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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Reunião Catadores Fórum Leste - SP



Para conhecimento e divulgação
Reunião dos Catadores do Fórum para o Desenvolvimento da Zona Leste

Data:
05 de julho de 2014 - Sábado    
Horário: 14:00 horas

Local: SESC Itaquera - Espaço Benfeitores da Natureza  

Pauta Única

14:00hs Informes
- Espaço Cooperativa Filadelfia, Conselho Gestor, Visita Mega Central, Redes de Comercialização  
14:30hs Reorganização das Demandas apresentadas pelos Catadores

16:30hs Encaminhamentos

17:00hs Encerramento

Avisar na Portaria que irá participar da reunião "Coleta Seletiva" para ter acesso ao Estacionamento

Quaisquer dúvidas entrem em contato:

Carol Almeida / Guilhermo - Programação - SESC Itaquera - 11 25239229

Delaine Romano - Coordenadora "Programa Coleta Seletiva Zona Leste Faz" - 11 983431919

Angelo Iervolino - Diretor de Meio Ambiente do FDZL - 11 991154053

 
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Fwd: [RSS-LBV] palestra com Dirce Koga


 
Em 15 de julho, o Senac Jundiaí promove a palestra Vigilância Socioassistencial – o lugar do território na política de assistência social . A ação será ministrada pela assistente social Dirce Koga.

No âmbito da Política Nacional de Assistência Social , a vigilância socioassistencial funciona como um processo coletivo institucional de implementação e valorização do conhecimento, da realidade social e da dinâmica da gestão desse artifício. Em decorrência, também constitui uma área específica que sistematize esse conteúdo, produza subsídios que fortaleçam e contribuam para a efetivação da proteção social e dos direitos socioassistenciais.

Conheça o curso de extensão Diagnóstico Socioterritorial: uma ferramenta para a gestão de políticas sociais e os demais títulos na área de desenvolvimento social oferecidos pela unidade.

Senac Jundiaí
Rua Vicente Magaglio, 50 - Jardim Paulista - Jundiaí - SP
E-mail: jundiai@sp.senac.br
Telefone: 11.3395-2300
15/07/2014 das 19 às 22 horas
Participação gratuita. 
Programação
Palestra 
Data e horário: 15/07/2014 das 19 às 22 horas
Palestrante: Dirce Koga
Assistente social, com doutorado e pós-doutorado em Serviço Social , realizou o estágio pós-doutoral na Université Pierre-Mendès-France, em Grenoble. É professora e coordenadora do Programa de Mestrado em Políticas Sociais da Universidade Cruzeiro do Sul, autora dos livros "Medidas de Cidades - entre territórios de vida e territórios vividos" e "São Paulo - Sentidos Territoriais e Políticas Sociais", da Editora Senac São Paulo, e pesquisadora do Centro de Estudos Socioterritoriais da PUC/SP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
 

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Idosos a partir de 60 anos terão ônibus, metrô e trem de graça


Idosos a partir de 60 anos terão ônibus, metrô e trem de graça

Governador Alckmin assinou lei que decreta a gratuidade durante evento no Palácio dos Bandeirantes

São Paulo, 02 de julho de 2014 – O governador Geraldo Alckmin assinou na manhã desta quarta-feira (02), a lei número 15187 que garante a gratuidade nas passagens do Metrô, CPTM e EMTU para idosos a partir dos 60 anos.

Para ser concedido o beneficio, o usuário interessado deve se cadastrar nos postos autorizados das operadoras de transporte de passageiros. O cadastro terá validade por 180 dias.

"Uma política pública importante para os idosos gastarem menos, poderem ter mais lazer e viajar, até mesmo para o trabalho, enfim se locomover de forma gratuita", afirmou o governador. 

Para o secretário adjunto estadual do Emprego Eufrozino Pereira, presente no evento, a medida beneficia um "grande número de pessoas que querem voltar ao mercado de trabalho". Segundo o adjunto, tudo que puder facilitar economicamente "a vida do trabalhador é importante e aquece a economia".

Carlos Ortiz, presidente do Sindicato dos Aposentados, estava satisfeito com a medida. "O governador Geraldo Alckmin mais uma vez mostra o compromisso que este governo tem com o idoso, com o aposentado que muitas vezes não sai de casa por falta de recursos", afirmou.

Assessoria de Imprensa – SERT





domingo, 29 de junho de 2014

29 de Junho – Dia da Telefonista


telefonista1

A primeira comemoração do Dia da Telefonista ocorreu em 29 de junho de 1956, dia de São Pedro, e desde então a data vem sendo comemorada anualmente. Se o santo tem as chaves dos céus, as da comunicação estão certamente com a telefonista.

Receber e transferir ligações, localizar pessoas, transmitir mensagens - estas são algumas das atribuições das telefonistas. Dependendo de onde se trabalha, novas funções podem surgir, tais como despertar pessoas e registrar solicitações (em hotéis, por exemplo).

A telefonista é um profissional indispensável no atendimento ao público. Seu serviço funciona como um cartão de visitas da empresa, instituição ou outra organização, não importa o tamanho. Portanto, a telefonista precisa estar preparada para fornecer informações e responder às dúvidas de quem a procura, pois disto dependerá o sucesso do primeiro contato.

Fonte: UESB / Portal São Francisco / Jus Brasil



Por:Emilia Eiko



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Convite ODM em Guarulhos 2/7 15h no auditório da Prefeitura de Guarulhos.



 
Pessoal. 
Estamos convidando tod@s para o Seminário em Guarulhos, convite anexo.
Será dia 2/7, às 15h, no Auditório da Prefeitura de Guarulhos.
Venham participar e pedimos que divulguem.
Lembrando que o prazo definido para o cumprimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é 2015.  

Abraço, 
Nina.
999303245

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População global desconhece gravidade do Mal de Alzheimer


Estudo realizado em 12 países mostra pouco conhecimento, mas alto temor. Doença afeta ao menos 44 milhões no mundo

Uma pesquisa realizada pela Alzheimer’s Association em 12 países revela que 59% dos entrevistados acreditam que o Mal de Alzheimer seja um elemento comum do envelhecimento, e que 40% não acham que a doença seja fatal. No entanto, a doença é fatal, progressiva e afeta ao menos 44 milhões de pessoas no mundo.

A pesquisa – realizada na Austrália, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Alemanha, Japão, Índia, México, Nigéria, Arábia Saudita e Reino Unido – constatou que 37% dos entrevistados acreditam erroneamente que seja preciso ter histórico familiar do Mal de Alzheimer para que se corra o risco de manifestá-lo.

Apesar da falta de compreensão sobre sua gravidade, o Mal de Alzheimer ainda é uma das doenças mais preocupantes: um quarto dos entrevistados apontou o Alzheimer (23%) como a doença ou problema de saúde mais temido, atrás apenas do câncer (42%). Interrogados sobre qual doença ou problema de saúde mais temiam contrair, 1/3 dos entrevistados do Japão (34%), Canadá (32%) e Reino Unido (33%) responderam Alzheimer.

Mais da metade das pessoas entrevistadas na Alemanha (56%), no México (55%) e no Brasil (53%) não sabe que o Mal de Alzheimer é fatal. Enquanto 40% não tinham as informações corretas, o número de pessoas que concordaram com a afirmação de que o Mal de Alzheimer é fatal foi maior nas faixas entre 18-34 anos (60%), 35-44 anos (61%) e 45-54 anos (58%) do que entre pessoas com 60 anos ou mais (53%).

Quando as prioridades de saúde eram levadas em consideração, 96% dos entrevistados responderam que ser autossuficiente e não depender dos outros – algo inevitável com o avanço do Mal de Alzheimer – são fatores importantes. Também apontaram como importante a possibilidade de conseguir pagar por cuidados de longo prazo (88%) e cuidar de pais idosos em casa (86%).

A incidência mundial do Mal de Alzheimer e outras demências irá disparar para 76 milhões de pessoas até 2030 e por em risco economias do mundo todo, segundo a Alzheimer’s Association. A maioria dos entrevistados (71%) afirma que o governo tem a responsabilidade de ajudar a encontrar uma cura ou maneira de se prevenir o Alzheimer.

http://saudeweb.com.br/44077/populacao-global-desconhece-gravidade-do-mal-de-alzheimer/
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Flavia Loureiro - Núcleo dos Amigos do Brooklin
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de tod@s Art.5ºXIV,CRFB/Cap.40 Agenda 21


"Informação causa mudanças" Flavia Loureiro


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sábado, 28 de junho de 2014

Atividade relacionada com o tema "Queda de idosos"...



A Assistente Social Ana, que é a Supervisora do Programa de Acompanhamento de Idosos, explica um pouco da atividade que irá ocorrer nas dependências da Igreja de Santa Luzia, na Vila Jacuí, local cedido para a UBS Vila Jacuí, desenvolver esta atividade voltada aos idosos desta região.

Fala sobre a semana mundial de prevenção de quedas de idosos e da importância da prevenção, pois, as causas são diversas e as consequências são as mais variadas, principalmente o medo que acomete os idosos após uma queda.

São protagonistas desta peça os próprios funcionários que desenvolvem as atividades de visita e acompanhamento nas residências dos idosos, mostrando um pouco da realidade encontrada por eles nestas visitas e trazendo ao conhecimento do público em geral para que haja uma conscientização, inclusive o fato que é necessário uma informação para a unidade de saúde que faz o acompanhamento do idoso quando houver uma queda para possíveis avaliações e melhoras nos programas de saúde da população.

Clique no link abaixo e acompanhe através de vídeos as atividades desenvolvidas e no final o desenrolar da peça teatral intitulada "ShinCain".
https://www.youtube.com/watch?v=17NrzmVsWZk&list=PLWFNwYojxA6twQd22sqj4U5YFLo6NQ84W

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Palestras do Seminário de Resíduos Sólidos: Desafios da gestão empresarial



Conforme o prometido, segue abaixo os links para download das palestras proferidas no Seminário de Resíduos Sólidos: Desafios da gestão empresarial realizado na FASM - Faculdade Santa Marcelina - Campus Itaquera no dia 24 de junho de 2014, promovido pelo FDZL - Fórum de Desenvolvimento da Zona Leste.
 
Os serviços de limpeza urbana na cidade de São Paulo por Walter de Freitas da ECOURBIS - clique para download
 
Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo por Silvano Silvério da AMLURB - clique para download
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos por José Valverde Machado Filho do Instituto Cidadania Ambiental - clique para download
Gestão de Resíduos - oportunidade para criar valor sustentável e riqueza por Francisco Luiz Biazini Filho da REDERESÍDUO - clique para download
Agradecemos sua presença, a participação dos apoiadores e a organização do FDZL - Fórum de Desenvolvimento da Zona Leste que  possibilitaram a realização deste evento.
Atenciosamente
 

REDERESÍDUO - Ecossistemas de Inovação na Gestão de Resíduos
+55 11 11 997882777 / 999184368 / 997290909
facebook - twitter -  youtube  
 

A REDERESÍDUO é um ecossistema de inovação que oferece uma plataforma customizada para gestão de resíduos. Apoiamos nossos clientes:

  • Gerando receita com os recicláveis ou economia na destinação dos resíduos.
  • Atendendo a PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
  • Promovendo a criação de valor, através da inovação e da sustentabilidade.
Assista à reportagem especial em youtube.com/rederesiduo
 
Leia nossas últimas realizações no Resíduos em Rede nrº 2 - http://migre.me/jHZW5  
 
Apresentação REDERESÍDUO  Português - http://migre.me/jmoaK
Apresentação REDERESÍDUO  Ingês - http://migre.me/jmo6G
Apresentação REDERESÍDUO  Espanhol -   http://migre.me/jmodu
 
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Fwd: [rede21sp] Copa: comitês populares apontam violação de direitos - Prêmio de consolação - Como forma de 'legado', é apenas 1% do faturamento da Fifa com a Copa do Brasil



Nota: Conforme a reportagem "Prêmio de consolação - 10 Bilhões de dólares é a estimativa de faturamento da Fifa com a Copa do Brasil - 100 milhões de dólares serão investidos pela Fifa nos Estados que não receberam o mundial."

Como forma de 'legado' (?), o Prêmio de Consolação é apenas 1% do faturamento estimado. Quanta generosidade. Ao preço dos ingressos, bebidas e outros alimentos,...
Para onde irá o restante dos R$ 98 milhões?
Veja a avaliação dos comitês populares.

Tudo isto têm refletido sobre os possíveis investimentos, conforme a opinião do " Economista dinamarquês 'detona' o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos -  Publicado por Goias Renováveis
[...]
Copa do Mundo

Por fim, Jakobsen afirmou que sediar a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 foi a pior coisa que o Brasil poderia ter decidido (ou se proposto a) fazer. "O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes, está indo para coisas inúteis. O Brasil só estará pronto para receber uma Copa do Mundo em 20 ou 30 anos", finalizou o dinamarquês.

Fonte: Uol Economia - Link: http://economia.uol.com.br/noticias/infomoney/2014/05/07/economista-dinamarques-detonaobrasilein...
http://goiasrenovaveis.jusbrasil.com.br/noticias/119743870/economista-dinamarques-detona-o-brasil-e-indica-melhor-investimento-para-fugir-do-caos

Prêmio de consolação

Fifa vai destinar 100 milhões de dólares aos estados que não receberam o Mundial.


Por: Sales Coimbra Da Redação

Dois milhões vêm para o Pará, para construção de quatro campos de futebol no Ceju.

A Federação Paraense de Futebol (FPF) confirmou para o dia 6 de julho a inauguração da primeira etapa da obra de ampliação do Centro Esportivo da Juventude (Ceju), durante solenidade que deverá contar com as presenças dos presidentes da Fifa, Joseph Blatter, e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marín, além do ex-atacante Ronaldo Fenômeno e da jogadora Martha, ambos membros do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo 2014 (COL). 

O Ceju, que fica anexo ao Mangueirão, foi um dos primeiros contemplados pelo pacote de 100 milhões de dólares que a Fifa vai investir em projetos de desenvolvimento do futebol no Brasil, como forma de deixar algum "legado" para aqueles estados que não ganharam sub-sedes do Mundial. Estimativas da própria Fifa apontam que o faturamento com a Copa no Brasil será de 10 bilhões de dólares, um recorde histórico.

Do total investido nos estados que não receberam o Mundial, 2 milhões de dólares virão para o Pará, para as obras de ampliação do Ceju. O local, que vai ganhar três novos campos de futebol - além de ter o seu campo principal trocado -, servirá de centro de treinamentos para as categorias de base dos clubes da capital paraense, tanto masculinas quanto femininas, além de atender aos projetos sociais que já atuam na área ao redor do Mangueirão. No total, serão instalados três gramados sintéticos e um de grama natural. O campo principal será de grama sintética e terá dimensões oficiais, medindo 105m x 68m. Um segundo terá o mesmo tamanho, só que em grama natural. Já os dois campos auxiliares, ambos em material sintético, medirão 100m x 65m. 

Para ler a matéria completa, assine O Liberal Digital!

http://www.ormnews.com.br/noticia/premio-de-consolacao#.U6m9qLElm5x

Copa: comitês populares apontam violação de direitos

Publicada em 24/06/2014
Ana Cláudia Peres (Revista Radis)
 
Quando soou o apito de Brasil e Croácia, às 17h do dia 12/6, no Itaquerão (SP), teve início um campeonato que começou seis anos antes, durante o anúncio do Brasil como país-sede do mundial. Na ocasião, o discurso de que a Copa traria investimentos que melhorariam a qualidade de vida repercutiu como um grito de gol. Mas os Comitês Populares da Copa, que vêm acompanhando os impactos do megaevento no país, alertam para um resultado diferente.  
 
Some-se à Copa do Mundo outro megaevento com data marcada para acontecer no Brasil na área do esporte: em 2016, os Jogos Olímpicos serão realizados no Rio de Janeiro, o que tem causado grande impacto na vida da capital fluminense. "Para além do clima de tudo é festa, é preciso ver que a realização desses megaeventos aprofundam e aceleram o modelo excludente e concentrador que encarna a potência econômica do Brasil", considera Lorena Dias, integrante do Comitê Popular de Belo Horizonte. 
 
Em sua cidade, R$ 1 bilhão estão sendo destinados somente às reformas do estádio do Mineirão e do aeroporto de Confins — pagos com financiamento federal pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e verbas do Programa Nacional de Crescimento (PAC2). A primeira crítica feita pelos Comitês Populares é que todos os 12 estádios estão sendo reformados ou construídos com verba pública, num orçamento total divulgado pelo próprio Governo Federal de R$ 8 bilhões, mas passarão para a iniciativa privada logo depois do Mundial. "Em todo o país, os estádios eram estaduais, agora são arenas particulares que cobram preços abusivos, expulsam os trabalhadores tradicionais e elitizam a torcida excluindo os ingressos com preços populares", acrescenta Lorena.
 
No Rio de Janeiro, por exemplo, as seguidas reformas do Maracanã custaram aos cofres públicos R$ 1,5 bilhão de reais. Mas, de acordo com cálculos do Comitê Popular do Rio, com a privatização, o governo só vai receber de volta R$ 185 milhões. Ou seja, menos de 20% de todo o valor gasto. Em São Paulo, segundo o comitê popular local, a maior parte dos gastos públicos se deu na isenção fiscal ao estádio do Itaquerão (R$ 420 milhões), em obras viárias voltadas para o transporte individual (mais de R$ 400 milhões) e na higienização da paisagem urbana, outra crítica severa e recorrente feita pelos Comitês. "Esses recursos não atendem os interesses da população e beneficiam apenas as grandes corporações da construção civil e o setor imobiliário", critica a pesquisadora Juliana Machado, membro do  Comitê Popular da Copa de São Paulo.
 
Dossiê
 
De um lado do campo, o governo anuncia em seu Portal de Transparência que os investimentos nas cidades-sede da Copa totalizam R$ 25,6 bilhões, que "a Copa não retirou verbas do orçamento de áreas como a saúde, educação, transportes e segurança pública" e que segue um plano de investimentos que previa, num primeiro ciclo, mobilidade urbana, aeroportos e financiamento para a modernização de estádios. E ainda, segurança, telecomunicações e turismo, em outros dois momentos, além do que chama de "políticas públicas potencializadas pela Copa". Como justificativa, aponta que essa é uma oportunidade para incrementar a infraestrutura, antecipando obras e intervenções que seriam necessárias mesmo sem a realização do evento. 
 
Jogando em outro time, a Articulação Nacional dos Comitês Populares (Ancop) — que, desde 2010, reúne organizações, movimentos, coletivos, pesquisadores e ativistas — diz que as ações já postas em prática sinalizam um legado, na verdade, perverso, que aprofunda as desigualdades urbanas no país, destrói comunidades e bairros populares e segrega grupos mais vulneráveis nos espaços urbanos. "O crescimento econômico segue concentrado nas mãos de uns poucos, ao mesmo tempo que os investimentos prometidos trazem problemas ainda mais graves", diz Juliana, que também integra a Ancop. O Dossiê Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil, um calhamaço de mais de cem páginas elaborado pela Ancop, que terá, ainda, uma terceira edição atualizada, faz uma crítica ao desperdício de recursos públicos que, para a Ancop, deveriam estar sendo destinados a atender às necessidades da população brasileira — com "déficit habitacional de 5,5 milhões de moradias e 15 milhões de domicílios urbanos destituídos das condições mínimas de habitabilidade (saneamento, infraestrutura urbana etc), para não falar da precariedade de nossos sistemas de saúde e educação pública", aponta o Dossiê.
 
Apesar de o site do governo brasileiro sobre a Copa do Mundo 2014 afirmar que "nenhuma pessoa ficou desabrigada para a construção de estádios ou para as intervenções de mobilidade urbana", a Ancop aponta 250 mil pessoas cujo direito à moradia está sendo violado ou ameaçado. O balanço da capital paulista indica que houve remoção forçada de comunidades inteiras, especulação imobiliária (97% de valorização) e expulsão da população para as margens mais distantes da cidade. "Isso em razão do valor dos aluguéis a patamares impagáveis pela população mais pobre", diz Juliana.
 
Às vésperas da Copa, quando foi realizada a entrevista com Juliana, as obras estavam em fase final de execução e a probabilidade é que ficassem prontas a tempo de atender às exigências da Federação Internacional de Futebol (Fifa). "Enquanto isso, os investimentos em serviços e equipamentos públicos não foram feitos", alerta a integrante do Comitê Popular de São Paulo. "Em Itaquera, distrito da zona leste de São Paulo onde fica o estádio do jogo inaugural da Copa, ainda faltam hospitais, unidades de saúde, escolas, creches, saneamento". Juliana acrescenta que são mais de 20 assentamentos e milhares de famílias afetadas na zona Sul e na zona Norte da capital paulista.
 
Mobilidade urbana x remoções
 
A situação se repete em todas as cidades-sede — além de Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Natal, Manaus, Cuiabá, Curitiba e Brasília. E, a julgar pelo levantamento da Ancop, a violação do direito à moradia adequada é a mais grave consequência da realização da Copa no Brasil. Em Belo Horizonte, informou Lorena, a comunidade Recanto da UFMG, com cerca de 60 famílias, localizada a menos de 500 metros do Mineirão, foi removida para a construção de um viaduto. Em Fortaleza, os cálculos do Comitê Popular local dão conta de mais de 15 mil remoções em função das obras. Apenas para abrir passagem ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), obra que integra o pacote de mobilidade urbana na cidade, 23 comunidades foram afetadas. Quatro delas (Trilha do Senhor, Lauro Viera Chaves, Comunidade das Flores e São Vicente de Paula) resistem em deixar suas moradias, às margens da Via Expressa, região valorizada ou com tendência de valorização na capital cearense. 
 
"O impacto das obras da Copa no aumento da desigualdade e da segregação é alarmante", avalia o economista André Lima, integrante do Comitê Popular de Fortaleza. Nesse caso, ele explica que o governo estadual, responsável pelas desapropriações, não oferece indenização à altura dos imóveis e, como alternativa, propõe a transferência de cerca de 3 mil famílias para um conjunto habitacional localizado em bairro afastado, onde outras mais de mil famílias vivem numa ocupação há três anos. "Ou seja, a ideia é melhorar o sistema de equipamentos da zona mais rica da cidade, enquanto remove milhares de pessoas de baixa renda para locais desvalorizados", acrescenta.
 
Em vídeo produzido por uma produtora belga sobre os impactos da Copa em Fortaleza, Allysson Silveira, que tem boa parte da família morando na Comunidade do Trilho, conduz o espectador pelas histórias da comunidade. Para ele, o grande problema do VLT é que "esta comunidade, onde as pessoas conversavam, se encontravam, namoravam, agora está ameaçada de não mais existir por conta de uma obra financiada pela Copa do Mundo". Segundo o Comitê, antes mesmo da conclusão do processo legal para a transferência das famílias, as casas dos moradores eram marcadas a tinta sinalizando quem seria removido. "Mas a vida em comunidade é forte. Da mesma forma que todos se ajudam, todos sofrem juntos, de uma forma ou de outra, os impactos da remoção. As pessoas aqui são acostumadas a enfrentar problemas. Até problemas como esse", diz Allysson.
 
Em Salvador, de acordo com o Comitê Popular da cidade, nenhuma das obras que trariam impactos positivos foi realizada. "Pelo contrário, o que aconteceu foi a intensificação de uma limpeza étnica racial nos bairros e no centro da cidade", diz Argemiro Almeida, membro do Comitê Popular da Copa de Salvador e da Ancop. O orçamento previsto para obras de infraestrutura na cidade era de R$ 2,4 bilhões. Mas, segundo acompanhamento do comitê, foram gastos pelo governo do estado e prefeitura apenas R$ 600 mil, o que fez com que cinco obras saíssem da matriz de responsabilidades da cidade, entre elas a construção de um Hospital, previsto originalmente, e de projetos de mobilidade no entorno da Arena Fonte Nova que dariam acesso ao Centro e a bairros mais afastados. "Em vez disso, o que foi feito foi uma via expressa que liga praticamente o Porto à BR e uma linha de metrô de 3 quilômetros que ainda está em fase de testes e, por enquanto, vai funcionar apenas durante a Copa", diz. 
 
No campo dos transportes, a preparação para a Copa do Mundo tem servido para justificar gastos públicos destinados à melhoria da chamada mobilidade urbana nas cidades-sede do evento. No total, são 45 obras que, segundo o site oficial da Copa, priorizam o transporte coletivo e incluem corredores e vias para ônibus; estações, terminais e Centrais de Controle de Tráfego; BRTs (Bus Rapid Transit) e VLTs, totalizando mais de R$ 8 bilhões de investimento. Entretanto, para os Comitês Populares, essas obras somadas ainda ao alargamento de vias e construção de viadutos, apenas reproduzem o modelo veicular privado, individual e motorizado, quando deveriam priorizar o transporte público acessível, coletivo e de qualidade.
 
"A subserviência ao poder econômico da indústria automobilística determina a continuidade de um padrão insustentável de mobilidade para o país", reflete Lorena, de Belo Horizonte, onde a ampliação do metrô, planejado e não concluído desde a década de 70, foi mais uma vez adiada. "Sem dúvida alguma, a Copa do Mundo poderia ser uma boa oportunidade para buscar alternativas inteligentes e não poluentes para o trânsito, como as ciclovias, por exemplo. Mas o que predomina é o totalitarismo dos carros sobre as pessoas que, quando moram em comunidades pobres, ainda são removidas para dar passagem a novas malhas viárias", observa.
 
Resistência
 
Pernambuco é o único estado-sede em que os jogos não se darão na capital, Recife, mas na cidade de São Lourenço da Mata, onde está prevista a construção da primeira Smart City da América Latina — segundo o Comitê Popular, uma cidade inteira construída a partir de uma parceria público-privada. "Uma cidade com previsão de circulação de 100 mil pessoas num local que tem hoje 108 mil habitantes. Ou seja, a cidade já existente viverá à margem da nova cidade, que concentrará os investimentos", diz Rud Rafael, assistente social da ONG Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social (Cendhec) e integrante do Comitê Popular da Copa de Recife, acrescentando que, no geral, serão mais de 2 mil desapropriações. Obras como a Via Mangue, que ligará os bairros do Pina e de Boa Viagem, deixaram 1.536 famílias desapropriadas.
 
Rud informa que o Loteamento São Francisco, no município de Camaragibe, vem sofrendo um dos casos mais graves de violação. "A comunidade de aproximadamente 200 famílias foi "riscada do mapa", ele diz, "com indenizações injustas e sem diálogo ou proposição de alternativas". Lá, grande parte das famílias foi despejada sem ter recebido o valor das indenizações e sem nenhum apoio psicossocial. "Isso gerou um nível de vulnerabilidade extremo, muitos adoecimentos e sete mortes em decorrência desse cenário", acrescenta.
 
Mas há resistência. A comunidade do Coque, no Recife, é símbolo de teimosia contra o capital imobiliário (Radis 129), como explica o integrante do Comitê Popular. "Ali, foram desapropriadas 181 famílias para a ampliação do Terminal Integrado de Joana Bezerra. Entretanto, outras 58 famílias seriam removidas, mas surgiu uma intensa mobilização, que deu origem a uma rede, o Coque (R)existe", conta. "A partir dela, evitaram-se as remoções mostrando que era possível um projeto alternativo que alterava o traçado viário e mantinha as famílias em suas moradias".
 
Em Porto Alegre, a população da Vila Cruzeiro, uma das afetadas pelo projeto de duplicação da Avenida Tronco, organizou a campanha Chave por chave, conseguindo barrar o processo de remoção. Cerca de 70% das famílias permanecem no local. Segundo o Comitê Popular, o projeto foi excluído da matriz de responsabilidades. "Foi uma vitória, mas isso gerou outro problema: como as obras haviam sido iniciadas, ficou um furo na cidade, como uma ferida, um cenário de guerra, de escombros, esgoto a céu aberto e mais violência", diz Cláudia Fávaro, arquiteta e urbanista, integrante do Comitê Popular, citando ainda a desastrosa remoção de quase 400 famílias da Vila Dique, atingida pelo alargamento da pista do aeroporto Salgado Filho. "Essas famílias foram levadas para uma zona de tráfico, desassistida do poder público, a cerca de 50 quilômetros de onde residiam. Passaram a habitar construções precárias, sem acesso a posto de saúde, creche ou escola, já que os equipamentos permaneceram na antiga vila", informa. Depois do laudo geológico, segundo o Comitê Popular, ficou concluído que a área era inadequada para a construção da pista. 
 
Para Rud, de Recife, a Copa não deixa legado de políticas públicas e sim, de sérias violações de direitos humanos e negação de direitos básicos, o que tem gerado, inclusive, grave impacto na saúde pública, com grande número de pessoas desenvolvendo doenças crônicas como hipertensão, além de casos de depressão. "Isso é lamentável, porque poderiam ter sido pensadas alternativas a esse cenário, como a construção de planos urbanísticos participativos, projetos habitacionais e assistência psicossocial, por exemplo", protesta. "Não à toa, após uma visita a Recife, a relatora da ONU para o Direito à Moradia Adequada, Raquel Rolnik, disse que as obras da Copa produzem sem-teto".
 
 
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/35626
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Flavia Loureiro - Núcleo dos Amigos do Brooklin
"INFORMAÇÃO" Direito e Dever de tod@s Art.5ºXIV,CRFB/Cap.40 Agenda 21


"Informação causa mudanças" Flavia Loureiro

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