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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

PIB: redução da projeção reflete política fiscal expansionista, afirmam economistas



***Ministério da Fazenda apontou "sinais de desaceleração" da atividade econômica para recuo de 2,5% para 2,3% do PIB em 2025; recuo da estimativa penaliza setor produtivo, diz especialista.

imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo / reprodução



Diante da redução da estimativa para o crescimento do PIB em 2025 de 2,5% para 2,3% pelo Ministério da Fazenda, especialistas avaliam que o recuo da projeção reflete uma política fiscal expansionista sem contrapartidas econômicas. Além disso, a atuação também exige que o Banco Central tenha uma política monetária contracionista, com a taxa de juros elevada.

Segundo a pasta, a revisão do percentual está relacionada a "sinais de desaceleração" da atividade econômica.

Os dados compõem o Boletim MacroFiscal, feito pela Secretaria de Política Econômica da Fazenda

O economista-chefe da Genial Investimentos José Márcio de Camargo afirma que a redução da projeção decorre da perda de fôlego da economia

"O Ministério da Fazenda reduziu a projeção de crescimento do PIB porque começa a ficar cada vez mais claro que a economia brasileira está desacelerando. A razão pela qual isso está acontecendo está relacionada ao fato de que o governo tem uma política fiscal bastante expansionista, com um déficit público bastante elevado e crescendo substancialmente todos os anos", afirma.

Já o professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômicas (MackLiber), Allan Gallo, salienta que a queda da projeção da economia não é apenas um número. 

Segundo Gallo, as consequências podem atingir não apenas o setor produtivo de forma negativa, mas também a população brasileira.

"Quando você diminui a atividade econômica, além de você penalizar o setor produtivo, as pessoas que consomem e as empresas têm menos espaço para arrecadação, você está danificando a base de arrecadação, que vai significar mais pressão sobre o déficit, que está aumentando, e consequentemente, você vai ter juros mais altos por mais tempo. É um ciclo da morte, um ciclo vicioso. O governo gasta mal, o déficit sobe, o Banco Central responde com juros elevados e o PIB cresce menos", aponta.

Irresponsabilidade fiscal

Para Gallo, o governo Lula mantém uma política de gastos elevados que limita o crescimento de longo prazo: "Quando a política fiscal é expansionista e desordenada, que é o caso do governo atual, a política monetária tem que ser mais contra-economista. Quem estuda um pouco de macroeconomia sabe que nesse cenário, juros elevados e gastos em excesso, o resultado é um crescimento menor. Não tem como sustentar um crescimento a longo prazo", afirma Gallo.

Na avaliação dele, a falta de responsabilidade econômica na gestão reflete em custos de consumo.

"Isso é o típico caso em que a irresponsabilidade fiscal se traduz diretamente no custo social, mas não adianta dizer que não se come PIB – como as pessoas às vezes as pessoas maldosamente falam – porque diminui a produtividade, diminui o padrão de vida das pessoas. Não é uma questão apenas do alto empresariado, é uma questão da pessoa que está lá na ponta, na base da pirâmide mesmo, que tem o seu consumo prejudicado", pondera Gallo.

Já José Márcio de Camargo diz que o aspecto importante desse processo é o excesso de gastos. "No caso do Brasil, não apenas a quantidade de gastos é muito elevada, como a qualidade dos gastos é muito ruim, ou seja, você tem gastos elevados e ao mesmo tempo com uma qualidade bastante ruim, então é certo", destaca Camargo.

Impactos sociais

Segundo Gallo, o governo falha ao "gastar muito e gastar mal, sem ajustar as despesas obrigatórias". Para ele, esse cenário cria um ambiente de estagnação econômica.

"Não é uma surpresa que o PIB tenha sido revisado para baixo, que o ambiente criado é de estagnação induzida pela própria política econômica do governo", avalia Gallo.

Segundo ele, o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil, não explica sozinho o recuo da projeção do PIB. "No nosso caso aqui, o maior peso vem de dentro, que o governo insiste em políticas de gastos sem algum tipo de contrapartida e isso acaba minando a credibilidade do arcabouço fiscal."

Já Camargo destaca que, como o Banco Central tende a manter a Selic alta, acarreta em impactos para a sociedade.

"Isso significa que o custo dessa política fiscal extremamente expansionista é uma política monetária também muito contracionista e extremamente cara para a sociedade brasileira em termos do custo para manter a inflação na meta", pontua Camargo.

Motivos da desaceleração da atividade econômica 

Conforme o Boletim MacroFiscal, a atividade tem mostrado sinais de desaceleração no país. "O PIB do segundo trimestre revelou moderação no crescimento de atividades cíclicas e contribuição negativa da absorção doméstica para o crescimento. O ritmo de expansão das concessões de crédito tem se reduzido, junto com o aumento nas taxas de juros bancárias e na inadimplência. Embora a taxa de desemprego siga no menor patamar da série histórica, já se percebe uma tendência de desaceleração na expansão da massa de rendimentos real", diz um trecho da publicação.

O Boletim informa que esse o desaquecimento da atividade econômica está associado à política monetária restritiva, Segundo o documento, a ação acarreta na desaceleração do crédito – considerando a taxa de juros básica em 15% ao ano.

Entre os motivos do recuo da atividade, a publicação também aponta que o mercado de trabalho também demonstra sinais de desaquecimento. "Apesar da taxa de desemprego ainda estar em 5,8%, no mínimo histórico, o ritmo de expansão tanto da população ocupada como da força de trabalho tem desacelerado na comparação interanual", diz o boletim.

A expectativa para o próximo trimestre é de que a desaceleração da atividade continue, de acordo com o Ministério da Fazenda.



Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Banco da Amazônia no Coopera Mais Brasil: meta de R$ 2,3 bi para agricultura familiar



***Presença no Coopera Mais Brasil reforça compromisso da instituição com pequenos produtores da região amazônica, afirma gerente; durante o evento, ministro do Desenvolvimento Agrário anunciou R$ 600 milhões em crédito.

imagem: Banco da Amazônia/Reprodução / reprodução



O Banco da Amazônia marcou presença no maior encontro de cooperativismo do país, o Coopera Mais Brasil, promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), com a meta de destinar R$ 2,3 bilhões em créditos para os agricultores da região amazônica.

O gerente executivo de Agricultura Familiar do Banco da Amazônia, Daniel Moura, representou a instituição no evento e destacou que mais de 64% do crédito nos últimos anos foi destinado a micro e pequenos negócios, fomentando a geração de empregos e renda.

"O Banco da Amazônia está presente no grande evento de cooperativa da agricultura familiar para reforçar o compromisso com os pequenos produtores da região amazônica", disse.

Moura ressaltou que 95% das operações de crédito contratadas pelo banco têm como foco os pequenos negócios. "Reforçando o compromisso do Banco da Amazônia e no fomento aos pequenos empreendedores rurais e urbanos com a distribuição de renda e equilíbrio de desenvolvimento socioeconômico da nossa região."
Para o novo Plano Safra, a instituição pretende beneficiar 100 mil famílias com recursos que fortaleçam cadeias produtivas, como a da castanha-do-Brasil.

Coopera Mais Brasil

O Coopera Mais Brasil ocorreu de 8 a 11 de setembro, em Brasília, e reuniu 400 participantes na abertura, incluindo representantes do governo, bancos públicos, cooperativas, universidades e lideranças ligadas à agricultura familiar. 

Durante o evento, o Banco da Amazônia promoveu painéis, contou com estande e participação ativa de gestores, reforçando seu compromisso com inovação, capacitação e desenvolvimento das cooperativas na Amazônia.

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Durante o encontro, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou a destinação de R$ 600 milhões em crédito voltado à inovação para fortalecer a agricultura familiar em todo o país. 

Também foram lançados o Edital Coopera Mais, o edital do CEAGESP para seleção de 100 organizações da agricultura familiar para o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) e editais do FNDCT/FINEP, que destinam R$ 150 milhões às cooperativas.



Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Brasil perde duas posições e fica em 52º no ranking global de inovação



***País perde liderança na América Latina, mas se destaca em pesquisa, capital humano e sofisticação empresarial.

imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil / reprodução



O Brasil caiu pelo segundo ano consecutivo no Índice Global de Inovação (IGI) e está em 52º entre 139 países. O ranking anual é elaborado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e conta com a colaboração da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa analisou 80 indicadores, divididos entre insumos de inovação (inputs) e resultados de inovação (outputs).

Os resultados dos últimos dois anos interrompem uma trajetória de crescimento brasileiro, entre 2020 e 2023. O país também perdeu a liderança entre as 21 economias da América Latina e Caribe, ultrapassado pelo Chile.

De acordo com o especialista em Inovação da CNI, André França, é importante compreender as diferenças econômicas entre Brasil e Chile para interpretar o ranking. "O Brasil é um país de renda média-alta. O Chile, líder no ranking, é uma economia menor, mas de alta renda – ou seja, mais rica, que também pressupõe ser mais inovadora. O Chile está performando como esperado e o Brasil está acima dessa performance esperada para outros países de renda média-alta", detalha. 

Entre as 36 economias de renda média-alta, o Brasil ocupa o 5º lugar, atrás de China, Malásia, Turquia e Tailândia. André França destaca que essa é a primeira vez que a China aparece entre as dez economias mais inovadoras do mundo

O relatório evidencia ainda uma desaceleração global nos investimentos em pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e novos produtos, após o crescimento observado no período pós-pandemia.

Índice Global de Inovação: destaques do Brasil

O Brasil apresentou melhor desempenho em resultados de inovação (50º lugar) do que em insumos de inovação (63º lugar). Isso evidencia a capacidade de transformar investimentos em produtos e serviços, mas também revela limitações em áreas como infraestrutura e pesquisa, educação e desenvolvimento.

Diante dos dados, França reforça a necessidade de aprimorar o ambiente de negócios no país: "Governo mais eficaz, agências reguladoras mais qualificadas, alinhadas com práticas internacionais. Aí sim, teremos uma performance de inovação, de desenvolvimento de novos serviços e produtos inovadores, que vai, inclusive, nos alçar a melhores posições", ressalta. 

Destaques positivos: 

  • 7º lugar mundial em mercado consumidor;
  • 9º lugar em alto volume de marcas registradas; 
  • 16º em negócios de capital de risco em estágio avançado; 
  • 17º em importações de serviços de tecnologia da informação e comunicação; 
  • 17º em pagamentos de propriedade intelectual. 

O relatório também aponta avanços expressivos em:

  • veículos elétricos (+132,6%, 2023/24);
  • 5G (+86,9%, 2022/23);
  • registro internacional de patentes (+23,9%, 2023/24);
  • robótica (+10%, 2022/23).

Pontos fracos: 

  • 128º em estabilidade regulatória para negócios;
  • 118º em formação bruta de capital; 
  • 106º em taxa tarifária aplicada; 
  • 100º em graduados em ciências e engenharias; 
  • 78º em cultura empreendedora.


A indústria brasileira tem papel central no ambiente de inovação, com empresas como Petrobras, Vale, Embraer e TOTVS entre as duas mil que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo

Já entre as universidades, destacam-se as de São Paulo (USP), Campinas (Unicamp) e Rio de Janeiro (UFRJ). Também ganham espaço as startups Quinto Andar, C6 Bank e Nuvemshop.

Ações de fomento à pesquisa na indústria

A CNI realiza uma série de ações de fomento ao desenvolvimento industrial. Entre elas, está o acordo de cooperação técnica com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para ampliar a inserção de pesquisadores no setor produtivo. A iniciativa tem como meta reforçar a inovação, a competitividade industrial e a integração entre empresas e academia.

O acordo terá vigência inicial de dois anos, até julho de 2027. Entre as ações previstas estão intercâmbio de informações e produção de estudos, monitoramento da empregabilidade de mestres e doutores, avaliação de programas estratégicos, como o Inova Talentos, criação de um painel nacional para mapear pesquisadores por área de atuação, e identificação de bolsistas do CNPq já inseridos na indústria.

"Esse tipo de parceria vai permitir compreender mais essa dinâmica de relação entre as universidades, programas de pesquisa, os egressos também das universidades, nessa interação entre a universidade e a indústria, que nós sabemos que é muito importante para o processo de inovação do país", explica o superintendente do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra. 

Com o acordo, a expectativa é ampliar a conexão entre empresas e pesquisadores e gerar subsídios para o aperfeiçoamento de políticas públicas em ciência, tecnologia e inovação.

Índice Global de Inovação: estrutura

O índice pondera os resultados de acordo com sete categorias: cinco de insumos (instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado e sofisticação de negócios) e duas de resultados (conhecimento e tecnologia e criatividade). O Brasil se sai melhor em sofisticação empresarial (39º), capital humano e pesquisa (48º) e resultados criativos (50º), mas ainda enfrenta fragilidades em instituições (107º) e sofisticação de mercado (71º).


Reportagem: Cristina Sena
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Um convite muito especial



***A Sociedade Amigos da Vila Mara, convida você para celebrar os dez anos da "Vila das Mulheres".

imagem: arquivo / reprodução



Quando?

Dia 26 de setembro, das nove horas, até as doze horas.

Onde?

No anfiteatro do "Céu Padre Ticão", que fica no sétimo andar, no seguinte endereço:

Rua Reverendo José Euclides Pereira, número 308, Jardim Matarazzo.

Para mais informações entre em contato conosco.

Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog

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Mais da metade dos municípios ainda não respondeu ao Levantamento da Educação Infantil 2025



***MEC alerta que municípios que não enviarem dados até 22 de setembro ficarão de fora do diagnóstico e poderão perder espaço em futuras ações de apoio.

imagem: Wilson Dias/Agência Brasil/ reprodução



Mais da metade dos municípios brasileiros ainda não respondeu ao Levantamento Retrato da Educação Infantil 2025. Até agora, 3,2 mil cidades não concluíram o envio das informações ao Ministério da Educação (MEC), que prorrogou o prazo de participação até 22 de setembro.

O levantamento tem caráter diagnóstico e é considerado essencial para subsidiar políticas públicas voltadas à educação de crianças de 0 a 5 anos. Municípios que não enviarem as respostas dentro do prazo terão sua realidade excluída do estudo, o que pode comprometer a participação em futuras iniciativas de apoio técnico e financeiro da União.

A pesquisa está dividida em cinco blocos temáticos e leva, em média, 30 minutos para ser concluída. O questionário deve ser respondido por todos os 5,5 mil municípios do país, inclusive por aqueles que não registram crianças fora da escola, já que esses dados também são relevantes para compor o diagnóstico nacional.

A coleta de dados é feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), onde o questionário deve ser preenchido pelo secretário municipal de educação ou por pessoa formalmente designada. A prorrogação ocorreu após relatos de instabilidade no sistema, para evitar prejuízos na participação dos entes federados.

A iniciativa integra o Compromisso Nacional pela Qualidade e Equidade na Educação Infantil (Conaquei), que busca fortalecer a colaboração entre estados e municípios, garantindo o direito de aprendizagem e o desenvolvimento integral de bebês e crianças matriculadas nessa etapa da educação básica.


Reportagem: Mariana Ramos
Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog / Br 61

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Amazônia Legal: universalização do saneamento pode gerar R$ 330 bi em benefícios socioeconômicos



***Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) registram maiores ganhos per capita com expansão do acesso aos serviços; vantagens abrangem aumento da produtividade no trabalho e diminuição de custos com saúde.

imagem: Carolina Gonçalves/Agência Brasil / reprodução



A universalização do saneamento na Amazônia Legal pode gerar benefícios socioeconômicos superiores a R$ 330 bilhões. O diagnóstico faz parte do estudo "Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal", realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a Ex Ante Consultoria.

O levantamento aponta que a expansão do saneamento básico impulsiona avanços para população, economia local e meio ambiente.

A presidente executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, destaca a importância da universalização do saneamento básico para a população da Amazônia Legal.

"A população quando passa a ter acesso ao saneamento, passa a ter mais saúde e isso se reverbera na educação, na produtividade e no desenvolvimento econômico social de toda a região", afirma.

Entre os benefícios à população mediante acesso universal aos serviços sanitários estão o aumento da produtividade no trabalho, a diminuição de custos com saúde e a valorização imobiliária e do turismo.

Luana Pretto reforça que, para alcançar a universalização do saneamento na Amazônia Legal, o tema precisa ser tratado como prioridade no Parlamento, com maior destinação de investimentos.

"Nosso objetivo é que a gente enxergue que a Amazônia ainda convive com problemas do século passado em relação ao saneamento, a falta do acesso ao saneamento básico, que isso deteriora o meio ambiente de uma maneira geral. E que o investimento em saneamento, a priorização desse tema na agenda pública vai fazer com que haja benefícios enormes para a população", pondera.

Principais ganhos com a universalização 

Entre 2024 e 2040, os benefícios devem alcançar R$ 516,6 bilhões, sendo:

  • R$ 273,7 bilhões em benefícios diretos – relacionados à renda gerada pelos investimentos, atividades de saneamento e impostos sobre consumo e produção;

  • R$ 242,9 bilhões associados à redução de perdas e externalidades.

Os custos sociais no período devem somar aproximadamente R$ 186,5 bilhões.

Entre as capitais, Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) apresentam os maiores potenciais de ganhos per capita:

  • Rio Branco (AC): benefícios de R$ 735,93 por habitante;
  • Porto Velho (RO), com R$ 706,14;
  • Macapá (AP), que registra R$ 650,65.

Benefícios da universalização do saneamento na Amazônia Legal

De acordo com a publicação, o acesso universalizado do saneamento na Amazônia Legal deve implicar em ganhos nas áreas de saúde pública, na geração de emprego e renda, valorização ambiental e imobiliária. Além disso, os ganhos também devem abranger a escolaridade das crianças e adolescentes e turismo, promovendo justiça social.

Entre 2024 e 2040, a estimativa é de haja redução do custo com horas pagas e não trabalhadas por conta do afastamento por diarreia ou vômito e por doenças respiratórias, bem como redução das despesas com internações por infecções gastrointestinais e respiratórias na rede hospitalar do SUS nos municípios da Amazônia Legal.

Conforme o estudo, o valor economizado com a melhoria das condições de saúde da população desses municípios entre 2024 e 2040 deve ser de R$ 2,702 bilhões – que resultará num ganho anual de R$ 158,9 milhões. 

Em relação à produtividade, estima-se que o valor do aumento de renda do trabalho com a expansão do saneamento entre 2024 e 2040 será de R$ 192,9 bilhões. Nesse caso, o  ganho anual será de R$ 11,3 bilhões. 

Levando em conta o acesso às moradias aos serviços de esgotamento sanitário e de abastecimento de água potável, em termos de renda imobiliária, estima-se que os proprietários de imóveis tenham ganhos na ordem de R$ 1,477 bilhão por ano no conjunto dos municípios da Amazônia Legal. No total, o ganho será de R$ 25,1 bilhões entre 2024 e 2040. 

Na avaliação de Luana Pretto, os benefícios devem contribuir, ainda, para o desenvolvimento regional.

"Vemos um desenvolvimento de toda a economia local. Tudo isso traz um benefício enorme para a população e para o desenvolvimento da região."

A valorização ambiental também deve fortalecer o turismo regional. Pelo levantamento, no período estimado, os ganhos do ramo devem alcançar R$ 22,1 bilhões, com um fluxo médio anual de R$ 1,303 bilhão no período. A valorização pode ser alcançada com a despoluição dos rios e córregos e a oferta universal de água tratada.

Investimento em saneamento básico

Para formalizar a infraestrutura de saneamento, é necessário investimento consistente "Na região Norte, o investimento médio em saneamento básico é de R$ 66,52 por ano para habitante, quando a gente deveria estar investindo em média para alcançar as metas do Marco Legal, R$ 223 por ano para habitante. Então o investimento em saneamento básico na região norte ele está bastante abaixo da média do Brasil que é de 126 reais por ano por habitante", aponta.

Amazônia Legal

Em termos de território, a publicação reforça que a Amazônia Legal possui uma grande relevância para a preservação ambiental, bem como para a proteção dos povos tradicionais e contribui para a manutenção das florestas. 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022, os 772 municípios do território abrigam 26,651 milhões de pessoas. O montante corresponde a 13,1% da população brasileira. Além disso, os nove estados da região – Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso – representam quase 60% do território nacional.



Fonte:  DigitalRadioTv / Divulga no Blog /Br 61

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