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terça-feira, 6 de abril de 2021

Projeto que prorroga prazo do Imposto de Renda pode ser votado nesta semana

imagem: arquivo / reprodução

Plenário do Senado pode incluir na pauta de votações o PL 639/21, que prorroga por três meses o prazo para entrega da declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física em 2021


O Projeto de Lei que prorroga o prazo para entrega da declaração de Imposto de Renda em 2021 pode ser votado pelo Senado Federal nesta semana. O texto foi aprovado na última semana pela Câmara dos Deputados, que concordou em adiar o prazo final por três meses, até 31 de julho.

A pauta de votações do Senado ainda não foi divulgada, mas deve conter propostas para enfrentar os efeitos da pandemia da Covid-19, segundo parlamentares que participaram de reunião de líderes na última segunda-feira (5).

Ainda sobre o imposto, pode ser votado o PL 1.795/20, do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que autoriza deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda das Pessoas Físicas as despesas com aquisição de equipamentos de proteção individual (EPI) por profissionais da saúde.

Também estão no planejamento futuro da Casa itens como a PEC batizada de Major Olimpio, que institui imunidade tributária por cinco anos para vacinas, o Projeto de Lei que cria um programa para acolhimento de pessoas que estão em sofrimento emocional e o PL que proíbe reajustes de medicamentos acima de 10%. Ainda não há uma definição de quando serão incluídos na pauta.

Fonte: Br 61



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Brasil ultrapassa a barreira dos 13 milhões de casos de Covid-19

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O Brasil ultrapassou 13 milhões de casos de covid-19 acumulados desde o início da pandemia. Foram 28.645 novos diagnósticos positivos confirmados pelas autoridades de saúde. O número de óbitos atingiu 332.752, só nas últimas 24 horas foram registrados 1.319. Ainda há 3.425 mortes em investigação por equipes de saúde, isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta segunda-feira (05). Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pela menor quantidade de trabalhadores para fazer os novos registros de casos e mortes. Já às terças-feiras eles tendem a ser maiores, já que neste dia o balanço recebe o acúmulo das informações não processadas no fim de semana.

O número de pessoas recuperadas subiu para 11.436.189. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.244.660.

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (77.165), Rio de Janeiro (37.693), Minas Gerais (25.713), Rio Grande do Sul (20.600) e Paraná (17.405). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.298), Amapá (1.334), Roraima (1.352), Tocantins (2.113) e Sergipe (3.617).

Fonte: Br 61


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Bolsonaro assina MP que moderniza e desburocratiza ambiente de negócios no país

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Objetivo é elevar a posição do Brasil no ranking Doing Business do Banco Mundial


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou uma Medida Provisória (MP n° 1.040/2021) que moderniza e desburocratiza o ambiente de negócios no Brasil. O objetivo do governo federal é melhorar a classificação do país no ranking Doing Business do Banco Mundial, passando da atual 124ª posição para os 50 primeiros colocados.

Entre as melhorias, o documento simplifica a abertura de empresas, protege investidores minoritários, facilita o comércio exterior de bens e serviços e libera construções de baixo risco.

O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, falou, durante a assinatura da MP, sobre as expectativas de melhoria no ranking.

"Essa Medida Provisória tem potencial de nos levar a 80ª posição. E temos mapeadas, para que nos próximos meses, já tenhamos outras medidas com um potencial nos levar a posição 47", anunciou.



Principais pontos da MP
Entre os principais pontos da Medida Provisória está a diminuição de burocracias, como unificação das inscrições fiscais federal, estadual e municipal no CNPJ; eliminação de análises de endereço de empresa; checagem do nome do empreendimento pela internet e permissão para que a Aneel delimite prazos máximos para obtenção de energia elétrica.

Em relação aos conselhos e assembleias, a MP determina a participação de conselheiro independente no conselho de administração da empresa e proíbe o acúmulo de cargos em companhias de grande porte.

Para facilitar o comercio exterior, o texto inclui o fim da exigência de licenciamento de importação, em razão de características das mercadorias, quando não existe um ato normativo com essa previsão; criação de um novo sistema de comércio internacional em substituição ao Siscoserv; fim da exigência de que importações e exportações estatais ou bens com favorecimento tributário sejam feitos por navios com bandeira brasileira; entre outros pontos.

O assessor-chefe de Ambiente de Negócios da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Michael Dantas, comenta como a MP vai facilitar a vida do empresário brasileiro.

"A MP vai tornar mais simples a abertura de empresas. Antes tínhamos uma média de 17 dias nas capitais; e agora queremos levar um dia para o país inteiro. Ela vai dar mais segurança e uma série de relações jurídicas, que garantam que, se um empresário precisar entrar com processo, que isso ocorra mais rapidamente", afirma.

Michael também destaca a agilidade no acesso à eletricidade ao abrir um empreendimento, garantida pela Medida Provisória.

Ranking Doing Business
O ranqueamento Doing Business do Banco Mundial mede a qualidade dos ambientes de negócios de 190 países, desde o momento em que o empreendedor abre uma empresa, até o fechamento do negócio.

Michael Dantas, destaca a importância de estar bem classificado.

"Uma melhoria no Doing Business está diretamente relacionada a atração de investimento estrangeiro direto. Então ele melhora a percepção do nosso país; do país que está sendo avaliado". O assessor também diz que o ranqueamento é focado em pequenas e médias empresas.

No entanto, segundo o professor de Gestão de Negócios e Processos do IBMEC/DF, Ulisses Sampaio, tão importante quanto a classificação no Doing Business, são as medidas que as economias adotam para subir no ranking e melhorar seus desempenhos.

Plano do governo brasileiro
O plano do governo federal para avançar no ranking não envolve apenas a MP 1.040/2021, como detalha o assessor-chefe de Ambiente de Negócios da SEPEC.

"Primeiro, a gente espera subir 10 posições, nesse ano, por conta de melhorias implementadas no nosso registro de imóveis – que foi simplificado – e melhorias na obtenção de eletricidade – que foi acelerada. Além disso, nós temos a Lei de Falências, que impacta no indicador de execução de contratos, que nos daria mais cinco posições", detalha.

A expectativa é avançar 20 posições com a MP do ambiente de negócios e mais nove com o licenciamento urbanístico integrado – que é a emissão de alvará de construção para obras de baixa complexidade, de forma simplificada e online.  

Michael Dantas afirma que o governo federal já está preparando uma nova Medida Provisória sobre registros de propriedade e de garantiras, o que traria mais 13 posições para o ranking.

Além disso, a Receita Federal assumiu o compromisso de implementar uma série de mudanças, além da reforma tributária, o que contribui para melhorar os indicadores de tributação e comércio exterior.

O porta-voz da SEPEC ressalta que o plano leva em conta a melhoria no desempenho dos outros países.

"Essa nota que estamos projetando, se fosse hoje, nos levaria a posição 40. Então porque estamos falando que chega no top 50? Porque os demais países também vão melhorar. Precisamos incorporar estes aspectos."

O professor do IBMEC/DF, Ulisses Sampaio, afirma que essa é uma meta ousada do governo federal. A MP ainda vai tramitar no Congresso Nacional, com expectativa de aprovação ainda em 2021. Caso aprovada, o país terá um ano para subir 20 posições, o que segundo o professor é um curto prazo.

"Importante ressaltar que nenhum país da América Latina figura entre as 50 primeiras posições, o que seria algo inédito o Brasil entrando nessa classificação. Pelos números, nós vemos que não será uma tarefa fácil e que, para isso acontecer, exigirá do governo medidas agressivas para mudança nesse cenário", avalia.

O professor de MBAs da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin, também avalia que as medidas não serão suficientes para ficar entre 50 primeiros colocados no ranking Doing Business.

"As medidas adotadas, por si só, não são suficientes para fazer com que o país avance 74 posições no ranking. As medidas têm um cunho administrativo, um tanto limitado. Podem ajudar na rapidez com que empresas possam ser abertas. Mas não acredito que, pelas medidas adotadas apenas, a gente consiga avançar tanto em termos de competitividade", afirma.

A Medida Provisória já está valendo, mas segue para análise do Congresso Nacional e se não for aprovada, dentro dos prazos estipulados pela lei, perde a validade.

Fonte: Br 61



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segunda-feira, 5 de abril de 2021

“Tem que simplificar”, diz Senador Izalci Lucas sobre a manutenção dos vetos à lei de assinaturas eletrônicas

imagem: arquivo / reprodução

A derrubada do veto inviabilizaria inúmeras iniciativas, como o uso de biometria em aplicativos do Governo


Está em pauta no Congresso a manutenção do veto à Lei 14063/2020, que trata de assinaturas eletrônicas. O dispositivo do texto aprovado pelos parlamentares e vetado pelo Governo exigia a certificação digital para interações com o ente público que envolvam sigilo constitucional e ainda atos de transferência de propriedade de veículos automotores.
 
A derrubada do veto inviabilizaria inúmeras iniciativas, como o uso de biometria em aplicativos do Governo. Para o senador Izalci Lucas (PSDB/DF), a manutenção é importante para promoção de um ambiente propício à inovação na prestação digital de serviços públicos, desburocratizando o sistema analógico utilizado até hoje pelo Brasil.
 
"Nós já temos diversos países que têm a gestão pública totalmente digital e o Brasil precisa avançar nisso, então tem que simplificar, não dá para você ficar carimbando e buscando o cartório para reconhecer firma se nós temos instrumentos hoje tecnológicos para cuidar disso", afirmou.

Em 20 anos, o certificado digital só chegou a 4,8 milhões de brasileiros. Em apenas 2 anos, o sistema seguro do GOV.BR já tem mais de 96 milhões de brasileiros cadastrados gratuitamente. Assim, a rejeição do veto importará na limitação de 98% da população ao acesso ao governo digital.
 
O diretor executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS Rio), Fabro Steibel, explicou que durante a tramitação da lei, orientada pelo marco Europeu, as entidades de classe passaram a ideia de que a única assinatura segura seria a do certificado. "O problema é que o certificado atinge apenas 2% da população, a gente não consegue massificar", disse.


 
A necessidade de uma assinatura qualificada, nos padrões do ICP-Brasil, limita a desburocratização de serviços e encarece o custo de negócios, visto que essa espécie de assinatura é paga e sequer é totalmente segura contra fraudes, mesmo com os avanços tecnológicos atuais.
 
"Querendo ou não, o certificado digital tem um problema de competitividade. E aí quando você passa uma lei dizendo que um monte de coisas só pode usar aquele certificado, você acaba criando uma reserva ilegal, criando um monopólio", acrescetou Steibel.
 
A demanda por processos ágeis, seguros e econômicos é latente, sobretudo diante do cenário da pandemia da Covid-19, a assinatura eletrônica se mostra essencial para a facilitação de processos. A digitalização tem sido a principal tendência e também o maior desafio tecnológico para a gestão pública.

Governo Digital
A questão das assinaturas eletrônicas também foi um dos pontos vetados na lei que cria o Governo Digital (Lei 14.129/2021), sancionada nesta terça-feira (30), que estabelece instrumentos para a prestação digital de serviços públicos, que deverão estar acessíveis também em aplicativos para celular e de maneira gratuita.
 
O governo argumentou que a assinatura eletrônica já havia sido definida na lei recentemente aprovada (14063/2020) e que a manutenção do dispositivo geraria insegurança jurídica.
 
O secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, destacou a importância de se aumentar a eficiência da administração pública, modernizando e simplificando a relação do poder público com a sociedade.
 
"A lei garante que todos os órgãos públicos devem interoperar dados, ou seja, nenhum cidadão deve ficar percorrendo cada agência e posto de atendimento para provar quem ele é. Os dados têm que ser interoperáveis entre as determinadas agências para que o cidadão possa ter um serviço público digital de qualidade na palma da mão, 24h por dia, sete dias por semana, no conforto do seu sofá", disse.

Fonte: Br 61



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GIZ elabora cartilhas de orientação para os municípios se adequarem ao Marco Legal do Saneamento

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Entre os requisitos contidos na cartilha estão a definição da metodologia e proposição de taxas e tarifas pelos serviços de resíduos sólidos


Com a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento foram estabelecidas ações que os municípios necessitam adotar no curto prazo para se adequar ao regramento. Para apoiar os governos locais, a Agência Alemã de Cooperação (GIZ) elaborou roteiros e minutas técnicas para os municípios atenderem estas exigências.

Os documentos foram produzidos por meio de uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) com o objetivo de instruir os gestores públicos das cidades brasileiras a estruturarem iniciativas para a implementação dessas diretrizes do Marco Legal do Saneamento Básico.

Entre os requisitos contidos na cartilha estão a definição da metodologia e proposição de taxas e tarifas pelos serviços de resíduos sólidos e da estruturação da prestação regionalizada dos serviços.

Conforme as alterações na área de resíduos sólidos, todos os municípios deverão apresentar, até 15 de julho deste ano, a proposição de instrumentos de cobrança que garantam a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços. O descumprimento do prazo se configura em renúncia de receita, com suas consequências legais.

Fonte: Br 61


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Curso online gratuito ensina jovens sobre prevenção ao HIV durante a pandemia

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Iniciativa é uma parceria entre UNICEF, Unaids e Cedaps


Jovens de todo o Brasil podem participar do curso online e gratuito HIV+Covid-19 – Prevenção em tempo de pandemia para adolescentes e jovens. A iniciativa é uma parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Centro de Promoção da Saúde (Cedaps) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

Através da plataforma digital, os jovens podem se inscrever e já iniciar o curso, que ficará disponível por seis meses. A duração média é de três a quatro horas para conclusão e, ao final, será emitido um certificado de participação.

O curso é totalmente autoinstrucional, ou seja, o aluno pode acompanhar o conteúdo sem a necessidade de um tutor e pode estudar de acordo com seu próprio ritmo de aprendizagem e disponibilidade de tempo.



A chefe da área de Saúde e HIV/Aids do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, destaca como é importante, em tempos de pandemia, os adolescentes e jovens terem acesso a informações confiáveis sobre prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

A produção do curso contou com apoio e curadoria de 23 adolescentes e jovens; contribuição de profissionais e ativistas; além de estudos de caso e análise participativa de materiais informativos e educativos sobre o tema.

Fonte: Br 61



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Colapso de sistema de saúde alcançando municípios era alertado em 2020

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Notas técnicas da Fiocruz, por exemplo, já deixavam claro que medidas adotadas apenas parcialmente, poderiam causar a pressão sob o sistema de saúde vista hoje



O primeiro trimestre de 2021 marca a pior fase da pandemia no Brasil, com crescimentos recordes de média de casos e óbitos em decorrência da Covid-19. O cenário do colapso da saúde é a realidade atual de grande parte dos municípios do país. Porém, desde o fim de 2020 havia alertas técnicos sobre a sincronização da epidemia em diversas regiões, afetando mais do que apenas as grandes metrópoles, com maior circulação de pessoas.

Pesquisas e avaliações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por exemplo, já deixavam claro que medidas adotadas apenas parcialmente, prefeituras abrindo comércios e ausência de medidas coordenadas poderiam causar a pressão sob o sistema de saúde vista hoje. Em nota técnica de 7 de dezembro de 2020, a Fiocruz apontava "o fim do ciclo de interiorização, a sincronização da epidemia e as dificuldades de atendimento nos hospitais".

O texto pontuava que o Brasil vivia a "sincronização das curvas epidêmicas", ou seja, o espalhamento do vírus em todo o território nacional, devido à maior mobilidade da população e à circulação do vírus. Naquele mês, apenas dois estados estavam com níveis de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) considerados críticos, acima de 80%. No último boletim extraordinário da fundação, divulgado em 30 de março deste ano, somente dois estados não estão com níveis críticos.

"A partir de dezembro, começamos a fazer esses alertas de modo mais crítico e intenso. Fomos acompanhando, sempre reforçando a importância dessas medidas. Mas, a partir de março, quando assistimos pela primeira vez a maior parte dos estados e capitais com taxas de ocupação acima de 80%, muitos deles acima de 90%, identificamos uma crise no sistema de saúde, para depois chamar de colapso", explica Carlos Machado, pesquisador em Saúde Pública e coordenador do Observatório Covid-19 Fiocruz.

A nota técnica de dezembro explicava que a disseminação da Covid-19 no Brasil, seguiu um processo de interiorização, com a doença se deslocando principalmente das grandes cidades, por onde o novo coronavírus entrou no país, e avançando para cidades menores, no interior.

"A chegada do vírus, somada à adoção ou não das medidas de combate pelos governos e pela população, determinou os epicentros pandêmicos. Nos próximos meses, a busca por assistência especializada pode aumentar simultaneamente, nas regiões metropolitanas e no interior, provocando novo colapso do sistema de saúde", alertava a nota de 2020.

Principais erros
Carlos Machado pontua que várias ações, e ainda ausência delas, levaram ao cenário já esperado. "De lá para cá, o que assistimos foram medidas parcialmente adotadas ou medidas adotadas gerando confusão. Em Manaus, no meio da crise, quando são adotadas medidas rigorosas, houve manifestação contra o fechamento das atividades. Não é preciso dizer o que aconteceu depois. A prefeitura cedeu, em parte, a isso. Mas não há economia sem enfrentar a pandemia", levanta.

Outra dificuldade enfrentada para conter a disseminação do vírus, segundo ele, foi a publicação de diferentes decretos em um curto período de tempo, como aconteceu na capital do país. "O DF publicou em seis dias cinco decretos. Isso cria uma confusão tremenda. Qual decreto seguir? Vai mudando de uma hora para outra. Isso é muito sério", questiona.

Por fim, o pesquisador cita a falta de ações centralizadas, que acabaram fazendo com que diferentes municípios e estados, mesmo aqueles vizinhos, tenham estratégias distintas para a contenção do vírus. "Se São Paulo faz fronteira com Rio de Janeiro, Minas e Paraná, e esses outros estados, nos seus limites com os municípios, não adotam medidas rigorosas, isso sobrecarrega São Paulo, e vice-versa. A ausência de medidas coordenadas, claras, integradas, contínuas e baseadas no conhecimento que já existe é um dos nossos principais limites para o enfrentamento à pandemia", afirma.

Na visão do presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Willames Freire, faltou conscientização da população para evitar o cenário de aumento do número de casos e óbitos, com altas taxas de ocupação de UTIs e longas filas de espera. Ele também aponta a falta de imunizantes em larga escala como fundamental para a crise.

"Estamos lidando com um inimigo que nós estamos aprendendo a conviver a cada dia. Primeiro, tivemos a alta transmissibilidade dessa segunda onda do vírus. Nós nos preparamos, mas não estávamos preparados o suficiente para enfrentar. Depois, o ritmo lento de vacinação da população. Acredito que se tivéssemos alcançado, conforme pleiteamos desde junho do ano passado, o ritmo de vacinação que propomos, neste momento não estaríamos em colapso, como estamos", opina.



O último boletim da Fiocruz recomenda medidas urgentes de contenção para evitar o agravamento do colapso do sistema de saúde. A nota também pede ampliação do número de leitos, acompanhada da contratação e capacitação de equipes, além da ampliação das ações de saúde da Atenção Primária em Saúde (APS) com abordagem territorial e comunitária.

Fonte: Br 61


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sábado, 3 de abril de 2021

Recuperação da economia depende do avanço da vacinação

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Aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, produzido pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal



A lentidão da vacinação contra a Covid-19 afeta não só a saúde, impossibilitando frear o crescimento de mortes em decorrência da doença no Brasil, mas também atrasa a recuperação econômica do país.

É isso que aponta o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do mês de março, produzido pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado Federal. O estudo mostra uma projeção de crescimento da economia em 3% neste ano, mas pontua que a estimativa positiva depende de uma recuperação no segundo semestre, "condicionada ao avanço da vacinação de parte substancial da população".

Isso porque o primeiro trimestre corre risco de recessão técnica, um termo utilizado por economistas para caracterizar dois trimestres seguidos de queda do Produto Interno Bruto (PIB). O relatório expõe como o avanço da disseminação do novo coronavírus no Brasil afeta a economia.

Felipe Salto, economista e diretor-executivo da IFI, afirmou que a chance de retomada financeira neste ano vem da imunização. "No segundo semestre, se a vacinação estiver avançada, isso poderá dar alguma esperança em termos de recuperação da economia neste ano de 2021". Ele detalha ainda que o cenário atual da pandemia torna as medidas de distanciamento necessárias, mas elas impactam consideravelmente na projeção do PIB.



"O relatório de acompanhamento fiscal trouxe um exercício de simulação que permite comparar os efeitos de medidas restritivas, como o lockdown, de acordo com a abrangência setorial e o número de semanas em adoção dessas medidas. Por exemplo, nossa projeção hoje para o crescimento da economia é de 3%. Mas, se houver necessidade de lockdown, por exemplo, por um mês, uma paralisação setorial de cerca de 50% dos setores de produção, isso tiraria 1 ponto percentual da taxa de crescimento prevista. Ia para 2%", estima Felipe.

O economista pontua ainda que o exercício realizado na pesquisa mostra a importância de ampliar a quantidade de doses aplicadas à população. "Quanto mais rápida for a vacinação, menores serão as necessidades e medidas de restrição. Esse é o ponto central, principal da análise", finaliza.

O texto deixa claro que a interpretação dos dados não pode levar à crença de que possíveis fechamentos devem ser sempre evitados. "As medidas são necessárias para evitar o espalhamento do vírus e terão de durar tanto tempo quanto o país demorar a vacinar um percentual relevante da população brasileira", diz o relatório.

Caminhos para crescimento
Outro destaque do relatório é a análise sobre o impulso causado pelo auxílio emergencial. A pesquisa aponta que se não fosse o pagamento do benefício, "o impacto negativo sobre o PIB decorrente da retração do consumo das famílias teria sido ainda mais expressivo, em função dos efeitos do distanciamento social e da deterioração do mercado de trabalho, evidenciada pela pronunciada queda nas contratações".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, foi sabatinado no Senado Federal em audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 e estimou que há como mudar o contexto pandêmico do Brasil em cerca de um mês, o que geraria um novo cenário econômico.

"O reinício do distanciamento social, evidentemente, é para desacelerar a velocidade de contágio. Ao mesmo tempo, temos que acelerar o ritmo de vacinação. Se vacinarmos um milhão de pessoas por dia, sendo que temos 15% de idosos no Brasil, ou seja, pouco mais de 30 milhões, nós vacinaremos todos os idosos em pouco mais de um mês. Nós, em 40 dias, temos um novo cenário", enumerou.

O relatório do IFI lembra também que o Auxílio Emergencial 2021 será pago a partir deste mês de abril, o que estimula o consumo familiar e impacta no PIB. Os pagamentos alcançam aproximadamente 45,6 milhões de famílias, com um benefício médio de R$ 241,23 mensais.

Fonte: Br 61



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