidante dos radicais livres também significa o surgimento de doenças inflamatórias dependentes, como diabetes, câncer, artrite, obesidade, doença de Alzheimer", disse.

"Não percebemos muitas dessas lesões provocadas pelos radicais livres. São as inflamações silenciosas. Por isso, é importante a ação de sustâncias antioxidantes, que podem neutralizar os radicais livres", disse Rosalen.

As pesquisas colaborativas, apoiadas pela FAPESP e pela Universidad de La Frontera, também permitiram ampliar o conhecimento sobre espécies nativas do Chile. Em um dos estudos, os autores demonstraram a atividade antioxidante e vasodilatadora da murtilla (Ugni molinae), uma fruta nativa do país.

No estudo publicado na Oxidative Medicine and Cellular Longevity, os pesquisadores destacam que o uso de preparações alimentares obtidas a partir de frutas e folhas da murtilla pode ter efeitos benéficos na prevenção e, possivelmente, no tratamento de sintomas de doenças cardiovasculares.

Alencar destaca que conhecer melhor as propriedades pode se mostrar uma boa alternativa para estimular a produção das frutas nativas.

"Antes do projeto com a Universidad de La Frontera, eu e o professor Pedro Rosalen já estudávamos as frutas nativas, pois acreditamos que elas podem revelar ótimas soluções alimentares para a sociedade", disse.

O artigo Antioxidant and Anti-Inflammatory Activities of Unexplored Brazilian Native Fruits, de Juliana Infante, Pedro Luiz Rosalen, Josy Goldoni Lazarini, Marcelo Franchin e Severino Matias de Alencar (https://doi.org/10.1371/journal.pone.0152974), pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0152974.

Por: Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP