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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Como parte das atividades do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) realizará a 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), de segunda-feira (19) a 23 de outubro de 2020.

O tema geral da atual edição será "Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira". O evento é destinado para estudantes da educação básica, técnica/profissional e superior, para professores e profissionais da área de Educação de maneira geral.

A SNCT é aberta ao público e contará com a participação de convidados do setor público e privado, profissionais que atuam na academia e/ou mercado. Adicionalmente, o evento promoverá uma série de palestras, minicursos, mesas-redondas, relatos de experiências, apresentações de trabalhos e atrações culturais.

O evento será realizado totalmente on-line e será transmitido pelos canais oficiais das instituições participantes. A programação está disponível no site do evento, onde serão disponibilizados os links das transmissões ao vivo.

Mais informações: https://snct.mcti.gov.br/.

Fonte: Agência FAPESP

Notícia com apoio cultural de    http://qsaudavel.com 


Índios xavantes vivem epidemia de diabetes, aponta estudo

Pesquisadores da Unifesp e da USP constataram por meio de exames da retina uma alta prevalência de diabetes tipo 2 e de uma disfunção oftalmológica causada pela doença (retinopatia diabética; imagem: divulgação)

Uma das populações indígenas mais vulneráveis ao SARS-CoV-2 no Brasil, os xavantes vivem uma epidemia de outra doença silenciosa, considerada fator de risco para o agravamento da COVID-19: o diabetes.

Um grupo de pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) constatou, por meio de exames da retina de 157 índios da etnia, realizados antes da pandemia do novo coronavírus, uma alta prevalência de diabetes tipo 2 e de uma disfunção oftalmológica causada pela doença.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Diabetes Research and Clinical Practice, da International Diabetes Federation.

"Dentre os 157 índios xavantes que examinamos, 95 [60,5%] tinham diagnóstico de diabetes", diz à Agência FAPESP Fernando Korn Malerbi, pós-doutorando no Departamento de Oftalmologia da EPM-Unifesp e primeiro autor do estudo.

De acordo com o pesquisador, o diabetes pode desencadear problemas oftalmológicos como a retinopatia diabética – danos nos vasos sanguíneos na retina causados pelo excesso de glicose no sangue. Se não for detectada e tratada adequadamente essa alteração oftalmológica pode levar à cegueira.

A fim de diagnosticar casos de retinopatia diabética e de outras possíveis disfunções oftalmológicas em populações indígenas, os pesquisadores fizeram exames de retinografia em índios xavantes das reservas Volta Grande e São Marcos, situadas no Mato Grosso. Para isso, usaram um retinógrafo portátil desenvolvido pela empresa Phelcom Technologies por meio de um projeto apoiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Batizado de Eyer, o retinógrafo portátil é composto por um aparelho que, acoplado a um smartphone, faz imagens precisas da retina, permitindo detectar doenças do fundo do olho a um custo bem mais baixo do que os métodos convencionais. Além disso, tem a vantagem de possibilitar o diagnóstico por telemedicina, a quilômetros de um médico oftalmologista.

Quando as imagens são produzidas, o aplicativo que opera o aparelho para iluminação e imageamento da retina as envia pela internet para um sistema web – chamado Eyer Cloud – que permite armazenar e gerenciar os exames dos pacientes.

Caso não haja acesso a wi-fi ou rede 3G ou 4G no momento do exame, as imagens ficam salvas no aparelho e são enviadas para a nuvem assim que houver conexão com a internet (leia mais em agencia.fapesp.br/30646/).

No caso dos exames com os índios xavantes, como Malerbi conduziu os procedimentos, o diagnóstico foi feito instantaneamente, na presença dos pacientes.

"Quando as lesões na retina observadas por meio do retinógrafo portátil indicavam risco de cegueira orientávamos o paciente, por meio de intérpretes, e encaminhávamos para as equipes de atendimento à saúde indígena para acompanhamento e tratamento", afirma Malerbi.

Dos 95 pacientes diagnosticados com diabetes não foi possível avaliar se 23 deles (24,2%) apresentavam retinopatia diabética devido à opacidade de tecidos transparentes dos olhos, como o cristalino, causada por catarata.

Nos 72 índios cujas imagens obtidas da retina permitiram o diagnóstico de retinopatia diabética, os pesquisadores constataram que 16 apresentavam a doença e sete deles tinham risco de cegueira.

"Comprovamos que o retinógrafo portátil é um método viável para o rastreamento de retinopatia diabética, por ser uma tecnologia de baixo custo e que pode ser utilizada em comunidades remotas, como reservas indígenas, onde a população geralmente está dispersa por várias aldeias", diz Malerbi.

Piora da saúde

Um estudo anterior já havia relatado uma prevalência de 19,3% de retinopatia diabética em índios xavantes das mesmas reservas visitadas agora pelos pesquisadores.

O aumento da prevalência de casos dessa disfunção oftalmológica nessa população indígena, agora, pode ser devido a maior sensibilidade das imagens de fundo de olho obtidas por meio do retinógrafo portátil em comparação com a metodologia usada no estudo anterior, por oftalmoscopia indireta.

Outra hipótese é que o estado de saúde dessa população indígena, que é uma das maiores do país com, aproximadamente, 17 mil índios, distribuídos em nove reservas, piorou ao longo dos últimos anos, avaliam os autores do estudo.

Um estudo anterior com 932 índios da etnia indicou que 66,1% apresentavam síndrome metabólica, definida como uma condição na qual os fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes mellitus ocorrem ao mesmo tempo.

Mudanças no perfil de saúde e na dieta deles nas últimas décadas, caracterizadas pelo consumo de alimentos industrializados e o sedentarismo, levaram a esse quadro, avaliaram os pesquisadores (leia mais em agencia.fapesp.br/22504/).

"Esse grupo indígena que tradicionalmente era caçador-coletor tornou-se mais sedentário e modificou sua dieta tradicional nas últimas décadas, incorporando novos alimentos com alto teor de açúcar", explica Malerbi.

Além dos xavantes, os pesquisadores também fizeram exames de retina em 33 índios bororos – outra etnia ameaçada tanto pela COVID-19 como pelos incêndios que atingem o Pantanal.

Os resultados dos exames revelaram que sete índios bororos tinham diabetes, dos quais um foi diagnosticado com retinopatia diabética grave e foi encaminhado para tratamento.

O artigo The feasibility of smartphone based retinal photography for diabetic retinopathy screening among Brazilian Xavante Indians (DOI: 10.1016/j.diabres.2020.108380), de Fernando Korn Malerbi, Amaury Lelis Dal Fabbro, João Paulo Botelho Vieira Filho e Laercio Joel Franco, pode ser lido por assinantes da revista Diabetes Research and Clinical Practice em www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0168822720306331.

Fonte: Elton Alisson - Agência FAPESP

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

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Mais de R$ 6,5 milhões para execução do Programa de Aquisição de Alimentos

imagem: arquivo / reprodução

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, esteve nesta terça-feira (13) no Rio Grande do Norte e no Ceará para dar sequência ao repasse de recursos do Governo Federal ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Os dois estados receberam, respectivamente, R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões, somando mais de R$ 6,5 milhões para execução do programa de incentivo à agricultura familiar.

O Ceará já recebeu este ano mais de R$ 51,4 milhões para a execução do PAA. Os recursos beneficiam mais de 12 mil agricultores familiares locais e atendem cerca de 600 mil pessoas em situação de vulnerabilidade, com doações de 15,8 mil toneladas de alimentos.

No Rio Grande do Norte foi assinado o acordo de adesão, com um valor destinado que deve beneficiar mais de quatro mil agricultores familiares locais e atender cerca de 350 mil pessoas.

Em setembro o ministro visitou nove estados brasileiros para assinar Termos de Adesão do repasse de recursos são eles: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul, Tocantins, Goiás, Pará, Amazonas, Mato Grosso e Minas Gerais. Em outubro, Paraná e Santa Catarina também fizeram parte da agenda. Para o Onyx, o maior ganho do PAA é fazer a ponte entre produtor e população.

Para auxiliar os pequenos agricultores no enfrentamento da pandemia da Covid-19, no mês passado o governo liberou mais R$ 72,9 milhões para a execução do PAA nos 26 estados e no Distrito Federal. O valor se soma aos R$ 500 milhões liberados em abril, valor destinado aos estados para garantir a compra de produtos da agricultura familiar por meio do programa.

Fonte: Br 61

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Indicador da Construção Civil tem maior variação mensal desde julho de 2013

imagem: arquivo / reprodução

O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), indicador calculado pelo IBGE, subiu 1,44% em setembro, a maior alta desde julho de 2013. No mesmo mês de 2019, o índice foi de 0,37%. Desde o começo do ano, o Sistema acumula alta de 4,34% e, nos últimos 12 meses, o indicador totaliza 4,89% de aumento.

De acordo com Augusto Oliveira, gerente de pesquisa do IBGE, praticamente todos os produtos calculados na pesquisa, em quase todo os estados do país, apresentaram alta em setembro.  "Foi verificado nas nossas análises o crescimento de preço em todos os produtos: cimento, blocos cerâmicos, telhas, cabos elétricos e aço", explica.

Apenas em relação aos materiais da construção civil, a alta foi de 2,55% em setembro. Em um mês, o indicador desses produtos subiu 0,95%. Em comparação a setembro de 2019, houve aumento de 2,28%. Já o custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.209,02 em setembro deste ano, sendo que R$ 645,56 estão relacionados aos materiais e R$ 563,46 referem-se à mão de obra. Em agosto esse valor foi de R$ 1.191,84.

O Sinapi tem como objetivo produzir e divulgar séries mensais sobre custos do setor habitacional, de salários médios, mão de obra e preços de materiais. Além disso, por meio do índice, o IBGE também calcula o preço médio de máquinas, equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.  

O custo médio do setor é calculado de duas formas, com ou sem a desoneração da folha de pagamento de trabalhadores. O valor desonerado refere-se aos custos da mão de obra sem encargos sociais sobre os salários que somam 20% de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Augusto Oliveira ressalta que os produtos listados no Sinapi variam mês a mês e afirma que o indicador tem como foco calcular os custos de edificações residenciais. Segundo ele, o índice não tem o intuito de apontar fatores que levam a alta ou a queda em produtos ou na mão de obra da construção civil.  "O Sinapi é um índice feito para projetos de construções habitacionais. São 21 projetos que entram [no cálculo], que vão desde casas a prédios com até sete andares."

Regiões
A região Norte do país apresentou a maior variação regional no Sinapi em setembro (1,81%). O IBGE afirma que o aumento se deu principalmente por conta da variação expressiva no preço dos materiais de construção e devido a um acordo coletivo de trabalhadores do setor no Pará.

Em seguida, aparecem as regiões Nordeste (1,62%), Centro-Oeste (1,52%), Sudeste (1,33%) e Sul (1,06%).  Em setembro, os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.258,43 (Sudeste); R$ 1.255,02 (Sul); R$ 1.221,08 (Norte); R$ 1.127,78 (Nordeste); e R$ 1.208,09 (Centro-Oeste).

Fonte: Br 61

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Instituto Butantan tem aberta uma vaga de pós-doutorado

Oportunidade é para trabalhar no Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas. Interessados devem fazer inscrição até dia 20 de outubro (foto: Instituto Butantan/divulgação)

O Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan oferece uma oportunidade de pós-doutorado com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O bolsista integrará a equipe de pesquisa do Projeto Temático "Desenvolvimento de Vacinas Baseadas em BCG Recombinante: Tuberculose, Pertussis, Pneumococo e Schistosoma", apoiado pela FAPESP. O prazo de inscrição se encerra no dia 20 de outubro de 2020.

O projeto tem como objetivo ampliar o uso das metodologias de expressão de genes heterólogos em BCG desenvolvidas nos laboratórios do Butantan com o intuito de propor novas vacinas na imunização contra pertussis, tuberculose, pneumococo e esquistossoma e aperfeiçoar o tratamento imunoterápico do câncer de bexiga.

O pós-doutorando trabalhará nas etapas de construção das cepas e ensaios pré-clínicos de desenvolvimento da vacina. O pesquisador receberá bolsa do CNPq no valor de R$ 4 mil.

Os candidatos devem ter título de doutor em bioquímica ou farmácia, biomédicas, biotecnologia ou áreas afins e experiência prévia em técnicas de biologia molecular, bioquímica de proteínas e imunologia, comprovada por meio de publicações.

Os interessados devem enviar e-mail para a coordenadora do projeto, Luciana Cezar de Cerqueira Leite (luciana.leite@butantan.gov.br), incluindo: carta de motivação contendo contato para duas referências profissionais, currículo Lattes ou súmula curricular FAPESP, resumo de projetos e papers comprovando a experiência especificada no projeto e duas cartas de recomendação.

Haverá uma entrevista por Skype para os primeiros colocados.

Fonte: Agência FAPESP

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Pesquisa apoiada pela FAPESP acompanhou sete atividades coletivas de arte.

Pesquisa de bolsista da FAPESP acompanha as iniciativas que existem desde a década de 1990, produzindo espaços de acolhimento e criação a todas as pessoas, incluindo aquelas em situações de vulnerabilidade (Coletivo Preguiça; foto: Incomuns/divulgação)

Pesquisa apoiada pela FAPESP acompanhou sete atividades coletivas de arte, cultura e cuidado na cidade de São Paulo, que produzem espaços de acolhimento e de criação para pessoas em situações de vulnerabilidade intensa.

O trabalho é um desdobramento da tese "Criação à deriva: políticas do cuidado em coletivos incomuns", da doutoranda Isabela Umbuzeiro Valent, pela Universidade de São Paulo (USP), com orientação da professora da USP Eliane Dias de Castro.

Foram acompanhadas experiências coletivas de criação que acontecem na cidade de São Paulo desde a década de 1990 e que envolvem práticas artísticas, culturais e de cuidado. Essas práticas criam comunidades heterogêneas em espaços públicos da cidade, formando uma rede não institucionalizada de apoio à saúde mental.

A pesquisa reuniu participantes desses coletivos a fim de documentar e refletir sobre o que fazem e como sustentam essas iniciativas autônomas há tanto tempo

O projeto lançou site com todo o acervo audiovisual de documentação colaborativa realizada com e pelos participantes dos coletivos. "Além do acervo produzimos um documentário de 30 minutos de duração, chamado Incomuns, que está publicado na plataforma Spcineplay e está sendo exibido em mostras e festivais", afirma a doutoranda para a Agência FAPESP.

Fonte: Agência FAPESP

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Desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

imagem: arquivo / reprodução

As eleições estão chegando e, com ela, a vontade de renovação e de mudança também. Os mais de 5,5 mil municípios brasileiros terão a chance de escolher representantes que, além de focar em políticas básicas, como educação e saúde, conheçam os pontos fortes e potenciais da base eleitoral para a retomada da economia, que também ficou prejudicada com a pandemia do novo coronavírus.

"As propostas essenciais para qualquer candidato dizem respeito àquelas voltadas para o segmento por ele representado. Ele (a) deve fazer com que essas pessoas ouçam suas propostas, vejam os benefícios que serão implantados na cidade, para determinadas pautas e demandas sociais daquele grupo e possam acolhê-lo como autêntico representante", sugere o cientista político Nauê Bernardo.

Na opinião de Nauê as propostas de governo para o Executivo local devem, de fato, trazer alguma melhoria para a população. "Essas melhorias podem ser no curto, no médio e no longo prazo. Mas é preciso que os candidatos tenham em mente que, possivelmente, muitas políticas vão render frutos para a população, mas não vão trazer dividendos eleitorais. Ainda assim, elas precisam tocar essas políticas adiante. E é preciso fazer com que a população entenda os problemas e desafios daquela cidade e compreenda que é necessário tempo para mudar determinadas situações", pondera.

Entre as sugestões para ações concretas dentro das cidades – a curto, médio e longo prazo –, estão as pautas voltadas ao empreendedorismo nas campanhas eleitorais, como fortalecer a identidade do município, desburocratizar e simplificar, qualificar quem mais precisa e gerar mais empregos. Essas alternativas aparecem no documento elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o "Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae", que contou com apoio de diversos parceiros.

"A sociedade está cada vez mais se tornando uma sociedade de serviços. Com esse material, o Sebrae quer colocar à disposição do Poder Público, dos novos prefeitos e vereadores todo o seu know-how, todas suas soluções e metodologias para melhorar o ambiente de negócios, valorizar pequenos negócios nas cidades e gerar emprego, buscando a retomada localmente", garante o gerente da unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Paulo Miota.

O gerente explica que o guia do candidato traz dez propostas que podem movimentar o comércio local e dar fôlego especialmente aos pequenos negócios, que, segundo ele, podem ajudar na retomada econômica pós-pandemia.

"Esse trabalho é desenvolvido nos municípios desde 2008 e focamos em três grandes prioridades: primeiro, compras públicas. Compras dos pequenos negócios, da agricultura familiar, do comércio local, deixar o recurso no município", diz. E continua: "O outro ponto é a desburocratização. A Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) é uma grande alternativa para os empreendimentos de baixo risco tirarem o alvará mais rápido. Isso ajuda o desenvolvimento. A outra frente é o empreendedorismo na escola, estimular a criatividade e a inovação as crianças e jovens", elenca Miotta.

Ele adianta que as dez dicas são eixos de atuação de um programa chamado Cidade Empreendedora. "Se a vocação da cidade é turismo, vamos focar na dica 8, sobre rotas de turismo. Se a cidade é voltada para a agricultura familiar, então vamos focar em cooperativas no eixo 9, para ela vender como cooperativa para a merenda escolar. É o Sebrae na ponta, com seus consultores e equipe técnica, com condições de fazer, e o Sebrae nacional se organizando para ajudar a fazer isso, a identificar as vocações", explica o gerente. E completa. "São projetos já consagrados nos mais diversos pontos do país, reconhecidas pelo Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, que já possui 10 edições, desde 2001. Estamos propondo projetos concretos", explica o gerente.

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

O presidente da CNM, Glademir Aroldi, acredita que os novos gestores municipais terão uma oportunidade de mudar o atual cenário. A situação de calamidade pública, decretada pelo novo coronavírus, vai exigir dos gestores fortes investimentos na saúde, na assistência social e o fechamento do exercício.

"Todos nós sabemos do momento que estamos enfrentando, com impactos severos na saúde, na educação, na assistência social e impacto negativo também na economia brasileira. Mais oportuno impossível a gente colocar o guia à disposição dos candidatos. Os pequenos negócios representam a força da economia no Brasil, pois são responsáveis pela geração de empregos e de renda, que é o que precisamos hoje", avalia Aroldi.

O cientista político Nauê Bernardo só faz uma ressalva. "O estado precisa criar condições para que todos os negócios que efetivamente tragam melhorias para a população e que venham a ser sustentáveis economicamente se ergam. É preciso que o gestor do município tenha em mente que é importante ter um ambiente propício à realização de negócios e, assim, naturalmente, as empresas vão conseguir crescer."

Soluções inovadoras
No município de Monte Negro (RO), onde vivem hoje cerca de 16 mil habitantes, a burocracia e a morosidade para registrar uma empresa estimulavam a informalidade dos empreendedores. Não havia um local próprio na cidade para que futuros empresários pudessem se capacitar e buscar informações. A partir dessa problemática, a solução apresentada pela prefeitura foi integrar a Sala do Empreendedor ao cadastro para unificar a entrada de dados, atendendo os pequenos negócios e potenciais empresários e fornecendo orientações para formalização.

Além disso, o município investiu na integração do sistema integrador da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM) e investiu em eventos locais. O resultado foi que Monte Negro foi uma das cidades vencedoras na 10ª edição do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor, no ano passado, na categoria "Políticas Públicas para Desenvolvimento de Pequenos Negócios."

Com pouco mais de 400 negócios locais, segundo último registro da Receita Federal (2014), as soluções apresentadas facilitaram o processo de registro e licenciamento de empresas, com a entrada única de dados e documentos. Além disso, foi formalizada uma parceria para fortalecer o comércio local – o que aumentou em 20% as vendas dos participantes. As atrações culturais fomentaram o comércio local e atraíram turistas, melhorando a economia e a retenção de recursos financeiros no município.

Outra cidade que investiu em soluções inovadoras e empreendedoras foi a paraibana Uiraúna. Com potencial para o setor comercial, o município precisava de espaço que possibilitasse oportunidades de consolidação de empreendimentos. Antes da proposta, apenas cinco microempreendedores (MEIs), dos 147 formalizados ativos, estavam cadastrados na prefeitura. As únicas linhas de crédito disponíveis eram as disponibilizadas pelos bancos, limitadas e burocráticas.

A solução foi investir em ações para melhorar o ambiente dos pequenos negócios. Entre elas, estavam a capacitação do Agente de Desenvolvimento e a articulação de uma Agência de Desenvolvimento. Foi criado também o programa de microcrédito municipal de apoio a micro e pequenos negócios (Nosso Negócio) e a Agência de Desenvolvimento dos Pequenos Negócios de Uiraúna (Casa do Empreendedor), para operacionalizar e administrar o referido programa.

Com as propostas, em três anos, o número de MEIs formalizados aumentou 84%, passando de 147 em 2015 para 276 em 2018. Com o programa de microcrédito, já foram injetados mais de R$ 56 mil na economia local, resultando no fortalecimento e ampliação dos pequenos negócios.

Para conhecer algumas ações empreendedoras desenvolvidas por municípios de todo o Brasil, acesse o site do Prefeito Empreendedor no portal do Sebrae.

Fonte: Br 61

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