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quarta-feira, 20 de maio de 2020

Especialistas recomendam restringir venda de álcool durante pandemia

Exceto pelo fechamento dos bares, Brasil é um dos países que não implementaram restrições ao comércio de bebidas alcoólicas durante a crise da COVID-19; análise de desastres e epidemias do passado mostra que alcoolismo aumenta depois desses eventos (foto: Marcos Santos/USP Imagens)


Um levantamento realizado por um grupo internacional de pesquisadores mostra que situações de pandemia podem desencadear um aumento nos índices de alcoolismo. Ainda que, no curto prazo, a diminuição da renda ou as restrições na venda possam contribuir para uma redução no consumo de álcool, no médio e longo prazo o estresse causado por eventos como esse pode gerar um aumento do uso de bebidas alcoólicas. No Brasil, exceto pelo fechamento de bares, não há políticas de restrição de vendas durante a pandemia, o que pode tornar o quadro ainda mais preocupante.

O estudo foi publicado na revista Alcohol and Drug Review por pesquisadores do Brasil, Canadá, Estados Unidos e África do Sul, e de órgãos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

O grupo de autores esteve reunido em uma das maiores conferências mundiais de políticas públicas sobre álcool, em março, pouco antes de vários aeroportos da Europa fecharem por conta da pandemia.

"Foi quando começamos a discutir a necessidade de prever a tendência de consumo de álcool durante o surto do novo coronavírus", diz Zila Sanchez, professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp), apoiada pela FAPESP e coautora do artigo.

"À medida que o novo coronavírus espalhou-se, os países foram lançando políticas de combate à doença. Ficou claro que seria interessante mostrar como estavam agindo de maneira diferente à venda de álcool durante a pandemia. É sabido que a regulamentação da comercialização é o que mais influencia o consumo de bebidas alcoólicas pelas populações", explica a pesquisadora.

Atualmente, Sanchez coordena um projeto apoiado pela FAPESP, que trata da questão do uso de álcool sob a ótica da prevenção escolar e se prepara para conduzir outro estudo sobre o consumo de álcool durante a pandemia com pesquisadores internacionais.

Políticas restritivas

O levantamento aponta diversos exemplos no mundo de políticas sobre álcool específicas para a pandemia do novo coronavírus. A África do Sul é tida como um dos casos mais restritivos. Como parte da estratégia nacional de gestão da crise da COVID-19, ainda no dia 18 de março, foi estabelecido no país um número máximo de pessoas em bares e limitação no horário de funcionamento desses estabelecimentos e de lojas que vendem bebidas alcoólicas para consumo em casa.

Uma semana depois, porém, com a decretação do lockdown de 21 dias, as medidas se tornaram ainda mais duras. Bebidas alcoólicas não foram incluídas na lista de itens essenciais que poderiam ser comercializados em bares e mesmo as seções de bebidas dos supermercados foram fechadas. As autoridades sul-africanas justificaram que a esperada queda na ocorrência de acidentes e na violência por conta da redução do consumo de álcool deixaria disponíveis mais leitos em hospitais, essenciais durante a crise.

"Esse é um exemplo de política bastante restritiva, também adotada na Groenlândia e no Panamá. Em alguns lugares dos Estados Unidos, por exemplo, foi proibida a venda de álcool apenas pela internet. No Brasil, vamos na contramão, com inúmeros descontos em aplicativos de venda e artistas fazendo lives [apresentações virtuais] patrocinadas por fabricantes de cerveja", diz Sanchez.

No dia 13 de maio, o Piauí foi o primeiro estado brasileiro a instituir lei seca, que a princípio só valeria para o fim de semana seguinte, entre 15 e 17 de maio. A prefeitura de Palmas (TO) decretou lei seca no município, sem prazo para revogação. Em outros estados, os bares foram fechados, mas os que vendem comida e bebida alcoólica por entrega podem permanecer abertos.

Álcool e estresse

Estudos mostram que o consumo de álcool tem influência negativa no sistema imune, tornando o organismo mais vulnerável a infecções por bactérias e vírus. Além disso, o álcool colabora para a ocorrência de depressão, ansiedade e violência doméstica, que podem ser mais frequentes durante o confinamento imposto pela crise atual.

Uma pesquisa realizada após a epidemia de SARS, causada por outro coronavírus em 2003, mostrou que, entre 800 moradores de Hong Kong, 4,7% dos homens e 14,8% das mulheres tinham aumentado o consumo de álcool um ano depois.

Entre profissionais da saúde chineses que ficaram em quarentena ou trabalharam em alas hospitalares com alto risco de contaminação, as chances de reportarem sintomas de abuso de álcool foi uma vez e meia maior do que entre os que não foram expostos ao risco de contaminação.

Da mesma forma, desastres naturais, guerras e atentados terroristas também estão ligados ao aumento do alcoolismo por conta do estresse causado.

"Vários estudos mostram que, depois de um evento como esse, há um aumento de dependentes de álcool na população. As pessoas podem estar consumindo mais álcool agora para lidar com o estresse da situação, mas isso claramente pode seguir como uma dependência após a pandemia. Precisamos considerar a falta de regulamentação na venda de álcool hoje, porque vamos pagar a conta lá na frente", diz a pesquisadora.


O artigo Alcohol use in times of the COVID 19: Implications for monitoring and policy (10.1111/dar.13074) pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/dar.13074.


Fonte: André Julião | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.


Pacto de Mídia da ONU pelos ODS alcança marca de 100 integrantes.


A aliança de empresas de notícias e entretenimento com as Nações Unidas para divulgação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) segue em expansão e está chamando a atenção de uma audiência de 2 bilhões de pessoas para os impactos socioeconômicos da crise de COVID-19.

O Pacto de Mídia Pelos ODS alcançou a marca de 100 integrantes, incluindo grandes redes de TV e mídia impressa, agências de notícias, estações de rádio e redes digitais em 160 países de cinco continentes.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global. Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da #Agenda2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os #ObjetivosGlobais.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – nossa visão compartilhada sobre como acabar com a pobreza, garantir um futuro saudável para o planeta e construir um mundo pacífico – estão ganhando impulso global.
Com apenas 10 anos à frente, um ambicioso esforço global está em andamento para cumprir a promessa da #Agenda2030 – mobilizando mais governos, sociedade civil, empresas e convidando todas as pessoas a tomarem para si os #ObjetivosGlobais.

O Pacto de Mídia pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma aliança de empresas de notícias e entretenimento reunida pelas Nações Unidas para impulsionar a cobertura e mobilizar ações para os ODS acaba de contabilizar seu 100º integrante.

Desde grandes redes de TV e mídia impressa até agências de notícias, estações de rádio e redes digitais, o Pacto de Mídia pelos ODS está presente em 160 países em cinco continentes e alcança uma audiência total de cerca de 2 bilhões de pessoas por meio de mais de uma centena de veículos de informação.

"A mídia exerce um papel crucial no combate à desinformação e estimulando ações para uma recuperação sustentável da crise de COVID-19, com base na ciência, na solidariedade e em nosso roteiro comum, que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", afirmou Melissa Fleming, subsecretária-geral da ONU para a Comunicação Global. "Estamos orgulhosos por atingir 100 membros de todo o mundo no Pacto de Mídia para os ODS, comprometidos com a cobertura de temas críticos da atualidade e com o progresso em direção a um mundo mais saudável e pacífico".

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, adotados pelos líderes mundiais em 2015, são um chamado para a ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e melhorar a vida e perspectivas de todas as pessoas até 2030. As falas de especialistas da ONU, relatórios, dados e histórias são compartilhados regularmente com os integrantes do Pacto de Mídia, para inspirar a cobertura dos ODS sem interferência na liberdade editorial. Como parte da nova iniciativa da ONU, Verificado, membros do Pacto de Mídia também receberão conteúdos confiáveis e precisos sobre a COVID-19, para combater a desinformação e inundar a internet e as ondas de rádio e TV com conteúdos sobre ciência, soluções e solidariedade.

Para o Grupo Sky, empresa de mídia e entretenimento líder na Europa, ser parte do Pacto de Mídia significa agir nos grandes temas globais que realmente importam. "Nós alinhamos nossa estratégia aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável porque eles nos dão um propósito claro que garante que o nosso negócio impulsiona a mudança que é crucial para melhorar nosso mundo", disse Jeremy Darroch, CEO do Grupo Sky.

O Shanghai Media Group, um dos mais novos integrantes, se uniu ao Pacto de Mídia para fazer parte de uma aliança global que trabalha por objetivos comuns. "É nosso desejo sincero poder trabalhar de perto com organizações de mídia globais para construirmos juntos uma comunidade em torno de um futuro compartilhado para a humanidade", disse a dirigente Jianjun Wang.

Para a ATTN:, um grupo de mídia digital norte-americano, "a parceria com as Nações Unidas e o acesso aos seus especialistas e dados nos ajudam a assegurar que nossas histórias têm boas fontes e são informativas, o que faz com que histórias de interesse humano tenham o poder de causar impacto real", disse Charlie Goldensohn, estrategista sênior da ATTN:.

"Num mundo digital, cheio de desinformação e notícias falsas, credibilidade é vital, e isso é o que ganhamos com nossa parceria com o Pacto de Mídia e o rico conteúdo editorial compartilhado nessa rede", disse Maikem Emmanuela Manzie, pela rede camaronense de rádio Ndefcam. "O fluxo livre de informações sobre temas atuais, especialmente a COVID-19, nos ajudou a construir histórias sobre como a comunidade pode lutar contra esse novo vírus".

Muitos membros já desempenharam um papel crucial no combate à desinformação, disseminando informação baseada em ciência para combater o vírus e cobrindo os impactos socioeconômicos da COVID-19 no contexto da agenda mais ampla de desenvolvimento sustentável.

A empresa SBS Australia investigou como e por que teorias da conspiração relativas ao coronavírus estão se espalhando tão rapidamente. A Sky News desmascarou a teoria da conspiração que ligava antenas de 5G com o coronavírus. O Notícias Positivas fez matéria sobre as notícias falsas relacionadas à pandemia. A ATTN: lançou uma série de educação digital para ajudar jovens a distinguir fatos de mentiras em conteúdos relacionados à Covid-19. O veículo Asahi Shimbun explicou por que os ataques à Organização Mundial da Saúde não vão ajudar o mundo a conter o vírus.

No fronte socioeconômico, a Euronews entrevistou o secretário-geral da ONU, António Guterres, e chamou a atenção para a necessidade de solidariedade global para que o mundo emerja mais forte desta crise. A NHK amplificou o chamado da ONU por recursos para apoiar os estados mais vulneráveis. A empresa CGTN publicou diversas matérias defendendo o perdão de dívidas para os países mais pobres. A Prensa Latina disseminou o chamado do secretário-geral pela proteção do bem-estar das crianças.

Nos temas ambientais, o Jakarta Post esteve entre os veículos que divulgaram o chamado do secretário-geral por uma recuperação mais verde da pandemia; a SBS avaliou como a COVID-19 pode ser uma chance de tornar nossas economias mais verdes; o veículo In Depth News explicou a intersecção entre os ecossistemas e a saúde humana, enquanto a Scientific American reportou os impactos da crise nas emissões de CO2 e suas implicações para uma recuperação verde.

Com relação à dimensão de gênero, o Mainichi amplificou o chamado do secretário-geral pelo cuidado com as consequências da pandemia para mulheres e meninas. Devex, em uma entrevista com a ONU Mulheres, destacou o impacto desproporcional da crise no trabalho, na saúde e nas vidas de mulheres. A Sky transmitiu a mensagem do secretário-geral pedindo aos governos que priorizassem a prevenção e reparação da violência contra as mulheres em seus planos de resposta à COVID-19.

Sobre o Pacto de Mídia pelos ODS – Lançado pelo secretário-geral com 31 membros fundadores em setembro de 2018, o Pacto de Mídia pelos ODS busca inspirar empresas de mídia e entretenimento em todo o mundo a empenhar seus recursos e talento criativo para avançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Atualmente inclui 100 membros da África, Ásia, Américas, Austrália, Europa e Oriente Médio. Ao disseminar fatos, histórias humanas e soluções, o Pacto é um impulsionador poderoso da defesa, ação e responsabilidade pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mais informações, inclusive a lista completa de membros: http://www.un.org/sustainabledevelopment/sdg-media-compact-about

Se você representa uma empresa de mídia e deseja fazer parte do Pacto, entre em contato: DGCcampaigns@un.org
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil | UNIC Rio
unic.brazil@unic.org  |  +55(21) 2253-2211


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Covid-19: Brasil negocia entrada em grupo de teste da 1ª vacina... Informação foi dada pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, em entrevista coletiva

Nesta segunda-feira (11), o ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou que o Brasil está negociando para entrar no grupo que vai testar a primeira vacina contra o novo coronavírus. "A gente está trabalhando para integrar um grupo que vai testar a primeira vacina para Covid-19. Isso é importante para o Brasil", declarou em entrevista coletiva.


No momento, a doença ainda não possui nenhum medicamento comprovadamente eficaz, tampouco uma vacina, segundo a Organização Mundial da Saúde. Além disso, a Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) também destaca que ainda não aprovou nenhum remédio para o tratamento da Covid-19.



Por fim, Teich acrescentou que o ministério não proíbe o uso de nenhum medicamento já aprovado pela Anvisa no tratamento do coronavírus, apesar de também não recomendar algum.

Na última semana, o ministro já havia informado que o Brasil estava se antecipando e negociando cotas de futuras vacinas para que o país não sofra com a demanda mundial.


Fonte: Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini em 12/05/2020, Via: OlharDigital / Uol, de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.



quarta-feira, 13 de maio de 2020

Pesquisadores da UFSCar estão desenvolvendo testes rápidos para detectar novo coronavírus.

Dispositivo identificará partes do RNA viral na saliva de indivíduos infectados. Grupo tem ainda outras iniciativas, como o desenvolvimento de sensores para monitorar a presença do patógeno no ar e em sistemas de esgoto (foto: UFSCar)


Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão desenvolvendo dispositivos para a identificação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) em pacientes infectados, em ambientes contaminados e até mesmo nas redes de esgoto.

O projeto prevê a utilização de um sensor eletroquímico para a detecção, na saliva do paciente, de pelo menos três sequências do genoma do vírus. A pesquisa tem o apoio da FAPESP, no âmbito do edital Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19.

"Nosso objetivo é desenvolver uma metodologia simples e de baixo custo para o diagnóstico de COVID-19. A plataforma de testes descartável fará uso de materiais de fácil acesso e equipamentos simples e também permitirá a análise de diferentes amostras simultaneamente", diz Ronaldo Censi Faria, pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que lidera o projeto.

De acordo com Faria, o teste rápido consiste em um dispositivo com vários compartimentos (canais microfluídicos), no qual a saliva do paciente é inserida. Os compartimentos contarão com quatro regiões sensoras (chips) programadas para identificar pedaços do RNA do vírus. "A detecção se dá por eletroquimiluminescência, ou seja, a partir da reação eletroquímica entre o sensor e o RNA do vírus ocorre a emissão de luz. Com isso, se o sensor detectar pelo menos uma das sequências de RNA, um ponto de luz irá surgir, indicando que o paciente está infectado", diz.

Em 2017, a equipe de Faria desenvolveu um dispositivo semelhante para a detecção de biomarcadores da doença de Alzheimer. "Normalmente, trabalhamos em conjunto com médicos e especialistas de outras áreas que nos apresentam um problema. No caso do dispositivo do Alzheimer, a professora Márcia Cominetti, do Departamento de Gerontologia da UFSCar, nos procurou após ter identificado que pacientes com Alzheimer apresentavam alteração em uma proteína [ADAM10] presente no sangue", diz.

O grupo de pesquisadores desenvolveu então um sensor para detectar a presença dessa proteína em um dispositivo de baixo custo já patenteado, mas ainda sem previsão para ser comercializado.

Biomarcadores proteicos

De acordo com Faria, a metodologia usada no desenvolvimento dos testes para COVID-19 é uma adaptação de uma série de dispositivos que estão sendo desenvolvidos nos laboratórios para identificar a ocorrência de outras doenças, como câncer, leishmaniose, hanseníase, zika e Alzheimer.

"O nosso laboratório tem experiência no uso de biomarcadores proteicos para a identificação de doenças. Alguns deles já eram marcadores conhecidos que utilizamos em dispositivos, outros eram biomarcadores novos, como o caso do nosso dispositivo para detectar Alzheimer. Nesse novo projeto usaremos marcadores de RNA, partes da sequência de RNA que foram separadas pelo pesquisador Matias Melendez, que integra o nosso grupo", diz.

No estudo para COVID-19, os pesquisadores vão testar a aplicação dos biomarcadores genéticos inicialmente em amostras com sequências sintéticas. Na segunda fase do projeto, haverá comprovação da técnica em amostras de pacientes infectados pelo SARS-CoV-2 fornecidas pelo Hospital Universitário da UFSCar, por meio de uma colaboração do pesquisador com o professor do Departamento de Medicina Henrique Pott Junior.

Identificação do vírus em ambientes

A equipe multidisciplinar também está desenvolvendo outros tipos de testes com sensores para a identificação do vírus em ambientes, como casas, ruas e escritórios, e no sistema de esgoto. Esses dois outros projetos estão sendo apoiados por um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

"Como já temos uma metodologia, é do nosso interesse adaptá-la para diferentes usos, desde que seja possível identificar um biomarcador para a doença", diz.

Além de trabalhar com a detecção de sequências de RNA do vírus, o grupo busca desenvolver ainda outra abordagem a partir do capsídeo do vírus (a membrana que envolve o vírus). "Se conseguirmos detectar o capsídeo, podemos desenvolver um teste mais abrangente e que precisaria de menos tratamento da amostra", diz.

Faria explica que para atingir o RNA é preciso uma solução para "quebrar" o vírus e expor o material genético a ser detectado pelo sensor. "Ao identificar o capsídeo será possível detectar o vírus diretamente, o que abre um leque de possibilidades, como criar um dispositivo para identificação em sistema de esgoto ou no ar. Com isso, seria possível monitorar a distância o ambiente externo e mapear a contaminação de áreas pelo esgoto ou por coleta de material particulado na atmosfera", diz.


Fonte: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.


terça-feira, 12 de maio de 2020

Cartilha da Turma da Mônica ensina cuidados com alimentos em tempos de coronavírus.

Material foi desenvolvido com auxílio da equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos da USP, um CEPID apoiado pela FAPESP (imagem: divulgação)

A Turma da Mônica, da Mauricio de Sousa Produções (MSP), sob a orientação de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), lançou uma cartilha que reúne informações sobre como agir em relação aos alimentos durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O FoRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP).

A cartilha traz a Magali, a personagem comilona da turma, para ilustrar suas nove páginas. O material apresenta respostas para as dúvidas mais comuns: como higienizar vegetais, frutas e legumes, quais os cuidados que devem ser tomados com as compras que chegam por delivery, entre outras.


A cartilha está disponível no Instagram e no Facebook da Turma da Mônica e pode ser baixada no site do FoRC.

Fonte: Acadêmica Agência de Comunicação de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.