Texto para dar distância entre figuras

Esta é a página inicial da Digital Radio Tv... "A Sua Melhor Companhia" ! . . Sejam Benvindos (as, x's) ! ! ! !

Digital Radio e Tv

CLIQUE OU TOQUE NO "PLAY" DA IMAGEM PARA OUVIR A WEBRADIO AO VIVO . Caso a imagem não esteja aparecendo, role esta página até o final que há outro PLAYER da webradio 12345, para acionar e ouvir a programação ao vivo. COMPARTILHEM NOSSA WEBRADIO NAS SUAS REDES SOCIAIS

Webradio, Contato, Marca d'água, Doar


ENTRE EM CONTATO CONOSCO OU NOS AJUDE DOANDO O QUE DESEJAR

Outras Páginas 1

CLIQUE NAS IMAGENS, VISITE NOSSAS PÁGINAS e CONHEÇA NOSSO TRABALHO


                  
 

Outras páginas 2


                   
 

COMPARTILHEM EM SUAS REDES SOCIAIS

 

Design ***Digital Rádio e Tv - São Paulo / SP - Brasil - Todos os direitos reservados - Whats App (11) 9 7291 4716

 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

domingo, 12 de agosto de 2018

Alaíde Costa e Toninho Horta mostram CD


Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais na CAIXA Cultural São Paulo, em agosto
Capa CD - Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais


Os artistas apresentam pela primeira vez, em São Paulo, o repertório de Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais, celebrando 45 anos de música e amizade.

No ano em que se comemora 45 anos do Clube da Esquina, o CD Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais - que une o canto ímpar de Alaíde Costa com a guitarra, o violão e as harmonias de Toninho Horta – tem, finalmente, seu lançamento na capital paulista.

O show acontece na CAIXA Cultural São Paulo, entre os dias 9 e 12 de agosto (de quinta a domingo, às 19h15), com ingressos grátis.

O CD nasceu da ideia do produtor Geraldo Rocha que, em 2011, convidou Alaíde e o mestre arranjador mineiro para um projeto com músicas, na sua maioria, do repertório do Clube da Esquina. O resultado é um dueto primoroso. Em tom de recital, traz arranjos feitos especialmente para a voz cristalina de Alaíde Costa, executados com o requinte do violão preciso e sensível de Toninho Horta, ora alternado com a guitarra.

O título Alegria É Guardada em Cofres, Catedrais foi extraído da letra de "Aqui, oh!", parceria de Horta com outro importante compositor mineiro, Fernando Brant (1946-2015). Com capa assinada por Leonardo Tasori, o CD foi gravado entre 2011 e 2014 no estúdio Na Trilha, de Belo Horizonte, sendo lançado em 2016 de forma independente, mas só agora o show chega a São Paulo. Nesse ano a cantora também comemorou seu aniversário de 80 anos.

A faixa instrumental inédita "Nos Tempos do Paulinho" - feita em memória de seu irmão, o baixista Paulo Horta - abre o CD. Na sequência, Alaíde empresta seu canto aos clássicos mineiros: "Aqui, Óh!" (T. Horta e Fernando Brant), "Travessia" e "Outubro" (ambas de Milton Nascimento com F. Brant), "Beijo Partido" (T. H.), "Nascente" (de Flávio Venturini e Murilo Antunes), "Sol de Primavera" (de Beto Guedes e Ronaldo Bastos), "Tudo que Você Podia Ser" (de Márcio e Lô Borges), "Saguin" (T. Horta) e "Bons Amigos" (T. Horta e Ronaldo Bastos). Fechando o disco está "Sem você", uma composição dos ícones da bossa nova Tom Jobim e Vinicius de Moraes, a primeira música que Horta ouviu na voz de Alaíde, em 1961, ao som do violão de Baden Powell (1937-2000) no disco Alaíde, Joia Moderna.

Para 2018, Alaíde Costa prepara também o lançamento de seu primeiro DVD, em parceria com o Canal Brasil, e Toninho Horta trabalha o lançamento de seu songbook. E esta histórica parceria entre os artistas vai se tornar um documentário, ainda sem data prevista de lançamento, reunindo cenas de bastidores das gravações, musicais inéditos, depoimentos e passeios por Minas Gerais.

Vale ressaltar que a cantora participou do LP Clube da Esquina, estreia do movimento em 1972, dividindo com Milton Nascimento a faixa "Me Deixa em Paz", de Monsueto e Airton Amorim. Sua participação tornou-se um dos destaques e fez a carioca radicada em São Paulo ser acolhida por aqueles jovens mineiros.

 
Serviço

Show: Alaíde Costa e Toninho Horta

Data: 9 a 12 de agosto (quinta a domingo)

Horário: 19h15

Ingressos: Grátis. Distribuídos a partir das 9h do dia do evento

Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. Capacidade: 80 lugares

 

Local: CAIXA Cultural São Paulo

Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro. São Paulo/SP

Informações: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com deficiência


Renda Básica de Cidadania

55% dos paulistanos são favoráveis à proposta de Renda Básica de Cidadania


Pesquisa "Assistência Social na Cidade" revela também que combate ao tráfico de drogas e desenvolvimento de políticas públicas intersetoriais devem ser as principais medidas para à região da Cracolândia


A proposta de instituir uma renda básica para toda e qualquer pessoa residente na capital paulista é apoiada por 55% dos paulistanos, enquanto 30% são contra e outros 15% não souberam ou não responderam. Esses são alguns dos resultados da pesquisa "Assistência Social na Cidade", que foram divulgados nesta quarta-feira (18/7) pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo.

O questionamento sobre o apoio ou não ao benefício foi incluído no levantamento devido ao fato de estar em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei (PL 620/2016), que visa garantir a Renda Básica de Cidadania - RBC para toda e qualquer pessoa residente na capital paulista há pelo menos cinco anos, sem diferenciar raça, sexo, idade, condição civil ou socioeconômica.

Os moradores da Zona Sul, segundo a pesquisa, são os que se mostram mais favoráveis à proposta. Nesta região de São Paulo, a ideia conta com o apoio de 59% dos entrevistados. Por outro lado, a área central da cidade é onde a concessão do benefício obtém menos concordância (46%).

Outro dado do levantamento revela que, para os paulistanos, o combate ao tráfico de drogas é a principal medida a ser adotada na Cracolândia, com 59% de menções, seguida pelo desenvolvimento de políticas públicas de atuação conjunta de diversas áreas, como saúde, segurança, assistência social, educação e trabalho e renda – assinalada por 53% dos pesquisados. A terceira opção, escolhida por 43% das pessoas, é construir no local unidades de saúde especializadas para atender exclusivamente os usuários de drogas.

Estimulados também a assinalar a primeira, a segunda e a terceira medidas que devem ser colocadas em prática para melhorar as condições da população em situação de rua, os paulistanos priorizam: ampliar os Centros de Acolhida, os Centros de Acolhida Especiais e Centros Temporários de Acolhimento (37%); oferecer cursos de capacitação profissional para que possam atuar no mercado de trabalho (34%); e criar medidas que incentivem a contratação dessas pessoas por empresas e comércios (30%).

A pesquisa "Assistência Social na Cidade" mostra ainda que 53% da população considera que a ampliação das penas para quem comete violência contra a mulher é prioridade para enfrentar o problema. A segunda medida escolhida é agilizar o andamento da investigação das denúncias (42%) e, em seguida, ampliar os serviços de proteção de mulheres em situação de violência em todas as regiões da cidade (40%).

Confira aqui a apresentação da pesquisa "Assistência Social na Cidade".

Confira aqui a pesquisa completa.

Foram entrevistados 800 paulistanos de 16 anos ou mais e a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.

Pesquisa integra série "Viver em São Paulo"

Realizado em evento público no Sesc Bom Retiro, o evento de divulgação dos resultados do levantamento incluiu um debate com especialistas e ativistas da área de assistência social, que puderam comentar os dados apresentados.

A pesquisa "Assistência Social na Cidade" integra a série "Viver em São Paulo", que foi iniciada este ano e mensalmente tem divulgado dados sobre a percepção dos paulistanos em relação a temas importantes que afetam a vida na capital paulista. 

A série "Viver em São Paulo" é promovida pela Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência, em parceria com o Sesc São Paulo.


Por Airton Goes, Rede Nossa São Paulo


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

ONU inaugura no Rio exposição inédita com obras da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos / Acervo Otávio Roth

A Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil, com apoio do Acervo Otávio Roth e o Centro Cultural Correios, inaugura nesta quarta-feira (8) a exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com obras de Otávio Roth. Realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro, a mostra apresenta 30 xilogravuras que traduzem os ideais de paz e igualdade defendidos nos artigos do documento. A entrada é franca.

Aprovada em 10 de dezembro de 1948, a Declaração foi construída a partir do esforço conjunto da comunidade internacional para garantir que os horrores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) – incluindo o holocausto – jamais se repetissem. Considerada a base da luta universal contra a subjugação e abuso de povos, o documento estabelece obrigações para a atuação de governos, de maneira a garantir a proteção de comunidades e indivíduos. Os direitos estabelecidos nos 30 artigos da Declaração são inerentes a todos os seres humanos, independente de raça, etnia, religião, gênero ou nacionalidade.

A Declaração é o documento mais traduzido do mundo – mais de 500 idiomas – e inspirou a Constituição de diversas democracias, incluindo a brasileira. Otávio Roth (1952-1993) é conhecido pelo pioneirismo no trabalho com papel artesanal no Brasil. Nascido em São Paulo, onde cursou Comunicação e Marketing, estudou Design Gráfico em Londres e morou em Israel, Noruega e Estados Unidos. Consagrado pelo uso de técnicas próprias, o artista possui trabalhos em exposições permanentes nas sedes das Nações Unidas em Nova Iorque, Genebra e Viena.

A curadoria da mostra é da filha do artista, Isabel Roth, e tem a produção executiva do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil – UNIC Rio. A exposição fica em cartaz até 9 de setembro e o Centro Cultural dos Correios funciona de terça-feira a domingo, das 12h às 19h. A entrada é franca.

No período da exposição, as representações diplomáticas da Argélia, Canadá, México, Reino Unido e Suíça realizarão eventos paralelos discutindo diversos assuntos relacionados aos direitos humanos, como migração, questão de gênero, ensino. Serão palestras, rodas de conversa e exibição de filmes que ocorrerão sempre no período da tarde, também com entrada franca mas sujeito à lotação (40 lugares).

Serviço

Abertura da exposição 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: 8 de agosto – 19h.
Período da exposição para o público: 08/08 a 09/09
Visitação: terça a domingo, das 12h às 19h
Classificação: Livre
Endereço: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro, Rio de Janeiro

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Para onde vai o seu dinheiro???

A cada 3 professores, 2 apontam qualificação e escuta como as principais medidas para valorizar a profissão.


imagem: Ilustração

Em pesquisa nacional, docentes dizem faltar continuidade de boas políticas e alinhamento dos programas educacionais com a sala de aula


No Brasil, metade dos professores não recomenda a própria profissão por considerá-la desvalorizada. Para reverter tal quadro, apontam como medidas mais importantes para a valorização da carreira, em primeiro lugar, a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%), e em segundo lugar, a restauração da autoridade e do respeito à figura do professor (64%) e o aumento salarial (62%).

Os dados são da pesquisa "Profissão Docente", iniciativa do Todos Pela Educação e do Itaú Social realizada pelo Ibope Inteligência em parceria com a Conhecimento Social. Com o propósito de ouvir os professores a respeito da sua formação, do seu trabalho, e do que consideram mais importante para a valorização da carreira, o levantamento entrevistou 2.160 professores da Educação Básica das redes públicas municipais e estaduais e da rede privada de todo o país. A amostra respeitou ainda a proporção de docentes em cada rede, etapa de ensino e região do País, segundo os dados do Censo Escolar da Educação Básica (MEC/Inep).

De acordo com a pesquisa, a maioria (78%) dos professores afirma ter escolhido a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão. Entretanto, quando olhamos os níveis de satisfação com a atividade docente, 33% dizem estar totalmente insatisfeitos, e apenas 21%, totalmente satisfeitos.

Segundo Priscila Cruz, presidente-executiva do movimento Todos Pela Educação, o que os professores dizem por meio da pesquisa confirma a necessidade urgente de mudanças no conjunto das políticas docentes, desde as relacionadas ao ingresso na carreira, como formação inicial, até aquelas voltadas a quem já está na ativa, como a formação continuada, e os planos de remuneração e progressão na carreira, passando pela melhora nas condições de trabalho e pela ampliação do envolvimento dos professores nas decisões relacionadas às políticas educacionais.

"Mais do que desafios, os resultados da pesquisa revelam oportunidades para a valorização docente que são factíveis e podem ser alcançadas em um período de curto e médio prazo, uma vez que a Educação seja, de fato, prioridade na gestão, e o professor seja entendido como ator central de um projeto de educação", afirma Priscila.


Formação

Em relação à formação, observa-se um forte desejo de aprimoramento profissional dos docentes, uma vez que 77% deles têm cursos de especialização. Os cursos de formação inicial, todavia, parecem não contemplar todos os quesitos que consideram importantes para começar a dar aulas: somente 29% dos professores concordam que essa formação os preparou para os desafios do início da docência.

Nesse sentido, além de políticas voltadas a melhorar a formação inicial, a formação continuada é determinante para o aprimoramento da prática docente de quem já está dando aulas. Para Juliana Yade, especialista em Educação do Itaú Social, "a formação continuada precisa articular a teoria e a prática de modo que propicie o desenvolvimento profissional e ao mesmo tempo dialogue com os desafios do dia a dia do professor. Quando isso acontece, o docente se sente mais valorizado e apoiado, ampliando as oportunidades de aprendizagem tanto para ele como para os estudantes.  Esse processo impacta de forma significativa na melhora da educação."

Segundo a pesquisa, os professores entendem que é papel da Secretaria de Educação oferecer oportunidades de formação continuada (76%), mas não concordam que os programas educacionais como um todo estão bem alinhados à realidade da escola (66%). Apontam ainda que falta um bom canal de comunicação entre a gestão e os docentes (64%), e que não há envolvimento dos professores nas decisões relacionadas a políticas públicas (72%). Também consideram aspectos ligados à carreira mal atendidos, como o apoio à questões de saúde e psicológicas (84%), e o salário (73%).

A remuneração média no país, segundo os professores pesquisados, é de R$ 4.451,56 atualmente. A grande maioria dos docentes (71%) tem a principal renda da casa e 29% deles afirmam ter uma outra atividade como fonte de renda complementar. Segundo a pesquisa um em cada três professores têm contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e também no cumprimento do ⅓ da carga horária prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extra-classe. De acordo com a pesquisa, 58% dos professores afirmam ter tempo remunerado fora da sala de aula. Contudo, somente cerca de 30% dos docentes dispõem de aproximadamente ou mais de ⅓ da sua carga horária para atividades como planejamento de aula.




Contatos de imprensa

Todos Pela Educação: Bárbara Benatti

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Especialistas da ONU elogiam decisão de corte regional sobre caso Vladimir Herzog.


O jornalista Vladimir Herzog. Foto: EBC


Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas publicaram nesta segunda-feira (23) um comunicado no qual elogiam a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) de pedir a reabertura das investigações e procedimentos criminais para processar e punir os responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura militar no país.

Os especialistas ressaltaram a relevância dessa decisão em um país onde as violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura permanecem sem punição. "A falta de responsabilização por esses crimes contribui para criar uma impressão coletiva de que os funcionários da segurança pública estão acima da lei, fragilizando a confiança da sociedade nas instituições públicas e no Estado de Direito", declararam.

A Corte também decidiu que as violações cometidas contra Herzog constituem crime contra humanidade e que o Estado não pode invocar a aplicação da Lei de Anistia, a existência de estatutos de limitação ou outras provisões análogas "para se subtrair ao dever de investigar e punir os responsáveis".

"Quarenta e três anos após os trágicos eventos, a decisão da corte regional de direitos humanos provê um primeiro passo em direção à restauração dos direitos fundamentais à justiça e à reparação integral à família da vítima", destacaram os relatores.

Os especialistas independentes pediram que as autoridades judiciais brasileiras realizem "investigações efetivas e independentes, bem como procedimentos criminais, em referência ao caso Herzog, em plena conformidade com as normas internacionais relevantes". Eles também recordaram a necessidade de garantir a proteção de testemunhas e a participação efetiva da família da vítima no processo judicial.

Os especialistas ressaltaram a relevância dessa decisão em um país onde as violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura permanecem sem punição. "A falta de responsabilização por esses crimes contribui para criar uma impressão coletiva de que os funcionários da segurança pública estão acima da lei, fragilizando a confiança da sociedade nas instituições públicas e no Estado de Direito", acrescentaram.

O comunicado é assinado por Fabian Salvioli, relator especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição; Nils Melzer, relator especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes; Agnes Callamard, relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias; e David Kaye, relator especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão.

Leia a seguir a nota completa:

Em sentença publicada em 4 de julho de 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos urgiu o Brasil a reabrir, com a devida diligência, as investigações e procedimentos criminais para identificar, processar e punir os responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura militar no país.

O jornalista Vladimir Herzog foi detido, torturado e assassinado por agentes do Estado em 25 de outubro de 1975, no que a Corte caracterizou como um contexto de ataques sistemáticos e generalizados aos opositores da ditadura, particularmente a jornalistas e a integrantes do Partido Comunista. No mesmo dia, o exército reportou que Vladimir Herzog havia cometido suicídio enquanto estivera detido. Em 1975, a Justiça Militar investigou o caso e reiterou a versão do suicídio.

Investigações foram iniciadas por autoridades judiciais em 1992 e 2007, mas foram subsequentemente encerradas, devido à vigência da assim chamada "Lei de Anistia" do Brasil (Lei n. 6.683/79), editada pela ditadura militar em 1979. Em 2009, a família do Sr. Herzog apresentou o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o qual foi recebido pela Corte em 2012.

A Corte decidiu que o Brasil violou os direitos à garantia judicial e à proteção judicial da família do Sr. Herzog, bem como o seu direito a conhecer a verdade e à integridade pessoal. A Corte urgiu o Estado a reabrir as investigações e procedimentos criminais, a fornecer compensação à família e a reconhecer a sua responsabilidade em um ato público.

A Corte também decidiu que as violações cometidas contra Vladimir Herzog constituem crime contra humanidade e que o Estado não pode invocar a aplicação da lei de anistia, a existência de estatutos de limitação ou outras provisões análogas para se subtrair ao dever de investigar e punir os responsáveis.

A Corte concluiu que, ao dar vigência a exclusões de responsabilidade proibidas pelo direito internacional, o Brasil descumpriu a obrigação de adaptar sua legislação doméstica às normas internacionais de direitos humanos. Nesse sentido, a Corte urgiu o Brasil a adotar medidas para estabelecer a imprescritibilidade de crimes contra a humanidade e crimes internacionais.

O relator especial sobre a promoção da verdade, justiça, reparação e garantias de não repetição, Fabian Salvioli; o relator especial sobre tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes, Nils Melzer; a relatora especial sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, Agnes Callamard; e o relator especial sobre a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e de expressão, David Kaye; acolheram a sentença da Corte, que está ancorada nos princípios internacionais de direitos humanos, incluindo a não aplicabilidade de limitações estatutárias a crimes contra a humanidade e graves violações do direito internacional humanitário.

"Quarenta e três anos após os trágicos eventos, a decisão da corte regional de direitos humanos provê um primeiro passo em direção à restauração dos direitos fundamentais à justiça e à reparação integral à família da vítima", destacaram.

Os especialistas independentes urgiram as autoridades judiciais brasileiras a "realizar, sem mais delongas, investigações efetivas e independentes, bem como procedimentos criminais, em referência ao caso do Sr. Herzog, em plena conformidade com as normas internacionais relevantes". Eles também recordaram a necessidade de garantir a proteção de testemunhas e a participação efetiva da família da vítima no processo judicial.

Os especialistas ressaltaram a relevância dessa decisão em um país onde as violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura permanecem sem punição. "A falta de responsabilização por esses crimes contribui para criar uma impressão coletiva de que os funcionários da segurança pública estão acima da lei, fragilizando a confiança da sociedade nas instituições públicas e no Estado de Direito", acrescentaram.

"A impunidade das violações passadas também falha ao não impedir novos atos de tortura ou execuções extrajudiciais pelas mãos de agentes públicos."

Em seguida à notificação da sentença, oficiais de alto nível do Estado brasileiro expressaram sua solidariedade à família de Vladimir Herzog e reconheceram a legitimidade da decisão da Corte, destacando que ela fornece uma oportunidade para reforçar a política nacional de combate à tortura e para investigar, processar e punir esses atos.

Os especialistas da ONU acolheram a reação positiva do governo e encorajam as autoridades concernentes a reunir esforços imediatos e coordenados para cumprir a sentença da Corte em sua integralidade.

Clique aqui para acessar a nota completa (em inglês e português).

ACNUDH

Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos

Responsável María Jeannette Moya

“No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra”.

Há 90 anos no caminho do poeta

É possível que o paulista António de Alcântara Machado tenha vislumbrado o impacto no leitor ao publicar, na capa da Revista de Antropofagia, de julho de 1928, o poema "No meio do caminho", de um então obscuro poeta mineiro de 26 anos de idade: Carlos Drummond de Andrade.

Se há 90 anos o editor teve faro suficiente – e é provável que o teve – para divulgar os versos estranhamente repetitivos e intrigantes na primeira página do periódico modernista, não passou pela cabeça do poeta o escândalo que provocariam os seus hoje antológicos "No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra".


Primeira página do terceiro número da Revista de Antropofagia, julho de 1928
Anos depois, já em 1954, em longa entrevista à jornalista e amiga Lya Cavalcanti para o programa "Quase memórias", da Rádio Ministério da Educação e Cultura, Drummond, àquela altura o poeta consagrado de A rosa do povo e Sentimento do mundo, conseguia avaliar os estragos e ganhos da publicação de 1928. Confessava a Lya, sem esconder perplexidade: "Como podia eu imaginar que um texto insignificante, um jogo monótono, deliberadamente monótono, de palavras causasse tanta irritação, não só nos meios literários como ainda na esfera da administração, envolvendo seu autor numa atmosfera de escárnio?"

"Pobre poeta", derretia-se Lya, em uma das sessões da série de oito entrevistas que, em 1969, seriam reunidas em Tempo, vida, poesia: confissões no rádio, livrinho despretensioso e rico – uma dessas pepitas que escapam aos olhos dos apressados e cujo conteúdo atesta a inteligência superior de entrevistado e entrevistadora.

Na mesma ocasião, Drummond lembra que os ataques ao poema vieram de todos os lados, a ponto de o atingirem no seu pacato cargo de funcionário público, quando, em 1934, veio para o Rio nomeado chefe de gabinete de Gustavo Capanema, então novo ministro da Educação e Saúde Pública. Não foi uma só vez que o poeta ouviu lhe dizerem: "Engraçado, eu pensava que o senhor fosse débil mental" – continua ele –, "mas agora, vendo que providencia o andamento dos processos e faz as coisas normalmente, vejo que me enganei. Desculpe: foi por causa da pedra no caminho".

Quando incluiu o poema em seu primeiro livro, Alguma poesia, de 1930, portanto, dois anos depois da publicação na Revista, não faltaram as críticas de um Medeiros e Albuquerque, por exemplo, que, em artigo de 8 de junho do mesmo ano, no Jornal do Comércio, disparou: "O título diz: alguma poesia; mas é inteiramente inexato: não há no volume nenhuma poesia..."

Está claro que inteligências como as de Mário de Andrade e Manuel Bandeira já reconheciam, desde 1926, a grandeza de Drummond. Pois foi nesse ano que, estando em Passa Quatro, em Minas Gerais, Drummond pegou um trem da Rede Mineira de Viação e desembarcou numa casinha cor de rosa, na cidade vizinha, Pouso Alto, onde morava o poeta e romancista Ribeiro Couto, que naquele momento hospedava Manuel Bandeira, de quem era amigo-irmão.

Em torno de uma galinha ensopada e vinho tinto, Drummond esteve, pela primeira vez, face a face com o poeta de Pasárgada, até então "indivíduo mitológico", diria o itabirense mais tarde. Como um dos integrantes do grupo de rapazinhos de Belo Horizonte amantes da poesia, antes do encontro só conversava com Bandeira por carta.

Depois do jantar, Drummond voltou a Belo Horizonte e, de lá, enviou três poemas aos amigos: "Ouro Preto", "Cantiga de viúvo" e "Infância". Bandeira considerou-os "deliciosos, perfeitos, definitivos", e, em carta a Mário de Andrade, de 7 de fevereiro de 1926, concluía: "Ele é feinho, mas é de fato".

Tivesse sido o jantar em 1928, ou pouco depois, e certamente o "No meio do caminho" teria sido tema discutido. Mas, não, o espanto demoraria ainda dois anos para chegar.

Dali em diante, o que fez Drummond, além de boa poesia? Deu asas a seu espírito arquivístico e passou a colecionar, com todo o método, tudo o que saía na imprensa sobre "o poeminha da pedra", nome com que os versos caíram na boca do povo. De besteira a genial, de idiota a símbolo, o poeta guardou tudo o que foi publicado a respeito. O resultado foi a edição, em 1967, do singularíssimo Uma pedra no meio do caminho – biografia de um poema, livro em que reuniu e montou a história desse marco da poesia brasileira.

Na apresentação que fez para a edição, o crítico português Arnaldo Saraiva ressalta que a tão falada monotonia dos versos não era do poema:

[...] era da vida. Graças à sábia repetição de palavras simples, mas cuidadosamente selecionadas, o poeta não fizera mais do que onomatopeizar a sua obsessão, a sua neurose, ferindo olhos e ouvidos, mas criando também um novo tipo de dicção dentro da poesia brasileira: cuja beleza era a de não ser bela (no sentido tradicional: harmônica, melódica, "tonal") e cuja significação resultava sobretudo da não significação ou de nonsense.

Em 2010, com organização do também poeta Eucanaã Ferraz, o Instituto Moreira Salles lançou a segunda edição do livro, dessa vez acrescida de mais uma seção, intitulada "Ainda a pedra", em que são incorporadas novas interpretações do poema, referências e apropriações. Ficou igualmente divertidíssimo, adjetivo com que o próprio Drummond definiu a primeira edição.

No mesmo ano, para marcar o lançamento do livro, o IMS gravou a leitura do poema, em 12 idiomas, feita por 12 convidados. O resultado mostra que a composição resiste, com sua força e mistério, ao tempo e às traduções – é o que o ouvinte pode constatar ao assistir a No meio do caminho – biografia de um poema.


Assista aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=sO6TySzyygE&feature=youtu.be


Por: Elvia Bezerra que é coordenadora de Literatura do IMS

Procuram-se professores inovadores !!! Participe do Desafio Diário de Inovações.

Imagem:Porvir


Está no ar o Desafio Diário de Inovações 2018 - Como Inovar na Sala de Aula! A premiação reconhece o trabalho de educadores que realizam ações com potencial para transformar salas de aula e escolas, além de inspirar outros professores.
 
Para participar, os professores podem inscrever relatos de suas práticas inovadoras até o dia 05 de agosto de 2018, por meio do formulário disponível no seguinte link: http://bit.ly/desafiodiario2018.

As práticas mais bem avaliadas concorrem à publicação em um ebook e a uma viagem por iniciativas de educação inovadoras em São Paulo (SP). O desafio é promovido pelo Porvir e IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores).

Confira o  regulamento do Desafio neste link: http://bit.ly/regulamentodesafio2018.


O Porvir e o IBFE vão esclarecer as dúvidas encaminhadas para o e-mail porvir@porvir.org

Boa sorte!
 

MAIS

Na primeira edição, o Desafio recebeu 199 inscrições de 22 estados brasileiros.

Privação de sono potencializa o efeito de drogas e favorece a dependência química

Em estudo feito na Unifesp, ratos privados de sono desenvolveram dependência a anfetamina depois de apenas duas sessões de administração da droga (foto: Juanedc / Wikipedia)

A privação de sono tornou-se um fenômeno epidêmico em escala planetária. Pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que a população adulta que dorme seis horas ou menos cresceu em 31% no período compreendido entre 1985 e 2012. Em entrevista ao jornal The Guardian, Matthew Walker, diretor do Centro para Ciência do Sono Humano, da Universidade da Califórnia em Berkeley, destacou que a privação de sono está disseminada na sociedade moderna e afeta cada aspecto de nossa biologia. E mencionou, entre as consequências, enfermidades como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer e câncer.

Outra importante consequência acaba de ser demonstrada, em estudo com modelos animais feito por Laís Fernanda Berro e colegas. Trata-se da potencialização que a privação de sono exerce sobre os efeitos da anfetamina, favorecendo o desenvolvimento de padrões comportamentais relacionados à dependência química. Artigo a respeito foi publicado pelos pesquisadores na revista Neuroscience Letters.

"O sono transformou-se em moeda de troca na sociedade contemporânea. Deixamos de dormir para fazer muitas outras coisas: trabalho, diversão, participação em redes sociais etc. E a associação da privação do sono com o uso de drogas psicoestimulantes, como anfetamina, cocaína e outras, tornou-se muito frequente – não apenas em 'baladas' e 'raves', mas também por parte de profissionais que precisam trabalhar por turnos, como plantonistas de hospitais, caminhoneiros e outros. Nosso estudo mostrou que a privação de sono exacerba o efeito da droga e contribui para a consolidação do quadro de dependência", disse Berro à Agência FAPESP.

Doutora pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) na área de Medicina e Biologia do Sono, a pesquisadora conclui atualmente pós-doutorado no Centro Médico da University of Mississippi.

"Os estudos reportados na literatura afirmam que são necessárias quatro sessões para condicionar os animais ao uso de anfetaminas. Nossa pesquisa mostrou que, quando existe privação de sono, bastam duas sessões", disse. O estudo empregou um método que possibilita investigar a chamada "preferência condicionada por lugar".

"Utilizamos um dispositivo composto por dois compartimentos: um com paredes brancas e chão preto; o outro com paredes pretas e chão metálico. Ministramos a droga de abuso – no caso, a anfetamina – em um desses ambientes. No dia seguinte, colocamos o animal, sem administração de droga, no outro ambiente. Com isso, criamos um lugar pareado com os efeitos da droga e um lugar neutro. Depois de algumas sessões, o animal condicionado tende a escolher o ambiente pareado, mesmo que não receba droga alguma", disse Berro.

O objetivo do estudo foi verificar se a privação de sono poderia levar ao condicionamento com um número menor de sessões do que as quatro descritas pela literatura. E isso, de fato, ocorreu.

No total, foram utilizados 25 ratos: 13 com privação de sono e 12 no grupo-controle. Após duas sessões de anfetamina, nenhum animal do grupo-controle desenvolveu condicionamento. Mas todos os animais privados de sono desenvolveram. "Isso confirmou nossa hipótese de que a privação de sono é, de fato, potencializadora dos efeitos da anfetamina e contribui para o estabelecimento da dependência química", disse Berro.

"É claro que é sempre problemático transpor os resultados obtidos com modelos animais para humanos, mas, afinal, é para isso que fazemos experimentos com modelos animais. No caso, nosso experimento permite afirmar que, se uma pessoa estiver privada de sono e fizer uso de anfetamina, ela terá maior propensão a desenvolver o condicionamento entre os efeitos da droga e as 'pistas ambientais' – isto é, as características do ambiente", disse.

Associação entre ambiente e droga

A associação entre os efeitos da droga e o ambiente é algo muito prevalente na vida dos dependentes químicos. A tal ponto que o condicionamento pelas pistas ambientais constitui um dos maiores desafios no tratamento.

"Mesmo quando dependentes químicos decidem que querem deixar a droga e têm recursos e força de vontade suficientes para passar três meses em uma clínica de reabilitação, limpando o sistema, é muito difícil que, depois de tudo isso, eles possam regressar ao ambiente em que costumavam fazer uso da droga sem experimentar recaídas. Quando as pessoas retornam, as pistas ambientais associadas aos efeitos da droga – que podem englobar desde a audição de uma simples música até o contato com um colega – são suficientes para que elas se lembrem dos efeitos da droga e sintam o impulso de usar de novo", disse Berro.

Essa associação entre ambiente e droga é multifatorial. Mas tem uma forte base bioquímica. "Existe uma região bem determinada do cérebro, o núcleo accumbens, na qual a utilização de drogas de abuso provoca um aumento dos níveis de dopamina. Todos os mamíferos possuem essa estrutura cerebral. E o aumento dos níveis de dopamina nessa estrutura está associado à formação de memórias importantes para a sobrevivência", disse Berro.

"Alimentação, relação sexual, experiências de luta ou fuga, tudo isso leva a um aumento da dopamina, criando memórias destinadas a perpetuar a vida do indivíduo e a existência da espécie. As drogas de abuso também provocam esse aumento. E é ele que fornece o substrato bioquímico para a associação entre os efeitos recompensadores da droga e as pistas ambientais. Uma vez condicionada, basta que a pessoa entre em contato com o ambiente para já experimentar um aumento de dopamina no núcleo accumbens, que a leva a recordar os efeitos da droga e a querer a droga", explicou.

O núcleo accumbens localiza-se no interior do sistema mesolímbico. Trata-se de uma região antiga e primitiva do cérebro. Desde tempos imemoriais, os humanos fazem uso de drogas que aumentam a liberação de dopamina nessa área. O mesmo ocorre com animais. Por isso a dependência química é tão recalcitrante. O córtex pré-frontal, onde existem estruturas associadas à razão e à discriminação, é muito mais recente. Seu poder normativo é fraco comparado às pulsões ancoradas no sistema límbico.

"O principal mecanismo pelo qual a privação de sono potencializa o efeito das drogas de abuso parece estar relacionado também à via dopaminérgica mesolímbica, da qual o núcleo accumbens faz parte. Estudos mostram que a privação de sono em ratos leva a um aumento nos níveis de dopamina no posencéfalo basal, área relacionada ao sono. Ainda não há evidências do aumento de dopamina no núcleo accumbens, mas estudos comportamentais sugerem fortemente isso. A privação de sono faz com que animais apresentem comportamentos que mimetizam ou potencializam aqueles causados por psicoestimulantes", disse a pesquisadora.

"Além disso, sabe-se que tanto em roedores quanto em humanos a privação de sono altera a disponibilidade de receptores dopaminérgicos no corpo estriado. E, em humanos, também já foi demonstrado que a privação de sono amplifica a reatividade do sistema mesolímbico a estímulos prazerosos. Isso pode constituir uma base bioquímica para o favorecimento da dependência a drogas de abuso", disse.

O artigo Sleep deprivation precipitates the development of amphetamine-induced conditioned place preference in rats [https://doi.org/10.1016/j.neulet.2018.02.010], de Laís F.Berro, Sergio B. Tufik, Roberto Frussa-Filho, Monica L. Andersen e SergioTufik, está publicado em https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0304394018300831.


Por: José Tadeu Arantes


domingo, 22 de julho de 2018

A MÚSICA DO DIA



Em 22 de julho de 2006 morreu Gianfrancesco Guarnieri

Gianfrancesco Guarnieri nasceu em Milão em 1934.

Foi diretor, ator, dramaturgo, poeta e compositor.

Filho de músicos ligados ao anti-fascismo, Guarnieri sempre foi militante político de esquerda e essa militância se confundiu com sua carreira e com sua obra. Atuou na minissérie Anos Rebeldes como um chefe de um grupo de guerrilheiros.

Ele estreou no teatro com "Eles Não Usam Black-Tie", em 1958, que trazia no elenco atores que despontavam no teatro, como Flavio Miliaccio. Em 1961 estreou A Semente e em 1964, O Filho do Cão. Na década de 1980 a carreira do teatro foi ofuscada pela carreira na televisão e no cinema, como o filme de Leon Hirszman para sua peça Eles Não Usam Black-Tie. Na televisão ele atuou em diversas novelas, entre as quais A Muralha, de 1968. Entre as novelas, fez também As Mulheres de Areia (1973) Sol de Verão (1982), Cambalacho (1986) e Rainha de Sucata (1990).

A Música do Dia é Feio Não É Bonito, com Beth Carvalho.

Apresentação - Luiz Cláudio Canuto.


Você poderá ouvir esta e outras músicas, histórias e notícias em http://digitalradiotv.pe.hu