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sábado, 25 de abril de 2020

Vídeo mostra dano causado pela Covid-19 aos pulmões; assista...



Danos severos foram causados em questão de dias. Paciente outrora saudável agora respira com a ajuda de aparelhos.

Um vídeo gerado a partir de uma tomografia computadorizada, feito pelo Dr. Keith Mortman, chefe de cirurgia torácica no George Washington University Hospital, nos EUA, mostra de forma clara os danos que a Covid-19 pode causar nos pulmões de uma pessoa.


O paciente em questão é um homem de 59 anos com pressão alta, mas de outra forma saudável. Após adoecer, ele necessita de ventilação mecânica para respirar, mas nem isso é o suficiente e ele tem de ser conectado a uma máquina para oxigenar o sangue.


O vídeo foi feito poucos dias após o paciente apresentar os primeiros sintomas da Covid-19. Áreas em amarelo representam inflamação no pulmão. Em um paciente saudável, nenhuma área em amarelo deveria ser visível.



"Este não é um paciente diabético, imunossuprimido, com 70, 80 anos de idade", disse Mortman. "Além da pressão alta, ele não tinha outros problemas médicos significativos. Esse é um cara que estava cuidando da própria vida e de repente pegou o vírus. Se repetirmos as imagens do 360VR agora, ou seja, uma semana depois, há uma chance que a infecção e o processo inflamatório sejam ainda piores. "


"Infelizmente, uma vez danificados nesse grau, os pulmões podem demorar muito para cicatrizar. Para cerca de 2 a 4% dos pacientes com Covid-19 o dano é irreversível, e eles irão sucumbir à doença", afirma o médico.

"Quero que as pessoas vejam isso e entendam o que pode acontecer", disse Mortman. "As pessoas precisam levar isso a sério."


Fonte: Rafael Rigues | CNN / Olhar Digital de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Uma população de asteroides de origem interestelar habita o Sistema Solar.

Descoberta de pesquisadora da Unesp foi publicada nesta quinta-feira na revista Monthly Notices, da Royal Astronomical Society. O estudo poderá fornecer informações sobre o berçário estelar em que o Sol se formou (foto: NASA)


Estudo realizado no Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (IGCE-Unesp), em Rio Claro, identificou 19 asteroides do tipo Centauro de origem interestelar. Os Centauros são objetos que orbitam o Sol na região compreendida entre os planetas gigantes do Sistema Solar.

Artigo a respeito, intitulado "An interstellar origin for high-inclination Centaurs", foi publicado nesta quinta-feira (23/04) na revista Monthly Notices da Royal Astronomical Society. A pesquisa contou com apoio da FAPESP.

"O Sistema Solar formou-se há 4,5 bilhões de anos em um berçário de estrelas, com os seus sistemas de planetas e asteroides. A proximidade entre as estrelas favorecia fortes interações gravitacionais que levavam à troca de material entre os sistemas. Assim, alguns objetos atualmente no Sistema Solar devem ter-se formado em torno de outras estrelas. No entanto, até recentemente, não tinha sido possível distinguir os objetos interestelares capturados daqueles formados em torno do próprio Sol. A primeira identificação foi feita por nós em 2018", diz a autora do estudo, Maria Helena Moreira Morais, à Agência FAPESP.

Graduada em física-matemática pela Universidade do Porto (Portugal) e doutorada em dinâmica do Sistema Solar pela University of London (Reino Unido), Morais é atualmente professora do IGCE-Unesp e realizou o estudo agora publicado em parceria com Fathi Namouni, pesquisador do Observatoire de Nice, na França.

A primeira identificação a que Morais se refere, a do asteroide Ka`epaoka`awela, foi objeto de reportagem publicada na Agência FAPESP em 2018.

O nome Ka`epaoka`awela significa, em língua havaiana, "O travesso de Júpiter", porque esse asteroide se mantém sempre próximo de Júpiter, mas orbitando o Sol no sentido oposto ao dos planetas. "Quando o identificamos como um objeto originado fora do Sistema Solar, não sabíamos se ele era um caso isolado ou membro de uma vasta população de asteroides imigrantes. No estudo mais recente, reconhecemos 19 Centauros de origem interestelar", afirma a pesquisadora.

Assim como o Ka`epaoka`awela, os Centauros identificados na pesquisa têm órbitas muito inclinadas em relação ao plano orbital dos planetas. "Para investigar a origem desses objetos, construímos uma simulação computacional que funciona como máquina do tempo, fazendo retroceder suas trajetórias até 4,5 bilhões de anos no passado. Essa simulação permitiu-nos identificar onde esses objetos se encontravam naquela época", explica Morais.

Os planetas e asteroides originados no próprio Sistema Solar formaram-se a partir de um fino disco de gás e poeira que orbitava o Sol. Por essa razão, todos eles se moviam no plano do disco há 4,5 bilhões de anos. Se os Centauros em questão tivessem se originado no Sistema Solar, eles também deveriam mover-se no plano do disco naquela época. "No entanto, nossa simulação mostrou que, há 4,5 bilhões de anos, esses objetos giravam em torno do Sol em órbitas perpendiculares ao plano do disco. E o faziam em uma região afastada dos efeitos gravitacionais do disco original", informa a pesquisadora.

Essas duas observações mostram que esses Centauros não pertenciam originalmente ao Sistema Solar e devem ter sido capturados de estrelas próximas durante a fase de formação planetária.

Berçário de estrelas

A descoberta no Sistema Solar de uma população de asteroides de origem interestelar é um passo importante para compreender, por meio de futuras observações astronômicas e possivelmente de missões espaciais, as diferenças e semelhanças entre objetos formados no Sistema Solar e objetos vindos de fora. "O estudo dessa população poderá fornecer informação sobre o berçário estelar em que o Sol se formou, o processo de captura de objetos interestelares no Sistema Solar primordial e a importância do material interestelar no enriquecimento químico do Sistema Solar", diz Morais.

Com relação ao enriquecimento químico, vale lembrar que o Universo primordial era constituído essencialmente de hidrogênio e hélio. Os elementos naturais mais pesados que integram a tabela periódica formaram-se por fusão nuclear no interior das estrelas e se espalharam depois pelo espaço. A região em que se localiza o Sistema Solar foi enriquecida quimicamente por esses elementos, que ajudaram a compor o próprio corpo humano.

O artigo An interstellar origin for high-inclination Centaurs pode ser acessado em https://academic.oup.com/mnras/article/494/2/2191/5822028.


Fonte: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Projeto "Roma de Janeiro".

"Roma de Janeiro" é um projeto que nasceu da roda de samba do Coletivo do Bigode em Roma, no ano 2013, através das letras de Aldo Verducci e das melodias de Simone Paoletti.

Graças à ponte aerea entre Roma e Rio de Janeiro, construída principalmente por Lorenzo Andraghetti, o projeto tem como objetivo envolver alguns entre os mais conhecidos sambistas cariocas. O CD de samba autoral será lançado em breve.

O primeiro "single", que foi lançado no Youtube no dia 14 de março, se chama "Vida de Boêmio" e tem a participação do grande sambista Toninho Geraes, junto à roda de samba de Roma do Coletivo do Bigode.


Em breve o CD será disponível e contará com outras participações especiais.


Antioxidante reverte dano à fertilidade causado por exposição ao bisfenol-A.

Estudo mostra que suplementação com coenzima Q10 desfaz dano causado às células germinativas pelo contaminante encontrado em materiais plásticos (imagem: Maria Fernanda Hornos Carneiro e Nara Shin)


A exposição ao bisfenol A (BPA), composto encontrado em alguns tipos plásticos, invólucro interno de latas de comida, recibos térmicos e selantes dentários, tem sido relacionada a diversos problemas de saúde em humanos, entre eles redução da fertilidade.

Resultados de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos – pela bolsista da FAPESP Maria Fernanda Hornos Carneiro e equipe, – demonstram que é possível desfazer esse efeito prejudicial do contaminante pela suplementação com coenzima Q10, substância naturalmente produzida pelo corpo humano e também encontrada em carnes e pescados.

O artigo publicado na revista Genetics é o primeiro a apresentar esta estratégia para reverter os efeitos do BPA no organismo. No estudo, pesquisadores testaram a ação antioxidante da coenzima Q10 em vermes da espécie Caenorhabditis elegans expostos ao contaminante.

Por ser um excelente antioxidante, a coenzima Q10 é um doador de elétrons nato, reduzindo o estresse oxidativo e o dano causado pelo BPA. "O BPA tem potencial oxidante, já que é instável quimicamente e gera espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. Quando se esgota a reserva antioxidante de uma célula [doadores de elétrons], o conteúdo destas espécies reativas de oxigênio e nitrogênio aumenta. Em função de sua instabilidade química, elas acabam por "roubar" elétrons de organelas celulares como a mitocôndria, de membranas celulares, proteínas e até mesmo do DNA, gerando importante dano celular e podendo causar a morte das células. Isso em maior magnitude gera problemas importantes para o organismo", diz Hornos Carneiro.

A pesquisa avaliou fatores como o número de ovos postos e o índice de eclosão, algo comparável em humanos à dificuldade de engravidar e à ocorrência de abortos espontâneos ou anomalias cromossômicas, respectivamente.

"O bisfenol A é um contaminante químico que atua como desregulador endócrino, provocando estresse oxidativo [desequilíbrio entre moléculas oxidantes e antioxidantes] e consequente dano celular nos gametas e no embrião. No estudo, os vermes expostos ao BPA e suplementados com a coenzima Q10 apresentaram taxas mais baixas de morte de óvulos, menos quebras de DNA e menos anormalidades nos cromossomos durante os processos de divisão das células, além de menor estresse oxidativo nos óvulos", diz Hornos Carneiro, que desenvolveu o estudo coordenado por Monica Paola Colaiacovo na Faculdade de Medicina da Harvard.

No experimento, vermes foram expostos ao BPA, à coenzima Q10 e a um solvente (DMSO) em diferentes combinações. Os vermes foram divididos em quatro grupos: um exposto apenas ao veículo (no qual o contaminante foi diluído-DMSO); o segundo,  ao veículo e à coenzima Q10; o terceiro exposto somente ao contaminante BPA; e o último, ao contaminante com suplementação de Q10.

O tempo de exposição ao BPA em vermes adultos mimetiza o que ocorre em humanos. "Como sabemos que é praticamente impossível nos dias de hoje não se expor aos contaminantes, buscamos uma estratégia para resgatar o dano provocado. Já se sabe que a idade influencia negativamente a fertilidade em mulheres, existem vários estudos mostrando isso. Como a exposição ao BPA [e a outros desreguladores endócrinos] ocorre ao longo da vida, ainda não é possível estimar separadamente quanto da infertilidade observada advém da exposição a químicos ambientais tóxicos e quanto é devido à idade", diz Hornos Carneiro à Agência FAPESP.

Por meio do uso de vermes transgênicos – com uma sequência de proteína fluorescente inserida no DNA que permite a observação da expressão proteica em estudos in vivo –, anticorpos fluorescentes e técnicas avançadas de microscopia e biologia molecular foi possível acompanhar em tempo real os efeitos produzidos no nível celular e molecular durante o processo de divisão celular (meiose) e formação de embriões nos vermes.

Mimetizador de hormônio

A pesquisadora explica que, pelo fato de o BPA ter estrutura química semelhante ao estrógeno – hormônio normalmente relacionado ao controle da ovulação em mulheres –, ele pode se ligar aos receptores desse hormônio, induzindo efeitos diversos. "Dependendo do tecido pode ocorrer um efeito pró-estrogênico ou antiestrogênico, o que pode gerar não só impactos ao sistema reprodutivo como a outros sistemas e processos importantes para a saúde do indivíduo.".

Hornos Carneiro, atualmente professora da Faculdade de Química e de Farmácia da Pontifícia Universidade Católica do Chile, fez a pesquisa durante seu pós-doutorado, com auxílio de uma bolsa de pesquisa no exterior da FAPESP, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Quebra de DNA e disfunção mitocondrial

De acordo com a pesquisadora, a exposição de vermes somente ao BPA resultou em mais quebras de DNA. "Potencialmente, isso se deu pela ação de espécies reativas de oxigênio, formadas em função da presença do contaminante no organismo. Observamos que essas quebras não foram corretamente reparadas nesse grupo de vermes."

Os danos foram observados por meio do monitoramento de uma proteína envolvida na quebra e no reparo do DNA quando ocorre a troca de material genético entre os cromossomos homólogos durante a meiose.

Chamada de crossing over, essa troca de material é importante para aumentar a diversidade genética e para a evolução. "Uma das hipóteses é a de que o aumento de quebras no material genético [e a ineficiência de reparo] foi provocado pelo aumento do estresse oxidativo na gônada causado pelo BPA", diz.

Observou-se ainda no processo maior disfunção mitocondrial, ou seja, as organelas responsáveis por produzir energia para as células passam a funcionar de forma desregulada. "Por causa do estresse oxidativo, o potencial de membrana mitocondrial estava muito alterado nos vermes expostos somente ao BPA. Já no grupo que recebeu a suplementação com coenzima Q10 houve o resgate desses marcadores", diz.

Efeito nos embriões

A pesquisa também avaliou os embriões. Vale destacar que o C. elegans é um verme hermafrodita e, por isso, se autofertiliza, sendo possível observar em suas gônadas todas as etapas de desenvolvimento das células germinativas na meiose até a formação dos corpúsculos polares e do embrião.

"No estudo, observamos a formação dos embriões in vivo, por meio de uma técnica chamada live imaging. Utilizamos como padrão a primeira divisão celular [exato momento em que o embrião passa de uma célula para duas] para avaliar a ocorrência de defeitos. No grupo exposto somente ao BPA, ocorreram defeitos em maior proporção, como a formação de pontes de material genético, além da paralisação da divisão celular", diz.

O artigo Antioxidant CoQ10 Restores Fertility by Rescuing Bisphenol A-Induced Oxidative DNA Damage in the Caenorhabditis elegans Germline (doi: 10.1534/genetics.119.302939), de Maria Fernanda Hornos Carneiro, Nara Shin, Rajendiran Karthikraj, Fernando Barbosa, Kurunthachalam Kannan e Monica P. Colaiácovo, pode ser lido em https://www.genetics.org/content/214/2/381.



Fonte: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.