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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Prazo para solicitar antecipação do auxílio-doença é prorrogado até 30 de novembro

imagem: arquivo / reprodução

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) irá prorrogar o prazo final para requerimento das antecipações do benefício por incapacidade temporária, o auxílio-doença. A decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) autoriza a prorrogação até o dia 30 de novembro de 2020.

A antecipação do auxílio-doença foi uma das medidas tomadas pelo Governo Federal, como parte do enfrentamento à pandemia da Covid- 19. Mesmo com o retorno gradual do atendimento nas agências, já havia sido autorizada a prorrogação até o último dia 28 de outubro, que agora foi estendida.

A medida visa beneficiar um número maior de trabalhadores que estão em situação de incapacidade temporária. Para requerer a antecipação do auxílio-doença, o segurado deve enviar, pelo Meu INSS, o atestado médico e a declaração de responsabilidade pelos documentos apresentados. Depois disso, o atestado passará por análise de conformidade pela perícia médica e caso  caso cumpridos os requisitos é concedida a antecipação do benefício.

Fonte: Br 61

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Fapesp apoia desenvolvimento de filme plástico que inativa o novo coronavírus

imagem: arquivo / reprodução

Aquele filme plástico de PVC transparente, que pode ser esticado para embalar alimentos, como carnes, frutas e frios, e para proteção de superfícies é capaz de inativar o novo coronavírus. Testes conduzidos no laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3) do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), revelaram que o material é capaz de eliminar 79,9% de partículas do SARS-CoV-2 em três minutos e 99,99% em até 15 minutos.

Esse filme plástico é um pouco diferente do tradicional que se têm em casa, pois é um material produzido com nova tecnologia e comercializado pela indústria de plásticos Alpes. O material possui micropartículas de prata e sílica em sua composição, tecnologia desenvolvida e licenciada pela empresa paulista Nanox, apoiada pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Para testar a ação virucida do filme plástico contra o novo coronavírus foram realizados ensaios seguindo a norma técnica de medição da atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosas, que estabelece que o material tem que demonstrar essa ação em até quatro horas. Os resultados das análises por quantificação do material genético viral por PCR indicaram uma redução de quase 100% das cópias do SARS-CoV-2 que entraram em contato com amostras do filme plástico com as micropartículas de prata e sílica incorporadas após 15 minutos de exposição ao material.

Fonte: Br 61

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USP, Unesp e Unifesp criam parceria em plataforma única de equipamentos multiusuário

Simulador Full Mission - Guindaste/Rebocador, instalado no Centro de Simulação de Manobras no Laboratório de Tanque de Provas Numérico da USP (foto: USP Multi )

Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – A plataforma de equipamentos de uso compartilhado da Universidade de São Paulo, a USP Multi, vai agregar o catálogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A iniciativa torna acessível para todos os pesquisadores a relação de instrumentos de pesquisa disponíveis para compartilhamento. Na mesma plataforma, também é possível agendar e fazer o pagamento pelo uso da infraestrutura.

Com isso, equipamentos como espectrômetros de massa, sequenciadores de DNA, microscópios de força atômica, citômetros de fluxo e muitos outros podem ser compartilhados entre pesquisadores de diferentes instituições.

"O compartilhamento de equipamentos é uma boa política científica que racionaliza custos, integra pesquisadores da mesma ou de diferentes áreas de pesquisa, dá mais oportunidades a todos e contribui para uma ciência aberta, mais integrada com a sociedade", afirma Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP.

A plataforma foi criada com a proposta inicial de agregar os equipamentos multiusuários da USP e, assim, estimular o compartilhamento de instrumentos de alto custo entre os diferentes laboratórios. "Mas era preciso mais e a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP centralizou tudo em uma única plataforma. Além do catálogo, concentramos todos os processos de busca, agendamento de uso e a gestão das centrais. Estabelecemos parceria com a Unesp e a Unifesp, mas o objetivo é que outras universidades que tenham interesse possam aderir também", diz Débora Fior Chadi, assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.

Chadi explica que com a plataforma unificada a Pró-Reitoria de Pesquisa se responsabiliza pela atualização das informações e pela interface dos pesquisadores com a Fundação de Apoio à Pesquisa da USP (FUSP), que faz a gestão financeira dos recursos.

A plataforma abriga não só os equipamentos adquiridos pela FAPESP – na modalidade de apoio Equipamentos Multiusuários (EMU) –, mas também os que foram comprados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e por outras fontes de financiamento.

"Trata-se de uma iniciativa muito importante. A FAPESP reforça a importância do uso compartilhado de equipamentos de maior complexidade, que é exatamente a filosofia do Programa Equipamentos Multiusuários da Fundação. Neste caso, a iniciativa é mais ampla porque engloba equipamentos adquiridos também com recursos de outras agências e fontes de financiamento, representando uma parcela maior do parque instrumental instalado em São Paulo", avalia Watson Loh, coordenador adjunto de Equipamentos Multiusuários da FAPESP.

Loh ressalta ainda a importância de a plataforma considerar a possibilidade de gerenciamento do equipamento e dos recursos financeiros angariados pela utilização compartilhada, que consistem em apoios fundamentais para os pesquisadores responsáveis pelos equipamentos.

"A iniciativa deixou tudo muito mais prático, tanto para o pesquisador responsável pelo equipamento, quanto para o que precisa agendar a sua utilização. O novo serviço, além de dar maior visibilidade aos equipamentos, permite ao pesquisador fazer o cadastro e agendamento", diz Marimélia Porcionatto, professora da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.

Os equipamentos multiusuários da Unifesp já estão catalogados no site da instituição e serão disponibilizados também no USP Multi. A integração dos instrumentos de pesquisa da Unesp à plataforma será marcada com uma cerimônia on-line (transmitida pela TV-Unesp), que deve ocorrer hoje (05/11), às 14h.

"Além de dar maior visibilidade, a plataforma unificada com o serviço de agendamento e envio de ordem de serviço para a Fundação permite o uso mais racional dos equipamentos de alto custo, fazendo com que eles se tornem ainda mais úteis. A USP já é a maior parceira da Unesp em publicação de artigos. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que vai trazer muita eficiência e qualidade de pesquisa", diz Carlos Graeff, pró-reitor de Pesquisa da Unesp.

Ampliar o uso e reduzir os custos

Chadi destaca que a opção por uma plataforma única visa ainda desonerar burocraticamente o pesquisador responsável pelo equipamento. "Fechamos uma parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa da USP para fazer a gestão dos pagamentos, que poderão ser revertidos na manutenção dos próprios equipamentos. Como se trata de uma quantidade grande de centrais e de equipamentos, conseguimos a redução na taxa de administração cobrada pela FUSP de 10% para 5%, assim como a isenção das taxas institucionais."

Outro ponto importante está no processo de gestão estratégica pela Pró-Reitoria de Pesquisa. "É possível escolher e direcionar investimentos em equipamentos que têm grande demanda. Também será possível contratar a manutenção dos equipamentos de forma conjunta e conseguir descontos em escala, devido ao volume de equipamentos que temos", diz Chadi.

A mesma estratégia vale também para a compra de insumos. "À medida que tivermos muitos equipamentos semelhantes, poderemos comprar os insumos de modo coletivo, reduzindo custos", destaca Graeff.

"A comunidade ganha muito, pois vai haver maior uso desses equipamentos. Isso será benéfico em especial para os jovens pesquisadores, ou recém-ingressantes, que precisam fazer determinadas análises, mas não têm estrutura necessária em seus laboratórios. O fato de ter equipamentos de alta performance à disposição vai fazer com que eles possam sonhar mais alto do ponto de vista dos problemas científicos que vão querer atacar", diz o pró-reitor de Pesquisa da Unesp.

Fonte: Br 61

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A crise da democracia

Livro que investigou o papel do Congresso, dos deputados e dos partidos políticos brasileiros ao longo de 16 anos ganha formato eletrônico (imagem: divulgação)

O Democracy Index – levantamento sobre o estado da democracia em 165 países independentes e dois territórios, publicado anualmente pelo jornal The Economist – apresentou em sua mais recente edição, de 2019, a pior pontuação global média desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2006. Outras enquetes globais apontam na mesma direção e sinalizam um fenômeno que já foi rotulado por alguns estudiosos como "recessão democrática".

Manipulações eleitorais; restrições às liberdades e direitos; enfraquecimento dos partidos, parlamentos e poder judiciário; recusa às diversidades e tentativas de imposição de um pensamento único; emergência de líderes populistas que afrontam abertamente as regras da convivência democrática: tudo isso descreve um quadro preocupante para o futuro da democracia, agravado ao extremo pelo uso indevido das mídias sociais e pela indústria das fake news.

O livro Crises da democracia: o papel do congresso, dos deputados e dos partidos, organizado por José Álvaro Moisés, investiga as origens e as principais características do fenômeno, referenciando-se no cenário global, mas estudando em detalhes o caso brasileiro.

O livro é resultado do Projeto Temático "Brasil, 25 anos de democracia: balanço crítico: políticas públicas, instituições, sociedade civil e cultura política (1988-2013)", liderado por José Álvaro Moisés no Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (NUPPs-USP), com apoio da FAPESP em convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Publicado no ano passado em edição impressa, o livro sai agora em formato eletrônico (e-book). A Ag FAPESP ouviu seu organizador sobre o tema.

Ag FAPESP – De que forma você caracterizaria hoje a crise da democracia?

José Álvaro Moisés – Há um fenômeno mundial crescente de deterioração do regime democrático, que está afetando muitos países, fazendo-os regredir, em alguns casos, a estágios de antes do processo de democratização das últimas décadas do século 20. Nos dias atuais, nem as pessoas comuns nem os analistas estão tranquilos quanto ao futuro da democracia. A percepção geral é de que a crise dos regimes está se aprofundando sem que haja perspectivas claras de solução no horizonte. O panorama inclui, como um forte componente, a emergência, em várias regiões, do fenômeno do neopopulismo, com sua recusa do pluralismo político e sua representação do povo como uma entidade homogênea, a ameaça contra as instituições, desconsiderando as diferenças e diversidades. O neopopulismo está esvaziando e tentando reduzir o poder das instituições básicas, como partidos, parlamentos e o judiciário. Vemos isso em países do Leste Europeu, como a Hungria e a Polônia, com seus governos de extrema direita. E também no Brasil.

Ag FAPESP – Em sua opinião, como isso veio a ocorrer no Brasil?

Moisés – O regime político brasileiro oscila entre momentos positivos, de expansão da democracia, e situações de crise. Nos tempos mais recentes, criou-se progressivamente um vácuo entre representantes e representados. Eu previa, já há alguns anos, que isso poderia originar uma solução de natureza autoritária em consequência da desconfiança nas instituições, verificada pelas pesquisas que coordenei. Guardadas as diferenças, Jair Bolsonaro repete um fenômeno que já havia ocorrido no país com Jânio [Quadros] e Collor [Fernando Collor de Mello]. São políticos sem vínculo partidário, que se apresentam como algo novo. A polarização tradicional entre o PT e o PSDB colapsou. Encerrou-se o ciclo da Nova República, caracterizada por uma cooperação de forças liberais e social-democratas. E surgiu outra polarização, entre uma direita muito conservadora e uma centro-esquerda desarticulada e esvaziada. Isso se cruza com a emergência das questões ambientais e de avanços afirmativos das chamadas "minorias" que não foram incorporados pelos partidos. Estamos iniciando um novo ciclo, com a explicitação dessa direita conservadora, que estava de certa forma escondida, e apoia manifestações pedindo o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

Ag FAPESP – Esse movimento pendular, entre momentos de expansão e momentos de crise da democracia, parece ocorrer também em escala global, não é?

Moisés – Em 1991, o cientista político norte-americano Samuel Huntington afirmou que estávamos vivendo a terceira onda de democratização do mundo. Depois da primeira onda democratizante, gerada pelas revoluções liberais do século 18 e os avanços do 19, e da segunda onda, produzida pela derrota do nazifascismo na Segunda Guerra Mundial, o início dos anos 1990 parecia ser efetivamente palco de uma terceira onda. Era a culminação de um processo que se iniciou com a Revolução dos Cravos em Portugal (1974), avançou no sudeste da Europa e na América Latina, e, após a queda do Muro de Berlim (em 1989), consolidou-se no Leste Europeu e em países da Ásia. No entanto, menos de 30 anos depois da afirmação de Huntington, começaram a aparecer, em escala mundial, sinais de deterioração da experiência democrática, com fraudes eleitorais, bloqueio das oposições, enfraquecimento das instituições, limitações das liberdades e a emergência do neopopulismo.

Ag FAPESP – Qual é a explicação para isso?

Moisés – No início dos anos 1990, quatro décadas e meia após o final da Segunda Guerra Mundial, a expansão do capitalismo, compensada por mecanismos democráticos de gestão dos conflitos e pela presença de uma sociedade civil ativa, criou as premissas dessa terceira onda. A mancha democrática alargou-se, incluindo áreas que anteriormente haviam vivido experiências autoritárias. E isso parecia algo muito sólido e duradouro. Mas um fator que contribuiu para que se tornasse tão efêmero relaciona-se com o processo de globalização. A globalização gerou um quadro de grande concentração da riqueza e de aumento das desigualdades econômicas e sociais. Apesar de continuarem funcionando os mecanismos de representação da democracia liberal, as pessoas deixaram de se sentir representadas. Os Estados perderam grande parte de sua autonomia diante do enorme poder das corporações transnacionais e dos organismos globais. Os partidos se esvaziaram, perderam força e filiados. E o eleitorado transitou para outras escolhas. Todas as pesquisas mundiais mostram índices altos de desconfiança das populações em relação ao sistema democrático. É importante notar que os governos neopopulistas estão emergindo a partir de eleições – portanto, a partir do jogo democrático. Mas, uma vez instalados no poder, esforçam-se por enfraquecer as instituições que asseguram a democracia. E a reação dos democratas a isso é tíbia; eles parecem não perceber que a democracia liberal precisa de reformas para renovar a representação política e dar mais poder aos eleitores.

Ag FAPESP – Em que medida a deterioração da democracia se relaciona com a manipulação das consciências por meio das mídias sociais e da instrumentalização das "fake news"?

Moisés – A política democrática depende muito da informação. Sem conhecimento real do que está acontecendo as pessoas não sabem que escolhas políticas podem fazer. A delegação de poder dos eleitores para o sistema democrático depende disso. Nesse contexto, a revolução tecnológica da comunicação empoderou as pessoas, mas o uso das redes sociais não tem controle, nem pode ter, e isso muitas vezes favorece a manipulação e a distorção das informações. A instrumentalização das fake news é parte desse processo. Como a censura não é um bom caminho, a solução envolve a capacidade de as forças democráticas oferecerem a contrapartida das informações falsas; isso exige um esforço hercúleo. Partidos e líderes democráticos precisam se preparar para isso, e esse é um momento importante para eles não se esquecerem de que a cidadania cívica demanda a educação para a democracia.

Ag FAPESP – Um tópico que chama a atenção no livro é o da atuação da Câmara dos Deputados no período estudado. Ao contrário da visão amplamente difundida de um legislativo inoperante, sua pesquisa mostrou uma Câmara bastante ativa.

Moisés – Sim. Nossa pesquisa mostrou que, ao contrário do que se pensa, a Câmara dos Deputados trabalhou bastante. Ao longo dos 16 anos pesquisados (1995-2010), foram propostos 27 mil projetos de lei. E não foram projetos visando apenas interesses de facções ou dos próprios parlamentares, irrelevantes do ponto de vista social. Tratavam, em grande parte, da expansão da cidadania e de direitos de educação e saúde. No entanto, a Câmara não foi capaz de processar bem a sua própria produção e de torná-la pública. Menos de 3 mil desses projetos foram aprovados. Ao mesmo tempo, verificamos no período a descoordenação e a falta de enraizamento social dos partidos, e o seu envolvimento com a prática da corrupção sistêmica. Nada disso ajudou a imagem do parlamento.

Ag FAPESP – Você se arriscaria a fazer uma previsão sobre a evolução da crise da democracia?

Moisés – Como tudo na vida, acredito que essa crise também vai passar. Mas a transição para um novo período de afirmação democrática não será rápida. As desigualdades econômicas e sociais estão no centro do debate e isso se cruza com questões de desenvolvimento sustentável e questões de gênero e raça; os líderes democratas precisam incorporar isso em seu discurso e em suas propostas. Também as questões relativas à saúde pública adquiriram a máxima relevância com a pandemia. Ao contrário das propostas de privatização dos serviços de atendimento à saúde, a pandemia mostrou que a intervenção do Estado é fundamental. Pessoas que antes defendiam a extinção do SUS [Sistema Único de Saúde] agora reconheceram a sua importância e passaram a valorizá-lo. Nos Estados Unidos, que não têm um sistema público universal de atendimento à saúde, muitas pessoas morreram por COVID-19 devido à falta de recursos, enquanto o presidente Trump desfrutou de um tratamento hospitalar caríssimo. É um sinal da direção em que as mudanças têm de ocorrer.

Fonte: José Tadeu Arantes - Ag FAPESP

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COVID-19: Anvisa autoriza retomada de testes da vacina da Janssen

imagem: arquivo / reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na terça-feira (3), a retomada de testes contra Covid-19 produzidos pelo laboratório Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. Os testes estavam suspensos desde o dia 12 de outubro, depois que um voluntário dos Estados Unidos apresentou um evento adverso grave.

De acordo com as regras de pesquisa clínica, esses eventos estão previstos e, quando identificados, servem para conhecer e definir o perfil de segurança de cada medicamento. No entanto, quando se trata de algum evento grave, é exigido que haja a paralisação de todo o estudo e a investigação do caso antes da retomada da pesquisa.

Quando houve a interrupção, 12 voluntários brasileiros já haviam participado do teste, recebendo a dose da vacina ou do placebo. Depois que os dados do evento adverso, assim como as informações do Comitê Independente de Segurança e da autoridade regulatória norte-americana foram avaliados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu que a relação benefício e risco ainda é favorável e que o estudo poderá ser retomado.

Fonte: Br 61

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Governo Federal divulga novos prazos para extensão do auxílio emergencial

imagem: arquivo / reprodução

O Ministério da Cidadania divulgou três calendários diferentes para quem deseja contestar o cancelamento da extensão do auxílio emergencial. O prazo para os beneficiários que receberam uma ou mais parcelas da extensão do benefício e tiveram o mesmo cancelado foi encerrado na última segunda-feira, 2 de novembro. Já para quem recebeu as cinco parcelas do auxílio e não atendeu aos critérios para o recebimento da extensão do benefício pode contestar a decisão até a próxima segunda-feira, 9 de novembro.

Aos beneficiários do programa Bolsa Família que passaram a receber o auxílio emergencial e a extensão, mas tiveram o pagamento deste último cancelado, a orientação é entrar com um pedido de contestação da decisão de 22 de novembro a 2 de dezembro. Em todos os casos, para fazer o pedido de contestação, não é necessário ir a nenhuma agência da Caixa, lotérica ou posto de atendimento do Cadastro Único. As solicitações devem ser feitas pelo próprio beneficiário exclusivamente pelo site da Dataprev.

O Ministério da Cidadania reavalia os beneficiários para saber se eles ainda atendem os critérios de recebimento da extensão do auxílio emergencial todos os meses. As exigência são: não ter emprego formal, não receber benefícios assistenciais ou previdenciários, ter renda familiar mensal por pessoa da família de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos. O beneficiário também não pode estar residindo no exterior, estar preso em regime fechado e ter a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil.

Fonte: Br 61

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Ministério da Saúde vai liberar recursos para combater obesidade, diabetes e hipertensão na pandemia

imagem: arquivo / reprodução

O Ministério da Saúde vai repassar recursos do Governo Federal para ampliar o cuidado e a atenção às pessoas com obesidade, diabetes mellitus ou hipertensão arterial sistêmica no âmbito da Atenção Primária à Saúde, no Sistema Único de Saúde (SUS). Esses recursos não serão permanentes e, conforme foram apresentados no Diário Oficial da União, são de caráter excepcional e temporário no contexto da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) decorrente da pandemia da Covid-19.

A decisão para investimento desses recursos, por parte do Ministério da Saúde, leva em consideração o atual contexto da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) e o risco relacionado ao aumento de complicações e agravamento dos sintomas da Covid-19, maior ocorrência e período de internações, maior risco de utilização de ventilação mecânica e internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), bem como maior risco de óbitos entre menores de 60 (sessenta) anos em indivíduos com obesidade, diabetes e hipertensão.

O incentivo financeiro de que trata Nº 2.994, de 29 de Outubro de 2020, define que os recursos serão transferido aos municípios e Distrito Federal em parcela única para 5.505 municípios do País no valor total de R$ 221.811.937,50 reais.


Fonte: Br 61

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Cientista brasileiro recebe título do Instituto de Engenharia

Carlos Nobre, atual presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, foi homenageado com o 58º título de Eminente Engenheiro do Ano (foto: Instituto de Engenharia)

O Instituto de Engenharia concedeu o 58º título de Eminente Engenheiro do Ano para o cientista e engenheiro Carlos Nobre, atual presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP).

O prêmio é um dos mais tradicionais do Brasil na categoria Ciência e Engenharia. O Instituto de Engenharia concede esse título em reconhecimento aos profissionais que se destacaram em seu meio e/ou que tenham uma carreira marcada por contínuas contribuições para a elevação e para o aprimoramento da Engenharia.

Nobre foi reconhecido pela trajetória da sua carreira e atualmente lidera uma iniciativa de desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia, o projeto Amazônia 4.0. No seu trabalho mais recente, o cientista lança mão de conceitos da chamada Quarta Revolução Industrial e propõe saídas para desenvolver economicamente a região da Amazônia e o Brasil com a promoção de sistemas de produção baseados no uso e na conservação de recursos biológicos da floresta em pé, ou seja, tendo como princípio inegociável a proteção da região.

A proposta é discutir nesse estudo o desafio do Brasil para transformar a Amazônia em vantagem competitiva e tornar o país uma potência em bioeconomia.

Carlos Nobre é membro da Academia Brasileira de Ciências e do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). O cientista já ocupou o cargo de diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O pesquisador é referência de pesquisa em clima e meio ambiente, em especial com foco em florestas tropicais, como a Amazônia. Teve participação importante em relatório sobre mudanças climáticas do IPCC, entidade que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007.

A cerimônia do 58º título de Eminente Engenheiro do Ano aconteceu no dia 29 de outubro de 2020, durante o evento de comemoração aos 104 anos de existência do Instituto de Engenharia.

Fonte: Ag FAPESP 

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Realme chega ao Brasil com objetivo de se consolidar entre as maiores

imagem: arquivo / reprodução Fabricante compete diretamente com Xiaomi em mercados asiáticos e planeja conquistar o público brasileiro ao oferecer dispositivos com bom custo-benefício

Após homologar alguns celulares e acessórios na Anatel, a Realme já planeja começar a vender seus smartphones no Brasil. Por enquanto, a empresa ainda não definiu possíveis valores e nem uma data específica para comercializar aparelhos por aqui, mas os objetivos são bastante ambiciosos.

A meta da fabricante chinesa é oferecer a melhor relação custo-benefício no mercado brasileiro e, assim, entrar no top 3 das marcas de smartphones do país. A empresa competirá com LG, Xiaomi, Motorola e Samsung, que já são consideradas consolidadas no segmento de celulares.


imagem: Realme/Reprodução

A Realme também tem aparelhos mais sofisticados em seu portfólio, como Realme X2 Pro.

Embora não tenha especificado quais modelos serão comercializados no Brasil, as vendas podem começar já em dezembro. Além disso, a empresa pode lançar dispositivos IoT, assim como a Xiaomi. É a mesma estratégia adotada em outros países, como a Índia. A Realme já está recrutando profissionais em São Paulo, como podemos ver no LinkedIn.

Fabricante compete com Xiaomi na Ásia
Apesar de ser relativamente jovem, a Realme conquistou consumidores na Índia e em outros mercados asiáticos ao oferecer bom custo-benefício em seus aparelhos. Com isso, se destacou por competir diretamente com a Xiaomi, com dispositivos que caíram no gosto e ganharam a confiança do público.

A Counterpoint Research divulgou um relatório com um ranking de confiança do consumidor, no qual mostra que a Realme tem o cuidado de manter os dispositivos atualizados no intuito de evitar ciberataques. Dessa forma, a empresa chinesa ocupa o terceiro lugar de confiabilidade, atrás de Nokia (1º) e Samsung (2º). 

A Realme deve oferecer aparelhos básicos e também alguns mais complexos, como o Realme X2 Pro, que tem o poderoso processador o Snapdragon 855+, da Qualcomm, e até 12 GB de RAM. Este smartphone vem com uma tela de 6,5 polegadas com resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels) e uma câmera frontal com sensor de 16 MP.

Apesar da falta de detalhes concretos, o público brasileiro pode não precisar esperar muito para conhecer mais da Realme, especialmente se a previsão do início das vendas já em dezembro for concretizada.

Fonte: Realme1

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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Prazo de renovação do Fies é prorrogado

imagem: arquivo / reprodução

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prorrogou o prazo para que estudantes com contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), firmados até dezembro de 2017, façam a renovação de seus financiamentos neste segundo semestre de 2020. Os alunos têm até o dia 30 de novembro para efetivar o aditamento.

A data também vale para realização de transferência integral de curso ou de instituição de ensino e para solicitação de dilatação do prazo de utilização do financiamento. Os contratos do Novo Fies, concedidos a partir de 2018, têm cronograma definido pela Caixa Econômica Federal.

Os contratos do Fies devem ser renovados a cada semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pela Comissão Permanente de Supervisão e Atendimento (CPSA) da instituição de ensino superior e, em seguida, os estudantes devem validar as informações inseridas no Sistema Informatizado do Fies (SisFies).

No caso de aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa levar a documentação comprobatória ao agente financeiro para finalizar a renovação. Já nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

Fonte: Br 61

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