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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Pacto de Mídia da ONU pelos ODS alcança marca de 100 integrantes.


A aliança de empresas de notícias e entretenimento com as Nações Unidas para divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) segue em expansão e está chamando a atenção de uma audiência de 2 bilhões de pessoas para os impactos socioeconômicos da crise de COVID-19.

O Pacto de Mídia Pelos ODS alcançou a marca de 100 integrantes, incluindo grandes redes de TV e mídia impressa, agências de notícias, estações de rádio e redes digitais em 160 países de cinco continentes.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global. Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da #Agenda2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os #ObjetivosGlobais.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global.
Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da #Agenda2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os #ObjetivosGlobais.

O Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma aliança de empresas de notícias e entretenimento reunida pelas Nações Unidas para impulsionar a cobertura e mobilizar ações para os ODS acaba de contabilizar seu 100º integrante.

Desde grandes redes de TV e mídia impressa até agências de notícias, estações de rádio e redes digitais, o Pacto de Mídia pelos ODS está presente em 160 países em cinco continentes e alcança uma audiência total de cerca de 2 bilhões de pessoas por meio de mais de uma centena de veículos de informação.

"A mídia exerce um papel crucial no combate à desinformação e estimulando ações para uma recuperação sustentável da crise de COVID-19, com base na ciência, na solidariedade e em nosso roteiro comum, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", afirmou Melissa Fleming, subsecretária-geral da ONU para a Comunicação Global. "Estamos orgulhosos por atingir 100 membros de todo o mundo no Pacto de Mídia para os ODS, comprometidos com a cobertura de temas críticos da atualidade e com o progresso em direção a um mundo mais saudável e pacífico".

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos líderes mundiais em 2015, são um chamado para a ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e melhorar a vida e perspectivas de todas as pessoas até 2030. As falas de especialistas da ONU, relatórios, dados e histórias são compartilhados regularmente com os integrantes do Pacto de Mídia, para inspirar a cobertura dos ODS sem interferência na liberdade editorial. Como parte da nova iniciativa da ONU, Verificado, membros do Pacto de Mídia também receberão conteúdos confiáveis e precisos sobre a COVID-19, para combater a desinformação e inundar a internet e as ondas de rádio e TV com conteúdos sobre ciência, soluções e solidariedade.

Para o Grupo Sky, empresa de mídia e entretenimento líder na Europa, ser parte do Pacto de Mídia significa agir nos grandes temas globais que realmente importam. "Nós alinhamos nossa estratégia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável porque eles nos dão um propósito claro que garante que o nosso negócio impulsiona a mudança que é crucial para melhorar nosso mundo", disse Jeremy Darroch, CEO do Grupo Sky.

O Shanghai Media Group, um dos mais novos integrantes, se uniu ao Pacto de Mídia para fazer parte de uma aliança global que trabalha por objetivos comuns. "É nosso desejo sincero poder trabalhar de perto com organizações de mídia globais para construirmos juntos uma comunidade em torno de um futuro compartilhado para a humanidade", disse a dirigente Jianjun Wang.

Para a ATTN:, um grupo de mídia digital norte-americano, "a parceria com as Nações Unidas e o acesso aos seus especialistas e dados nos ajudam a assegurar que nossas histórias têm boas fontes e são informativas, o que faz com que histórias de interesse humano tenham o poder de causar impacto real", disse Charlie Goldensohn, estrategista sênior da ATTN:.

"Num mundo digital, cheio de desinformação e notícias falsas, credibilidade é vital, e isso é o que ganhamos com nossa parceria com o Pacto de Mídia e o rico conteúdo editorial compartilhado nessa rede", disse Maikem Emmanuela Manzie, pela rede camaronense de rádio Ndefcam. "O fluxo livre de informações sobre temas atuais, especialmente a COVID-19, nos ajudou a construir histórias sobre como a comunidade pode lutar contra esse novo vírus".

Muitos membros já desempenharam um papel crucial no combate à desinformação, disseminando informação baseada em ciência para combater o vírus e cobrindo os impactos socioeconômicos da COVID-19 no contexto da agenda mais ampla de desenvolvimento sustentável.

A empresa SBS Australia investigou como e por que teorias da conspiração relativas ao coronavírus estão se espalhando tão rapidamente. A Sky News desmascarou a teoria da conspiração que ligava antenas de 5G com o coronavírus. O Notícias Positivas fez matéria sobre as notícias falsas relacionadas à pandemia. A ATTN: lançou uma série de educação digital para ajudar jovens a distinguir fatos de mentiras em conteúdos relacionados à Covid-19. O veículo Asahi Shimbun explicou por que os ataques à Organização Mundial da Saúde não vão ajudar o mundo a conter o vírus.

No fronte socioeconômico, a Euronews entrevistou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e chamou a atenção para a necessidade de solidariedade global para que o mundo emerja mais forte desta crise. A NHK amplificou o chamado da ONU por recursos para apoiar os estados mais vulneráveis. A empresa CGTN publicou diversas matérias defendendo o perdão de dívidas para os países mais pobres. A Prensa Latina disseminou o chamado do secretário-geral pela proteção do bem-estar das crianças.

Nos temas ambientais, o Jakarta Post esteve entre os veículos que divulgaram o chamado do secretário-geral por uma recuperação mais verde da pandemia; a SBS avaliou como a COVID-19 pode ser uma chance de tornar nossas economias mais verdes; o veículo In Depth News explicou a intersecção entre os ecossistemas e a saúde humana, enquanto a Scientific American reportou os impactos da crise nas emissões de CO2 e suas implicações para uma recuperação verde.

Com relação à dimensão de gênero, o Mainichi amplificou o chamado do secretário-geral pelo cuidado com as consequências da pandemia para mulheres e meninas. Devex, em uma entrevista com a ONU Mulheres, destacou o impacto desproporcional da crise no trabalho, na saúde e nas vidas de mulheres. A Sky transmitiu a mensagem do secretário-geral pedindo aos governos que priorizassem a prevenção e reparação da violência contra as mulheres em seus planos de resposta à COVID-19.

Sobre o Pacto de Mídia pelos ODS – Lançado pelo secretário-geral com 31 membros fundadores em setembro de 2018, o Pacto de Mídia pelos ODS busca inspirar empresas de mídia e entretenimento em todo o mundo a empenhar seus recursos e talento criativo para avançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Atualmente inclui 100 membros da África, Ásia, Américas, Austrália, Europa e Oriente Médio. Ao disseminar fatos, histórias humanas e soluções, o Pacto é um impulsionador poderoso da defesa, ação e responsabilidade pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mais informações, inclusive a lista completa de membros: http://www.un.org/sustainabledevelopment/sdg-media-compact-about

Se você representa uma empresa de mídia e deseja fazer parte do Pacto, entre em contato: DGCcampaigns@un.org
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio
unic.brazil@unic.org  |  +55(21) 2253-2211


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Covid-19: Brasil negocia entrada em grupo de teste da 1ª vacina... Informação foi dada pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, em entrevista coletiva

Nesta segunda-feira (11), o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o Brasil está negociando para entrar no grupo que vai testar a primeira vacina contra o novo coronavírus. "A gente está trabalhando para integrar um grupo que vai testar a primeira vacina para Covid-19. Isso é importante para o Brasil", declarou em entrevista coletiva.


No momento, a doença ainda não possui nenhum medicamento comprovadamente eficaz, tampouco uma vacina, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) também destaca que ainda não aprovou nenhum remédio para o tratamento da Covid-19.



Por fim, Teich acrescentou que o ministério não proíbe o uso de nenhum medicamento já aprovado pela Anvisa no tratamento do coronavírus, apesar de também não recomendar algum.

Na última semana, o ministro já havia informado que o Brasil estava se antecipando e negociando cotas de futuras vacinas para que o país não sofra com a demanda mundial.


Fonte: Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini em 12/05/2020, Via: OlharDigital / Uol, de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.



quarta-feira, 13 de maio de 2020

Pesquisadores da UFSCar estão desenvolvendo testes rápidos para detectar novo coronavírus.

Dispositivo identificará partes do RNA viral na saliva de indivíduos infectados. Grupo tem ainda outras iniciativas, como o desenvolvimento de sensores para monitorar a presença do patógeno no ar e em sistemas de esgoto (foto: UFSCar)


Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo dispositivos para a identificação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em pacientes infectados, em ambientes contaminados e até mesmo nas redes de esgoto.

O projeto prevê a utilização de um sensor eletroquímico para a detecção, na saliva do paciente, de pelo menos três sequências do genoma do vírus. A pesquisa tem o apoio da FAPESP, no âmbito do edital Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19.

"Nosso objetivo é desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para o diagnóstico de COVID-19. A plataforma de testes descartável fará uso de materiais de fácil acesso e equipamentos simples e também permitirá a análise de diferentes amostras simultaneamente", diz Ronaldo Censi Faria, pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que lidera o projeto.

De acordo com Faria, o teste rápido consiste em um dispositivo com vários compartimentos (canais microfluídicos), no qual a saliva do paciente é inserida. Os compartimentos contarão com quatro regiões sensoras (chips) programadas para identificar pedaços do RNA do vírus. "A detecção se dá por eletroquimiluminescência, ou seja, a partir da reação eletroquímica entre o sensor e o RNA do vírus ocorre a emissão de luz. Com isso, se o sensor detectar pelo menos uma das sequências de RNA, um ponto de luz irá surgir, indicando que o paciente está infectado", diz.

Em 2017, a equipe de Faria desenvolveu um dispositivo semelhante para a detecção de biomarcadores da doença de Alzheimer. "Normalmente, trabalhamos em conjunto com médicos e especialistas de outras áreas que nos apresentam um problema. No caso do dispositivo do Alzheimer, a professora Márcia Cominetti, do Departamento de Gerontologia da UFSCar, nos procurou após ter identificado que pacientes com Alzheimer apresentavam alteração em uma proteína [ADAM10] presente no sangue", diz.

O grupo de pesquisadores desenvolveu então um sensor para detectar a presença dessa proteína em um dispositivo de baixo custo já patenteado, mas ainda sem previsão para ser comercializado.

Biomarcadores proteicos

De acordo com Faria, a metodologia usada no desenvolvimento dos testes para COVID-19 é uma adaptação de uma série de dispositivos que estão sendo desenvolvidos nos laboratórios para identificar a ocorrência de outras doenças, como câncer, leishmaniose, hanseníase, zika e Alzheimer.

"O nosso laboratório tem experiência no uso de biomarcadores proteicos para a identificação de doenças. Alguns deles já eram marcadores conhecidos que utilizamos em dispositivos, outros eram biomarcadores novos, como o caso do nosso dispositivo para detectar Alzheimer. Nesse novo projeto usaremos marcadores de RNA, partes da sequência de RNA que foram separadas pelo pesquisador Matias Melendez, que integra o nosso grupo", diz.

No estudo para COVID-19, os pesquisadores vão testar a aplicação dos biomarcadores genéticos inicialmente em amostras com sequências sintéticas. Na segunda fase do projeto, haverá comprovação da técnica em amostras de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 fornecidas pelo Hospital Universitário da UFSCar, por meio de uma colaboração do pesquisador com o professor do Departamento de Medicina Henrique Pott Junior.

Identificação do vírus em ambientes

A equipe multidisciplinar também está desenvolvendo outros tipos de testes com sensores para a identificação do vírus em ambientes, como casas, ruas e escritórios, e no sistema de esgoto. Esses dois outros projetos estão sendo apoiados por um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

"Como já temos uma metodologia, é do nosso interesse adaptá-la para diferentes usos, desde que seja possível identificar um biomarcador para a doença", diz.

Além de trabalhar com a detecção de sequências de RNA do vírus, o grupo busca desenvolver ainda outra abordagem a partir do capsídeo do vírus (a membrana que envolve o vírus). "Se conseguirmos detectar o capsídeo, podemos desenvolver um teste mais abrangente e que precisaria de menos tratamento da amostra", diz.

Faria explica que para atingir o RNA é preciso uma solução para "quebrar" o vírus e expor o material genético a ser detectado pelo sensor. "Ao identificar o capsídeo será possível detectar o vírus diretamente, o que abre um leque de possibilidades, como criar um dispositivo para identificação em sistema de esgoto ou no ar. Com isso, seria possível monitorar a distância o ambiente externo e mapear a contaminação de áreas pelo esgoto ou por coleta de material particulado na atmosfera", diz.


Fonte: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.


terça-feira, 12 de maio de 2020

Cartilha da Turma da Mônica ensina cuidados com alimentos em tempos de coronavírus.

Material foi desenvolvido com auxílio da equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP, um CEPID apoiado pela FAPESP (imagem: divulgação)

A Turma da Mônica, da Mauricio de Sousa Produções (MSP), sob a orientação de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), lançou uma cartilha que reúne informações sobre como agir em relação aos alimentos durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O FoRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP).

A cartilha traz a Magali, a personagem comilona da turma, para ilustrar suas nove páginas. O material apresenta respostas para as dúvidas mais comuns: como higienizar vegetais, frutas e legumes, quais os cuidados que devem ser tomados com as compras que chegam por delivery, entre outras.


A cartilha está disponível no Instagram e no Facebook da Turma da Mônica e pode ser baixada no site do FoRC.

Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

Lockdown será inevitável em SP se isolamento não subir nas próximas semanas, indica estudo.

Projeções feitas por pesquisador da Unicamp indicam que, se a taxa de contágio do novo coronavírus observada até o início de maio for mantida, no final de junho São Paulo contabilizará 53,5 mil novas infecções por dia, sendo 20,8 mil casos diários somente na capital (imagem: Sistema de Monitoramento Inteligente/Governo do Estado de São Paulo)


Projeções feitas com um modelo matemático desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicam que a adoção de lockdown obrigatório no Estado de São Paulo será inevitável caso o nível de isolamento social não suba significativamente nas próximas semanas, começando já nesta terça-feira (12/05).

Entre os dias 8 e 10 de maio, foram registrados, em média, 1.839 novos casos diários de COVID-19 em todo o estado, sendo 1.033 somente na capital. Se for mantida a taxa de contágio (R0) – que é o número de pessoas para as quais um infectado transmite o vírus – observada nos 30 dias anteriores a 10 de maio, no final de junho São Paulo contabilizará 53,5 mil novas infecções por dia, sendo 20,8 mil casos diários somente no município de São Paulo. Nesse período, estima-se que o número de novos casos dobre a cada 11,5 dias para o estado e a cada 12,9 dias para a capital, nas próximas semanas.

Tabela – Projeção para o número de novos casos diários da COVID-19 para São Paulo, estado e capital, 12/05 a 30/06.
Número básico de reprodução (R0) e número de dias para dobrar o número de casos diários.Fonte de dados: Fundação Seade (https://www.seade.gov.br/coronavirus/)


O cálculo foi feito considerando-se os dados reais de crescimento do número de casos ao longo do último mês, que indicam uma taxa de contágio de 1,49 para o estado e de 1,44 para a cidade de São Paulo. Ou seja, no final de abril, cada 100 paulistas infectados transmitiam o novo coronavírus para quase 150 pessoas, em média (ao longo de um período de cerca de 7,5 dias após se contaminar, de acordo com a modelagem utilizada).

"Essas projeções têm grande chance de estarem subestimadas, pois o nível de isolamento vem caindo desde o início de abril (ver figura) e, entre 5 e 9 de maio, não ultrapassou 50%, o que provocará o aumento da taxa de contágio. Isso se refletirá daqui a 15 ou 20 dias no número de novos casos, depois sobre o número de óbitos. Mas, mesmo que se mantenha o nível de contágio estimado até 10 de maio, os valores projetados indicam que ainda este mês o sistema público de saúde da Região Metropolitana de São Paulo [RMSP] atingirá o limite, pois o nível de ocupação de leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] já está acima de 80%. Se o isolamento não for ampliado urgentemente, o estado terá de adotar medidas mais drásticas de contenção, como ocorreu na Itália, ou a situação se tornará insustentável", afirma o matemático Renato Pedrosa, professor do Instituto de Geociências da Unicamp e coordenador do Programa Especial Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPESP.

Figura – Nível de isolamento social em São Paulo (%) com linhas de tendência, estado e capital, 21/03 a 09/05.


As estimativas foram feitas com um modelo desenvolvido por Pedrosa e descrito em artigo disponível na plataforma medRxiv em versão preprint (ainda não revisada por pares). O modelo permite estimar a dinâmica de transmissão da COVID-19 em diferentes locais, levando em conta variáveis climáticas (temperatura e umidade absoluta), a densidade populacional e a linha do tempo da instalação da doença (data em que o país ou a região atingiu a marca de 100 casos).

Para desenvolver o modelo, Pedrosa usou dados de 50 estados norte-americanos e de outros 110 países, incluindo o Brasil. Foram selecionados países para os quais havia informação suficiente disponível para calcular a taxa de crescimento exponencial no período em que o centésimo caso da doença foi registrado. As informações meteorológicas foram obtidas em uma base de dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), instituição que integra o Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Já os dados referentes à expansão da COVID-19 até o dia 10 de abril vieram de duas fontes: o Centro de Ciências de Sistemas e Engenharia da Johns Hopkins University (Estados Unidos) e o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, com sede na Suécia.

"Estudos iniciais sugeriam que o novo coronavírus teria mais dificuldade para se disseminar em países com clima quente e úmido. Mas, segundo este modelo, o efeito das variáveis climáticas na taxa inicial de expansão da doença não foi significativo ao se incluírem as variáveis de densidade populacional e/ou a data de início da doença [100º caso]. Isso confirmou a experiência do Brasil e de outros países que estavam em período de verão, com clima quente e úmido, e sofreram expansão severa da COVID-19", conta Pedrosa.

"A data do centésimo caso apareceu de forma interessante. Quanto mais tarde esse evento ocorreu em um determinado local, menor foi a taxa inicial de expansão da COVID-19. Uma possível explicação para esse achado é que, nos locais onde o vírus tardou a chegar, a população foi ganhando consciência sobre a necessidade de adotar medidas de proteção, como lavar as mãos, usar álcool em gel, evitar apertos de mão e aglomerações. E isso diminuiu a velocidade de transmissão mesmo nos estágios iniciais", avalia.

Segundo Pedrosa, uma vez descontado esse efeito, a densidade populacional das diferentes regiões analisadas – medida pelo número de habitantes por quilômetro quadrado – passou a ser a variável mais relevante para estimar a taxa de expansão livre da COVID-19, ou seja, sem nenhum efeito de atenuação de diversas origens, e como seria o contágio nessa situação. Quanto mais densamente povoada a região, maior seria a taxa de contágio livre, algo esperado conceitualmente, mas, segundo Pedrosa, aplicado pela primeira vez na análise da taxa de contágio da COVID-19.

Contágio atenuado

Com base nesses resultados, Pedrosa decidiu estimar a taxa de atenuação do contágio que seria necessária para controlar a doença em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, em função da densidade populacional de cada cidade.

No topo da lista das mais densamente povoadas do país estão Fortaleza (7.786 hab./km2), São Paulo (7.398 hab./km2), Belo Horizonte (7.167 hab./km2), Recife (7.040 hab./km2) e Rio de Janeiro (5.267 hab./km2). Se nenhuma medida de distanciamento social tivesse sido adotada para conter o avanço do novo coronavírus nesses municípios, calcula o pesquisador, todos teriam uma taxa de contágio superior a 5,8 e o número de infecções dobraria em menos de dois dias.

"Isso ocorreu no início da pandemia em outros países, como na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em que o número de casos dobrou a cada 1,4 dia durante a semana de maior intensidade da pandemia, logo no seu início. A densidade populacional de Nova York atinge mais de 25 mil hab./km2 em Manhattan, e o caso foi analisado no artigo resultante da pesquisa", observa o pesquisador.

"Para controlar a doença nas quatro cidades mais densamente povoadas do país, é preciso atenuar a taxa de contágio livre em 84%, o que seria possível com pelo menos 60% de isolamento social combinado ao uso obrigatório de máscaras de boa qualidade, por exemplo", estima Pedrosa.

O potencial de proteção das máscaras pode ser calculado, segundo estudo disponível no repositório arXiv (também em versão preprint), que avaliou a eficiência de diversos modelos para atenuar o contágio, que pode ser muito significativo, dependendo da cobertura do uso e do tipo de máscara. "A dificuldade em utilizar os resultados desse estudo para estimar o efeito da obrigatoriedade do seu uso é que a eficiência dos tipos de máscara varia muito, desde praticamente zero para máscaras feitas em casa de material inadequado até mais de 90% para as máscaras do tipo N95, usadas por profissionais e que custam muito caro, sendo inacessíveis à maioria da população", diz o pesquisador.

Pedrosa ressalta que a RMSP engloba várias cidades de alta densidade populacional, que apresentam números de reprodução [R0] próximos do observado na capital ou mesmo mais altos, como Diadema, Carapicuíba e Osasco. "Portanto, para uma região com mais de 21 milhões de habitantes, a situação poderá se tornar ainda mais grave em prazo muito curto se medidas que levem ao aumento do isolamento falharem", conclui Pedrosa.

Fonte: Karina Toledo | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.