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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Como se dá a transição do mundo quântico para o mundo clássico

Pesquisa feita por pesquisadores da USP e UFABC em colaboração com Queen's University Belfast, Universidade de Viena e ETH, publicada na Physical Review Letters, ajuda a entender como se dá a transição do mundo quântico para o mundo clássico (ilustração de um estado estacionário que é obtido quando dois osciladores harmônicos (em verde) são colocados em contato com dois banhos térmicos a temperaturas diferentes. Neste caso uma corrente de calor irá fluir do reservatório mais quente para o reservatório mais frio, o que caracteriza um comportamento irreversível. Os experimentos estudados neste trabalho foram escolhidos por se assemelharem, do ponto de vista conceitual, a esta situação simplificada / ilustração: Gabriel Teixeira Landi)...

O conteúdo na íntegra pode ser encontrado em: agencia.fapesp.br/experimentos-detectam-producao-de-entropia-em-sistemas-quanticos/29512/

sábado, 5 de janeiro de 2019

Fundador d'O Rappa, Marcelo Yuka está internado em estado grave no Rio.

 Marcelo Yuka
Foto: Daniela Dacorso / Divulgação / Estadão


Criador dos hits 'Pescador de Ilusões' e 'Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero)' deu entrada no Hospital
SÃO PAULO - O baterista e ex-fundador do grupo O Rappa, Marcelo Yuka, está internado em estado grave no Hospital Quinta D'Or, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da unidade. Em respeito à família, o hospital não divulgou informações sobre seu estado de saúde.

Mais cedo, o produtor do Planet Hamp, Marcello Lobatto, publicou uma foto em seu perfil no Instagram sugerindo que Yuka tivesse morrido. "Valey Yuka, obrigado por tudo! Sentiremos eternamento sua falta!". A publicação repercutiu nas redes sociais e, horas depois, Lobatto deletou a mensagem e se corrigiu.

"Sinto muitíssimo! Recebi uma ligação de um amigo muito próximo ao Yuka, aos prantos, me informando sobre o falecimento e me precipitei. Já conversei com amigos e familiares e o Marcelo Yuka esta hospitalizado, mas vivo!", escreveu. "Mais uma vez peço desculpas e vamos continuar rezando pela sua recuperação."


Criador dos hits d'O Rappa, como Pescador de Ilusões, Minha Alma (A Paz Que Eu Não Quero) e Todo o Camburão Tem um Pouco de Navio Negreiro, Yuka se recuperava nos últimos meses de um derrame cerebral sofrido no ano passado.

Marcelo Yuka foi um dos fundadores do Rappa em 1993, com a intenção de acompanhar o cantor caribenho Papa Winnie em suas apresentações no Brasil. O grupo tinha Nelson Meirelles, que era produtor do Cidade Negra; Marcelo Lobato (áfrica Gumbe); Alexandre Menezes, o Xandão; e Marcelo Yuka (que havia passado pela banda KMD-5).

Depois dos trabalhos com Winnie, os músicos resolveram seguir em frente e procuraram por um vocalista. Depois de anunciarem a vaga no jornal O Globo, chegaram a Marcelo Falcão.

No dia 9 de novembro de 2000, a vida do músico sofreu uma forte guinada após ele ser baleado durante um assalto no Rio de Janeiro. Yuka tentou impedir a ação de oito criminosos contra uma mulher e foi atingido por nove tiros, todos pelas costas. Uma das balas atingiu a segunda vértebra torácica do baterista, deixando-o paraplégico.

Yuka ficaria n'O Rappa até 2001, assinando músicas que ditavam o rumo ideológico do grupo. Sua saída aconteceu após uma série de divergências entre ele e outros integrantes do grupo. O grupo F.UR.T.O foi idealizado pouco tempo depois e, segundo o que dizia em suas entrevistas, se tratava de um projeto ainda maior, com intenções sociais.

Militante de direitos e políticas sociais, especialmente sobre a violência, Yuka se filiou ao PSOL e disputou as eleições municipais de 2012 como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo hoje deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Sua vida e sua recuperação após a tentativa de assalto que lhe deixou paraplégico foram retratadas no documentário "Marcelo Yuka no Caminho das Setas", de Daniela Broitman, ex-jornalista do Estado.

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Em fase recente, o artista lançou em janeiro de 2017 o álbum "Canções para Depois do Ódio", motivado pela própria biografia com canções ressaltando a depressão pela qual havia passado.


por > terra/diversao/musica

Chris Brown está de volta com single pop. Escute "Undecided"!


Cantor começa o ano com novidade para os fãs


Chris Brown lançou nesta sexta-feira (4) um novo single. Trata-se da dançante música, "Undecided".

Nesta faixa, Brown deixou a sonoridade R&B, mais presente em seus recentes lançamentos, de lado. No single, o cantor aposta em um som mais pop.

Em seu Facebook, o artista agradeceu aos fãs. "Obrigado a todos os meus fãs pelo seu infinito apoio todos esses anos. Eu sou humilde e estou agradecido de poder continuar criando para vocês, pessoal".

Escute a nova música no link abaixo:

https://youtu.be/hzQbp0q9X5M


por Vagalume.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Cientistas descobrem como a luz destrói membrana das células


A incidência de luz tem papel fundamental na alteração das células humanas. Um exemplo conhecido é a luz do Sol, que provoca desde o envelhecimento até o câncer de pele. Como isso ocorre, porém, ainda é algo pouco conhecido.

Mas agora pesquisadores conseguiram descrever, de maneira inédita, o mecanismo pelo qual a luz destrói as membranas lipídicas – que pode levar à morte das células. As futuras aplicações para a descoberta podem ser versões mais eficientes da chamada terapia fotodinâmica, usada contra alguns tipos de câncer e infecções bacterianas. Além disso, o conhecimento do mecanismo abre caminho para o desenvolvimento de protetores solares mais eficientes. 

Por ora, os pesquisadores conseguiram definir parâmetros para criar moléculas que sejam mais eficientes em danificar membranas, tornando as células mais suscetíveis à terapia fotodinâmica – em que a luz é usada para matar células cancerosas ou bactérias.

O trabalho, publicado no Journal of the American Chemical Society, é resultado do doutorado de Isabel Bacellar no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), no âmbito do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

Parte do estudo foi realizado com bolsa de pesquisa no exterior.

"Mostramos que na hora de escolher um fotossensibilizador [substância que possibilita a conversão da energia da luz em dano à membrana celular] não adianta apenas olhar para o quanto ele gera de oxigênio singlete [espécie reativa de oxigênio], como tem sido feito até hoje", disse Bacellar, atualmente fazendo pós-doutorado na Universidade de Montreal, no Canadá.

"O oxigênio singlete é importante, mas no processo de dano em membrana descobrimos que o fundamental é o quanto o fotossensibilizador gera de aldeídos lipídicos [substâncias que abrem poros nas membranas e levam ao vazamento do conteúdo da célula ou de suas organelas]", disse.

"Quando se entende o mecanismo do dano na membrana, pode-se tanto desenvolver uma molécula mais eficiente para destruir a membrana de organelas, no caso de câncer ou de uma infecção bacteriana, quanto prevenir o dano que ocorre quando nos expomos à luz solar", disse Mauricio da Silva Baptista, professor do IQ-USP e coordenador do estudo.

Da manteiga à pele

Todas as células são envolvidas por uma membrana formada por uma camada dupla de lipídios que separa o interior do exterior. Os chamados fosfolipídios formam a base estrutural dessa camada e tendem a sofrer oxidações, que podem tornar as membranas permeáveis e provocar a morte celular. A indução dessas oxidações por luz pode aumentar expressivamente a extensão do dano aos lipídios.

"A oxidação lipídica ocorre mesmo no escuro, mas é maior quando tem luz. Como acontece com a manteiga, que tem lipídios e fica rançosa se ficar fora da geladeira por muito tempo. Isso é uma oxidação lipídica também", disse Baptista.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram um modelo experimental em que aplicavam dois fotossensibilizadores em uma membrana artificial feita com substâncias presentes na membrana das células. Os fotossensibilizadores foram o azul de metileno e o DO15. 

O DO15 mostrou um desempenho melhor, tornando as membranas mais permeáveis significativamente mais rápido do que o azul de metileno. Em seguida, os pesquisadores identificaram e quantificaram todos os produtos gerados da reação das membranas com os fotossensibilizadores, como hidroperóxidos, álcoois, cetonas e aldeídos fosfolipídicos.

O objetivo era entender o mecanismo pelo qual o DO15 foi mais eficiente em permeabilizar as membranas. O que se mostrou mais importante no processo foi um aumento significativo na produção de aldeídos.

"O oxigênio singlete, que era visto até então como o agente mais importante nesse processo, e o hidroperóxido têm sim uma importância. Mas o que mostramos nesse trabalho é que a produção de aldeído é o principal fator para destruir a membrana lipídica", disse Bacellar.

Agora, o grupo de Baptista e outros que colaboram com ele buscam desenvolver moléculas ainda mais eficientes que o DO15 para tornar a membrana das células mais suscetível à luz. Com isso, podem chegar a novos fotossensibilizadores para a terapia fotodinâmica.

O artigo Photosensitized Membrane Permeabilization Requires Contact-Dependent Reactions between Photosensitizer and Lipids (doi: 10.1021/jacs.8b05014), de Isabel O. L. Bacellar, Maria Cecilia Oliveira, Lucas S. Dantas, Elierge B. Costa, Helena C. Junqueira, Waleska K. Martins, Andrés M. Durantini, Gonzalo Cosa, Paolo Di Mascio, Mark Wainwright, Ronei Miotto, Rodrigo M. Cordeiro, Sayuri Miyamoto e Mauricio S. Baptista, está disponível em: https://pubs.acs.org/doi/10.1021/jacs.8b05014

Por André Julião  -  Agência FAPESP



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Jovem professor do ITA recebe Prêmio José Leite Lopes de 2018


Maurício Tizziani Pazianotto foi o ganhador do Prêmio José Leite Lopes de 2018, concedido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF). A tese de doutorado "Transporte da radiação cósmica na anomalia magnética do Atlântico Sul e aplicação em aeronáutica", desenvolvida com bolsa da FAPESP, foi considerada pela SBF a melhor de 2016.

Professor no Departamento de Física do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Pazianotto, 31 anos, recebeu orientação de Brett Vern Carlson, do ITA, e coorientação de Odair Lelis Gonçalez, do Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEAv/DCTA).

"O que fizemos foi modelar o perfil da radiação cósmica na anomalia magnética do Atlântico Sul, que cobre grande parte do nosso continente. Fizemos simulações das radiações primárias e secundárias e as comparamos com medidas colhidas no solo e por aeronaves. Os dados experimentais foram levantados por nós mesmos, em parceria com outros grupos, do país e do exterior, que fazem parte de nossa rede de colaboração", disse Pazianotto à Agência FAPESP.

Os dados referidos são emissões de nêutrons resultantes da interação dos raios cósmicos com a atmosfera terrestre. Foram levantadas quantidades em diferentes pontos do território brasileiro e em diferentes épocas, de 2009 a 2015. "Esse levantamento em diferentes épocas foi importante para certificar que a influência da atividade solar, considerada em nossas simulações, foi apropriadamente levada em consideração", explicou.

No passado, a anomalia estava situada acima do Atlântico. Mas ela vem se deslocando lentamente rumo ao Pacífico. Agora, seu epicentro localiza-se aproximadamente na região de Foz do Iguaçu. As causas do deslocamento ainda não estão de todo esclarecidas, mas basicamente decorrem do movimento do magma, que provoca alterações no campo magnético da Terra.

"Nosso principal interesse era saber se e como a anomalia poderia perturbar o campo de raios cósmicos primários e secundários em altitudes de voo. Para isso, desenvolvemos simulações computacionais considerando os efeitos das linhas do campo magnético terrestre na propagação da radiação cósmica na atmosfera", disse Pazianotto.

Por meio dessa pesquisa, foi possível evidenciar que a anomalia magnética do Atlântico Sul influencia a radiação cósmica de forma significativa para altitudes acima de 40 km. Como parte dos resultados, foi possível também mostrar que o nível de radiação incidente nas tripulações em altitudes de voos comerciais poderia exceder o limite recomendado para o público em geral.

"Essas partículas podem causar danos nos equipamentos eletrônicos, afetando, por exemplo, o funcionamento dos computadores de bordo e dispositivos eletrônicos das aeronaves. E podem prejudicar também os organismos de tripulantes e passageiros habituais", disse Pazianotto.

A exposição a nêutrons afeta não somente os aviões que cruzam a anomalia magnética do Atlântico Sul, mas os voos de maneira geral, tornando-se tanto mais relevantes quanto mais perto dos polos se encontrem as rotas. Essa linha de pesquisa nasceu no Instituto de Estudo Avançados, em São José dos Campos, em 2008.

O grupo do qual Pazianotto participa, formado por pesquisadores do IEAv e do ITA, é pioneiro no país no campo da dosimetria de radiação cósmica. Como resultado da tese agora premiada, foi desenvolvida a primeira modelagem capaz de realizar simulações do perfil da radiação cósmica desde o nível do solo até 100 quilômetros de altitude, com detalhamentos inéditos e aplicações em dosimetria aeronáutica.

"Uma nova pesquisa que iremos desenvolver – em parceria do ITA com o Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, o Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos, e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – consiste em coletar amostras de sangue das tripulações para investigar danos genéticos e sua correlação com a dose recebida. A primeira fase desse projeto prevê realizar medições em voo em aeronaves militares em latitudes desde equatorial até polares, correlacionar os resultados com nossas simulações e avaliar seus efeitos genotóxicos", disse Pazianotto.



Por: José Tadeu Arantes  – Agência FAPESP

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Ministério do Desenvolvimento Social e ACNUR renovam acordo de cooperação.



Na segunda fase do processo de interiorização, 233 venezuelanos vivendo em Boa Vista foram levados a São Paulo e Manaus. Foto: ACNUR

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, assina nesta sexta-feira (28) a renovação do acordo de cooperação do MDS com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para garantir acesso aos direitos sócio-assistenciais de refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil em situação de vulnerabilidade e risco. O vice-representante da ACNUR no Brasil, Federico Martínez, estará presente.

O convênio, vigente desde agosto de 2018, permite o gerenciamento das medidas de identificação, recepção e acolhimento, incluindo orientação dos cidadãos que atravessam a fronteira, cadastro de pessoas e atendimento social nos postos e abrigos temporários em vários estados do país.

Na solenidade, também será lançado o livro "Pátria Mãe gentil", com fotos do processo de interiorização de venezuelanos no Brasil.

As imagens foram produzidas por profissionais de Ministério do Desenvolvimento Social, ACNUR, Presidência da República e Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

O livro é composto por três capítulos, que envolvem as fases de chegada na fronteira, acolhida nos abrigos e interiorização, incluindo as viagens de Roraima para outros estados e a adaptação dessas pessoas nas comunidades locais.

A resposta humanitária a refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil é feita por meio da Operação Acolhida, que reúne as Forças Armadas, ministérios, agências do Sistema ONU no Brasil e entidades da sociedade civil organizada.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Bolsa Família, Previdência e funcionalismo: a divisão do dinheiro

Ministério da Fazenda mostra que parcela mais rica fica com maior fatia dos gastos com aposentadorias e pessoal. Secretaria de Previdência reforça importância de fatia destinada aos mais pobres para redução da miséria Em fim de gestão, a equipe econômica do governo de Michel Temer segue em campanha pela aprovação da reforma da Previdência. O Ministério da Fazenda divulgou, no dia 5 de dezembro, um relatório chamado "Reformas econômicas em 2016-2018 e perspectivas para o próximo mandato presidencial". No documento, economistas do ministério fazem um raio-x das contas públicas, das realizações da equipe que foi chefiada por Henrique Meirelles e Eduardo Guardia e da principal frustração do período: a não aprovação da reforma da Previdência. Somando todos os tipos de aposentadoria, setor privado e público, urbano e rural, o governo federal desembolsou R$ 685 bilhões em 2017. Isso é mais da metade do Orçamento Federal e R$ 268 bilhões a mais do que o arrecadado com as contribuições previdenciárias no período. A grave situação fiscal do país, que vai fechar o ano com deficit primário pelo quinto ano consecutivo, e a projeção do crescimento das despesas devido a mudanças demográficas não são mais os únicos argumentos para a necessidade de se alterar as regras para se aposentar no Brasil. O texto aborda o atual sistema previdenciário brasileiro como um fator de concentração de renda. Por isso, segundo os dados divulgados pelo governo, reformar a Previdência seria também uma maneira de diminuir a desigualdade no Brasil. No modelo atual, ela atende mais aos que têm renda mais alta.

Por José Roberto Castro e Rodolfo Almeida


Leia na integra em: nexojornal.com.br/expresso/2018/12/12/Bolsa-Fam%C3%ADlia-Previd%C3%AAncia-e-funcionalismo-a-divis%C3%A3o-do-dinheiro

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Para alimentar salmão norueguês, soja brasileira desmata e explora trabalho escravo

Três empresas brasileiras que exportam concentrado de soja para a Noruega têm fornecedores que já foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e posse ilegal de terras

Principal produtora mundial de salmão, a Noruega compra do Brasil maior parte da matéria-prima usada para alimentar seus cardumes. Todos os meses, milhares de toneladas de proteína de soja concentrada saem dos portos brasileiros e cruzam dez mil quilômetros do oceano Atlântico rumo aos tanques de peixes do país nórdico. O problema é que essa cadeia de negócios da soja brasileira está marcada por crimes ambientais e trabalhistas.

Pelo menos três indústrias brasileiras que se destacam como as principais exportadoras de soja para a Noruega – Caramuru, Imcopa e Selecta – têm, entre seus fornecedores, fazendeiros que foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e conflitos de terra. Os crimes foram descobertos a partir de uma investigação realizada pela Repórter Brasil em parceria com as ONGs norueguesas Future In OurHands e Rainforest Foundation.

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Plantação de soja por entre regiões de mata nativa; empresas que exportam para a Noruega compram o grão de fazendeiros que já cometeram crimes ambientais. (Foto: Pedro Biondi)

Um dos problemas encontrados é a presença de fornecedores produzindo em áreas embargadas pelo Ibama por crimes ambientais. "Vemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento", ressaltou o gerente geral da Rainforest Foundation, Øyvind Eggen, em reportagem sobre a pesquisa publicada pelo jornal  norueguês Dagbladet.

A investigação também identificou um caso de trabalho escravo em um fornecedor da C.Vale, cooperativa produtora de soja que vende para Imcopa, que por sua vez produz proteína de soja concentrada para a indústria de salmão na Noruega.

Em 2012, nove trabalhadores foram resgatados em situação análoga à escravidão na Fazenda Alto da Mata, de propriedade de Luiz Bononi e localizada em São José do Rio Claro, em Mato Grosso. Bononi forneceu soja à cooperativa C.Vale inclusive no período em que esteve na "lista suja" do trabalho escravo – documento do Ministério do Trabalho que lista os produtores flagrados com o crime. A lista é usada como referência por diversas empresas comprometidas em restringir relações comerciais com empregadores flagrados usando mão-de-obra escrava.

O fazendeiro Bononi não foi localizado pela reportagem.

Outro problema da C.Vale, segundo a investigação, é que ela estaria envolvida em casos de produção do grão em terras Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul. Segundo indígenas ouvidos pela Repórter Brasil, na Terra Indígena Panambizinho, o cultivo do grão acontece por meio de arrendamentos de terra para pessoas de fora da comunidade – arranjo considerado ilegal pelo Ministério Público Federal. O indígena e ativista de direitos humanos Anastácio Peralta, morador de Panambizinho, diz que o cultivo do grão é o maior problema atual da comunidade. Peralta afirma que a soja se tornou o principal cultivo das terras de Panambizinho, e que apenas três ou quatro famílias priorizam o plantio de itens alimentares.

A aplicação de agrotóxicos nas lavouras locais, diz ele, já afeta a qualidade do meio ambiente, inclusive prejudicando o plantio das roças orgânicas tradicionais. Para o indígena, a situação afeta a soberania alimentar na comunidade e incentiva o sedentarismo. "Antes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimentação mais saudável. Hoje, a maioria só arrenda, não cultiva junto." O plantio destinado à C.Vale também se daria em fazendas reivindicadas como parte da Terra Indígena Dourados Amambaipeguá I.

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"Antes o pessoal plantava, tinha sua rocinha, sua alimentação saudável. Hoje, a maioria só arrenda", afirma o indígena e ativista de direitos humanos Anastácio Peralta, sobre os impactos do cultivo da soja nas comunidades Guarani e Kaiowá. (Foto: Pedro Biondi)

Sobre o caso do flagrante de trabalho escravo, a C.Vale afirmou que "legalmente não cabe à cooperativa fiscalizar terceiros sobre o cumprimento da legislação em vigor" e que "orienta e oferece treinamento aos associados sobre as legislações que envolvem a produção de grãos, entre as quais questões ambientais, trabalhistas e de segurança no trabalho". A Repórter Brasil também enviou perguntas à Imcopa sobre seu relacionamento comercial com a cooperativa e sobre os problemas identificados. A indústria, no entanto, não respondeu.

A C.Vale afirmou ainda que "não possui políticas para comercialização de insumos dentro de áreas indígenas". Sobre litígios de terra com grupos indígenas envolvendo cooperados, diz que "não pode interferir nesses conflitos, seja por não estar diretamente envolvida, seja por não deter atribuição legal para isso".

Quando a soja alimenta conflitos fundiários
Além de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, há conflitos fundiários e outros problemas trabalhistas na cadeia de produção das empresas que exportam soja para a Noruega.

Um dos fornecedores do grão para a Caramuru e a Selecta são os sojicultores Sadi Luiz Piccinin Júnior e seu pai, Sadi Luiz Piccinin. Em 2013, a Polícia Federal apreendeu agrotóxicos proibidos na Fazenda Serra Vermelha, controlada pela família Piccinin em Dom Aquino, no Mato Grosso. No ano seguinte, em uma outra fazenda da família, em Campos de Júlio (MT), o Ministério do Trabalho identificou 10 trabalhadores sem carteira assinada e a aplicação de agrotóxicos sem os equipamentos de proteção obrigatórios – uma grave ameaça à saúde dos funcionários.

"Agora vemos pela primeira vez que a aquicultura norueguesa usa soja que pode estar ligada ao desmatamento", ressaltou o gerente geral da Rainforest Foundation,  Øyvind Eggen

A família também esteve envolvida em um conflito por terras em Campos de Júlio. Piccinin Junior é acusado de ter ocupado ilegalmente, com seu pai, uma área localizada dentro do assentamento Nova Juruena. Ele é réu em uma ação movida por uma associação que representa os trabalhadores rurais.

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Um dos fornecedores da soja para a exportação foi flagrado com o uso de agrotóxicos não autorizados (Foto: Pedro Biondi)

Procurados, a Selecta e a família Piccinin não deram retorno às perguntas encaminhadas pela Repórter Brasil. A Caramuru disse que, a respeito do uso de agrotóxicos não autorizados pelo fornecedor, não participa do processo decisório sobre os produtos aplicados nas fazendas. Disse ainda que a responsabilidade quanto a isso "é do produtor, do vendedor de insumos, do técnico que faz prescrições, da empresa que fabrica e vende e do órgão regulador."

A empresa afirmou ainda que questões trabalhistas internas às fazendas fornecedoras requerem a fiscalização de órgão oficiais ou da sociedade civil, "de modo a identificar irregularidades". Sobre os conflitos fundiários, a Caramuru ressalta que "infelizmente não há uma fonte pública e oficial que permita consultar, de forma eficaz, consolidada e preferencialmente automatizada, os conflitos no campo". Além disso, alegou possuir uma "política robusta e procedimentos rigorosos" para aprovar compras de grãos de acordo com critérios ambientais, que incluem a consulta de dados de satélite sobre desmatamento recente e informações das fiscalizações do Ibama.

Certificação confidencial  
As empresas que exportam proteína de soja concentrada para a Noruega possuem certificação ProTerra, um selo de boas práticas voltado ao mercado de soja não-transgênica. Toda a produção vendida àquele país passa pelo crivo da certificação, já que a Noruega proíbe a importação de soja geneticamente modificada.

Além de garantir a origem não-transgênica da matéria-prima, o selo possui critérios de sustentabilidade social, ambiental e trabalhista. São feitas auditorias por amostragem na cadeia produtiva dos exportadores para garantir que as fazendas estão respeitando os padrões do certificado.

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Além de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, há produtores do grão envolvidos em conflitos fundiários. (Foto: pedro Biondi)

A Repórter Brasil entrou em contato com a ProTerra Foundation, organização responsável pelo selo, e perguntou se os sojicultores identificados pela investigação, envolvidos em crimes e conflitos socioambientais, eram produtores certificados. "A informação das fazendas auditadas é confidencial por cláusula contratual", informou por email Augusto Freire, chairman da ProTerra Foundation.

Sem dar nomes, a ProTerra afirmou ainda que apenas um dos sojicultores citados havia sido auditado nos últimos cinco anos. Na ocasião, não foram encontradas violações trabalhistas, de direitos humanos ou problemas ambientais, segundo a fundação.


Por: Por André Campos e Antônio Biondi

Saiu em: https://reporterbrasil.org.br/2018/11/para-alimentar-salmao-noruegues-soja-brasileira-desmata-e-explora-trabalho-escravo


Demanda mundial por papel higiênico amplia desmatamento no cerrado brasileiro


Produtores de eucalipto mudaram-se da Mata Atlântica para o cerrado, aumentando a grilagem de terras em comunidades indígenas e quilombolas e incentivando o desmatamento. A madeira produzida é comprada pela Suzano, que fabrica celulose e vende para grandes marcas internacionais

FORQUILHA, Maranhão – Durante décadas, dezenas de famílias viveram pacificamente na pequena comunidade de Forquilha, no interior do Maranhão. Ali, no sertão brasileiro, os moradores costumavam plantar sua comida e criar seus animais. Há cerca de sete anos, porém, um empresário abastado instalou-se na região e começou a converter a vegetação nativa em plantações de eucalipto. Se tudo corresse como o planejado, ele venderia as árvores para a Suzano, multinacional produtora de celulose e papel. É a gigante da celulose que alimenta grandes marcas internacionais, como a Kleenex, famosa por seus lenços de papel.

Em 2014, porém, Forquilha tornou-se uma cidade violenta. Homens armados que patrulhavam a cidade entraram ilegalmente nas casas das pessoas, destruíram móveis e ameaçaram matar moradores. Os bandidos vieram com uma mensagem: Renato Miranda, o empresário produtor de eucalipto, sempre fora dono daquelas terras e a comunidade teria invadido ilegalmente sua propriedade. Moradores foram informados de que tinham oito dias para arrumar seus pertences e sair.

"Ninguém sabia para onde ir, todos estavam apavorados, desesperados", lembra Antônia Luís Ramalho Lima, esposa e mãe de 54 anos que ainda mora em Forquilha.

A violência aumentou. Homens armados sequestraram pai e filho, levaram-nos para um rio próximo e ameaçaram assassiná-los – a não ser que a família abandonasse sua casa. Três idosos da comunidade morreram naquele ano; eles haviam sido ameaçados dias antes da morte. Não tendo para onde ir, moradores permaneceram em suas casas. Ainda hoje, muitos deles vivem deprimidos e com medo.

Por: Anna Sophie Gross, da Mongabay

Leia na íntegra em: https://reporterbrasil.org.br/2018/10/demanda-mundial-papel-higienico-amplia-desmatamento-no-cerrado-brasileiro