Texto para dar distância entre figuras
Digital Radio e Tv
Outras páginas 2
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Prefeitura divulga novas datas das audiências públicas do orçamento de São Paulo para 2019.

Clique na imagem para ampliar.
Encontros nas prefeituras regionais começam no dia 14 e vão até 26 de julho.
Confira acima a data, horário e local da audiência pública de sua região.
A Digitalradiotv estimula a participação de todas as pessoas nessas audiências públicas, pois trata-se de uma oportunidade para as organizações e os moradores apresentarem suas demandas à Prefeitura, para que sejam incluídas na proposta orçamentária do próximo exercício (2019).
Confira a página Orçamento SP no Facebook e as datas das audiências por região. O espaço foi criado por organizações - entre as quais a Rede Nossa São Paulo -, instituições, coletivos, movimentos sociais e cidadãos que lutam pela descentralização do orçamento da capital paulista. Faça parte desta luta você também!
Por NossaSP
AMIZADE VERDADEIRA É ASSIM
Se vc ficar feliz eu FICO!
Se vc ficar magoado(a) eu FICO!
Se vc ficar doente eu FICO!
Se vc ficar chateado(a) eu FICO!
Se vc pular da ponte eu FICO!
Mas vou sentir saudades....
kkkkkkkkk
Faça seu amigo dar um sorriso envie pra ele 😂
Museu da Pessoa no Encontro Paulista de Museus.

Sob o tema central "Gestão e Governança", será realizado de 18 a 20 de julho, no Memorial da América Latina, em São Paulo, o 10º Encontro Paulista de Museus (10EPM). O encontro é promovido pelo Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP), que há mais de 30 anos incentiva articulações do campo museal, sendo considerado um modelo de longevidade de uma política pública setorial de cultura.
O Museu da Pessoa estará presente ao evento. Na quinta-feira (19/07), às 9h, no Auditório Simón Bolívar do Memorial, a diretor Karen Worcman participa da mesa "Fazendo juntos: captação de recursos e sustentabilidade", da qual também fará parte o padre Mauro Luiz da Silva, do MUQUIFU – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos. A mediação será de Roseli Biage.
O Museu da Pessoa foi também selecionado para integrar os Painéis Digitais do 10EPM, que são apresentações em formato digital exibidas, em looping, em televisores de LCD. Dois temas nortearão as apresentações: "Democratização de processos museológicos", onde estarão materiais que mostrem ações desenvolvidas pelos museus que requereram a participação do público e da comunidade nos processos institucionais; e "Ações de fomento à participação", para o qual estão selecionadas ações que possibilitaram a apropriação do público e da comunidade do espaço do museu.
O Museu da Pessoa estará integrado ao primeiro tema, apresentando o programa "Todo lugar tem uma história para contar – Memórias de Fercal".
Conheça a programação completa do 10º Encontro Paulista de Museus neste link:
Quais medidas a Prefeitura deve adotar para Cracolândia e população em situação de rua?

Respostas dos paulistanos para estas e outras questões estão na pesquisa "Assistência Social na Cidade", que será apresentada em 18/7, no Sesc Bom Retiro. Participe!
Quais medidas ou ações a Prefeitura de São Paulo deve adotar para enfrentar a situação na Cracolândia e para melhorar as condições da população em situação de rua (moradores de rua)? Estas e outras questões integram a pesquisa "Assistência Social na Cidade", que será apresentada em evento público no Sesc Bom Retiro, no dia 18/7.
Promovida pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo, a atividade inclui um debate com especialistas e ativistas da área de assistência social, que poderão avaliar e comentar os resultados do levantamento.
Os resultados da pesquisa também revelarão a opinião dos paulistanos sobre as ações ou medidas que devem ser prioridade para combater a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Mostrará ainda se a maioria é a favor ou contra a proposta de garantir uma renda básica para toda e qualquer pessoa residente na cidade de São Paulo.
Levantamento integra série "Viver em São Paulo"
A pesquisa "Assistência Social na Cidade" integra a série "Viver em São Paulo", que foi iniciada este ano e mensalmente tem divulgado dados sobre a percepção dos paulistanos em relação a temas importantes que afetam a vida na capital paulista.
Os levantamentos da série e os eventos mensais, que incluem divulgação dos resultados, debates e intervenções culturais sobre cada tema pesquisado, são promovidos pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo.
Serviço:
Apresentação da pesquisa "Assistência Social na Cidade" e debate sobre o tema
Data: dia 18 de julho de 2018
Horário: das 10h00 às 12h30
Local: Sesc Bom Retiro
Endereço: Alameda Nothmann, 185 - São Paulo
O evento é aberto à participação de todas as organizações e pessoas interessadas.
Clique aqui para confirmar presença!
Por Airton Goes, da Rede Nossa São Paulo
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Boatos no WhatsApp causaram a morte de 27 pessoas em dois meses na Índia.
Foto: Wikimedia / OD)
O fenômeno das "fake news" - notícias falsas que se espalham pelas redes sociais - continua gerando graves consequências no mundo real. Cinco pessoas foram assassinadas na Índia no último fim de semana devido a boatos compartilhados por WhatsApp.
Segundo o jornal Times of India, as cinco vítimas foram linchadas até a morte no vilarejo de Rainpada, no estado de Maharashtra, na última semana. Uma corrente no WhatsApp dizia que havia traficantes de crianças na região, e uma das pessoas linchadas foi vista conversando com uma garota na rua.
O caso é apenas o mais recente numa epidemia de linchamentos motivados por boatos sem fundamento no WhatsApp que acomete regiões mais pobres da Índia. Nos últimos dois meses, 27 pessoas morreram em casos semelhantes no país.
Autoridades locais tentam controlar a propagação de fake news pelo WhatsApp, mas não têm tido muito sucesso. O jornal The Washington Post informa que um palestrante contratado para educar uma vizinhança sobre os riscos desses boatos acabou assassinado na última quinta-feira, 28, no estado de Tripura.
O fenômeno não é novidade, mas tem ficado pior à medida em que mais pessoas ganham acesso à internet por meio de apps como Facebook e WhatsApp. A situação é particularmente mais grave em regiões pobres, como vilarejos isolados na Índia e outros cantos da Ásia.
Em março deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que 650 mil pessoas da minoria islâmica rohingya foram expulsas do país asiático Mianmar e tiveram que cruzar a fronteira com Bangladesh devido a ameaças impulsionadas por fake news no WhatsApp.
No Brasil, o caso mais famoso é de maio de 2014, quando uma dona de casa foi confundida com uma sequestradora de crianças e espancada até a morte no Guarujá, litoral de São Paulo. O linchamento foi promovido por causa de um boato espalhado no WhatsApp.
O Facebook, dono do WhatsApp, diz que tem tentado fazer a sua parte, mas a natureza do aplicativo, que permite a troca de mensagens criptografadas de ponta a ponta, impossibilita que o conteúdo que circula por ali seja controlado pela empresa ou autoridades.
"O WhatsApp está trabalhando para esclarecer quando os usuários receberam informações que foram encaminhadas e para fornecer controles para os administradores de grupo, com o intuito de reduzir a disseminação de mensagens indesejadas em chats privados", disse Carl Woog, um porta-voz da empresa, ao Washington Post. "Estamos trabalhando com várias organizações para intensificar nossos esforços de educação, para que as pessoas saibam como detectar notícias falsas e fraudes circulando online."
Por LUCAS CARVALHO - Olhar Digital
terça-feira, 3 de julho de 2018
Em busca de oportunidades, venezuelanos são transferidos para PB, PE e RJ

Interiorização de venezuelanos no Brasil. Foto: Casa Civil/governo federal
O governo federal, com apoio do Sistema ONU no Brasil, realiza nesta terça-feira (3) nova etapa do processo de interiorização de venezuelanos. Está previsto o embarque de 164 solicitantes de refúgio e migrantes em Boa Vista (RR), que serão transferidos para as cidades de Igarassu (PE), Conde (PB) e Rio de Janeiro (RJ).
A interiorização é uma iniciativa criada para ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade a encontrar melhores condições de vida em outros Estados brasileiros.
Todos os solicitantes de refúgio e migrantes que aceitam participar da transferência para outras cidades passam por uma sessão de orientação sobre o processo de interiorização e as cidades de destino, realizam exame de saúde, são imunizados, abrigados na cidade de destino e acompanhados nos abrigos.
A estimativa é que 45 pessoas sejam levadas para Conde, 69 para Igarassu e 50 para o Rio de Janeiro.
Esta será a primeira vez que essas três cidades recebem venezuelanos voluntários da interiorização. Os imigrantes sairão em um voo de Boa Vista com destino ao Recife. Na capital pernambucana, desembarcam aqueles que optaram por morar em Pernambuco e na Paraíba. O avião seguirá viagem para o Rio de Janeiro.
Os abrigos de Igarassu e do Rio de Janeiro são administrados pela ONG Aldeias Infantis SOS. O de Conde, localizado no distrito de Jacumã, é de responsabilidade do Serviço Pastoral do Migrante.
A ONG Aldeias Infantis, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), receberá famílias com crianças e adolescentes, além de mulheres sozinhas ou grávidas. O Serviço Pastoral do Migrante na Paraíba abrigará prioritariamente homens e mulheres entre 18 e 30 anos, além de famílias.
Ao todo, 527 venezuelanos foram levados para as cidades de São Paulo, Cuiabá e Manaus, em durante os meses de abril e maio. O processo é organizado pelo governo federal com apoio da ACNUR, da Organização Internacional para as Migrações (OIM), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Por meio do registro dos venezuelanos abrigados em Roraima, o ACNUR estabelece o perfil desta população e identifica os interessados em participar da estratégia. A OIM e o UNFPA atuam na informação prévia ao embarque, garantindo que as pessoas possam tomar uma decisão informada e consentida, sempre de forma voluntária. O UNFPA promove diálogos com as mulheres para que se sintam fortalecidas neste processo.
A OIM ajuda na organização dos voos e acompanha os venezuelanos participantes no processo, que assinam termo de voluntariedade. O PNUD tem promovido seminários com o setor privado para estimular a inserção de trabalhadoras e trabalhadores venezuelanos no mercado de trabalho brasileiro.
Assessoria de imprensa ONU BR
Câmara realiza nesta semana Seminário Internacional sobre Educação e Saúde na Terceira Idade.
Os debates vão ocorrer nesta quarta e quinta-feira e abordarão, além da saúde e educação, assistência social, serviços, mercado de trabalho, entre outros temas.
Os temas do primeiro Seminário Internacional sobre Educação e Saúde na Terceira Idade são variados: além de saúde e educação, assistência social, serviços, mercado de trabalho, entre outros. Uma mesa redonda, por exemplo, vai debater a educação permanente e as universidades da Terceira Idade espalhadas pelo país. Para a deputada Leandre, do PV do Paraná, a educação ao longo de toda a vida deve ser estimulada, porque as vantagens para os idosos já são comprovadas:
"O quanto de benefício traz pras pessoas a manutenção delas dentro de um ambiente escolar, acadêmico, né, retardando processos inclusive de doenças como o Alzheimer, demências, é um processo extremamente importante, é uma iniciativa muito importante."
No balanço sobre os 15 anos do Estatuto do Idoso, os debatedores vão contabilizar os avanços e o que ainda está por ser feito. Além disso, é preciso adequar a lei à mudança do perfil demográfico do país – já são 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A irmã Terezinha Tortelli, da Pastoral do Idoso, aponta falhas na implantação de vários artigos e diz que a nova configuração populacional torna urgente a busca de alternativas de serviços para as pessoas idosas, principalmente aquelas que têm a saúde mais comprometida. Mesmo assim, ela celebra a legislação que beneficia os maiores de 60 anos:
"O Estatuto é uma garantia de que existem direitos já consagrados e as pessoas idosas podem acessá-los. Então, o que vemos é que, gradativamente, as pessoas vão tomando conhecimento dessa lei que os protege."
O seminário é promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e acontece nesta quarta e quinta-feira, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
Reportagem - Cláudio Ferreira

#digitalradiotv
@digitalradiotv
segunda-feira, 2 de julho de 2018
Mulheres são minoria nas ciências, diz pesquisadora da Unesco.
Imagem: ilustração
As mulheres são cerca de metade da população mundial, mas quando se trata de representação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, elas estão em número bem menor. Atualmente, 28% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres. Elas também têm menos reconhecimento - apenas 17 receberam o Prêmio Nobel de Física, Química ou Medicina desde Marie Curie, em 1903, em comparação a 572 homens.
O estudo Decifrar o código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática - áreas que juntas são representadas em inglês pela sigla STEM -,da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mostra que as diferenças entre meninos e meninas nada têm a ver com a capacidade intelectual de cada gênero. São construções sociais que começam desde cedo e são reforçadas na família e na escola que afastam as meninas dessas áreas.
A Agência Brasil conversou com a autora do estudo, a especialista da Seção de Educação para a Inclusão e Igualdade de Gênero da Unesco Theophania Chavatzia.
Segundo ela, se continuarmos "excluindo metade da população, isso significa que metade da produção e metade potencial não serão aproveitadas no futuro. Reconhecemos, cada vez mais, a importância de STEM, da ciência e tecnologia para os avanços e para as soluções dos problemas da nossa era", diz.
Os dados apresentados no estudo mostram ainda que, desde cedo, as meninas são afastadas dessas áreas. No Brasil, resultados do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Terce), realizado pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação, revelam que no 4º ano do ensino fundamental as meninas têm desempenho melhor que os meninos em matemática, com uma diferença de pouco menos de 15 pontos. No 7º ano do ensino fundamental, o cenário é invertido, os meninos passam a ter desempenho melhor que o das meninas, com aproximadamente 15 pontos a mais.
"Sabemos que meninas perdem o interesse em STEM quando crescem porque os estereótipos de gênero ficam mais e mais fortes, fazendo com que elas tendam a não se identificar com STEM, a prestar mais atenção em outras aulas e a escolher outras carreiras", diz a pesquisadora.
Diante desse cenário, Theophania diz que são necessárias políticas específicas para evitar que meninas se afastem de STEM. Em países em que as diferenças entre meninos e meninas não é significativa nessas áreas, elas têm, em ciências, um desempenho três vezes melhor do que nos casos em que os meninos se destacam. A constatação é feita com base nos resultados do Estudo Internacional de Matemática e Ciências, que mostram que nos países em que os meninos vão melhor que as meninas, a diferença em ciências é de oito pontos. Nos países em que ocorre o inverso, a diferença é de 24 pontos.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
Agência Brasil: O que afasta as meninas desde cedo de STEM?
Theophania Chavatzia: A resposta é mais complexa do que se pensa. Há uma série de fatores que se sobrepõem uns aos outros, que têm a ver com o nível individual e também com a interação social e socialização no processo de aprendizagem, na família, na escola e na sociedade em geral. Estudos mostram as diferenças, por exemplo, na maneira como somos criados, como meninas ou meninos, pelos nossos pais e até as diferenças na atenção e nas oportunidades em brincadeiras e na aprendizagem. Por causa disso e da presença majoritária masculina, essas carreiras não são consideradas apropriadas para meninas. Meninas tendem a crescer acreditando que STEM não é para elas, que não é um campo apropriado.
Isso é reforçado pelo fato de que elas não veem pessoas que se destacam nessas carreiras que sejam mulheres, isso tanto na mídia, quanto na escola. As meninas tendem a acreditar que elas não são tão boas em STEM quanto os meninos. São estereótipos. Tendem a acreditar que são melhores em humanidades, por exemplo, e que não são boas em ciências ou que não são tão boas quanto os homens. Tendem a assimilar esse estereótipo e a ficar longe. Quando elas vão para a escola, ao invés de quebrar o estereótipo, muitas vezes isso é reforçado pelas atitudes dos professores, que também carregam esses estereótipos e até mesmo pelo currículo. Estudos mostram que não existem fatores biológicos ou psicológicos que justifiquem essa diferença em STEM, isso é reflexo da socialização. Poderíamos falar sobre isso por horas, mas acredito que esses sejam os principais fatores que afastam as meninas de carreiras em STEM.
Agência Brasil: Há diferenças entre países ricos e pobres?
Theophania Chavatzia: Os dados mostram que isso não é baseado na riqueza de um país. Afeta tanto países em desenvolvimento quanto países desenvolvidos. Todos são afetados pelos mesmos estereótipos.
Agência Brasil: O que o mundo perde com menos meninas em STEM?
Theophania Chavatzia: Se continuarmos excluindo metade da população, isso significa que metade da produção e metade potencial não serão aproveitados no futuro. Reconhecemos, cada vez mais, a importância de STEM, da ciência e tecnologia para os avanços e para as soluções dos problemas da nossa era. Se deixamos metade da população de fora, isso significa que teremos metade da população que não estará olhando e não apresentará soluções. Essa é uma perspectiva. Outra é que estamos mantendo as desigualdades de gênero em geral. Se considerarmos STEM como o trabalho do futuro, com melhores salários e reconhecimento, e excluirmos as mulheres, estamos reforçando as desigualdades.
Agência Brasil: O que pode ser feito para reverter esse cenário?
Theophania Chavatzia: Países que têm políticas de inclusão de ciência, tecnologia e STEM, em geral, mostram que meninas podem ter um desempenho três vezes melhor que o dos meninos. Precisamos de políticas apropriadas, que encorajem a participação das meninas. A Austrália está investindo milhões para promover educação em STEM para meninas, ofertando bolsas de estudos e programas que encorajam a participação feminina. Tratam-se de áreas em que sabemos que as meninas são afetadas por estereótipos, tem que ter um esforço para engajá-las. Quando elas têm oportunidade, veem que, na verdade, não são ruins, que podem gostar e que podem fazer isso. Temos que desmistificar STEM, desafiar os estereótipos e prover oportunidades para as meninas aprenderem.
Temos que olhar também para a qualidade da educação em STEM e para a qualidade na formação dos professores. Eles precisam ser bem treinados em STEM e também bem treinados em abordagens de gênero, têm que reconhecer o que afasta as meninas, têm que balancear isso e encorajá-las. Se fosse preciso destacar uma ação para reverter o quadro atual, eu destacaria a capacitação dos professores, tanto a formação inicial, antes de começar a dar aulas, quanto a formação continuada, ao longo da carreira.
Agência Brasil: O que você destacaria sobre o Brasil?
Theophania Chavatzia: Antes de ir para a educação em STEM, todas as crianças e adolescentes têm que estar na escola. Tem que haver medidas para isso, para incluir tanto meninos e meninas. Estudos sobre o Brasil confirmam os achados gerais. As meninas têm melhor performance que os meninos no primeiro ano avaliado em ciências. Três anos depois, são os meninos que têm performance melhor. Temos que examinar o que está acontecendo no sistema educacional, que em três anos reverte a situação. Sabemos que meninas perdem o interesse em STEM quando crescem, porque os estereótipos de gênero ficam mais e mais fortes, fazendo com que elas tendam a não se identificar com STEM, a prestar mais atenção em outras aulas e a escolher outras carreiras.
Edição: Graça Adjuto
Por Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Brasília





