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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Recebemos um presente que desejamos compartilhar com você neste momento... Assista o vídeo.




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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Faz tempo que nós indicamos... este é brasileiro, prestigie!


Imagem - Divulgação

Faz tempo que nós indicamos... este é brasileiro, prestigie!

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domingo, 13 de dezembro de 2015

Produtora brasileira prepara séries de viés humanista para a televisão


Imagem - Reprodução

Responsável por filmes independentes como Um Céu de Estrelas, Antônia, Hoje e De Menor, a produtora brasileira Tangerina está preparando três novas séries para a televisão. As obras, intituladas Causando na Rua, De Menor e A Mulher Que Era o General da Casa, terão em comum temáticas humanistas, retratando histórias de responsabilidade social.

A primeira delas a ficar pronta será Causando na Rua, já em processo de gravação e prevista para estrear no primeiro trimestre de 2016 – todas devem ficar prontas no ano que vem. Em 13 episódios de 26 minutos cada, a produção mostrará ações de coletivos no espaço público. A produção tem direção geral de Tata Amaral, responsável por títulos marcantes da cinematografia brasileira recente, como Um Céu de Estrelas (1996).

De Menor é uma adaptação do longa-metragem de mesmo nome, vencedor do Festival do Rio de mesmo nome, em 2013. A série ficcional é composta por 13 episódios de 52 minutos e se concentra no cotidiano do Fórum Central da cidade de São Paulo e no julgamento de alguns casos. São apresentadas as histórias das famílias dos adolescentes que passam pela Vara da Infância e da Juventude (em casos de delito e criminalidade, adoção, guarda de filhos, entre outros). Os personagens centrais são dois juízes, dois promotores e dois defensores, que se revezam nos casos e estabelecem relações entre si e entre os adolescentes que defendem. O roteiro é da dupla Caru Alves de Souza e Marton Olympio (das séries Natalia e Musas).

Baseada no livro homônimo de Paulo Moreira Leite, A Mulher que Era o General da Casa também tem direção de Tata Amaral e mostra aspectos mais relevantes e menos conhecidos da resistência ao regime ditatorial no Brasil: a luta do cidadão comum, daqueles que foram capazes de enfrentar as dores de seu tempo e mobilizar a sociedade civil para defender os direitos dos que eram sequestrados, presos e torturados.

Ainda não há confirmação dos canais em que as três séries serão exibidas. Além destas produções, a Tangerina também trabalha no lançamento de novos longas para 2016. Trago Comigo, estrelado por Carlos Alberto Riccelli, mais um dirigido por Tata Amaral, tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2016. Outros três novos projetos, todos longas-metragens independentes, encontram-se em desenvolvimento: Bagdá, de Caru Alves de Souza, uma parceria com a produtora Manjericão Filmes, Sequestro Relâmpago, de Tata Amaral, e Vanessa, de Francisco Cesar Filho.

Por: Redação RS
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“Feliz Ano Velho"

Com clipe em plano-sequência, Selton divulga o single "Feliz Ano Velho"

Com direção do italiano Francesco Imperato, responsável pelo vídeo de "Across the Sea", "Feliz Ano Velho" é um plano-sequência filmado em Milão, na Itália, cidade onde surgiu o Selton.

O vídeo é protagonizado pelo ator Rosario Altavill e tem como cenário a casa onde vive o jovem Selton, de seis anos de idade, batizado em homenagem ao grupo dos brasileiros Ramiro Levy (voz e guitarra), Ricardo Fischmann (voz e guitarra), Eduardo Stein Dechtiar (baixo) e Daniel Plentz (bateria).

Com o título de "Buoni Propositi" na Itália, o single foi produzido por Tommaso Colliva, que tem trabalhos com grupos como Franz Ferdinand, Phoenix e Muse. Responsável pelas dez músicas de Loreto Paradiso, Colliva também assinou Saudade, terceiro disco da banda, de 2013.

O álbum disco deve ser lançado no início de 2016, segundo a assessoria da banda. Na edição italiana, o registro conta com uma faixa bônus assinada por Hector Castillo, que trabalhou com artistas como Björk, David Bowie e Philip Glass.


 por Redação RS
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Direitos e defesas contra as práticas do assédio moral


Divulgação

Independente do conceito, o importante é diagnosticarmos o Assédio Moral como uma violência sutil, não evidente e, no entanto, altamente devastadora. A sua sutileza, não é percebida nas primeiras investidas, mas, seu efeito gradativo e frequente compõe a agressão. Ressalte-se que a sua maneira de se expressar, muda de acordo com os diferentes meios sociais e atividades profissionais.

Infelizmente, podemos observar que nos setores de produção/concentração em massa, a violência é expressa de maneira mais clara, podendo ser verbal ou até mesmo a violência física. Agora, em um nível sociocultural elevado, as agressões são mais "sofisticadas", "sutis", "perversas" e muito mais difíceis de serem caracterizadas.

A dificuldade na luta contra o Assédio Moral é a obtenção de provas, no entanto, gravações e filmagens podem ser classificadas como documentos e, por isso, recai o regime jurídico das provas documentais disciplinado entre os artigos 364 a 399 do Código de Processo Civil.

Apesar de gravações e filmagens apresentarem vulnerabilidade, é considerado legítimo pelo senso comum, pela prática de sua utilização e consequentemente, não comprovada à falsidade, serão tidas como verdadeiras e devem ser apreciadas sob a égide do artigo 332 e 335 do Código de Processo Civil.

De acordo com o artigo 131 do mesmo diploma legal, o magistrado é livre para valorar as provas apresentadas, presumindo a veracidade de suas declarações, autoria, autenticidade e integridade, sem olvidar que as provas imorais devem ser repudiadas de plano, uma vez que se trata de prova ilícita, vedada pelo artigo 5º LVI da Constituição Federal.

Os Tribunais Trabalhistas já estão aceitando a gravação ambiental como prova da prática do assédio moral, mesmo que o empregado não notifique o empregador que está gravando a conversa, segue jurisprudência sobre o tema:

DANO MORAL. ASSÉDIO MORAL. PROVA POR MEIO DE GRAVAÇÃO AMBIENTAL. DEFESA DE INTERESSE LEGÍTIMO. LICITUDE. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é assente no entendimento de que a gravação ambiental realizada por iniciativa de um dos interlocutores, ainda que sem conhecimento do outro, nada tem de ilicitude, notadamente quando se destina a documentá-la em caso de negativa e defesa de interesse legítimo.

(TRT-5 - RECORD: 429001220085050015 BA 0042900-12.2008.5.05.0015, Relator: RENATO MÁRIO BORGES SIMÕES, 2ª. TURMA, Data de Publicação: DJ 17/06/2009)

Destarte o alegado, ressalte-se o posicionamento que a vítima do Assédio Moral deverá exercer:

1º - ao constatar o assédio moral, deverão ser reunidas provas para a sua comprovação, dentre elas, testemunhas, gravações, documentos, correspondências, e-mails etc;

2º - anotar com detalhes todas as humilhações sofridas;

3º - buscar ajuda de um profissional e denunciar o assédio moral.

Após esclarecer de forma simples e direta um tema que atinge as pessoas em quaisquer tipos de relações, a reversão de um quadro perverso, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, dependerá somente de você!

Artigo escrito por Leonardo Quirino com a revisão de Marya Penha (advogada).
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Debate a partir do filme Jagten.


Foto: Divulgação

Recentemente assisti um filme muito interessante: chama-se, em dinamarquês, Jagten - The hunt (em inglês) e A caça (em português).

Este filme foi exibido no Festival Internacional de cinema em Toronto, em 2012, e Mads Mikkelsen recebeu o prêmio de melhor ator.


O filme acontece numa pequena cidade da Dinamarca e o problema todo acontece porque Lucas (Mads Mikkelsen), um professor do jardim de infância, é injustamente acusado de pedofilia. E o que não é raro: acusado pela própria criança.

Muito embora a gente tenha, por conta do cristianismo em especial, a ideia de que crianças são anjos, seres de imensa pureza, a verdade é que não é bem assim. É fato: crianças mentem. Pesquisadores brincam: Antes de nascer a criança já começa a mandar mensagens químicas para enganar o corpo da mãe; a partir dos 2 anos passa a enganar com palavras - e não para mais. Uma das maiores especialistas sobre a capacidade de crianças para mentir é a doutora Victoria Talwar, professora em Montreal; e segundo ela

As crianças começam a mentir por volta dos 2 anos, quando 20% delas mentem no teste. Aos 3 anos, são 40%. Aos 4, 80%. Mais tarde, são todas. Outros estudos observando crianças em casa descobriram que as de 4 anos mentiam uma vez a cada duas horas. E as de 6 anos, uma a cada hora - em geral para esconder alguma coisa que não deveriam ter feito.

Pois é: crianças mentem e, no caso deste filme, mentiu que um rapaz, que era amigo da família, havia tocado nela, mostrado "o pinto duro" e etc - é interessante vocês verem o filme e perceberem de onde ela tirou esta ideia de "pinto duro", ok? É importante perceber como crianças aprendem coisas "bizarras" em casa.

Mas o pior é que a mentira desta criança não é uma mentira que acontece apenas em filme; também não acontece só em filme o que aconteceu com Lucas: ele passa a ser hostilizado pela maioria dos habitantes locais que o viam como um "predador sexual"; o fim da amizade com o melhor amigo, Theo - pai da pequena Kiara - é traumatizante. Lucas passa a ser vítima de violência quando sua cachorra, Fanny, é morta. Numa ocasião em que se dirige a um mercado ele acaba sendo surrado pelos funcionários. E por aí vai...

Conhecemos, volta e meia, histórias assim de gente que é acusado de um crime que não cometeu - ou que até pode ter cometido, mas ninguém tem certeza ainda - e que vê, por isto, toda a sua vida ir por água abaixo. Pessoas que, na pressa para condenar, aceitam a primeira tese de culpa. Sim, somos apressados para acusar, pois temos uma necessidade mórbida de ver sofrimento alheio. Não queremos justiça, mas sangue e sofrimento.

Pois bem, existe um princípio chamado "Presunção da Inocência" e ele não está em nosso ordenamento para enfeite.

"Art. 5 da CF/88.

LVII- ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória";

Este princípio constitucional protege o indivíduo das arbitrariedades do Estado, mas, cada dia que passa, protege as pessoas do ódio do outro sujeito que não é pessoa civilizada, mas animal selvagem. Este princípio protege uma pessoa de outra que deixou de ser homo para se tornar, tão somente, homini lupus.

Precisamos sempre parar e respirar antes de apontar o dedo, antes de acreditar na primeira história - mesmo que seja a história de uma criança! A vítima nunca é culpada, mas precisamos verificar profundamente se "a vítima" não está fazendo uma vítima. Precisamos, acima de tudo, exercitar a paciência e a serenidade quando a primeira história que surge é acusando alguém de algum crime. Muita calma, pois o único criminoso na história, de repente, pode ser você que apontou o dedo.

Enfim, este filme é recomendado para todos: em especial para aqueles que defendem a vingança privada, os linchamentos e que possuem a mente formada por noticiários sensacionalistas. Lembremo-nos, sempre, do que disse Nietzsche: Considere! Quem é castigado já não é aquele que (supostamente) realizou o ato. Ele é sempre o bode expiatório.

Wagner Francesco

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Aprovada PEC de licença maternidade maior para prematuros

Divulgação

O plenário do Senado aprovou ontem (9) o aumento da licença maternidade em casos de bebês prematuros.

Pelo texto aprovado, as mães poderão ficar afastadas do trabalho por tempo superior ao previsto atualmente para licença maternidade, que é de quatro meses obrigatoriamente.

Assim, o tempo da licença de 120 dias começará a contar a partir da alta hospitalar e não do nascimento do bebê como ocorre com crianças saudáveis.

O benefício vale para crianças nascidas entre a 20ª e a 30ª semana de gestação. Fica estabelecido também que o tempo máximo de licença será de 12 meses, sendo oito de internação e quatro de licença.

A proposta, de autoria do senador Aécio Neves (PSDB-MG), foi aprovada por unanimidade em primeiro e segundo turno e segue agora para análise da Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado por unanimidade no Senado.

Fonte: Exame Abril
Publicado por Rebeca Lima
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Morador de rua passa em 1º lugar em concurso público para coveiro em MG


Imagem - Divulgação

Valter dos Santos era da BA e foi buscar emprego em Patos de Minas.Depois de 16 anos, ele usará o primeiro salário para alugar uma casa.

Andarilho Valter Fonseca dos Santos, de 41 anos, vai trocar as ruas por um emprego. O sonho que dura 16 anos será possível porque passou em 1º lugar no concurso público da Prefeitura de Patos de Minas para o cargo de coveiro. Ele disputou as três vagas abertas com outras 21 pessoas e o primeiro investimento, segundo o novo funcionário público, será alugar uma casa para morar.

Há 16 anos Valter dos Santos saiu de Ilhéus (BA) para tentar a sorte na cidade mineira, mas a falta de emprego e oportunidade acabou fazendo com que o sonho fosse adiado. "Nasci numa favela, num local onde brigas e crimes eram frequentes. Mas nunca quis isso para a minha vida e depois de ter uma decepção amorosa não pensei duas vezes em ir embora. Um conhecido comentou de Patos de Minas e eu tentei a sorte, mas foi tudo bem diferente do que eu pensava", lembrou.

Ele disse que no início chegou a trabalhar em uma lavoura de tomates para garantir pelo menos o sustento, mas logo que a safra terminou, ele foi para a rua. "Passei por muito preconceito, tanto pela situação de rua que eu me encontrava como também pela minha cor. Várias vezes fui abordado pela polícia, perseguido e agredido por populares. Até o colchão que usava para dormir foi queimado. A vida nas ruas não é nada fácil", afirmou.

Busca por emprego

O morador de rua contou que o fato de não ter endereço físico causou vários empecilhos na busca de um emprego fixo. Por isso, muitas vezes a forma de conseguir sobreviver foi fazendo "bicos" (serviços extras feitos em curtos espaços de tempo).

Valter contou que olhava os carros nas ruas, fazia serviço de servente e limpava quintais. Às vezes, ganhava apenas R$ 2, mas isso já o ajudava a comprar algo para comer. Mesmo na situação difícil, nunca deixou a fé de lado e sempre que podia frequentava um centro espírita da cidade, aonde chegou até a terminar os estudos sobre a doutrina.

Na passagem pelas ruas, conheceu o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). E foi por meio da diretora de proteção social especial, Maria Augusta de Lacerda Ferreira, que veio a ideia de fazer o concurso. O edital foi divulgado em maio deste ano. "Maria Augusta foi quem me apresentou o Creas e tentou por diversas vezes conseguir um emprego para mim. Sem sucesso, logo que o edital foi divulgado ela me incentivou a participar da concorrência. Eu pensava que não seria capaz, mas com o apoio que recebi resolvi tentar", contou.

Morador de rua passa em 1 lugar em concurso pblico para coveiro em MG

Após a inscrição, a rotina mudou e os livros e materiais preparatórios ganharam espaço na vida dele. Como já tinha o ensino médio, optou pela vaga de coveiro, profissão que sempre chamou a atenção. "Eu tive que me dedicar muito. Estudava nos bancos da praça ou em qualquer lugar que eu estava. Pelo menos quatro vezes no dia eu pegava nos livros e nos materiais que a Maria Augusta conseguiu para que eu estudasse. Lembro que ela me exigiu, 'em troca da ajuda' o 1º lugar do concurso e foi isso que aconteceu. Tive quatro meses para me preparar", afirmou.

Resultado

O resultado definitivo da prova objetiva foi divulgado na última terça-feira (8), mas Valter dos Santos não se cansa de ver o nome no topo da classificação. O cargo que ele pleiteava tinha sete candidatos por vaga (total de 21 inscritos). "De 30 pontos eu tirei 26. Eu não esperava por isso, pois achava que os demais candidatos eram mais capacitados que eu. Essa não é uma conquista só minha, tive a ajuda de Deus e do pessoal do Creas, que 'pegou no meu pé', 'puxou minha orelha' e me fez acreditar em algo que talvez nem eu mesmo tinha crença", disse.

Agora ele aguarda ser convocado para assumir a função, que tem remuneração prevista de R$ 805,18, além de benefícios como vale-alimentação, vale transporte e plano de saúde. "A primeira coisa que vou fazer com meu salário é alugar uma casa para morar. Tive a chance e vou aproveitá-la bem. Quero ainda construir uma família e ser feliz, pois eu acredito que eu mereço", concluiu.

Mão amiga

Maria Augusta foi quem incentivou Valter Fonseca na caminhada rumo ao serviço público. Ela contou que descobriu o morador de rua em uma das rondas do Creas - unidade pública da política de Assistência Social onde são atendidas famílias e pessoas que estão em situação de risco social ou tiveram seus direitos violados.

Ela contou que o convidou para conhecer o Creas e, a partir daí, tiveram um contato profissional maior. "Eu consegui encaminhá-lo para um albergue e reformular o currículo dele. Pelo menos três vezes por semana ele passava pelo Creas e numa de nossas conversas falei da possibilidade do concurso com ele", comentou.

Maria Augusta lembrou que Valter chegou a dizer para ela que não daria conta de passar e foi então que ela reforçou o apoio. "Eu sabia da vontade dele em trabalhar e constituir família. Consegui alguns materiais para que ele pudesse estudar. Também arrumei exercícios para que ele fizesse e retornasse para eu corrigir. O que ele não conseguia fazer, eu o ajudava", acrescentou.

Para a diretora de proteção social especial, ver o nome dele na lista dos primeiros colocados foi emocionante. "Senti uma alegria enorme por essa conquista. Foi como ver o resultado positivo de um dos meus filhos", vibrou.

Maria Augusta acrescentou que Valter nunca havia prestado um concurso na vida, mas que mostrava ser uma pessoa inteligente e com vontade de aprender. "Ele errou apenas duas questões de português e duas de conhecimentos gerais. Em raciocínio lógico ele tirou dez. Eu confiei nele e acredito que todo o trabalho e esforço feito valeram a pena", concluiu.

Fonte: qualconcurso
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Para ser pensado!


Ao prestar queixa de agressão de namorado, vítima diz ter ouvido de delegado: "Vai pra casa, resolve na conversa"

Aos 20 anos, Maria Fernanda* se viu vítima da violência do namorado e pai de sua filha de 10 meses de idade. Após dois anos e meio de agressões, ela decidiu denunciá-lo. Chamou a polícia quando o homem tentou enforcá-la, pressionando seu corpo na parede.

Na cabeça dela, a situação seria um flagrante. Ela levaria o agressor para a polícia, ele seria enquadrado pela Lei Maria da Penha e a jovem finalmente poderia se livrar daquela rotina de violências. Mas não foi o que aconteceu.

Leia o relato dela à BBC Brasil:

"Passei dois anos e meio com meu ex-namorado e, durante todo esse tempo, sofri violência tanto psicológica, quanto física. Ele me fazia sempre ser a culpada de tudo. Depois que eu engravidei, eu precisei sair do emprego, tive alguns problemas na gravidez e ele percebeu que eu estava 'presa' a ele - aí as agressões ficaram muito frequentes.

A última vez aconteceu quando ele chegou muito bêbado em casa e a minha filha, que estava com 10 meses, estava doente. Aí foi o ápice. Falei numa boa para a gente se separar. E aí ele se transformou, falou que não ia aceitar.

Eu estava com a minha filha no colo, ele ele veio me enforcando, me encostando na parede. Deixei minha filha cair no chão. Acordei nervosa e liguei pro 190. Tranquei-o dentro da casa. Demorou 45 minutos para a viatura vir até minha casa, e eu estava passando muito mal. Quando o policial chegou, ele veio apertando a mão do meu namorado, cumprimentando... Falou: 'Boa noite senhor, tudo bem?'. O cara tinha acabado de me bater, eu não podia acreditar.

Fomos até a delegacia da Polícia Civil. Colocaram eu e ele na viatura, ele não foi algemado, foi do meu lado. O policial foi falando várias coisas. 'Vocês estão de cabeça quente, não precisa fazer B. O., isso vai ferrar a vida dele', ele me falava.

Na delegacia, não foi diferente. O delegado ouviu meu depoimento na frente do meu namorado. E logo começou: 'Vocês vêm aqui todo dia por causa dessas coisas de mulher e depois fica tudo bem. Você vai fazer isso mesmo? Ele vai perder o emprego e não vai adiantar nada porque daqui a pouco vão pagar a fiança e ele vai sair ainda mais bravo com você. Essas marcas aí? Estão tão fraquinhas... Até você chegar no IML (para fazer exame de corpo de delito), já vão ter desaparecido'.


Ao prestar queixa de agressor de namorado vítima diz ter ouvido de delegado "Vai pra casa resolve na conversa"!

Fiquei ainda com mais medo. Eles tentam de todas as formas fazer você desistir. E, no meu caso, eles conseguiram. 'Vai pra casa, resolve na conversa', o delegado me dizia. A raiva era tanta que eu comecei a chorar.

Voltei andando para casa, eles não se ofereceram para me levar. Fui caminhando, eu com a minha filha no colo e, por 40 minutos até em casa, ele (namorado) veio atrás de mim fazendo ameaças.

Depois até liguei para o 180 (Disque Denúncia) para poder me informar. A moça falou que não estava certo, mas que só poderia dar continuidade ao caso se eu fizesse B. O. Eu não tinha apoio da família e vi que também não tinha apoio do Estado.

Na minha interpretação, quando tem agressão, tem que ter uma conversa ao menos com o cara para dizer o que pode acontecer com ele. Bota ele numa palestra educativa ou qualquer coisa. Para ele entender que o que está fazendo é errado. Mas o que eles fazem é botar a culpa na mulher, ela fica pensando que vai ferrar a vida do cara.

A verdade é que se você quiser levar isso para a frente, você vai passar por muita humilhação. Eu tenho certeza de que se hoje em dia ainda existem tantas mulheres que são agredidas e não denunciam, é por causa disso, porque ela sabe que vai ser humilhada. E quem viu o que eu passei, não vai denunciar, porque desestimula.

O pior é saber que ele vai continuar fazendo isso. Fez com a antiga namorada dele, porque ela me contou depois que nós começamos a namorar. E vai fazer de novo, porque sabe que não vai ser punido.

Minha filha ficou muito mal com isso, até hoje ela ouve qualquer barulhinho e já fica desesperada, chora copiosamente.

Minha sensação é que sou tão insignificante, tão pequena, que ele pode pisar o quanto quiser em mim que nada vai acontecer. Você não pode contar com ninguém. Você se sente sozinha.

Eu até ia voltar com ele porque não via saída. Fiquei sem dinheiro para criar minha filha. Mas eu tive força dos amigos e consegui ficar longe."

*Nome fictício

FONTE: BBC Brasil

Lucas Vieira

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Quando coisas violentas são mascaradas pelo manto da ingenuidade.


A música como meio de perpetuar violência - Divulgação


Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum. (Roland Barthes)

A música é uma arte antiga usada, especialmente, para expressar sentimentos. De suma importância para a humanidade, Nietzsche dizia que "sem a música a vida seria um erro" ou que "não podemos acreditar em um deus que não saiba dançar". Não é por acaso que hoje existe a musicoterapia e, segundo especialistas nesta área, tal terapia emprega instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar pessoas com distúrbios da fala e da audição ou deficiência mental. Atua, também, na área de reabilitação motora, no restabelecimento das funções de acidentados ou de convalescentes de acidentes vasculares cerebrais.

Como se vê, a música é importante para a humanidade e serve para muitas coisas... Inclusive para legitimar preconceitos e propagar violência. Trago, por exemplo, uma música antiga (do meu tempo de criança!) e que contém uma mensagem muito forte de violência contra a mulher. E pasmem: era cantada por crianças; inclusive esta música elevou a carreira delas. Qual música é? O nome é "Maria Chiquinha", cantada pela dupla Sandy & Júnior.

A música tem uma melodia gostosa, é engraçadinha, mas talvez poucas pessoas pararam para ver do que realmente ela trata.

É simples:

Maria Chiquinha era casada com Genaro, a quem ela carinhosamente chamava de "meu bem". Acontece que a Maria andava se perdendo pelos matos e Genaro desconfiou. Genaro perguntava:

- Que c'ocê foi fazer no mato, Maria Chiquinha? Quem é que tava lá com você?

Ela respondia:

- Eu precisava cortar lenha, Genaro, meu bem; e eu estava com Sinhá Dona.

Genaro, malandro que era, dizia:

- Eu nunca vi mulher de bigode, Maria Chiquinha!

E assim a briga estava formada e..., como quase sempre, acaba feio para a mulher. Maria Chiquinha caiu na mentira, pois esta tem perna curta, e escutou de Genaro – o homem a quem ela chamava de "meu bem":

- Eu vou te cortar a cabeça, Maria Chiquinha!

Assustada, ela pergunta:

- E o que você vai fazer com o resto?

- O resto? Pode deixar que eu aproveito! Disse Genaro.

Que enredo bizarro, heim? Um homicídio qualificado por meio cruel (CP. 121, § 2º, III) e que foi motivado por ciúme – palavra cujas origem remete ao vocábulo grego zelos, o qual significa fervor, calor, ardor ou intenso desejo.

É verdade: ciúme todo mundo tem.

Freud dizia que

"O ciúme é um daqueles estados emocionais, como o luto, que podem ser descritos como normais. Se alguém parece não possuí-lo, justifica-se a inferência de que ele experimentou severa repressão e, consequentemente, desempenha um papel ainda maior em sua vida mental inconsciente.

Não ter ciúme é a manifestação de alguma doença do ser, alguma repressão. É normal, pô. O problema é quando, aliado ao ciúme, temos a ideia, tão histórica e enraizada, de que a mulher é propriedade do homem. Neste caso, o ciúme se torna um fevor, calor, ardor ou intenso desejo de ser dono do outro e de não permitir que o outro siga a sua vida por outros caminhos. Aliás, dizia Rubem Alves: O ciúme é aquela dor que dá quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem a gente. E dizia mais o Rubem:

O apaixonado que desconfia quer manter sob controle até o pensamento do ser amado. Diante de tamanha impossibilidade, ele se tortura e quer o outro cerceado. É a antítese do amor.


Assim, esta música cantada pelos guris Sandy & Júnior revela fatores realmente interessantes da sociedade – da época e com fortes resquícios na nossa:

O ciúme está presente na humanidade;
Há estágios do ciúme onde o zelo torna o outro propriedade;
O ciúme mata; e
O mais importante: a gente cantava uma música com clara violência doméstica, contra a mulher, com a maior naturalidade e felicidade.
Eu sei que algumas pessoas vão dizer que analisar a música assim é puro vitimismo, que hoje "não se pode mais nem falar nada que a patrulha chega", e etc. Eu sei que vão falar isto; mas pare, olhe e pense: quem reclama que hoje não se pode mais falar nada é justamente quem tinha, antes, o privilégio de ofender impunemente qualquer pessoa. Não estou querendo com isto impedir que pessoas escrevam bobagens e ofendam. Defendo o direito do mais estúpido do mundo se manifestar – contanto, claro, que este aceite, sem choro, a crítica dos que são ofendidos e não mais se calam.


É preciso, sim, desmascarar toda a arte usada para agredir e perpetuar violência simbólicas ou físicas. E parafraseando o Nietzsche: "sem música a vida seria um erro, mas têm músicas que, por não respeitar a dignidade da vida alheia, são o próprio erro".




Dicas de Leitura:

Freud, S. (1922-1989). Alguns mecanismos neuróticos no ciúme, na paranóia e no homossexualismo.
ALVES, Rubem. O Ciúme (Crônica)
BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso.

Por Wagner Francesco
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