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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Tarifaço: “Empresas americanas se beneficiaram das políticas brasileiras”, afirma embaixador Roberto Azevêdo em audiência nos EUA



***Em pronunciamento no Escritório do Representante Comercial dos EUA, consultor da CNI afirmou que não há evidências de políticas ou práticas brasileiras que prejudiquem empresas americanas e pediu mais cooperação entre os dois países.

imagem: Embaixador Roberto Azevêdo Foto: Agência de Notícias da Indústria / reprodução



O embaixador Roberto Azevêdo, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez a defesa da indústria brasileira durante audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), nesta quarta-feira (3). A sessão faz parte da investigação aberta em julho com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que analisa se atos ou práticas de outros países são injustificáveis ou restritivas ao comércio dos EUA.

Na sustentação oral, Azevêdo afirmou que os comentários já enviados pela CNI demonstram de forma clara que o Brasil não adota medidas discriminatórias ou prejudiciais. "A noção de que o Brasil está agindo deliberadamente de forma a prejudicar os Estados Unidos é totalmente infundada. Simplesmente não há evidências de que os atos, políticas e práticas em questão discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas. Ao contrário, os fatos mostram que as empresas americanas, em geral, se beneficiaram das políticas brasileiras", destacou.

A investigação norte-americana envolve seis áreas: comércio digital, meios de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal. Em seu pronunciamento, Azevêdo apresentou argumentos sobre cada um dos pontos e reforçou que o Brasil tem avançado em marcos regulatórios, combate à corrupção, proteção ambiental e garantias jurídicas.

Na audiência, embaixador Roberto Azevêdo também ressaltou a relevância estratégica da relação bilateral. "Somos as duas maiores democracias deste hemisfério. Deveríamos estar conversando um com o outro, não brigando um com o outro. Quaisquer problemas devem ser resolvidos por meio de diálogo e cooperação contínuos. A CNI apoia iniciativas que fortaleçam os laços entre os Estados Unidos e o Brasil, promovam o crescimento econômico e melhorem as condições de mercado em ambos os países", afirmou.

O presidente da entidade, Ricardo Alban, ressaltou que os principais argumentos da confederação para as acusações são os fatos. "No caso do etanol, temos uma relação de muitos anos, somos os dois maiores produtores do mundo. Hoje, o etanol é uma grande matéria-prima para a produção do SAF [Combustível Sustentável de Aviação]. Temos que desmistificar também os problemas do desmatamento, dos meios de pagamento – no caso do PIX –, desmistificar o problema de talvez nós não termos as devidas cobranças na parte do Judiciário e mais outros pontos comerciais que são importantes para que a gente possa ter realmente a explicação baseada sempre em elementos, em estatísticas, na condição econômica e comercial."

Missão empresarial

A audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos compõe a agenda da missão empresarial liderada pela CNI a Washington. O objetivo é abrir canais de diálogo e contribuir com as negociações para reverter ou reduzir o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A comitiva reúne cerca de 130 empresários, dirigentes de federações estaduais e representantes de associações industriais.

A agenda vai até esta quinta-feira (4), com reuniões no Capitólio, encontros bilaterais com instituições parceiras, plenária com representantes do setor público e privado dos dois países.


Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Este é o Brasil que nós vivemos



***Esta notícia foi veiculada pelo "Jornal da CBN" de 03-09-2025, com os âncoras "Milton Jung" e "Cassia Godoy".

imagem: arquivo / reprodução



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Divulgação: ***Digital WebRadio e WebTv - A Sua Melhor Companhia.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / "Jornal da CBN" de 03-09-2025

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Google escapa de vender Chrome e Android, mas...



***Em agosto de 2024, Mehta havia concluído que o Google violou a Seção 2 do Sherman Act, que proíbe monopólios, ao manter barreiras de entrada que reforçaram seu domínio no mercado de buscas..

imagem: arquivo / reprodução


Você poderá clicar aqui e ouvir esta e outras notícias em nosso blog, enquanto ouve músicas ao fundo  https://digitalradiotv.blogspot.com

O Google conseguiu uma importante vitória na Justiça hoje. A Alphabet, que controla a empresa, não precisará vender o navegador Chrome. O sistema operacional Android também saiu ileso. Essa possibilidade estava na mesa depois de um processo antitruste movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A alegação é de monopólio do motor de buscas mais famoso do mundo.

A decisão de um juiz federal define o seguinte: o Google evita a perda do Chrome, mas não pode firmar acordos de exclusividade que impeçam fabricantes de dispositivos de pré-instalar produtos concorrentes em novos aparelhos. A empresa também deverá fornecer parte de seus dados para a concorrência. A big tech não está satisfeita e vai recorrer - o que pode arrastar o caso nos tribunais por anos.

De qualquer forma, esse já é um julgamento histórico - considerado o mais importante da tecnologia nas últimas décadas. Isso porque estamos falando de como remediar um monopólio, algo sem precedentes nesta era da internet.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Olhar Digital

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CNI lidera missão empresarial aos EUA para negociar tarifaço



***Comitiva de 130 empresários e líderes setoriais participa de encontros em Washington para buscar a reversão das tarifas adicionais de até 50% aplicadas a produtos brasileiros.

imagem: Agência de Notícias da Indústria/ reprodução



A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera, nesta quarta (3) e quinta-feira (4), uma missão empresarial a Washington (EUA), com o objetivo de abrir canais de diálogo e contribuir com as negociações para reverter ou reduzir o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A comitiva reúne cerca de 130 empresários, dirigentes de federações estaduais e representantes de associações industriais.

A agenda inclui reuniões no Capitólio, encontros bilaterais com instituições parceiras, plenária com representantes do setor público e privado dos dois países e audiência pública na US International Trade Commission, no âmbito da investigação aberta pelo governo americano contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O processo avalia práticas comerciais em áreas como comércio digital, serviços de pagamento, tarifas preferenciais, etanol e questões ambientais.


"Estamos trabalhando de forma profissional, eminentemente de forma particular, privada e empresarial. Nesse momento, é muito delicado que nós possamos ter qualquer vontade ou qualquer determinação de aplicar a lei da reciprocidade. Temos momentos tensos, na geopolítica, mas o que nós queremos mesmo é que não seja precipitada nenhuma decisão em que possamos ter essa tratativa e a busca do bom senso", declarou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Entre os setores mais afetados pelo tarifaço e que estarão representados na missão estão máquinas e equipamentos, madeira, café, cerâmica, alumínio, carnes e couro. Grandes empresas como Embraer, Stefanini, Novelis, Siemens Energy e Tupy também integram a comitiva.

A comitiva conta com a participação de dirigentes de oito federações estaduais da indústria: Goiás (FIEG), Minas Gerais (FIEMG), Paraíba (FIEPB), Paraná (FIEP), Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN), Santa Catarina (FIESC) e São Paulo (FIESP).

Investigação das práticas comerciais entre Brasil e EUA
No dia 3 de setembro, a CNI, representada pelo embaixador Roberto Azevêdo, participará de uma audiência pública no âmbito da investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O processo foi aberto com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que autoriza o governo norte-americano a apurar se políticas ou práticas de outros países configuram barreiras injustas, discriminatórias ou restritivas ao comércio dos EUA.

Os EUA abriram investigação contra o Brasil em julho, englobando temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, incluindo desmatamento ilegal.

A CNI, como representante oficial da indústria nacional, apresentou defesa técnica, afirmando que o Brasil não adota práticas desleais ou discriminatórias capazes de prejudicar a competitividade das empresas norte-americanas. A entidade ressalta que não há fundamento jurídico ou factual para justificar novas tarifas e lembra que o comércio bilateral é historicamente benéfico para ambos os países, com superávit para os EUA e tarifas em níveis baixos.

A entidade também reforça que medidas unilaterais enfraquecem a parceria estratégica construída ao longo de décadas e defende que as divergências sejam tratadas por meio de diálogo bilateral e cooperação técnica, considerados pela entidade como os caminhos mais eficazes para alcançar resultados de interesse comum.

Impactos econômicos
Estudos da CNI já alertaram que as tarifas adicionais podem gerar um impacto negativo de até R$ 20 bilhões no PIB brasileiro e a perda de 30 mil empregos. Atualmente, 77,8% da pauta exportadora brasileira para os EUA enfrentam sobretaxas, atingindo principalmente setores de vestuário, máquinas e equipamentos e produtos têxteis.

Mesmo com a pressão gerada pelo cenário político, Alban busca equilíbrio para o Brasil não perder a razão nas negociações. "Óbvio que o cenário não é tão favorável, que nós temos muitas pressões, mas precisamos ter um conceito, soberania também tem a ver com o bem-estar de todos, com o bem-estar da sociedade, com o bem-estar do setor produtivo. Isso não significa, de modo nenhum, perder a soberania, mas não vamos perder a razão", pontuou.
Para mitigar os efeitos da crise no Brasil, a CNI também entregou ao governo federal um conjunto de propostas que inclui linhas de crédito subsidiadas, postergação de tributos e medidas trabalhistas para preservação de empregos.

Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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terça-feira, 2 de setembro de 2025

SENAI oferece mais de 84 mil vagas em cursos pagos e gratuitos em todo o Brasil



***Oportunidades incluem cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento, aprendizagem industrial e formação continuada, em modalidades presenciais, semipresenciais e à distância.

imagem: Agência de Notícias da Indústria / reprodução



O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 84.306 vagas abertas em cursos gratuitos e pagos em diversas áreas, como construção civil, design, moda, produção de alimentos, segurança e tecnologia. A oferta contempla tanto cursos presenciais nas unidades do SENAI espalhadas pelo país quanto cursos no Futuro.Digital, plataforma online de educação da instituição.

Do total, 9.926 vagas são oferecidas diretamente pelas escolas do SENAI em estados selecionados, enquanto a plataforma Futuro.Digital reúne 74.380 vagas em diferentes modalidades de ensino, desde microcursos até pós-graduação e MBA.

De acordo com o gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI, Mateus Simões de Freitas, a ação é fruto de um planejamento que busca equilibrar volume e qualidade na formação de profissionais. "Precisamos formar uma grande quantidade de profissionais em áreas de real demanda da indústria brasileira", afirmou.

O dirigente explica que a oferta é baseada em estudos sobre o comportamento do mercado de trabalho. "O SENAI avalia o comportamento do mercado, as principais profissões que a indústria está demandando e então realiza sua oferta para os diversos setores de todo o Brasil", completou.

Cursos do SENAI: vagas por estado
Os interessados devem se inscrever nos sites regionais do SENAI ou na plataforma Futuro.Digital, onde estão disponíveis informações detalhadas sobre preços, carga horária, certificação e grade curricular. Em alguns estados, há vagas gratuitas pelo Programa SENAI de Gratuidade Regimental, voltadas principalmente para pessoas de baixa renda.

  • Distrito Federal: 811 vagas gratuitas em cursos de aperfeiçoamento, qualificação profissional e técnicos. Inscrições no site do SENAI-DF.
  • Mato Grosso: 1.100 vagas em cursos como agricultura de precisão, eletricista industrial, informática e operador de empilhadeira. Inscrições no site do SENAI-MT.
  • Paraíba: 1.167 vagas, sendo 962 presenciais e 205 à distância, em cursos como técnico em automação, programador de sistemas automatizados e técnico em segurança do trabalho. Inscrições no site do SENAI-PB.
  • Paraná: 3.843 vagas, sendo 2.545 presenciais e 1.298 à distância, em áreas como construção de obras, desenvolvimento de sistemas, química, produção alimentícia e segurança. Inscrições no site do SENAI-PR.
  • Rio Grande do Sul: 2.400 vagas para 80 cursos presenciais em 33 unidades, incluindo eletricista predial, programação e tecnologias de soldagem. Inscrições no site do SENAI-RS.
  • Tocantins: 605 vagas em 29 cursos presenciais, como eletricista instalador residencial, mecânico de ar-condicionado e marketing digital. Inscrições no site do SENAI-TO.

Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / RFI - Paris (Fr) / Br 61

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Tarifaço americano derruba confiança da indústria exportadora, mostra CNI



***O índice de confiança das empresas exportadoras caiu 4,6 pontos e entrou em terreno negativo, nos últimos dois meses.

imagem: Porto de Santos / reprodução



A confiança da indústria exportadora brasileira desabou após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. De acordo com levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do setor exportador caiu de 50,2 pontos, em junho, para 45,6 pontos em agosto, sinalizando a mudança do otimismo para o pessimismo.

O ICEI varia até 100 pontos, sendo que valores abaixo de 50 indicam falta de confiança. A queda foi puxada principalmente pelo Índice de Expectativas, que mede a percepção em relação aos próximos seis meses, e recuou de 52,2 pontos para 47,2 pontos no período.

"As taxas de juros elevadas penalizam o consumo dentro do país. Mas as empresas exportadoras, com a opção de vender para o exterior, contornavam a queda da demanda no mercado doméstico e, por isso, mostravam confiança superior à média da indústria", explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Além da queda de confiança, um outro estudo da entidade mostra a dimensão do problema. Atualmente, 77,8% da pauta exportadora brasileira destinada aos Estados Unidos enfrenta tarifas extras, algumas chegando a 50%. Os setores mais impactados são vestuário e acessórios (14,6%), máquinas e equipamentos (11,2%) e produtos têxteis (10,4%).

Segundo a CNI, caso as sobretaxas sejam ampliadas, o efeito pode representar um impacto negativo de R$ 20 bilhões no PIB brasileiro e a perda de cerca de 30 mil empregos na indústria.

Missão empresarial aos EUA
A CNI está à frente de uma missão empresarial, em Washington (EUA), nos dias 3 e 4 de setembro, voltada a abrir canais de diálogo e buscar a redução das tarifas extras impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A comitiva reúne cerca de 130 empresários e representantes de entidades industriais.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destaca que a entidade busca diálogo e equilíbrio na relação bilateral. "A proposta eminentemente de empresários para buscarmos lá nos Estados Unidos, a busca de uma relação tão longeva que é a relação bilateral, comercial, cultural, social e econômica entre o Brasil e os Estados Unidos, há mais de 200 anos. Esperamos poder chegar e encontrar um ambiente favorável, onde toda essa questão possa ser feita em uma mesa de negociação e que possamos sensibilizar não só os Estados Unidos, mas mesmo o Brasil nessa complementariedade que nós temos, que é o setor industrial, que é a exportação e importação de produtos manufaturados", afirmou.

A entidade já apresentou ao governo federal um conjunto de propostas para reduzir os efeitos da crise, entre elas linhas de crédito subsidiadas, postergação de tributos e medidas trabalhistas para preservar empregos.


Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / RFI - Paris (Fr) / Br 61

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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O que é climatério e quais os sintomas?

O climatério é a transição para o fim da fase fértil da mulher, com mudanças hormonais e sintomas como calor e oscilações de humor.

imagem: Shutterstock_ New Africa / reprodução


***Entenda as mudanças que ocorrem no corpo feminino durante essa fase e saiba quais medidas adotar.



Entre as muitas fases que as mulheres enfrentam ao longo da vida, existe aquela que culmina no fim da menstruação e vai até a pós-menopausa. Esse período de transição é chamado de climatério, condição que modifica o corpo feminino, carregando sintomas incômodos.

Embora o climatério seja uma fase desafiadora na vida da mulher, ainda não existem tratamentos específicos para essa condição.

No entanto, o acompanhamento médico é fundamental durante esse período. Com o suporte adequado, é possível lidar melhor com os sintomas e prevenir complicações de saúde, como osteoporose e doenças cardiovasculares. A seguir, confira mais detalhes sobre essa importante transição hormonal.


O que é climatério? Veja sintomas e tratamentos

A última menstruação marca o início da menopausa.

imagem: Shutterstock_ _Jo Panuwat D / reprodução



Segundo o Ministério da Saúde, o climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a pós-menopausa. Nesse contexto, a menopausa, caracterizada pela última menstruação, é um evento que ocorre dentro do climatério.

Durante essa fase, há uma diminuição progressiva das funções ovarianas, o que leva à irregularidade dos ciclos menstruais até sua cessação completa. Estatísticas indicam que a menopausa acontece, em média, aos 50 anos, enquanto o climatério costuma iniciar por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65.

Contudo, embora seja algo comum a boa parte da população feminina, há mulheres que não sentem mudanças significativas nesse período. O que é diferente da menopausa, que acontece naturalmente a todas as mulheres.

Vale lembrar que mesmo sem útero, mulheres podem passar pelo climatério se os ovários forem mantidos, pois é a função hormonal que determina essa fase. Sem ovários, ocorre menopausa cirúrgica, com sintomas imediatos.

Qual a diferença entre climatério e menopausa?

Durante o climatério, as oscilações hormonais podem favorecer o ganho de peso, tornando essencial o cuidado com o corpo.

imagem: Shutterstock_ _Prostock-studio / reprodução



Muita gente ainda confunde os conceitos de climatério e menopausa, embora sejam distintos. O climatério é o nome dado à etapa de transição que marca o fim da fase fértil da mulher, envolvendo mudanças hormonais e físicas que antecedem e sucedem a última menstruação.

Já a menopausa, por sua vez, representa exatamente esse marco: a última menstruação, após a qual não ocorrem mais ciclos menstruais.

Climatério: fases
Sobretudo, os sintomas do climatério podem aparecer em três fases:

Perimenopausa
Corresponde ao estágio anterior à menopausa, quando o corpo começa a apresentar alterações hormonais. Essas mudanças podem provocar irregularidade nos ciclos menstruais, além de sintomas como ondas de calor e suor noturno.

Menopausa
Representa o encerramento definitivo da menstruação e da capacidade reprodutiva da mulher. É considerada estabelecida após doze meses consecutivos sem qualquer sangramento menstrual.

Pós-menopausa
Inicia-se após a confirmação da menopausa e se estende pelo restante da vida. Nessa fase, a produção de óvulos cessa completamente e os níveis de hormônios femininos diminuem de forma significativa.

As ondas de calor e o suor intenso no climatério são sinais do corpo se adaptando às mudanças hormonais.

imagem: Doucefleur / iStock / reprodução


Sintomas do climatério

Vale lembrar que nem sempre os sintomas serão os mesmos em cada uma dessas fases, mas podem se apresentar de acordo com cada uma delas. Dessa forma, durante o climatério, o corpo feminino passa por diversas transformações que podem afetar o bem-estar físico e emocional.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • Oscilações no ciclo menstrual, que podem se tornar mais curtos, longos ou até desaparecer por períodos.
  • Sensação de calor intenso repentino, muitas vezes acompanhada de suor excessivo, especialmente à noite.
  • Dificuldade para dormir, que pode ser agravada por desconfortos físicos ou emocionais.
  • Alterações no humor, como irritabilidade, tristeza profunda ou sensação de desânimo.
  • Redução da libido, com menor interesse por atividades sexuais.
  • Desconforto nas relações íntimas, causado por ressecamento ou sensibilidade vaginal.
  • Mudanças na região genital, incluindo coceira, secura ou sensação de ardência.
  • Palpitações e sensação de batimentos cardíacos acelerados, mesmo em repouso.
  • Tonturas ocasionais, que podem surgir sem causa aparente.
  • Transformações corporais, como perda de firmeza da pele e redução do volume das mamas.
  • Alterações metabólicas, como aumento dos níveis de gordura no sangue.
  • Enfraquecimento ósseo, com maior risco de osteoporose devido à perda de densidade mineral.
Climatério e o acompanhamento médico
Antes de mais nada, se você desconfia que está passando pelo climatério, o primeiro passo é procurar um ginecologista. Durante a consulta, é essencial relatar todos os sintomas e mudanças que vem percebendo no seu corpo. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e em exames ginecológicos, que ajudam a identificar alterações hormonais e a excluir outras causas.

A partir daí você começa o tratamento? Não! Como já mencionamos, não existe tratamento para o climatério, pois ele representa a transição entre a fase reprodutiva e a pós-menopausa. Como não é uma condição clínica isolada, mas sim um conjunto de mudanças hormonais naturais, não se trata com um único protocolo médico.

No entanto, esse período de transição hormonal precisa de um acompanhamento médico, que muitas vezes terá uma abordagem multidisciplinar. O que consiste em intervenções para os sintomas, como terapia hormonal, medicamentos para depressão ou ansiedade, suplementos para saúde óssea, e mudanças no estilo de vida.


As informações presentes neste texto têm caráter informativo e não substituem a orientação de profissionais de saúde. Consulte um médico ou especialista para avaliar o seu caso.



Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog 

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