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sábado, 3 de agosto de 2024

STF mantém suspenso pagamento de dívida de MG com a União até 28 de agosto

imagem: arquivo / reprodução

***prorrogado prazo para que o estado possa aderir ao Regime de Recuperação Fiscal, o RRF. Em paralelo, deputados mineiros aguardam tramitação de projeto alternativo para endividamento, do senador Rodrigo Pacheco.



O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 28 de agosto o prazo de adesão do estado de Minas Gerais ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). A medida atende a um pedido do governador Romeu Zema (Novo).

O prazo de adesão de Minas Gerais ao RRF já foi prorrogado inúmeras vezes pelo STF. O mais recente acabava na quinta-feira (1º). A Advocacia Geral da União (AGU) se opôs a uma nova extensão que, na prática, mantém suspenso o pagamento da dívida de R$ 165 bilhões do estado com o Executivo.

Entenda
Instituto em 2017, o RRF busca socorrer os estados e o Distrito Federal que, em algum momento, depararem-se com grave desequilíbrio fiscal. A adesão ao regime é uma forma de as unidades federativas com alto endividamento junto à União ganharem fôlego para pagar essas dívidas.

Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são os estados que fazem parte do RRF. Minas Gerais teve seu pedido de adesão ao regime habilitado em julho de 2022, mas os deputados estaduais ainda precisam aprovar a adesão, detalhando como se dará o Plano de Recuperação Fiscal mineiro, para o reequilíbrio das contas locais em até nove anos, conforme determina a lei.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), os deputados aprovaram, em primeiro turno, o projeto de lei (PL) 1.202/19, que formaliza a adesão do estado ao RRF. O texto refinancia a dívida do estado com a União, cujo pagamento seria retomado paulatinamente ao longo de nove anos.

Com a nova prorrogação do prazo de adesão pelo STF, os deputados mineiros — que estavam preparados para votar o PL em segundo turno, nesta quinta-feira (1º) — ganharam mais tempo para esperar o que consideram uma melhor alternativa ao RRF: o Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).

O especialista em orçamento público Cesar Lima não acha uma boa ideia os deputados mineiros aguardarem a tramitação do Propag no Congresso Nacional.

"Se a Assembleia decidir esperar pelo projeto do senador Rodrigo Pacheco, que ainda teria que tramitar pela Câmara dos Deputados, isso pode demorar bastante tempo e, perdendo esse prazo dado pelo STF, o estado vai ter que retomar o pagamento da sua dívida. Acho arriscado a ALMG esperar pela votação desta matéria", avalia.

O Propag é de autoria do presidente do Senado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e é bem visto por alguns deputados por oferecer um abatimento dos juros da dívida a partir da federalização de empresas públicas que, hoje, estão em posse dos estados.

Hoje, os débitos são corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) + 4% ao ano. A proposta de Pacheco mantém o IPCA, mas permite que os juros reais de 4% sejam "perdoados" mediante algumas contrapartidas, entre elas se o dinheiro for destinado para investimentos ou se ativos que representem de 10% a 20% do total da dívida forem entregues pelo estado.

A proposta é vista como uma opção ao RRF para solucionar o endividamento dos estados e do DF, que chega a R$ 765 bilhões.

Reportagem: Felipe Moura

Fonte:  DigitalRadioTv / Br 61

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Energia elétrica mais barata em agosto: bandeira tarifária volta a ser verde

imagem: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil / reprodução

***Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as condições favoráveis à geração de energia elétrica no Brasil permitem anular a taxa para o mês de agosto. As contas de julho tiveram acréscimo de R$ 1,88 (bandeira amarela) a cada 100 kW/h consumidos, por conta do índice de chuva abaixo da média. Especialista alerta que, apesar da redução, é necessário usar a eletricidade de forma consciente.



Os brasileiros terão um alívio na conta de energia elétrica no mês de agosto. Isso porque, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as condições favoráveis à geração de energia elétrica no Brasil permitiram o retorno à bandeira verde no mês de agosto – ou seja, sem taxa.

As contas de julho tiveram acréscimo de R$ 1,88, da bandeira amarela, a cada 100 kW/h consumidos. A taxa foi adotada por conta da previsão de baixo nível de chuvas para o país. Segundo a Aneel, a bandeira permaneceu verde por 26 meses – de abril de 2022 a junho de 2024.

O professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, avalia que a adoção da bandeira verde para agosto revela que o sistema elétrico do país está numa situação confortável. Apesar do cenário positivo tanto para o sistema de eletricidade quanto para os consumidores, o especialista pontua que mesmo assim é necessário adotar hábitos de consumo consciente de energia, sem desperdícios.

"Essa situação não pode fazer com que a gente desperdice energia. A gente precisa ter o hábito de um consumo responsável de energia, tanto a energia elétrica quanto outras formas de energia. Estamos no inverno, então reduzir o uso do ar condicionado interfere bastante na conta, na nossa conta de energia, o equipamento ele consome muita potência e durante muito tempo, portanto o consumo de energia é bastante expressivo para o consumidor residencial brasileiro", pontua Camargo.

Confira outras dicas para economizar energia elétrica:

  • Em caso de chuveiro elétrico, tome banhos curtos;
  • Não deixe a luz acesa em ambientes onde ninguém esteja usando;
  • Não deixe a televisão ligada se ninguém estiver assistindo.
Ivan Camargo ressalta, ainda, que os hábitos devem ser empregados em qualquer período do ano, seja com aplicação das bandeiras tarifárias ou não.
"Esses hábitos são bons sempre, quando a tarifa é verde, amarela, vermelha, é um objeto que temos que ter de consumo responsável da energia. Inclusive para caminharmos na direção de uma transição energética razoável nesses próximos anos. Tem que lembrar sempre que foi esse aumento exponencial do consumo de energia no mundo nesses últimos 100 anos que aumentou a emissão de CO2 e que põe em risco a temperatura do planeta", alerta o especialista.

Sistema de bandeiras
O Sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 e indica aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. O cálculo considera especialmente o preço da energia e o risco hidrológico.

Em nota, a Aneel informa que com a adoção das bandeiras tarifárias, o consumidor tem participação ativa na definição da conta de energia. "Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta. Pela regra anterior, que previa o repasse somente nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto", diz um trecho da nota.

As bandeiras nas cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia vai custar mais ou menos, em virtude das condições de geração de energia. A vermelha tem um custo maior.

Reportagem: Bianca Mingote

Fonte:  DigitalRadioTv / Br 61

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Novo ensino médio é sancionado com vetos

imagem: Gustavo Mansur/Prefeitura de Pelotas-RS / reprodução

***O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei que estabelece a Política Nacional de Ensino Médio, que passa a valer em 2025. A norma altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e revoga parcialmente a lei da reforma do ensino médio. Trechos que tratavam de mudanças na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram vetados.



O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 14.945/2024,  que estabelece a Política Nacional de Ensino Médio, que passa a valer em 2025. Dois trechos que tratavam de mudanças na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com a cobrança dos itinerários formativos na prova, foram vetados pelo presidente.

Uma das principais alterações do texto é o aumento da carga horária da formação geral básica, de 1,8 mil para 2,4 mil horas totais dos três anos do ensino médio para alunos que não cursarem o ensino técnico.

O novo ensino médio prevê ampliação da carga horária anual da formação geral básica nas disciplinas tradicionais, como: Português, Matemática, Inglês, Ciências Humanas e da Natureza. Já o espanhol será optativo. O estudante do terceiro ano do ensino médio do Colégio Dr.Zerbini, de São josé do Rio Preto (SP), João Pedro Barretto, avalia as mudanças como benéficas para os estudantes brasileiros, mas pontua que o Ministério da Educação deve instruir melhor como as elas serão implementadas.

"Com a volta dessas matérias, dessas disciplinas que foram retiradas anteriormente, vai ser muito bom porque vai ser extremamente benéfico para a formação dos estudantes. Então vai proporcionar um aprendizado mais amplo, mais completo e tudo mais que todo estudante precisa. Só que é essencial que o MEC forneça instruções claras sobre como essas horas adicionais de aulas vão ser implementadas", destaca João Pedro.

Já a carga horária total do ensino médio continua sendo de 3 mil horas nos três anos, distribuídas em cinco horas em cada um dos 200 dias letivos. A lei prevê que 600 horas devem ser dedicadas aos itinerários formativos – em que o aluno escolhe o que vai estudar para aprofundar os estudos em uma área específica, de acordo com a oferta das atividades e projetos promovidos pela escola.

O coordenador do Colégio Militar em Brasília e mestre em História Social pela UnB, Isaac Marra, avalia que apesar do foco da proposta ser o ensino médio, a reestruturação do ensino médio brasileiro tem potencial para refletir nos indicadores da educação básica com a volta da obrigatoriedade das disciplinas tradicionais, cobradas em provas de vestibulares como o Enem.

"O enfoque é no ensino médio, mas avalia e percebe de uma forma bem objetiva a educação básica. Então, as mudanças são muito positivas, trazem tranquilidade, dão espaço de eficiência muito mais alargado para que as escolas, as secretarias de educação tenham agora uma diretriz consciente, uma organização sistemática e um fundamento robusto para poderem trabalhar. E de fato caminhar para o aperfeiçoamento da qualidade da educação básica no Brasil", afirma Marra.

Confira as regras para os itinerários formativos:

  • Cada escola deve oferecer ao menos dois itinerários formativos, com exceção das escolas que oferecem ensino técnico.
  • No ensino regular: itinerários formativos devem complementar a formação geral básica em quatro áreas, sendo linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas
Em relação ao ensino médio técnico, serão 2.100 horas de componentes curriculares, com 300 horas podendo ser destinadas a conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionados à formação técnica. Além disso, os estudantes terão até 1.200 horas para o ensino técnico (itinerários formativos técnicos).

Na opinião do senador Izalci Lucas, do PL do Distrito Federal, a redução do tempo de formação básica é benéfica para os estudantes que escolherem a formação técnica e profissional. No entanto, ele ponderou que essa área precisa de investimento também em infraestrutura e na qualificação de professores.

"O novo ensino médio precisa realmente colocar mais recursos para incentivar os estados a oferecerem mais itinerários profissionais compatíveis com o mercado de cada região. Você tem de ver o que que naquela região as empresas estão precisando, para formar os profissionais, os jovens, para que eles saiam de lá e sigam para o mercado de trabalho", ponderou.

Pela nova lei, o início de implementação das mudanças no ensino médio deve ocorrer já em 2025, no caso de alunos ingressantes no ensino médio. Os que já estiverem com o ensino médio em curso terão um período de transição.

Vetos
O presidente Lula vetou o dispositivo do texto que possibilita a cobrança dos itinerários formativos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – que, pelo texto da Câmara, deveria ser cobrado já em 2027. Os senadores retiraram o trecho, mas a Câmara reintroduziu. Sendo assim, com a sanção, o Enem e os outros vestibulares tradicionais devem continuar cobrando apenas conteúdos da formação geral, ou seja, as disciplinas tradicionais.

Para o Executivo, a cobrança poderia comprometer a equivalência das provas e afetar a isonomia na participação nos processos seletivos.

A norma, fruto de amplos debates na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e revoga parcialmente a lei da reforma do ensino médio

Na avaliação de Isaac Marra, o veto foi positivo para os estudantes. "Se você não tem um currículo unificado em itinerários formativos, você não tem nem condições de avaliar quais habilidades e quais as competências que deveriam ter sido adquiridas efetivamente pelos estudantes", diz.

Ensino noturno
A lei determina que os estados deverão manter, na sede de cada um de seus municípios, pelo menos uma escola pública com oferta de ensino médio regular no turno noturno. Porém, a exigência dependerá da manifestação de demanda pela matrícula nesse turno.
 

Reportagem: Bianca Mingote

Fonte:  DigitalRadioTv / Br 61

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Especialistas discutem alternativas para ampliar financiamento à ciência

imagem: Léo Ramos Chaves/Revista Pesquisa FAPESP / reprodução

***Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente da FAPESP, enumerou sugestões para aperfeiçoar o FNDCT.




FAPESP – Principal instrumento federal de financiamento à pesquisa e à inovação, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) vem recuperando sua capacidade de investimento – no ano passado, R$ 9,96 bilhões do fundo foram aplicados em projetos de pesquisa para universidades e empresas e em crédito para inovação, um valor 80% superior ao de 2022 e quatro vezes maior que o disponibilizado nas leis orçamentárias entre 2016 e 2019. Uma mesa-redonda realizada ontem (31/07) na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que termina hoje em Brasília, discutiu o futuro do FNDCT e reuniu recomendações para ampliar sua capacidade de financiamento, a serem incorporadas a um plano decenal que será produzido a partir das contribuições do evento. A mesa foi coordenada pelo físico Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Carlos Américo Pacheco, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, enumerou sugestões para aperfeiçoar o FNDCT, uma ferramenta criada em 1967, mas que ganhou um novo arcabouço no final da década de 1990, quando passou a ser abastecido por recursos dos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia, provenientes de receitas e impostos de empresas de 14 diferentes segmentos da economia. Pacheco, à época secretário-geral do Ministério da Ciência e Tecnologia, foi um dos artífices desse arranjo.

Preliminarmente, ele fez uma simulação sobre quanto seria necessário aplicar em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para elevar o esforço brasileiro do patamar atual de 1,2% para 1,6% do PIB em 2028, que é o percentual investido em países como Espanha e Itália. Na simulação, o gasto público passaria de 0,6% para 0,7% do PIB e o privado de 0,6% para 0,9% do PIB. Isso equivaleria, em valores de hoje, a um aporte público de mais R$ 13 bilhões e a um privado de mais R$ 30,5 bilhões. "É preciso aumentar o gasto público e o privado. A ideia de que só o público tem de aumentar é inviável do ponto de vista fiscal e é desnecessário, porque o protagonismo privado é que vai levar a inovação para outro patamar no Brasil", disse.

Um grande desafio, observou, é fazer com que os recursos públicos alavanquem investimentos privados em inovação. "A política brasileira de inovação não conseguiu fazer o setor privado sair do lugar. Para a inovação ser uma prioridade da política científica nacional, o esforço público deve induzir o setor privado a fazer um gasto maior em P&D." Segundo ele, nem o gasto público nem mecanismos de renúncia fiscal, a exemplo da Lei do Bem e da Lei de Informática, têm conseguido alavancar o investimento privado. Em muitos casos, o dinheiro público apenas substitui recursos que as empresas investiriam de qualquer forma.

Pacheco aponta como um caminho possível estratégias como a adotada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) ou pela FAPESP – em seus Centros de Pesquisa Aplicada/Centros de Pesquisa em Engenharia –, que oferecem recursos não reembolsáveis para projetos de empresas, exigindo delas uma contrapartida igual ou superior ao investimento público, e engajam grupos de pesquisa de excelência de universidades. O formato, diz ele, é bem aceito pelos empresários, que em geral ficam satisfeitos em aplicar recursos em instituições públicas de pesquisa que resolvam seus gargalos tecnológicos. "Na prática, a contrapartida privada está patrocinando a pesquisa na universidade."

Na simulação para ampliar o esforço público de 0,6% para 0,7% do PIB, seria necessário levantar R$ 13 bilhões extras, mais que dobrando os recursos do fundo em relação à execução prevista para 2024. Pacheco apresentou, então, um conjunto de alternativas para ampliar essas verbas. Uma ideia é utilizar o saldo financeiro do FNDCT, que era da ordem de R$ 18,9 bilhões no final de 2023. Esse dinheiro é proveniente de recursos dos Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia, que, no entanto, não tiveram autorização da lei orçamentária para serem aplicados. Como a lei federal nº 177 de 2021 proibiu o contingenciamento do fundo, esse dinheiro permanece como uma disponibilidade, embora seu uso não esteja autorizado. Mas como fazer para desbloqueá-lo?

A sugestão de Pacheco é encaminhar uma negociação com os ministérios da área econômica a fim de permitir seu uso em operações de crédito para empresas inovadoras, que hoje correspondem à metade dos investimentos do FNDCT. "Se esses recursos fossem usados nas operações de crédito, não seriam contabilizados no déficit primário, porque vão voltar quando os empréstimos forem pagos ao agente financeiro", diz. Com isso, os recursos orçamentários hoje usados em empréstimos poderiam ser liberados para outros investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Outra sugestão de Pacheco é computar aportes de capital em startups no conjunto de operações reembolsáveis, pois também são operações com retorno, semelhantes aos empréstimos. "Em vez de aplicar R$ 5 bilhões em funding de crédito, como acontece hoje, poderia separar R$ 1 bilhão por ano em aporte de capital para startups. Isso permitiria fazer uma política de suporte ao venture capital significativa no Brasil."

Uma segunda fonte de recursos poderia ser o Fundo Social, abastecido por receitas de royalties da exploração do petróleo no pré-sal. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União mostrou que recursos do fundo foram usados em aplicações não previstas em lei. "Existe proposta de previsão legal para alocar recursos em ciência, tecnologia e inovação, que chegariam a 10% do total arrecadado, de acordo com um projeto que tramita na Câmara dos Deputados", disse Pacheco. "Esses 10% praticamente equivalem ao patamar atual do FNDCT." Há ainda opções como aperfeiçoar a legislação para ampliar a filantropia científica e incentivar as chamadas finanças híbridas, em que recursos de mercado são combinados a aportes públicos para reduzir riscos de investimentos, além de estimular o cofinanciamento público e privado em pesquisas colaborativas. "Atualmente temos na FAPESP 27 Centros de Pesquisa Aplicada/Centros de Pesquisa em Engenharia cofinanciados por empresas, em que alavancamos R$ 1 bilhão privados."

O diretor da FAPESP também sugeriu simplificar os Fundos Setoriais, reduzindo-os dos atuais 16 para quatro, o que exigiria uma mudança na legislação. "Em alguns fundos, as contribuições que dão origem aos recursos são tão exíguas que eles mal cobrem seus custos operacionais. Além disso, esses fundos deixaram de ser setoriais há muito tempo", avalia. "Foram setoriais em sua origem, mas, com o que se chamou de ações transversais, acabaram sendo apropriados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação [MCTI] para custear todas as suas despesas, desde os aportes a organizações sociais até bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPq]."

A proposta é modificar a legislação, criando dois fundos de caráter mais horizontal, um para financiar infraestrutura e ciência básica e outro para investir em inovação, e outros dois de caráter realmente setorial, um focado em ciências agrárias, biológicas e da saúde e outro para projetos em engenharias e tecnologias da informação ou aeroespacial. "É preciso manter alguns fundos setoriais porque o MCTI precisa de pontes com outros ministérios, que teriam assento no conselho dos fundos."

Também participaram da mesa-redonda o engenheiro Jefferson Gomes, diretor de inovação da Confederação Nacional da Indústria, e a biomédica Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Gomes abordou os desafios impostos pelo envelhecimento da população e o crescimento da demanda global de energia por conta da necessidade de manter grandes infraestruturas de armazenamento de dados – isso, em meio à pressão para descarbonizar a economia. Já Helena Nader propôs que os bancos deem contribuições mais expressivas para o FNDCT, uma vez que se abastecem do conhecimento e dos recursos humanos qualificados formados pelas universidades públicas. Ela fez restrições à proposta de Carlos Pacheco de modificar o arcabouço jurídico dos Fundos Setoriais. "Em um mundo ideal, eu aprovaria esses quatro fundos. Mas, no Brasil de hoje, prefiro não dar margem para que mexam nas leis de ciência e tecnologia. Melhor deixar como está", sugeriu. Ela cobrou a criação de novas fontes de recursos. "O FNDCT virou uma tábua da salvação. Ele não é uma cama elástica em que eu pulo e aumenta o tamanho do salto. Não pode ser a única fonte de financiamento à ciência. É apenas uma das soluções", afirmou.

Mais informações em: https://5cncti.org.br/.

Fonte:  DigitalRadioTv / Fabrício Marques, de Brasília | Revista Pesquisa

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CAIXA lança pacote digital para Microempreendedores Individuais (MEI)

imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil / reprodução

***As soluções para atender às necessidades dos MEI têm início com a Conta Digital PJ MEI, que pode ser aberta de maneira completamente digital pelo aplicativo CAIXA Tem.



Para facilitar a vida dos microempreendedores individuais, MEI, a CAIXA lançou um pacote de serviços digitais. A iniciativa promove a inclusão digital e reduz os custos dos serviços bancários, incentivando a geração de renda e o fortalecimento do empreendedorismo no Brasil.

As soluções para atender às necessidades dos MEI começam pela Conta Digital PJ MEI, que pode ser aberta de forma totalmente digital pelo aplicativo CAIXA Tem. Com essa conta, os MEIs terão acesso a vários produtos e serviços sem aprecisar ir até uma agência.

A artesã Rejane Lemes, de 46 anos, moradora do Gama, no Distrito Federal, é MEI, comerciante de costura criativa e peças decorativas. Para ela, a abertura de uma conta 100% digital traz diversos benefícios.

"Um deles é que eu ganho tempo, pois se eu tenho que me deslocar até uma agência bancária e aguardar, eu vou perder tempo na minha produção."

A conta digital do CAIXA TEM oferece uma série de produtos e serviços exclusivos, como o Crédito PJ Giro Caixa Fácil, que disponibiliza até R$ 10 mil com prazos de até 24 meses e taxas a partir de 4,01% ao mês.

Além disso, os empreendedores podem transformar seus celulares em maquininhas de pagamento com o serviço 'azulzinha', sem custo de aluguel e com taxas promocionais de lançamento.

Outro destaque é o Seguro Proteção Empreendedor, que cobre morte acidental, internação e invalidez, e oferece sorteios mensais de até R$ 60 mil. Inclui ainda assistências como reparo de equipamentos e telemedicina.

Já o serviço Rapidex MEI oferece suporte para casa, carro e moto, com planos a partir de R$ 29 mensais.

A microempreendedora individual Elis Martins, de 36 anos, que também mora no Gama, produz velas aromáticas. Para ela, a redução de custos nos serviços bancários, prevista neste pacote digital da CAIXA, será importante para o negócio dela.

"Menores taxas, isso vai resultar em uma economia significativa. Vai permitir que eu reinvista mais no meu negócio. E, além disso, terá transparência nas tarifas, o que ajuda na minha gestão, no fluxo do meu caixa."

Para abrir a conta e ter acesso aos produtos e serviços, é necessário abrir o aplicativo CAIXA Tem e digitar o CNPJ, confirmar que entregou a declaração obrigatória de faturamento do MEI e preencher o valor informado na Declaração Anual de Faturamento. Após isso, o cliente deve completar o cadastro, informar o e-mail, conferir os dados, aceitar os termos e condições e confirmar com a senha do CAIXA Tem.

Para outras informações, acesse: www.caixa.gov.br

Reportagem: Nathália Ramos Guimarães

Fonte:  DigitalRadioTv / Br 61

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Mulheres negras serão celebradas em sessão especial do Senado no dia 8 de agosto de 2024

imagem: arquivo / reprodução

***Uma sessão especial no Senado vai homenagear o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho. A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) foi a autora do pedido para o evento, que teve apoio de mais onze senadores, como Paulo Paim (PT-RS), para quem Tereza de Benguela, líder do Quilombo de Quariterê no século XVIII, é um exemplo a ser celebrado. A sessão está marcada para a próxima quinta-feira (08-08-2024), às 15h.



Um dia antes do início do recesso parlamentar os senadores aprovaram uma sessão especial sobre o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados em 25 de julho. A homenagem foi proposta pela senadora Zenaide Maia, do PSD do Rio Grande do Norte, atual procuradora da Mulher no Senado, e vai acontecer na próxima quinta-feira, dia 8 de agosto.
A senadora considera fundamental que o Senado preste homenagem às datas. Em sua avaliação, será um momento para reconhecer e valorizar a contribuição das mulheres negras na construção da sociedade e para refletir sobre os desafios contínuos enfrentados por elas em busca de igualdade e justiça.
Um dos outros onze senadores a também solicitar a homenagem, Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, afirmou que a história de Tereza de Benguela é um exemplo para todos os brasileiros:

(sen. Paulo Paim) "Tereza de Benguela é um exemplo; um exemplo que foi apagado da nossa história oficial, racista e patriarcal, até ser resgatado como instrumento de afirmação da cidadania e de valorização da identidade feminina negra nacional; um exemplo a ser celebrado."

Tereza de Benguela foi um símbolo de resistência e liderança na luta contra a escravização de negros e indígenas por duas décadas. Chamada de Rainha Tereza, ela viveu no século XVIII e assumiu a liderança do Quilombo de Quariterê, em Mato Grosso, depois do assassinato de seu companheiro, José Piolho. A homenagem à Tereza e à Mulher Negra foi estabelecida por lei em 2014.
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi criado pela Organização das Nações Unidas durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992.

De Brasília, Janaína Araújo.

Fonte:  Rádio Senado

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