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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
sábado, 2 de fevereiro de 2019
A isenção do Poder Judiciário nos casos que envolvem o ex-presidente Lula,suscita dúvidas que recaem sobre um dos pilares da democracia: a separação,entre os poderes.
Frio na espinha
O lance mais recente ocorreu essa semana quando a juíza
Carolina Lebbos negou o direito de Lula – adversário político do atual governo –
de comparecer ao funeral do irmão, como determina a Lei de Execuções Penais.
Em vez de autorizar a saída, facultada pelo artigo 120 a todos os presos em caso
de "falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente,
descendente ou irmão", a juíza preferiu se ater ao parágrafo único, ao final do
mesmo artigo, estabelecendo que "a permissão de saída" (nos casos
anteriormente previstos) "será concedida pelo diretor do estabelecimento onde
se encontra o preso". A Superintendência da Polícia Federal, responsável pela
custódia de Lula, declarava-se impossibilitada de garantir "a ordem pública" e a
segurança do preso e pedia que sua saída fosse barrada pela Justiça.
O caso ficou ainda mais nebuloso quando chegou ao Supremo Tribunal Federal. O
ministro Dias Toffoli autorizou a saída de Lula, afirmando que a alegada
dificuldade da PF "não deveria obstar o cumprimento de um direito assegurado".
Mas surpreendeu todo mundo ao determinar que o ex-presidente teria que se
deslocar para "uma unidade militar" e que sua família poderia levar o corpo,
àquela altura já no cemitério, para ser velado no local.
A desumanidade da Justiça e da Polícia Federal surpreendeu até os que se
recordam da ditadura militar, quando o então líder sindical, preso no DOPS,
obteve do delegado Romeu Tuma a permissão para ir ao enterro da mãe. E
assumiu ares de vingança nas polarizadas redes sociais, tanto para os que
comemoraram a decisão como vitória política, como para os que com ela se
indignaram.
Desde o início de julgamento de Lula, a confusão entre os limites entre Justiça,
ideologia e política partidária paira desagradavelmente no ar, turvando os
méritos da operação Lava Jato. No atual governo, com forte presença militar, e
chefiado por um presidente admirador confesso da ditadura e das milícias, ver a
credibilidade da Justiça oscilar entre o arbítrio e a submissão é de dar frio na
espinha.
Marina Amaral, codiretora da Agência Pública
quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Inscrições para o ProUni começam nesta quinta-feira

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) começam amanhã (31), mas, desde já, os estudantes já podem se planejar, de acordo com dicas de especialistas entrevistados pela Agência Brasil. Os candidatos podem, por exemplo, preparar listas de cursos que interessam, avaliando as possibilidades de serem aprovados e separar os documentos necessários para comprovar que preenchem os requisitos exigidos pelo programa.
A dica do analista de Ensino Superior do Quero Bolsa, Pedro Amâncio, é selecionar as instituições de ensino, levando em consideração tanto a nota de corte quanto a distância e o custo de vida para estudar nelas.
Os estudantes podem ainda começar a reunir a documentação necessária para a aprovação da concessão da bolsa. "Muitos alunos acabam perdendo a bolsa por não ler direito o edital. Eles têm que ter documento que valide as informações prestadas", diz.
Para verificar a possibilidade de ser aprovado, o Quero Bolsa oferece, gratuitamente, um simulado com as notas de corte de cada curso em edições anteriores do ProUni. Os estudantes podem, por meio dele, verificar se a nota que obtiveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é suficiente para conseguir uma das bolsas.
Atenção
Depois de fazer a inscrição, os estudantes devem ficar atentos à página do ProUni porque nela serão divulgadas as notas de corte. Tratam-se de estimativas feitas com as inscrições realizadas até então. Não são garantia de vaga, mas podem orientar a escolha, segundo o diretor do Centro de Ensino Médio 404, em Santa Maria, no Distrito Federal, Felipe de Lemos Cabral.
"O candidato tem que ficar atento o tempo todo. Ele tem direito a colocar duas opções de curso e a possibilidade de trocar enquanto a inscrição estiver aberta", afirma. "Como a nota de corte varia muito, é difícil falar em uma quantidade de pontos suficientes para que o estudante entre no curso. Se estiver abaixo da nota de corte, já está correndo risco de ficar de fora", acrescenta.
Cabral é também coordenador pedagógico do cursinho popular Emancipa DF, cujo foco é a preparação para o Enem. Em março, o curso que é gratuito e oferecido em escolas públicas de Planaltina, Santa Maria e Ceilândia, regiões administrativas do Distrito Federal, abre as inscrições.
Calendário
As inscrições para o ProUni poderão ser feitas de 31 de janeiro a 3 de fevereiro. Os resultados da primeira chamada serão divulgados no dia 6 de fevereiro. Os da segunda chamada, no dia 20 de fevereiro.
O candidato pré-selecionado na primeira chamada deverá comparecer à instituição para comprovar as informações prestadas em sua inscrição e eventual participação em processo seletivo próprio da instituição, quando for o caso, de 6 a 14 de fevereiro. Os pré-selecionados na segunda chamada, de 20 a 27 de fevereiro.
O registro da aprovação ou reprovação dos candidatos no Sistema Informatizado do Prouni e a emissão dos respectivos termos de Concessão de Bolsa ou termos de Reprovação pelas instituições de ensino deverão ser feitos entre os dias 6 a 18 de fevereiro para os selecionados na primeira chamada e entre 20 de fevereiro e 1º de março para os selecionados na segunda chamada.
Quem pode participar
O ProUni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior. O programa é voltado àqueles que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, alcançaram no mínimo 450 pontos e tiraram nota superior a zero na redação.
Além disso, só podem participar alunos brasileiros sem curso superior e que tenham feito o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada, alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada, na condição de bolsista ou que sejam deficientes físicos.
As bolsas integrais são voltadas àqueles com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais de 50% são destinadas aos alunos que têm renda familiar per capita de até três salários mínimos. Professores da rede pública de ensino também podem concorrer a bolsa e não precisam atender aos critérios de renda.
Publicado em 30/01/2019 - 05:56 Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília
domingo, 27 de janeiro de 2019
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Após vender jornal no centro e trabalhar em padaria, rapper se dedica a fazer bolo de arroz em Cuiabá.
Foto: Divulgação / Joilson; foto tirada para capa do álbum
A história do cuiabano Joilson Almeida Silva, 33, com os pães e bolo de arroz é antiga. Nascido e criado na capital, ele já trabalhou vendendo jornal no centro da cidade, nos 'serviços gerais' de uma padaria, na cozinha de uma salgadeira, e na Prefeitura de Cuiabá. Mas foi fazendo bolos de arroz e rap que se encontrou.
O cuiabano começou a trabalhar aos catorze anos, vendendo jornal. Pouco tempo depois, conheceu um rapaz no bairro Santa Izabel que fazia os bolos de arroz, e queria alguém para ajudá-lo a vender. "Ele ofereceu pra que eu vendesse os bolos pra ele, em frente ao Banco da Amazônia, na época. Tive interesse na hora, porque era uma coisa que eu sabia. Vi que ele vendia bastante, e ele viu minha força de vontade e me ofereceu. A partir daquele momento eu fiquei ali vendendo bolo de arroz. Parei e fiquei vendendo no centro de Cuiabá, depois fiquei no lugar dele".
Foi neste meio tempo que ele decidiu aprender também a fazer o tradicional bolinho. Vendeu no centro da cidade por muitos anos, mas sempre teve problemas com a fiscalização, já que estava no comércio informal. Certo dia, seus produtos foram todos levados para o pátio da Prefeitura. Ele decidiu que era o momento de mudar de ramo, e encontrou emprego de serviços gerais em uma padaria.
"Eu trabalhei nessa padaria por cinco anos. Fiquei como serviços gerais, depois fui pras embalagens de pães... foi onde me interessei bastante pelos pães. Queria muito trabalhar na produção, mas tinha uma resistência da chefia pra que eu entrasse, porque o serviço que eu fazia poucos queriam fazer,que era lavar assadeira, lavar as coisas que tinham lá", lembra.
O sonho se realizou quando Joilson passou para outra empresa, que fazia salgados para a Rede Modelo, onde ficou por dois anos. Neste meio tempo, sempre levava os bolos de arroz para os colegas, e continuava fazendo sob encomenda.

Bolos de arroz de Joilson (Foto: Arquivo Pessoal)
Desde que saiu desta empresa, o cuiabano trabalha como vigilante noturno para a Prefeitura, na Secretaria de Assistência Social. Nas horas livres, no entanto, dedica-se aos quitutes – e ao rap. No cardápio, estão, além do bolo de arroz, pães caseiros, pão francês, biscoito de queijo, e, em breve, bolo de mandioca. Hoje, Joilson tem ajuda da esposa na produção.
As vendas são feitas pelo WhatsApp, principalmente dentro do condomínio onde mora atualmente, no Distrito Industrial. Além disso, ele faz algumas entregas na região do Coxipó. Em breve, pretende também entregar em outros lugares, ou voltar a vender no centro da cidade.
Para o futuro, também sonha em gravar seu álbum de rap. Por muitos anos, integrou o grupo Atos 29 e, concomitante ao seu trabalho, já escrevia letras. "Quando comecei a trabalhar vendendo bolo de arroz na rua, eu também já tinha um desejo pelo rap. Inclusive, os bolos que eu vendia, quem fazia era mãe de um amigo que foi morto, que cantava rap na época", finaliza.
Serviço
Encomendas: (65) 99806-7753
Da Redação - Isabela Mercuri
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Um homem esfaqueado treze vezes por sua namorada propôs casamento a ela no tribunal
(foto: NTR-24 TV/Divulgação)
O pedido foi feito no tribunal, durante o julgamento da mulher pelo crime. O caso se deu na Rússia. As informações são da emissora NTR-24 TV.
De acordo com a TV russa, Shakur implorou ao juiz para que a amada (cujo nome não foi divulgado) não fosse presa. Segundo a promotora da cidade de Nizhnekamsk, o rapaz só sobreviveu aos ataques porque conseguiu fugir do local da agressão. As perfurações, realizadas por todo o corpo da vítima, renderam três semanas de internação.
Apaixonado, Shakur aproveitou o momento em que a namorada se levantou para ouvir o juiz para pedi-la em casamento. A moça, que pode pegar até 6 anos de prisão por tentativa de homicídio, se declarou culpada, embora tenha negado a intenção de matar o namorado. Alegou que estava bêbada.
Shakur apelou para a complacência da corte e disse que pretende acertar a data do matrimônio com a acusada em breve. Diante das circunstâncias, a decisão o julgamento foi adiado.
Portal Uai.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Cientistas simulam buraco negro em tanque de água

Certos fenômenos que ocorrem em buracos negros, mas não podem ser observados diretamente nas investigações astronômicas, podem ser estudados por meio de simulações em laboratório. Isso se deve a uma analogia peculiar entre processos característicos de buracos negros e processos hidrodinâmicos. O denominador comum de uns e outros é o fato de as propagações de ondas se darem de forma bastante similar.
Essa possibilidade é explorada em um novo artigo publicado na Physical Review Letters. O físico Maurício Richartz, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), é um dos autores do artigo, produzido pelo grupo de Silke Weinfurtner, da School of Mathematical Sciences da University of Nottingham, no Reino Unido. O trabalho teve apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático "Física e geometria do espaço-tempo", coordenado por Alberto Vazquez Saa.
"Embora este estudo seja inteiramente teórico, temos feito também simulações experimentais no laboratório de Weinfurtner. O equipamento é, basicamente, um grande tanque de água, com dimensões de 3 metros por 1,5 metro. O tanque dispõe de um ralo no centro e de um aparato de bombeamento, que reintroduz a água que escoa. Isso possibilita que o sistema atinja um ponto de equilíbrio, no qual a quantidade de água que entra iguala a quantidade de água que sai. Dessa forma, conseguimos simular um buraco negro", disse Richartz à Agência FAPESP.
O pesquisador explicou como isso é possível. "A água ganha velocidade à medida que escoa. Quanto mais próxima do ralo, mais rapidamente ela flui. Então, quando produzimos ondas na superfície da água, passamos a ter duas velocidades importantes: a velocidade de propagação das ondas na água e a velocidade de escoamento da água como um todo", disse.
"Longe do ralo a velocidade das ondas é muito maior do que a velocidade do fluido. Por isso, as ondas podem se propagar em qualquer direção. Perto do ralo, porém, a situação muda: a velocidade do fluido torna-se muito maior do que a velocidade das ondas. E isso faz com que a onda seja arrastada pelo fluido, mesmo que ela se propague em sentido contrário. Dessa forma, é possível produzir, em laboratório, um simulacro do buraco negro", prosseguiu.
No buraco negro astrofísico real, a atração gravitacional captura a matéria e impede o escape de qualquer tipo de onda – mesmo das ondas luminosas. No simulacro hidrodinâmico, são as ondas na superfície do fluido que não conseguem escapar do vórtice que se forma.
Em 1981, o físico canadense William Unruh descobriu que a similaridade dos dois processos, o do buraco negro e o hidrodinâmico, constitui mais do que uma simples analogia. De fato, feitas algumas simplificações, as equações que descrevem a propagação de uma onda nas vizinhanças do buraco negro tornam-se rigorosamente iguais às equações que descrevem a propagação da onda na água que escoa pelo ralo.
É isso que legitima investigar, no processo hidrodinâmico, fenômenos característicos de buracos negros. No novo estudo, Richartz e colaboradores estudaram o relaxamento de um simulacro de buraco negro hidrodinâmico fora do equilíbrio, levando em conta fatores que haviam sido ignorados até então. O fenômeno estudado é, em alguns aspectos, semelhante ao processo de relaxamento de um buraco negro astrofísico real que emite ondas gravitacionais após ser criado pela colisão de dois outros buracos negros.
"Uma análise cuidadosa do espectro das ondas revela as propriedades do buraco negro, como o momento angular e a massa. Em sistemas gravitacionais mais complexos, o espectro pode depender de mais parâmetros", descreve o artigo publicado em Physical Review Letters.
Vorticidade
Um parâmetro geralmente ignorado nos modelos mais simples – e que foi considerado no estudo – é a vorticidade. Trata-se de uma grandeza empregada em mecânica dos fluidos para quantificar a rotação de regiões específicas do fluido em movimento.
Se a vorticidade é nula, a região simplesmente acompanha o movimento do fluido. Porém, se a vorticidade não é nula, além de acompanhar o fluxo, ela também rotaciona em torno de seu próprio centro de massa.
"Nos modelos mais simples, geralmente se assume que a vorticidade no fluido seja igual a zero. Isso é uma boa aproximação para regiões do fluido situadas longe do vórtice. Mas, para regiões próximas do ralo, já não é uma aproximação tão boa, porque, neste caso, a vorticidade se torna cada vez mais importante. Então, uma das coisas que fizemos em nosso estudo foi incorporar a vorticidade", disse Richartz.
Os pesquisadores buscaram entender como a vorticidade influencia o amortecimento das ondas durante a propagação. Quando um buraco negro real é perturbado, ele emite ondas gravitacionais que oscilam com uma certa frequência. A amplitude das ondas decai exponencialmente com o tempo. O conjunto de ressonâncias amortecidas que descreve como o sistema excitado é levado de volta ao equilíbrio é caracterizado, tecnicamente, por um espectro de modos quase-normais de oscilação.
"Em nosso trabalho, investigamos como a vorticidade influencia os modos quase-normais no análogo hidrodinâmico do buraco negro. E nosso principal resultado foi o fato de termos encontrado algumas oscilações que decaem muito lentamente, isto é, que permanecem ativas por muito tempo, e que ficam localizadas espacialmente nas proximidades do ralo. Essas oscilações já não constituem modos quase-normais, mas um outro padrão denominado estados quase-ligados", disse Richartz.
Um desenvolvimento futuro da pesquisa é produzir experimentalmente esses estados quase-ligados em laboratório.
O artigo Black Hole Quasibound States from a Draining Bathtub Vortex Flow (doi: https://doi.org/10.1103/PhysRevLett.121.061101), de Sam Patrick, Antonin Coutant, Maurício Richartz e Silke Weinfurtner, está publicado em: https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.121.061101. O texto também pode ser lido em https://arxiv.org/pdf/1801.08473v2.pdf.
Por: José Tadeu Arantes | Agência FAPESP




