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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Consulta Pública – Refino e Transporte de Óleo e Derivados, no Estado de São Paulo.



Imagem - Ilustração

Consulta Pública – Relatórios de Referências:

Início da Consulta: 22 de setembro de 2016




A CETESB/SMA documenta o processo de consulta pública de documentos de apoio à elaboração do  Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa do Estado de São Paulo.


Estes documentos em consulta foram elaborados, observando o disposto nos Manuais gerados pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) para  inventários nacionais, com adaptações para adequá-lo às condições objetivas deste tipo de estimativa para estado subnacional. Foram elaborados pela equipe da Petrobras, e constituem-se em importante subsídio para a atualização posterior do Inventário das emissões do setor de energia do estado.


Espera-se com a continuidade desta consulta pública que especialistas no tema possam contribuir com correções, críticas, observações pertinentes e sugestões de aprimoramento, que serão recebidas, analisadas e incorporadas aos trabalhos finais com vistas à obtenção de um documento final de boa qualidade e transparente. Os interessados em contribuir com o processo de consulta pública deste documento deverão preencher o formulário disponível abaixo juntamente com o relatório, identificando o autor da contribuição, qual parte do texto está sendo comentado, o texto alternativo sugerido e ou possíveis comentários ou contribuições. O formulário deverá ser preenchido e enviado para vic_cetesb@sp.gov.br.


As contribuições recebidas durante o processo de consulta pública encontram-se sistematizadas na página de contribuições recebidas para os Relatórios de Referência, atualizada no dia 22 de setembro de 2016.




CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo
VIC - Divisão de Mudanças Climáticas





por - PROCLIMA

A desconstrução da imagem sobre o envelhecimento.


Imagem - Divulgação

Enviado por Idalia Pereira

http://digitalradiotv.pe.hu

Mesa de Debates


Imagem: Divulgação


Enviado por Idália Pereira

Divulgação Digitalradiotv
# Nenhum Direito a Menos

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Moradores da zona leste usam cada vez menos o carro para se deslocar, aponta pesquisa.



Foto: Pedro Mendonça


MOBILIDADE URBANA
Cerca de 15% de quem vive na zona leste de São Paulo utiliza um carro para se deslocar diariamente. Esse índice é três pontos percentuais menor que em 2015. Entre aqueles que utilizam de vez em quando, houve um aumento de um ponto percentual. É o que aponta a "Pesquisa sobre Mobilidade Urbana em SP", apresentada nesta segunda-feira (19).

O tempo de deslocamento entre a residência e o local de trabalho ou estudos também diminuiu para quem mora na região. A maioria dos entrevistados (21%) leva atualmente entre 1h30 e 2h no trajeto, seja de carro ou em transporte público. No ano passado, o tempo do percurso era entre 2h e 3h. Apesar dessa melhora na zona leste, o tempo de deslocamento em toda a cidade passou de 1h44, em 2015, para 2h01, em 2016. Ainda segundo o levantamento, dentre os que utilizam carro todos os dias na zona leste, mais da metade (53%) está disposto a deixá-lo na garagem caso haja uma boa alternativa de transporte público.

Parceria do Ibope com a Rede Nossa São Paulo, a pesquisa teve a sua coleta de dados feita entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro. Foram realizadas 602 entrevistas em toda a capital paulista. Somente na zona leste, 140 moradores responderam ao questionário.

Para o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, a diminuição drástica no tempo de deslocamento dos paulistanos só se resolve com investimentos no transporte de massa, como trem e metrô. Perguntado sobre o resultado da política de incentivos fiscais para empresas se instalarem na zona leste, o que aproximaria o emprego de quem vive nessa região e consequentemente diminuiria os trajetos na cidade, o secretário respondeu que isso é algo que não ocorre a curto prazo.

"Você tem que criar leis específicas para que as pessoas possam levar os seus empreendimentos para um determinado local. A lei específica da zona leste é um exemplo disso. A cidade felizmente caminha para a direção certa", explicou. Tatto ainda ressaltou que, caso o prefeito Fernando Haddad (PT) seja reeleito, a isenção de impostos para quem investir na zona leste vai continuar e outras regiões devem ser contempladas com esse benefício. É o caso do extremo sul, onde está a subprefeitura de Parelheiros. O lugar se tornou um polo ecoturístico durante a atual gestão.

Confira a apresentação da pesquisa sobre Mobilidade Urbana

Propostas para diminuir o deslocamento

Jilmar Tatto representou o prefeito Fernando Haddad no evento de divulgação da pesquisa, que aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo. Além dele, o candidato à prefeitura Ricardo Young (Rede) e representantes de João Doria (PSDB) e Luiza Erundina (Psol), que também disputam a vaga, compareceram.

Segundo João Vitor de Oliveira, integrante da campanha de Erundina, a candidata acredita que a diminuição no tempo de deslocamento se dará com a descentralização da oferta de trabalho e com o estímulo ao empreendedorismo popular. Benefícios para aqueles que se deslocam para o centro, isenção de impostos em lugares específicos para incentivar a descentralização de empregos, e o aumento da velocidade média dos ônibus por meio da construção de corredores e faixas exclusivas estão entre as propostas da candidata.

O programa de Doria, de acordo com Paulo Lourenço, prevê o estímulo ao empreendedorismo e à economia criativa para levar os empregos para mais perto das moradias. Já Ricardo Young afirma que é preciso investir maciçamente no transporte sobre trilhos e também no transporte individual de interesse público, como Uber, Cabfy. "É uma equação: transporte sobre trilhos somado a corredores rápidos de ônibus (BRTs) e aos transportes individuais de interesse público".



por Rafael Carneiro
32xSP

Dos 32 cargos de subprefeitos de SP, apenas 4 são mulheres; conheça elas.



Foto: Divulgação/ Da esq. para a dir: Harmi Takiya, Maria Angela Gianetti, Cleide Pandolfi e Edna Miani



As subprefeituras de Guaianases, na zona leste, Pinheiros, na oeste, e Ipiranga e M'Boi Mirim, na região sul da capital, são as únicas a ter mulheres como subprefeitas. O número é quatro vezes menor se comparado à quantidade de homens no cargo.

Ao contrário do voto direto da população para a escolha do prefeito, o subprefeito é nomeado pela própria prefeitura. Neste ano, porém, o prefeito Fernando Haddad (PT) enviou um projeto de lei à Câmara dos Vereadores para que os subprefeitos sejam eleitos pelos moradores, a partir de eleições. O projeto determina que vençam os candidatos mais votados, com mandato de quatro anos e com a possibilidade de reeleição uma vez.

Para o diretor da Escola de Governo, Mauricio Piragino, o Xixo, os perfis dos subprefeitos escolhidos nas últimas três gestões dos governos Serra (2005-2006), Kassab (2006-2009 e 2009-2013) e Haddad (atual gestão) foram distintos.

"No governo Serra (PSDB) foram escolhidos ex-prefeitos do PSDB no interior. Já com Kassab (PSD), no primeiro momento foram colegas da Poli, a faculdade de engenharia da Universidade de São Paulo. Noutro, coronéis aposentados da PM (Polícia Militar). Agora, com o Haddad, ele quis colocar engenheiros e funcionários de carreira com conhecimento da regiao", afirma.

Ainda de acordo com Xixo, isso esbarra desde a fragilidade política, como a ocupação desses cargos como um lugar de permuta.

Entre os 32 subprefeitos da cidade, as únicas quatro mulheres nomeadas são Maria Angela Gianetti, Edna Diva, Cleide Pandolfi e Harmi Takiya– todas elas já com décadas como servidoras públicas.

Agora é que são elas

Mais conhecida por Mara Gianetti, Maria Angela Gianetti mora em Guaianases e pertencente a uma das famílias mais tradicionais da região. Graduada em pedagogia e pós-graduada em educação, ela atuou como funcionária pública de 1977 a 2013. Ao longo desse período, foi assistente de diretor, professora titular, diretora e supervisora escolar. De 2005 a 2013, foi diretora regional de educação na DRE (Diretoria Regional de Educação) Guaianases.

Já no Ipiranga, Edna Diva Miani Santos assumiu a subprefeitura em outubro de 2015. Formada e pós-graduada em serviço social, é funcionária de carreira há 40 anos. Durante esse tempo, ocupou cargos de coordenação de serviço social e foi superintendente e diretora em diversas áreas de São Paulo.

Implantou o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) em todas as regiões de sua competência. Antes de tornar-se subprefeita, exercia a função de supervisora técnica da assistência social na região administrativa do Ipiranga.

Arquiteta, Cleide Pandolfi mora no distrito de Santo Amaro, que faz parte da subprefeitura de mesmo nome. É servidora pública concursada desde 1981. Cleide foi coordenadora de projetos e obras de 2015 até abril de 2016, na subprefeitura de Santo Amaro. Antes disso, havia sido subprefeita da Capela do Socorro por dois anos.

Ela também trabalhou na Subprefeitura do M'Boi Mirim de 2002 até dezembro de 2012 como assistente de gestão de políticas públicas e coordenadora de obras.

Subprefeita de Pinheiros, Harmi Takiya é geóloga de formação, além mestre e doutora. Atua na subprefeitura desde março de 2015, mas trabalha na prefeitura desde 1991. De lá para cá, passou por diferentes áreas, sendo uma das mais importantes delas a coordenação do Atlas Ambiental da cidade de São Paulo. Em de agosto de 2002, foi a primeira mulher a ser nomeada subprefeita, da Mooca, onde permaneceu até 2004.

Assim que ingressou na prefeitura, na administração regional do Campo Limpo, Harmi coordenou o grupo intersecretarial de trabalho em áreas de risco geológico. Dez anos depois, na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, foi nomeada diretora da divisão de licenciamento ambiental do departamento de controle ambiental.

De 2005 a março de 2015 atuou na Empresa Municipal de Urbanização e na São Paulo Urbanismo, sendo o último cargo ocupado nesta empresa pública, o de superintendente de planejamento da paisagem.


por Vagner de Alencar


Primeiro Dia Internacional do Acesso Aberto à Informação é celebrado nesta quarta (28)



Celebração por ocasião do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação no Brasil é realizado pelo UNESCO no Brasil e pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), com apoio do Museu da Amanhã. Evento será promovido no próprio Museu do Amanhã, na Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (28), das 9h30 às 11h30.


"A informação científica é a principal produção de um pesquisador e, ao mesmo tempo, o recurso mais importante da inovação tecnológica. O Acesso Aberto é a permissão do acesso gratuito para todas as informações acadêmicas e pesquisas revisadas por pares. Ele requer que o detentor dos direitos autorais conceda o direito irrevogável e global de copiar, utilizar, distribuir, transmitir e produzir obras derivadas em qualquer formato e em qualquer atividade lícita, com os devidos créditos ao autor original. O Acesso Aberto utiliza tecnologias de informação e comunicação (TIC) para aumentar e estimular a disseminação de conhecimentos acadêmicos. Os princípios do Acesso Aberto são a liberdade, a flexibilidade e a justiça."

Esse é o primeiro parágrafo da publicação 'Diretrizes para as Políticas Públicas de Desenvolvimento e Promoção do Acesso Aberto', de Alma Swan, editada pela UNESCO, e cuja versão em português é lançada em celebração do Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, no dia 28 de setembro (nesta quarta-feira), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. A cerimônia é uma parceria da UNESCO no Brasil com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) e tem o apoio do Museu do Amanhã.

A íntegra da publicação em português está disponível no site da UNESCO no Brasil (www.unesco.org/brasilia), assim como o seu Resumo Executivo com as principais informações. A obra apresenta um histórico do desenvolvimento do Acesso Aberto, explica por que ele é importante e desejável, como concretizá-lo e apresenta diferentes tipos de política e modelos que auxiliam na criação de políticas públicas. Trata-se de uma referência internacional no assunto.

Este é o primeiro ano em que é celebrado o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação, criado pela UNESCO em novembro de 2015 em sua última Conferência Geral. O objetivo da Organização ao criar o Dia é promover o acesso universal à informação por meio de todas as plataformas, como uma maneira essencial de cumprir a Agenda de Desenvolvimento 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o de número 16.10: "Assegurar o acesso público à informação e proteger as liberdades fundamentais, em conformidade com a legislação nacional e os acordos internacionais".

"O acesso à informação está ligado ao direito à informação, que é parte integral do direito à liberdade de expressão. A data foi criada com o objetivo de divulgar o direito do cidadão à informação e estimular discussões que visem ao cumprimento desse direito. Aqui o foco é o acesso do cidadão a todas as fontes e informações disponíveis no mundo moderno, em tempo de novas tecnologias e internet" diz o representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz.

Para a diretora do IBICT, Cecília Leite Oliveira, a data é importante "pois é uma maneira de se traduzir para a sociedade que, hoje, o conhecimento se faz a partir da pesquisa, seja de qual tipo ela for. E a ciência e as pesquisas só terão sentido se tiverem um impacto social de alguma forma. Se contribuir para a diminuição da desigualdade, se aumentar a renda daqueles que mais precisam, se possibilitar uma melhor qualidade de vida para as pessoas". O IBICT representa o Programa Informação para Todos-IFAP, da UNESCO, no Brasil.

Além da publicação, a cerimônia, que é para convidados, lançará o 'Manifesto de Acesso Aberto a Dados da Pesquisa Brasileira para Ciência Cidadã', do IBICT, uma tomada de posição, no Brasil, diante do movimento mundial de dar acesso aberto à informação científica. O Manifesto, assim como a publicação, estará disponível na internet.

Também haverá a entrega do Prêmio 2015 Electronic Publishing Trust for Development – destinado a indivíduos de todo o mundo que fizeram uma contribuição significativa ao progresso do Acesso Aberto no mundo em desenvolvimento – à doutora brasileira Bianca Amaro.

Ela é coordenadora do Programa de Acesso Aberto à Informação Científica do IBICT e foi responsável pelo desenvolvimento e pelo progresso de mais de 70 repositórios institucionais, assim como de redes regionais de repositórios. Foi também sob sua coordenação a criação do Portal Brasileiro de Publicações Científicas em Acesso Aberto (oasisbr), do IBICT, que disponibiliza mais de 1.600.000 documentos científicos em Acesso Aberto.



Materiais de referência:
• Conteúdo do Manifesto
• Sobre o Prêmio
• Informações sobre a celebração do Dia Internacional na sede da UNESCO
• Mensagem da diretora-geral da UNESCO para o Dia Internacional do Acesso Universal à informação
• Portal Brasileiro de Publicações Científicas de Acesso Aberto, do IBICT



Mais informações à imprensa:

• UNESCO no Brasil
Ana Lúcia Guimarães

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sabe aquilo que você "ouve falar" sobre "crise"... Leia com atenção, e, reflita!

Quem é o professor universitário que distribui este cartão nos semáforos de SP

Jair da Silva, paulistano, casado, 61 anos. Foi com ele que a minha mulher Elisa topou dias atrás em um semáforo do Largo da Batata, em Pinheiros, São Paulo. Ela, de carro. Ele, a pé, terno azul marinho e camisa branca, sem gravata, passando de veículo em veículo, educadamente, deixando o cartão que ilustra a foto acima.

Ao lê-lo, a surpresa: Jair não só havia criado uma forma inovadora de se apresentar diante da crise, como trazia consigo uma mensagem poderosa: no Brasil de 2016, a maioria já não quer status, cargos ou altos salários. Deseja apenas uma chance, uma oportunidade para mostrar tudo o que aprendeu e, quem sabe, conquistar um emprego.

Jair foi encarregado de setor no Grupo Pão de Açúcar, coordenador de Ensino na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) e analista de Implantação e Processos no Banco Panamericano.

Lecionou durante 20 anos no Ensino Superior: Universidade de Guarulhos, Faculdade Ítalo Brasileira, FASP-Ceinter, Claretianas, Carlos Drummond de Andrade. E também nos colégios Paralelo, Radial, Vila Maria e cursos livres.  

Por razões financeiras, teve de parar uma pós e um mestrado que, com fé, espera retomar.

E o cartão?
Decidi saber mais e escrevi ao Jair, que gentilmente me deu esse depoimento repleto de insights e, acima de tudo, esperança:

"Estou em um momento positivo em todos os aspectos, mesmo desempregado. Desânimo é uma 'coisa' que nunca me pegou. A ideia dos cartões surgiu com a necessidade de fazer algo diferente. Eu já havia percorrido todo o caminho normal (agências, sites, e-mails, network, etc.).

Foi quando recebi um e-mail marketing de uma empresa que oferecia cartão de visita pessoal ou empresarial, criado no próprio site, por R$ 25,00 o milhar.

Coloquei um trevo da sorte, meus contatos e no quê poderia servir.



A partir daí, surgiu a ideia de distribuir os mesmos nos semáforos.

Até hoje, não conheci ninguém que fez isto, espero que dê certo para mim e, para quem quiser fazer o mesmo, desejo boa sorte.

Comecei a distribuir os cartões em 29 de agosto, uma segunda-feira, no Largo da Batata, em Pinheiros, São Paulo, simplesmente por achar que ali passavam muitos caros. É uma zona mais ou menos privilegiada, onde eu acreditava que passariam pessoas com maior poder de decisão; diretores, gestores...       

Com o tempo, verifiquei que o local era fraco. Fui então para Av. Faria Lima, altura do nº 1306, onde o semáforo demorava mais para fechar, assim eu conseguia entregar mais cartões. No total, foram 250 entregues em três horas.

Até agora, um rapaz chamado Hercules Pereira recebeu meu cartão em um Uber e divulgou no Facebook. Recebi muitos e-mails de pessoas desconhecidas que não acreditavam que eu estava fazendo este tipo de divulgação. Umas perguntaram se eu era real, outras pediram meu currículo para enviar ao RH, outras ainda me passaram contatos para eu enviar o CV.

Uma grande parte entrou em contato via celular e WhatsApp. Foram mais de 70 pessoas que fizeram a proposta de MMN (Marketing Multi Nível), fui até em uma reunião, apesar de saber o que era, apenas para conhecer e tirar a dúvida.

Houve uma menina de 16 anos que mandou um WhatsApp elogiando minha coragem. Me contou que está se preparando para entrar no mercado de trabalho, disse que ficou emocionada com a minha decisão, minha luta. No final da mensagem, revelou que, se tivesse uma empresa, iria me contratar. Fiquei muito lisonjeado com a atitude dela, percebi sinceridade nas palavras.

Uma coach em Recrutamento e Seleção prometeu me dar uma sessão grátis de técnicas de entrevistas, pois viu meu cartão e resolveu ajudar.

'Nada de concreto quanto ao emprego, mas vai dar certo com certeza. '
Quando entrego o cartão ao motorista, peço licença e agradeço, desejando um excelente dia. No geral, as pessoas não falam nada, não dá tempo, a maioria recebe o cartão e coloca no console ou painel do carro. Ninguém ironiza, mas as pessoas andam muito assustadas com tantos assaltos. Não abrem o vidro, olham para o outro lado, fingem que estão falando ao celular.

Na minha opinião, o governo tem de fazer um plano de recuperação da economia urgente, antes do final do ano, para restaurar o comércio.

Em alguns processos dos quais participei, cheguei a ouvir que 'a empresa tem política de contratação até 38-40 anos'. Ouvi depois que 'experiência após os 50-55 anos não vale nada'. Acham que estou/estamos velhos demais - uma pena, pois temos muito a oferecer em termos de conhecimento.

Minha mensagem a quem se encontra na mesma situação é: nunca desista. Tenha força de vontade e não fique ao lado de pessoas que valorizam a derrota. Procure pessoas alegres, felizes, de bem com a vida.

Ainda não terminei minha batalha, tenho alguns semáforos para distribuir, e só vou parar quando alcançar meu objetivo. O próximo passo é entregar cartões em restaurantes na hora do almoço – antes pedirei autorização ao gerente para não atrapalhar o pessoal.

Se possível, quero aproveitar esse espaço para agradecer a todas as pessoas que entraram em contato comigo para ajudar - pessoas que nunca vi e que talvez nunca chegarei a conhecer pessoalmente.

Elas me mostram que nada está perdido, que ainda existe gente que procura ajudar o outro. E isto é gratificante."


Grande Jair, obrigado e sucesso!

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Por: @MarcTawil - Jornalista, radialista e escritor.