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domingo, 7 de setembro de 2025

David Bowie estava secretamente escrevendo um musical sobre Londres do século XVIII antes de morrer



***Notas detalhadas do espetáculo, com título provisório The Spectator, foram encontradas presas à parede no escritório trancado do músico em Nova York..

imagem: David Bowie, 1987 - Ebet Roberts/Redferns/Getty Images / reprodução



David Bowie começou secretamente a trabalhar em um musical ambientado na Londres do século XVIII nos meses que antecederam sua morte, em 2016, segundo novas notas encontradas trancadas em seu escritório em Nova York.

De acordo com a BBC, o projeto tinha o título provisório The Spectator, e nem mesmo os colaboradores mais próximos de Bowie sabiam da existência do trabalho até que as notas foram descobertas. Os documentos foram doados ao Museu Victoria and Albert, em Londres, que adquiriu o restante do vasto arquivo de Bowie em 2023.

Bowie começou a esboçar a história e a pensar em possíveis personagens para The Spectator, que parecia misturar fatos e ficção. Ele considerou tornar o ladrão e fugitivo folk-hero "Honest Jack" Sheppard um dos personagens principais, junto de Jonathan Wild, figura proeminente do submundo criminoso londrino, responsável por prender e condenar Sheppard à morte.

Uma das maiores inspirações de Bowie parece ter sido o periódico também chamado The Spectator, publicado entre 1711 e 1712. Bowie manteve um caderno inteiro dedicado à publicação, no qual anotava histórias-chave e até as classificava numa escala de 1 a 10. Algumas ele considerava para possíveis subtramas, como uma narrativa moral sobre uma mulher bonita, mas "vaidosa e severa", cujo pretendente a abandona pela irmã simples, porém agradável.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Brasileiros têm dificuldade para localizar e entender normas que devem cumprir, aponta pesquisa



***Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta influência da idade no acesso e na compreensão das regras, e baixa participação social nos processos de elaboração ou aplicação de normas.

imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil / reprodução



Os brasileiros enfrentam dificuldades para encontrar e entender as regras que devem cumprir. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada na última quarta-feira (4). Entre os entrevistados, 65% declararam que conseguem localizar normas e regras do país. No entanto, 58% deles afirmaram ter dificuldades para encontrá-las. Já 36% do total de entrevistados responderam não compreendê-las. 

De acordo com o levantamento "Retratos da Sociedade Brasileira: Percepções sobre a Regulamentação", a idade e escolaridade são os fatores que mais influenciam no acesso e na compreensão das regras.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, 72% conseguem encontrar as regras. Entre os entrevistados com 65 anos ou mais, esse índice cai para 56%. Além disso, quanto maior o nível de instrução, maior a facilidade em localizar e entender o conteúdo regulatório.

Baixa participação social

A pesquisa evidenciou que 56% dos brasileiros nunca participaram de algum processo de elaboração ou aplicação das normas. Entre os que participaram, 55% declararam dificuldades ao longo do processo. 

Para a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Maite Sarmet, o envolvimento da população na elaboração de regulamentações é fundamental para que as normas atendam o interesse público. 

"A sociedade civil deve estar ciente dos requisitos necessários para que os produtos que consome cheguem na mesa com maior qualidade possível, por exemplo, e como muitas vezes os preços são reflexo de um ambiente regulatório complexo e insegurança jurídica que vem da imprevisibilidade do processo regulatório", exemplifica. 

Segundo Sarmet, o governo tem se empenhado para garantir maior participação da sociedade na elaboração de normas, como no caso do Brasil Participativo. A plataforma reúne informações sobre processos que permitem a participação da população, como consultas públicas, e já registrou a contribuição de 1,6 milhão de pessoas desde o lançamento, em 2023. A especialista ressalta, contudo, a necessidade de ampliar a divulgação de processos participativos, com orientações mais acessíveis. 

Ao analisar os desafios da participação cidadã no Brasil, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, aponta que não basta apenas criar ferramentas de consulta pública ou canais de escuta da população. É preciso que a sociedade desenvolva uma compreensão mais ampla de seu papel no processo democrático. "Toda a iniciativa de participação, como o Brasil Participativo, é um avanço, mas o que falta é uma cultura social, de compreensão de que as normas e leis, na verdade, pertencem a todos. É parte do nosso contrato social, da nossa forma de viver em sociedade", avalia.

Ainda de acordo com a pesquisa, a idade impacta na percepção sobre a participação nos processos regulatórios: 53% das pessoas entre 18 e 24 anos declararam que é fácil ou muito fácil participar. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, 62% afirmaram ter certa ou muita dificuldade em participar. 

Medidas para melhorar a regulação

Entre os entrevistados, 45% afirmaram conhecer o empenho do governo federal para melhorar a qualidade do marco regulatório do país. Ainda assim, para 23% essa não é uma prioridade da gestão e 76% declararam que a atenção é insuficiente ou que a agenda pode ser fortalecida e ampliada.

A pesquisa foi elaborada a partir dos dados do Instituto de Pesquisa Nexus que ouviu 2.013 cidadãos com idades a partir de 16 anos em todas as Unidades da Federação. As entrevistas foram realizadas entre 29 de abril e 5 de maio de 2025.


Reportagem: Cristina Sena
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

5 artistas que o brasileiro ama odiar

imagem: arquivo / reprodução


***Seja por um hit chiclete, pela presença indispensável no luau desafinado ou por questões além da música, algumas bandas e cantores conquistaram não só fãs, mas também uma legião de haters.


Você poderá clicar aqui e ouvir esta e outras notícias em nosso blog, enquanto ouve músicas ao fundo  https://digitalradiotv.blogspot.com


Estátuas e cofres e paredes pintadas/ Ninguém sabe o que aconteceu. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu um "ahhh não" aos primeiros sinais dos versos de Renato Russo na música "Pais e Filhos". Eles marcaram o rock nacional nos anos 80 e 90, venderam mais de 25 milhões de discos, conquistaram fãs inveterados… Mas também muitos haters.

Se nem um Fla-Flu parece dividir opiniões tão ferrenhas quanto a banda Legião Urbana, ela não está sozinha. Outros artistas brasileiros também experimentam uma implicância que a qualidade musical não poderia explicar. Você é fã ou hater?


Vamos falar agora de 5 artistas que o brasileiro ama odiar



1 – Legião Urbana

Gênios ou chatos?
O grupo liderado por Renato Russo divide multidões – e não só os jovens, mas também a geração que cresceu ao som de Eduardo e Mônica e Pais e Filhos. Uma teoria para tanto ranço é simples: Legião Urbana é tão onipresente no Brasil que nunca falta no luau daquele amigo que insiste em levar o violão.



2 – Los Hermanos

Eles já foram o principal nome do rock alternativo, mas para muitos brasileiros serão eternamente a voz de Anna Júlia. O hit do primeiro disco fez tanto sucesso que chegou a ser a música mais tocada no carnaval da Bahia em 2000 – e acabou cortada do repertório da própria banda. Os fãs, claro, garantem: eles são muito mais que isso.



3 – Jota Quest

Chamados de "Coldplay brasileiro", os mineiros que enfileiram hits há três décadas dominam a fórmula da música pop: letras fáceis, muitas vezes piegas, repetidas até grudar na mente. Nada que outras bandas também não façam, mas o Jota Quest conquistou um camarote cativo na fúria coletiva.



4 – Ultraje a Rigor

Sucesso nos anos 1980, o grupo não navegou tão bem pelo tempo. Sem lançar nada relevante para novas ou velhas gerações, o Ultraje a Rigor hoje é mais lembrado pelas opiniões políticas reacionárias de Roger Moreira, seu líder, do que pelo repertório que marcou o rock brasileiro.



5 – Latino

Responsável por versões brasileiras de sucessos internacionais como Festa no Apê e Dança Kuduro, foi figurinha constante em programas de auditório e festas pelo país. Mas o nome de Latino também se envolveu em todo tipo de polêmica, de traições públicas ao apoio a Jair Bolsonaro nas últimas eleições – o que ajuda a explicar sua posição nesta lista.




ESSA MATÉRIA FOI PRODUZIDA PELA REDAÇÃO DA REVISTA TRIP, E O LINK PARA A MATÉRIA ESTÁ NESTE ARQUIVO.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Revista TRIP

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Verdades sobre a canabis no Brasil

imagem: Unsplash/ reprodução


***Mais do que uma planta, a cannabis é tema de saúde, justiça, política, economia e sustentabilidade. O advogado Emílio Figueiredo explica o que está em jogo com o avanço desse debate no país.




De tema proibido a pauta de tribunais superiores, a discussão sobre a maconha no Brasil evoluiu muito nos últimos anos. Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) descriminalizou o porte de até 40g ou seis plantas fêmeas de cannabis para uso pessoal – uma mudança que ainda vai causar muito impacto nas prisões brasileiras. No fim de junho, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu início a um mutirão nacional para revisar a situação de pessoas encarceradas por esse motivo, sem indícios de envolvimento com o tráfico. Os números dessa mobilização ainda não foram divulgados, mas o CNJ também recomendou que haja uma análise das condenações desde 2017.

Em novembro passado, mais um avanço: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o cultivo medicinal por empresas brasileiras e, até 30 de setembro, a Anvisa e o Ministério da Agricultura devem publicar a regulamentação definitiva da produção de medicamentos e outros subprodutos da cannabis com fins exclusivamente medicinais, farmacêuticos ou industriais.

Foi sobre esse contexto de mudança, disputa e urgência que o advogado Emílio Figueiredo, que há 15 anos atua no campo do direito canábico, bateu um papo com a Trip sobre os avanços da última década, o preço da criminalização, a expectativa de um futuro verde e os fatos que precisamos encarar.


A SEGUIR 5 VERDADES QUE PRECISAM SER DITAS SOBRE CANNABIS NO BRASIL



1 - Guerra nada invisível:
"Assim como o uso medicinal, o uso recreativo deveria estar em pauta juridicamente. Não adianta encher as farmácias de remédio à base de maconha e continuarmos vivendo em guerra".

2 - Dívida em aberto:
"Quem entra no mercado da cannabis precisa entender que a resistência foi construída por quem sofre a violência de Estado há séculos. Nada disso existiria sem a luta dessas pessoas. Por isso, a reparação histórica tem que ser prioridade. A legalização precisa ter função social e isso inclui gerar oportunidades justamente para quem sempre foi alvo da repressão".

3 - É proibido proibir:
"O discurso do tiro, da pena de morte ou do traficante 'narcoterrorista' não vai resolver o problema. A humanidade sempre usou drogas e sempre vai usar, o que muda é como o Estado reage a isso. A primeira lei civil contra a maconha no mundo foi no Rio de Janeiro, em 1830, quando proibiram o 'Pito do Pango'. De lá para cá, a violência foi só se sofisticando".

4 - Sustentabilidade ou fumaça?
"Todo mundo fala da 'verdinha', mas, diante da crise climática, a indústria da cannabis precisa ser verde de verdade, não só no marketing. Não faz sentido usar a maconha pra poluir ainda mais o planeta".

5 - Outra política é possível:
"Legalizar a maconha não vai resolver todos os problemas do mundo. Mas enfrentar esses problemas passa, sim, pela legalização. O Brasil caminha para uma sociedade que valoriza a culpa, a punição, o martírio. É hora de mudar o rumo. Que tal fazer uma política de drogas inteligente, inclusiva, que realmente transforme vidas e territórios?

 Isso sim seria coragem política".


ESSA MATÉRIA FOI PRODUZIDA PELA REDAÇÃO DA REVISTA TRIP EM 26 DE AGOSTO DE 2025, E O LINK PARA A MATÉRIA ESTA NESTE ARQUIVO.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Revista TRIP

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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Mato Grosso apresenta casos de inovação na indústria

imagem: Senai MT / reprodução


***Automação, reaproveitamento de resíduos e economia circular foram destaques em encontro Jornada Nacional de Inovação da Indústria em Sinop.



A cidade de Sinop (MT) recebeu, na terça-feira (2), encontro da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, iniciativa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com o apoio da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT).

O encontro reuniu empreendedores, gestores e representantes do ecossistema de inovação em um dia de palestras, painéis e workshops voltados a temas estratégicos para a indústria local.

A programação contou com debates sobre transformação digital, logística industrial, transição ecológica, acesso a fomento para inovação e gestão empresarial. O objetivo foi aproximar empresas, especialmente micro e pequenas, a ferramentas e estratégias que fortaleçam a competitividade frente às novas demandas do mercado.

Mais do que falar de futuro, o evento mostrou que o Mato Grosso já vive essa transformação. Exemplos chamaram a atenção. A empresa local Thonet Interiores, por exemplo, está mudando a forma de produzir móveis planejados. Ao automatizar sua fábrica, a empresa reduziu a dependência da marcenaria tradicional, com reaproveitamento de resíduos.

Outro caso de destaque foi o da Giacomelli & Filhos, que construiu um ciclo sustentável "dos sonhos", na avaliação do especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Grilli. A empresa planta soja e milho, transforma a produção em bioenergia e ainda utiliza os resíduos para alimentar o gado. "É um ciclo que se fecha de forma brilhante", comentou.

As surpresas não pararam por aí. Os participantes também conheceram tecnologias capazes de mudar realidades, como a impressão 3D de casas, erguidas do zero em menos de dois dias.

"O evento mostrou um estado que está realmente abraçando a transformação tecnológica e sustentável de forma impressionante", avaliou Grilli. "O que fica claro é que Mato Grosso está se consolidando como uma referência nacional em inovação, unindo duas grandes fortalezas, a indústria e o agronegócio. É o Brasil que inova e que se transforma", destacou.

Avanços e desafios da inovação no estado

Os debates também revelaram desafios enfrentados pelos empresários locais. "Os empresários foram bem diretos sobre os problemas que enfrentam, como a falta de incentivos fiscais, muita burocracia para conseguir recursos para a inovação e a concorrência desleal, porque a fiscalização não trata todos os negócios de forma equânime. Na parte digital, a conversa foi bastante intensa. Por um lado, a inteligência artificial já está fazendo milagres. Tem processos que antes demoravam 15 dias e que hoje se resolvem em cerca de meia hora. Por outro lado, está difícil encontrar gente qualificada para colocar essas tecnologias para funcionar no nível da empresa", explicou Rafael Grilli.

Jornada Nacional de Inovação da Indústria

Na região Centro-Oeste, Mato Grosso foi o primeiro estado a receber a jornada. Serão seis encontros que irão dialogar sobre a transição ecodigital. Além de Sinop, a caravana da passará por cidades de Goiás, do Mato Grosso do Sul e por Brasília (DF). O encontro regional está marcado para os dias 29 e 30 de outubro, em Goiânia (GO).

A Jornada Nacional de Inovação da Indústria começou em julho de 2025 e termina em março de 2026, no 11º Congresso de Inovação da Indústria. Neste período, o movimento itinerante percorrerá as 27 unidades da federação para conhecer novas tecnologias com identidade regional, promover diálogos e criar uma rede inovação no país.


Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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FNE cresce 11% e terá R$ 52,6 bilhões para financiar o Nordeste em 2026



***Recursos representam alta impulsionada pelo crescimento da autoalimentação do fundo.

imagem: Pixabay / reprodução



A partir dos resultados obtidos no primeiro semestre de 2025, estima-se que o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) disponha de R$ 52,6 bilhões para aplicação em 2026. O montante representa um aumento de 11,1% nos recursos em relação ao orçamento de 2025. A projeção foi divulgada pelo Banco do Nordeste (BNB) nesta terça-feira (3), durante o evento de abertura institucional da Programação do FNE para 2026.

Reunião tratou dos recursos que atendem critérios dos órgãos administradores do FNE
De acordo com o BNB, o volume total de aplicações do FNE em 2024 foi de R$ 44,8 bilhões. Até o fim do mês de julho deste ano, foram aplicados R$ 29,2 bilhões da meta de R$ 47,3 bilhões. A programação para o ano de 2026 do FNE prevê que os recursos sejam aportados de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), com foco em infraestrutura urbana, saneamento básico, turismo, cultura e economia criativa, apoio a projetos de inovação, ao desenvolvimento territorial, e à agricultura familiar.

Em nome do ministro Waldez Góes, o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, Eduardo Tavares, destacou a relevância do FNE como principal fundo do Brasil destinado à redução de desigualdades e à promoção de desenvolvimento sustentável e inclusivo. "Ainda vivemos com indicadores abaixo da média nacional, e em regiões como Norte e Nordeste a cobertura de saneamento e gestão de resíduos sólidos é insuficiente. Precisamos fortalecer esses instrumentos e reconhecer o engajamento do Banco do Nordeste com a inovação", ressaltou Tavares.

A previsão de aumento na disponibilidade dos recursos do FNE para 2026 se deve, principalmente, ao crescimento da autoalimentação do fundo. Segundo o superintendente de Políticas de Desenvolvimento Sustentável do BNB, Irenaldo Rubens Soares, o retorno dos financiamentos já concedidos tem crescido de forma consistente: em 2022, R$ 16,2 bilhões dos R$ 27,3 bilhões do fundo vieram de retornos de crédito, e essa parcela deve crescer 144,1% até 2026, superando os repasses do Tesouro Nacional.

"Hoje, quem mais fornece recursos para o FNE é a autoalimentação do fundo. O retorno dos financiamentos cresce mais do que os repasses do Tesouro Nacional", afirmou Soares. "Por isso se busca projetos de qualidade e a redução da inadimplência", completou, indicando que esses cuidados fortalecem a capacidade do FNE de apoiar setores prioritários da região.

Em vídeo apresentado durante a reunião, o presidente do BNB, Paulo Câmara, destacou a importância das diretrizes estabelecidas a partir de 2024 pela Sudene e pelo MIDR. Pelo menos 62% dos recursos devem ser aplicados em setores prioritários, com foco em micro e pequenas empresas, microprodutores rurais e agricultores familiares, conforme determinação do presidente Lula. "Em 2024, o FNE financiou R$ 44,8 bilhões em investimentos. Considerando os R$ 29,2 bilhões contratados apenas no 1º semestre de 2025, teremos mais números recordes esse ano", afirmou Câmara. 

Integração com a Indústria

Neste ano, a integração do FNE com outras políticas públicas dará destaque à Nova Indústria Brasil (NIB), com foco nos crescentes financiamentos à indústria e nas conexões com linhas do fundo e programas como o Novo PAC e ao Plano de Transição Ecológica. Segundo o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, o banco financiou cerca de R$ 2,5 bilhões para a indústria em 2022. "Em 2026, a expectativa é ultrapassar R$ 6 bilhões, praticamente triplicando o volume de recursos voltados ao setor", apontou.

Freire também informou que está em andamento o edital Chamada Nordeste, iniciativa conjunta do BNB, BNDES, Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com R$ 10 bilhões disponíveis para projetos da NIB. As cinco frentes prioritárias do edital são: energias renováveis, bioeconomia, descarbonização, data center verde e indústria automotiva.

Até a próxima semana, será divulgada a prévia do volume de demandas pelo edital. "A nossa expectativa é que, oferecendo R$ 10 bilhões, a demanda seja pelo menos cinco vezes maior do que o valor disponível", observou o diretor de Planejamento do BNB.

A aplicação dos recursos do FNE, além de cumprir as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com destaque para 15 dos 17 objetivos globais.


Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Tarifaço: “Empresas americanas se beneficiaram das políticas brasileiras”, afirma embaixador Roberto Azevêdo em audiência nos EUA



***Em pronunciamento no Escritório do Representante Comercial dos EUA, consultor da CNI afirmou que não há evidências de políticas ou práticas brasileiras que prejudiquem empresas americanas e pediu mais cooperação entre os dois países.

imagem: Embaixador Roberto Azevêdo Foto: Agência de Notícias da Indústria / reprodução



O embaixador Roberto Azevêdo, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), fez a defesa da indústria brasileira durante audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), nesta quarta-feira (3). A sessão faz parte da investigação aberta em julho com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, que analisa se atos ou práticas de outros países são injustificáveis ou restritivas ao comércio dos EUA.

Na sustentação oral, Azevêdo afirmou que os comentários já enviados pela CNI demonstram de forma clara que o Brasil não adota medidas discriminatórias ou prejudiciais. "A noção de que o Brasil está agindo deliberadamente de forma a prejudicar os Estados Unidos é totalmente infundada. Simplesmente não há evidências de que os atos, políticas e práticas em questão discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas. Ao contrário, os fatos mostram que as empresas americanas, em geral, se beneficiaram das políticas brasileiras", destacou.

A investigação norte-americana envolve seis áreas: comércio digital, meios de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal. Em seu pronunciamento, Azevêdo apresentou argumentos sobre cada um dos pontos e reforçou que o Brasil tem avançado em marcos regulatórios, combate à corrupção, proteção ambiental e garantias jurídicas.

Na audiência, embaixador Roberto Azevêdo também ressaltou a relevância estratégica da relação bilateral. "Somos as duas maiores democracias deste hemisfério. Deveríamos estar conversando um com o outro, não brigando um com o outro. Quaisquer problemas devem ser resolvidos por meio de diálogo e cooperação contínuos. A CNI apoia iniciativas que fortaleçam os laços entre os Estados Unidos e o Brasil, promovam o crescimento econômico e melhorem as condições de mercado em ambos os países", afirmou.

O presidente da entidade, Ricardo Alban, ressaltou que os principais argumentos da confederação para as acusações são os fatos. "No caso do etanol, temos uma relação de muitos anos, somos os dois maiores produtores do mundo. Hoje, o etanol é uma grande matéria-prima para a produção do SAF [Combustível Sustentável de Aviação]. Temos que desmistificar também os problemas do desmatamento, dos meios de pagamento – no caso do PIX –, desmistificar o problema de talvez nós não termos as devidas cobranças na parte do Judiciário e mais outros pontos comerciais que são importantes para que a gente possa ter realmente a explicação baseada sempre em elementos, em estatísticas, na condição econômica e comercial."

Missão empresarial

A audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos compõe a agenda da missão empresarial liderada pela CNI a Washington. O objetivo é abrir canais de diálogo e contribuir com as negociações para reverter ou reduzir o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A comitiva reúne cerca de 130 empresários, dirigentes de federações estaduais e representantes de associações industriais.

A agenda vai até esta quinta-feira (4), com reuniões no Capitólio, encontros bilaterais com instituições parceiras, plenária com representantes do setor público e privado dos dois países.


Reportagem: Déborah Souza
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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