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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

OIT estima que desemprego global terá aumento de 3,4 milhões em 2017




Foto: USP/Marcos Santos

Foto: USP/Marcos Santos

O crescimento econômico segue decepcionante e os déficits de trabalho decente persistem, segundo novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).


A taxa mundial de desemprego deverá subir moderadamente de 5,7% para 5,8% em 2017, o que representa um aumento de 3,4 milhões de pessoas desempregadas, afirma o novo relatório lançado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Perspectivas sociais e do emprego no mundo – Tendências de 2017".

Em 2017, a OIT prevê que o número de pessoas desempregadas no mundo inteiro chegue a pouco mais de 201 milhões, com um aumento adicional de 2,7 milhões previsto para 2018, já que o ritmo de crescimento da força de trabalho supera o de criação de empregos.

"Estamos enfrentando um desafio duplo: reparar os danos causados pela crise econômica e social mundial e criar empregos/trabalhos de qualidade para as dezenas de milhões de pessoas que entram no mercado de trabalho a cada ano", afirmou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

"O crescimento econômico segue decepcionante e é menor do que o esperado, tanto em nível quanto em grau de inclusão. Isso delineia um quadro preocupante para a economia mundial e sua capacidade de criar empregos suficientes, muito menos empregos de qualidade.

A persistência de altos níveis de formas vulneráveis de emprego, associadas a uma evidente falta de avanços na qualidade dos empregos – mesmo em países onde os números agregados estão melhorando – é alarmante. Temos de garantir que os ganhos do crescimento sejam compartilhados de forma inclusiva", acrescentou ele.

O relatório mostra que as formas vulneráveis de trabalho – como trabalhadores familiares não remunerados e trabalhadores por conta própria – devem constituir mais de 42% da ocupação total, ou seja, 1,4 bilhão de pessoas em todo o mundo em 2017.

"Na verdade, nos países emergentes quase um em cada dois trabalhadores se insere num emprego vulnerável e, nos países em desenvolvimento, mais de quatro em cada cinco trabalhadores", disse o economista sênior da OIT e principal autor do relatório, Steven Tobin.

Portanto, estima-se que o número de trabalhadores em trabalhos vulneráveis aumentará em 11 milhões a cada ano, com o Sul da Ásia e a África Subsaariana sendo as regiões mais afetadas.

Tendências regionais contrastantes

Os autores também alertam que os desafios do desemprego são particularmente graves na América Latina e no Caribe, onde as cicatrizes da recente recessão continuarão a ter um grande efeito em 2017, assim como na África Subsaariana, que registrou seu nível de crescimento mais baixo em duas décadas. Em ambas regiões se observa um forte aumento da população em idade de trabalhar.

Por outro lado, o desemprego deve diminuir em 2017 nos países desenvolvidos, reduzindo sua taxa de 6,3% para 6,2%. No entanto, o ritmo do progresso está desacelerando e há sinais de desemprego estrutural.

Na Europa e na América do Norte, o desemprego de longa duração continua elevado em comparação com os níveis pré-crise e, no caso da Europa, continua aumentando apesar da queda das taxas de desemprego.

Déficits de trabalho decente alimentam o descontentamento social e o desejo de migrar

Outra tendência importante destacada no relatório é que a redução da pobreza dos trabalhadores está desacelerando, colocando em risco a perspectiva de erradicação da pobreza conforme estabelecido pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

O número de trabalhadores que ganham menos de US$ 3,10 por dia deve ter um aumento de mais de 5 milhões nos próximos dois anos nos países em desenvolvimento.
Ao mesmo tempo, o relatório adverte que a incerteza global e a falta de empregos e trabalhos decentes, entre outros fatores, alimentam o mal-estar social e a migração em muitas partes do mundo.

Entre 2009 e 2016, a proporção da população em idade de trabalhar que deseja migrar para o exterior aumentou em quase todas as regiões do mundo, com exceção do Sul da Ásia, do Sudeste Asiático e do Pacífico. O aumento mais importante ocorreu na América Latina e no Caribe e nos Estados Árabes.

Um chamado a favor da cooperação internacional

No que se refere às recomendações sobre políticas, os autores estimam que um esforço coordenado para oferecer estímulos fiscais e um aumento do investimento público que leve em conta o espaço fiscal de cada país, proporcionaria um impulso à economia global e reduziria o desemprego mundial em 2018 em cerca de 2 milhões, comparado às previsões iniciais.

No entanto, estes esforços deveriam ser acompanhados de uma cooperação internacional.

"Estimular o crescimento econômico de maneira equitativa e inclusiva requer uma abordagem política multifacetada que abarque as causas subjacentes desta estagnação secular, como a desigualdade de renda, e, ao mesmo tempo, considere as particularidades de cada país", concluiu Tobin.

Acesse o relatório completo:
www.ilo.org/global/research/global-reports/weso/2017/WCMS_541211/lang–en/index.htm

Mais informações à imprensa:
Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Epidemia de Zika não elevou venda de contraceptivos no país.


Estudo feito na Unicamp avalia unidades de contraceptivos vendidas entre setembro de 2014 e agosto de 2016, com base em informações fornecidas pela indústria farmacêutica (foto: Wikimedia Commons)


Diante da explosão de casos de bebês nascidos com microcefalia e outras malformações congênitas no Nordeste brasileiro em 2015 – e da crescente suspeita de que o fenômeno estivesse ligado à epidemia de Zika –, o Ministério da Saúde emitiu, em novembro daquele ano, um alerta para que mulheres adiassem os planos de gravidez.

Cerca de três meses depois, com o fortalecimento das evidências de que o vírus aparentado do causador da dengue era de fato o responsável pelos casos de malformações em bebês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência internacional de saúde pública e recomendou que grávidas evitassem frequentar as regiões afetadas pelo vírus.

Mas, apesar do apelo das autoridades sanitárias e da grande exposição do tema nos meios de comunicação do Brasil e do mundo, a venda de contraceptivos no país não aumentou em relação a anos anteriores, como mostra um estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apoiado pela FAPESP e divulgado na revista Human Reproduction.

Na avaliação do coordenador da pesquisa, Luis Guillermo Bahamondes, da Clínica de Planejamento Familiar do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, o resultado observado estaria mais ligado à dificuldade de acesso a métodos contraceptivos – especialmente na rede pública – do que à falta de interesse das mulheres em evitar a gestação.

"Para conseguir uma cartela de pílula nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), por exemplo, antes é preciso esperar três ou quatro meses por uma consulta médica. E comprar o medicamento nas drogarias é uma impossibilidade para muitas. Dos métodos considerados de longa duração, apenas o DIU [dispositivo intrauterino] com cobre é coberto pelo SUS [Sistema Único de Saúde] e, muitas vezes, faltam profissionais capacitados para inseri-lo", disse Bahamondes.

No estudo, foram avaliados dados fornecidos pela indústria farmacêutica sobre a venda de produtos contraceptivos entre setembro de 2014 – um ano antes da confirmação do primeiro caso de microcefalia associado ao Zika – e agosto de 2016.

Os produtos analisados foram divididos em quatro grupos. O primeiro engloba os contraceptivos orais (pílula), os adesivos hormonais e os anéis vaginais. No segundo grupo estão os anticoncepcionais injetáveis, tanto os de aplicação mensal como os trimestrais.

O terceiro grupo é representado pelos contraceptivos de emergência, popularmente chamados de pílula do dia seguinte. Por último, no quarto grupo, foram agrupados os métodos considerados de longa duração, como o DIU com cobre (10 anos de eficácia), o DIU medicado com levonorgestrel (cinco anos) e o implante hormonal (três anos).

Os métodos do primeiro grupo são de longe os mais consumidos no Brasil, sendo que a pílula corresponde a mais de 90% das unidades vendidas deste segmento. O número, que era em torno de 13,4 milhões de unidades em setembro de 2014, manteve-se praticamente estável até agosto de 2016.

Entre os injetáveis os pesquisadores registraram uma leve queda. O número de unidades vendidas passou de 1,4 milhão para 1,3 milhão. Os contraceptivos de emergência tiveram uma pequena alta: de aproximadamente 1,2 milhão de unidades vendidas para 1,4 milhão. Já os métodos de longa duração saíram de 38,6 mil para 39,4 mil.

Bahamondes ressalta que os números refletem as unidades que foram vendidas pelas distribuidoras ao setor público, aos pontos de venda ou de dispensação e que, portanto, não é possível ter certeza se chegaram até as mulheres e se elas efetivamente usaram os produtos.

Vale também destacar que não foram contemplados os dados de venda de camisinha. Segundo os autores, isso se deve ao fato de que a camisinha, além de método contraceptivo, também é usada na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Alto custo de métodos eficazes

Como observam os autores no artigo, apenas 1,6% das mulheres em idade reprodutiva no Brasil faz uso dos métodos de longa duração – considerados os mais eficazes na prevenção de gravidez. Nos Estados Unidos, o número é 5%, enquanto na Europa oscila entre 18 e 25%.

Segundo Bahamondes, no setor privado, o alto custo, a falta de cobertura por planos de saúde e a falta de capacitação dos médicos para inserir os dispositivos são os principais fatores que limitam o acesso.

"Apenas em torno de uma a três em mil mulheres que fazem uso desses métodos engravidam, enquanto entre as usuárias de pílula a taxa de falha varia de oito a dez a cada cem usuárias. A principal vantagem dos métodos de longa duração é não haver risco de as mulheres esquecerem de tomar o medicamento ou de trocar o adesivo ou o anel", disse.

Por outro lado, acrescentou o pesquisador, a demanda por contracepção de emergência no Brasil é muito superior à de países desenvolvidos. "Isso claramente é reflexo da dificuldade das mulheres para ter acesso aos outros métodos de prevenção da gravidez", afirmou.

O artigo "Contraceptive sales in the setting of the Zika virus epidemic" (doi: 10.1093/humrep/dew310), de Luis Bahamondes, Moazzam Ali, Ilza Monteiro e Arlete Fernandes, pode ser lido em: http://humrep.oxfordjournals.org/content/early/2016/12/07/humrep.dew310.full.



Karina Toledo | Agência FAPESP

Saúde é fundamental!


Novo golpe no WhatsApp promete mostrar quem viu sua foto



Um novo golpe do WhatsApp promete mostrar quem visualizou suas fotos e status no aplicativo. Em duas semanas, foram infectados mais de 60 mil dispositivos, de acordo com a empresa de segurança ESET.

"Apesar de trazer novidades, o modo de atuação do golpe não é novo. Os cibercriminosos tentam enganar os usuários do WhatsApp para que eles se inscrevam – mesmo sem saber – em serviços de SMS premium", explica Camillo Di Jorge, presidente da ESET Brasil.

Os criminosos prometem ativar o novo recurso somente quando o usuário compartilhar o link com dez amigos ou cinco grupos. Depois disso, é preciso inserir seus dados de contato, o que acaba incluindo a linha em um serviço pago.

A ESET explica que há novidades em relação a outros golpes, como a modificação do código-fonte da página, o que dificulta a análise. Há ainda, no código, a quantidade exata de compartilhamentos necessários, incluindo o link da plataforma de publicidade, o que ofusca o script e facilita a criação de novos domínios.

"É importante que os usuários fiquem atentos às mensagens do WhatsApp e não cliquem em links que contenham informações suspeitas, independentemente de quem as envia", aconselha Di Jorge.


Por Olhar Digital.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Resultado de Pesquisa



Prezad@s,

Na véspera do aniversário da cidade, a Rede Nossa São Paulo divulgará os resultados da nova pesquisa de percepção dos paulistanos sobre a qualidade de vida na cidade. Trata-se de uma edição especial do IRBEM - Índice de Referência de Bem-Estar no Município, que desta vez tem como foco o futuro plano de metas e inclui perguntas sobre diversos temas polêmicos na cidade.

Entre os assuntos controversos abordados pela pesquisa estão: aumentar as velocidades máximas nas marginais Pinheiros e Tietê; consultar a população, através de plebiscitos, sobre a realização ou não de grandes obras públicas e privadas; inspeção veicular ambiental; maior autonomia para as subprefeituras; e aumentar o preço da gasolina para reduzir a tarifa do ônibus.

Realizado pelo Ibope Inteligência, o IRBEM revelará também as notas - de 1 a 10 - que os paulistanos atribuem para a qualidade de vida em São Paulo, como um todo, e para cada um dos diversos temas abordados.

Nessa parte da pesquisa, há perguntas relacionadas às políticas públicas (ou à falta delas), como: acessibilidade para pessoas com deficiência, educação, meio ambiente, transporte e trânsito na cidade, saúde, segurança, transparência e participação política.

A ideia é que o IRBEM, que está em sua oitava edição, seja um instrumento prático para elaboração do próximo plano de metas.

O prefeito eleito, João Doria, lideranças sociais e representantes do poder público serão convidados para o evento em que os resultados da pesquisa serão divulgados.

A atividade é gratuita e aberta ao público.

Para confirmar sua presença, acesse o link: https://goo.gl/forms/6FO4K7I8Ma3effg13


Serviço:
Lançamento da 8ª edição da pesquisa IRBEM
Data: dia 24 de janeiro de 2017
Horário: 9h30 às 12h30
Local: Teatro Anchieta do SESC Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque - São Paulo


Agradecemos a atenção,

Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Alckmin e Doria ignoram Plano Estadual de Educação e anunciam unificação de redes


ARQUIVO/APEOESP
Para Bebel, da Apeoesp, unificação das redes é pontual e não obedece ao Plano Estadual de Educação




Na avaliação de Bebel, presidenta da Apeoesp, a união dos sistemas deve ser debatida e implementada por lei. "Estão colocando a carroça na frente dos bois"

São Paulo – A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, criticou a unificação das redes municipal e estadual de São Paulo, anunciada hoje (9) pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em reunião no Palácio dos Bandeirantes, na qual estiveram presentes o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), além de secretários estaduais e municipais, Alckmin anunciou, sem expor detalhes, que estado e município vão integrar suas redes.

Entre as mudanças anunciadas, a definição de um calendário único para o início e término das aulas, o mesmo número de ciclos, adoção de material pedagógico idêntico e a cessão de espaços ociosos nas escolas estaduais para a prefeitura.

"Essa unificação, pontual, não está de acordo com o Plano Estadual de Educação (PEE), que prevê um sistema de educação em regime de colaboração. Mas isso tem de ser debatido e implementado por lei, e não feito da maneira como está. Não se trata aqui de um regime de cooperação", disse.

O regime de colaboração proposto pelo PEE, instituído pela Lei nº 16.279, de julho de 2016, conforme ressalta Bebel, é muito mais amplo. O estado deverá adotar as medidas adicionais e os instrumentos jurídicos que formalizem a cooperação entre os municípios, para o acompanhamento local da consecução das metas do PEE e dos planos municipais de educação. Isso inclui um regime de colaboração específico para o atendimento das necessidades específicas na educação, assegurando a participação das famílias no acompanhamento da execução das metas e estratégias e a criação de uma instância permanente para a pactuação entre o estado e os seus respectivos municípios, fortalecendo esse regime de colaboração.

"E os salários, que na rede municipal são maiores? A unificação prevê a adoção dos salários de qual das redes?", questiona Bebel. "Todos sabemos que os da rede municipal são maiores."

Para ela, a unificação anunciada deixa mais dúvidas do que esclarece. "Quanto vai custar? Será mais caro ou mais barato? Será que vai melhorar a qualidade da educação? É o debate que queremos. Eles estão colocando os carros na frente dos bois."

Conforme Doria anunciou, os secretários estadual e municipal de Educação terão reuniões a partir de amanhã para costurar a integração da rede de ensino, que deverá valer para o ano letivo deste ano.

 A Secretaria estadual foi procurada pela reportagem para mais esclarecimentos, mas não se manifestou até o fechamento da reportagem. O Sindicato dos Professores do Ensino Municipal (Sinpeem) também foi procurado, mas não houve retorno.



Com informações da Agência Brasil


Assista e Divulgue!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Encontros sobre Elaboração de Projetos para o VAI 2017


Programa VAI


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Nova proposta de reforma tributária prevê redução de tributos e fim da “guerra fiscal”


Foto - Radioagencia


Proposição deve ser apresentada em fevereiro; economista descarta votação em 2017


Na primeira quinzena de fevereiro, logo depois do fim do recesso no Congresso, mais uma proposta de reforma tributária será apresentada, dessa vez pelo deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná.

Hauly foi nomeado relator da reforma tributária em outubro, no lugar do deputado André Moura, do PSC de Sergipe, que já tinha apresentado um parecer preliminar.

A proposta de Moura, por falta de acordo, não chegou sequer a ser votada.

Luiz Carlos Hauly acha que, dessa vez, a reforma vai avançar. Ele já apresentou os pontos principais de sua proposta, que inclui menos tributos e o fim da "guerra fiscal", nome que se dá aos incentivos concedidos pelos estados para atrair empresas, o que virou uma disputa em que todos perdem arrecadação.

Para isso, Hauly pretende extinguir o ICMS e outros tributos, como ISS, IPI, PIS e Cofins. Todos eles seriam substituídos por dois impostos, o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, e outro, que ele chama de seletivo, que incidiria sobre determinados produtos. Quanto maior a alíquota do imposto seletivo, menor a do IVA.

Com o IVA, a arrecadação estadual passaria a fazer parte de um sistema nacional, com cobrança no destino, o que, segundo o relator, acaba automaticamente com a "guerra fiscal".

"Quando você eliminar o ISS, o ICMS, o IPI, o PIS, o Cofins e outros tributos incidentes sobre a base de consumo e criar um imposto de valor adicionado e um imposto seletivo, você vai ter que ter um fisco nacional, estadual, das 27 unidades federativas, e passarão a compor um único sistema de tributação, arrecadação e fiscalização. Só o fato de existir isso e cobrar destino acaba com a 'guerra fiscal' da noite para o dia."

De acordo com a proposta de Hauly, toda a arrecadação seria distribuída depois, de modo a não haver perdas para nenhum estado.

O deputado Luiz Carlos Hauly também prevê que o Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF, seja usado para financiar a Previdência Social, no lugar da contribuição previdenciária paga hoje por empregados e empregadores.

Além disso, a proposta que ele vai apresentar desonera produtos da cesta básica e torna mais progressivo o Imposto de Renda. Ou seja, quem ganha mais, vai pagar mais.

A bancada da oposição tem uma proposta alternativa, que inclui medidas como uma tributação maior sobre os lucros das empresas, o Imposto de Renda progressivo e o aumento do financiamento do Fundo de Participação dos Estados.

Essa proposta é defendida pelo líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence, da Bahia.

"Lucro de grandes empresas, a tributação maior do Imposto de Renda para os mais ricos e a diminuição da alíquota para a classe média, ou seja, a revisão da tabela do Imposto de Renda. Tem também a tributação de grandes fortunas e, finalmente, nós pretendemos aumentar o Fundo de Participação dos Estados com 1%, em 17, e 1%, em 18."

O economista Felipe Ohana considera uma das principais medidas o fim da "guerra fiscal", que, segundo ele, faz com que alguns estados se apropriem de receitas de outros.

Mas Felipe Ohana não acredita que a reforma tributária seja votada em 2017. Para o economista, a crise econômica e o ano pré-eleitoral vão contaminar o debate e fazer com que estados, mais uma vez, não entrem em acordo, com medo de perder arrecadação.

"Falar-se em alterações dessa magnitude e transferir renda de um estado para outro, que é isso que acontece, começa a envolver a discussão sobre compensações, que estados perdem, que estados ganham, então estados que ganham com a reforma vão ter que compensar os estados que perdem. E, com uma recuperação tributária, vamos chamar assim, porque se a renda cresce, a arrecadação tributária cresce, ainda incipiente, falar que um estado vai ter que ceder para outro, é muito complicado."

A reforma tributária está sendo discutida por uma comissão especial da Câmara.

Reportagem – Antonio Vital