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sexta-feira, 5 de junho de 2020

No Brasil, Dia Mundial do Meio Ambiente terá bate-papo com Lenine e curador do Museu do Amanhã

O cantor e ativista ambiental Lenine. Foto: Wikimedia Commons/Andréa Farias Farias

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, data que simboliza a oportunidade de repensarmos a nossa relação com a natureza. Com este objetivo, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) se uniu ao Museu do Amanhã para promover encontros virtuais repletos de ideias, trocas e inspirações.

Às 17h, o cantor e ativista ambiental Lenine tocará os clássicos de sua carreira no canal do Youtube do Museu do Amanhã e do PNUMA. Ele irá intercalar músicas e conversas com o curador do Museu do Amanhã, Luiz Alberto Oliveira, abordando questões como a importância da arte e da ciência em tempos de pandemia, e a possível relação, para ele, da criação musical com a criação de orquídeas.

Botânico autodidata, colecionador de orquídeas (ou "orquidoido", como prefere) e apoiador engajado de grupos socioambientais, Lenine conta que transformou a música em uma ferramenta de conscientização para causas que defende.

"O meu fazer música sempre esteve atrelado ao desejo de ser repórter do meu tempo. As questões que me comovem e que me incomodam sempre foram a matéria do que componho e canto. O meio ambiente sempre esteve presente nas minhas atenções."

Para aquecer as reflexões do Dia Mundial do Meio Ambiente, PNUMA e Museu do Amanhã reuniram na quinta-feira (4) Rosiska Darcy, Sebastião Salgado e Fábio Scarano em uma conversa sobre meio ambiente, ser humano e os futuros possíveis que desejamos construir.

Durante o bate-papo "Hora da Natureza: reflexões sobre o amanhã", o fotógrafo iniciou com uma fala contundente sobre a relação da humanidade com a natureza e pediu um "retorno espiritual ao planeta".

"A história da humanidade é uma história de predação. Urbanizamos quase todas as cidades, mas chegamos no ponto máximo, um ponto de quase não retorno. Nos transformamos em 'aliens' em nosso planeta, e hoje um vírus, um micro-organismo, se transformou numa potência colossal. Precisamos agora fazer um esforço muito grande para retornar ao planeta, porque ele não é mais capaz de aguentar nosso alto nível de consumo", conclamou Salgado.

Rosiska Darcy lembrou que a noção de sustentabilidade e de que os recursos da natureza não são renováveis "jamais entraram no espírito das pessoas" e no nosso estilo de vida. Ela apontou como um dos sintomas dessa afirmação a relação que criamos com o nosso tempo.

"O tempo é recurso não renovável e que nem homem mais rico do mundo não compra, porque a morte não vende. Tratamos o tempo como se fosse possível viver em múltiplas vidas, que não cabem nas 24 horas do dia, que extrapolam o amanhã e que são, por essa impossibilidade, fonte terrível de estresse e depressão. Ora, insistimos em viver vidas insustentáveis. Com a pandemia, a máquina do mundo parou, o vírus pôs a humanidade em carne viva e a flecha do tempo se inverteu."

Os dois apontaram que a alternativa para a humanidade é agir para preservar a natureza, restabelecendo o diálogo entre as pessoas, o cuidado com as espécies e com as comunidades.

Professor de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fábio Scarano ressaltou a importância da combinação entre a regeneração da natureza com a própria regeneração da humanidade, o que a crise do coronavírus vem para corroborar.

"A crise da biodiversidade provocada pelas mudanças climáticas veio ao encontro de uma crise humanitária e sanitária que impõe para todos o surgimento de um novo normal, no qual precisamos nos reconectar com a natureza."

Em um contexto de pandemia global, que reafirmou a interdependência entre saúde humana e saúde do planeta, e tendo quase 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção, é hora de refletir sobre o que nos trouxe até aqui e de agir pela natureza, defende a representante do PNUMA, Denise Hamú.

"Estamos vivendo uma crise sem precedentes, em todas as dimensões. Temos que fazer diferente como indivíduos e realizar muito mais como sociedades. Fenômenos recentes têm nos alertado para a profunda interdependência de todos os seres na teia da vida."

"Nós, humanos, sofremos cada vez mais diretamente as consequências da destruição de habitats, que ultrapassam fronteiras físicas e políticas, por exemplo. A natureza está nos mandando uma mensagem. Por isso, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o PNUMA convida cada pessoa a reiniciar sua relação com a natureza e refletir sobre como podemos, como indivíduos e como sociedade, reconstruir um mundo diferente no pós-pandemia."

Para Ricardo Piquet, diretor-presidente do IDG, instituto que faz a gestão do Museu do Amanhã, a maneira como a humanidade tem avançado sobre os recursos naturais é uma das causas para a emergência dessa nova pandemia.

"Essa crise nos trouxe muitos desafios e um deles é reforçar a importância de agirmos para evitar as consequências das mudanças climáticas no planeta. Portanto, devemos refletir sobre como estamos lidamos com o meio ambiente e aproveitar a oportunidade para transformarmos a nossa forma de viver, de consumir e passar a respeitar os limites da natureza", defende Piquet.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é a principal data das Nações Unidas para impulsionar a sensibilização e encorajar ações em todo o planeta em prol da proteção ambiental, incentivando governos, empresas, organizações e indivíduos a concentrarem seus esforços em uma questão ambiental premente.

Em 2020, o tema é biodiversidade e a Colômbia, em parceria com a Alemanha, é o país anfitrião. Devido à pandemia de COVID-19, toda a programação será realizada virtualmente. Para saber mais, acesso o site do Dia Mundial do Meio Ambiente 2020 aqui.
Serviço

O quê: Papo Musical Lenine
Onde: Canal do Youtube do Museu do Amanhã e do PNUMA
Quando: 5 de junho
Hora: 17h (horário de Brasília)
PNUMA

Roberta Zandonai
(61) 3038-9231
roberta.zandonai@un.org

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
unenvironment.org/pt-br/regions/america-latina-e-caribe-brasil

Hoje tem... Sarau Urutu !


DO LADO LESTE DE SÃO PAULO, especificamente na Rua Urutu, existem histórias não contadas, memórias esquecidas prestes a serem apagadas.

Rostos que ali habitam e que nos lembram muitos outros espalhados por aí.

O documentário URUTU tem o intuito de registrar e disseminar a identidade desta rua que resiste mais de 30 anos.

A narrativa será contada por quem vive, registrando em imagens, corpos, e sons, a delicadeza e garra dos personagens como Dona Severina, primeira ocupante da rua, e Carina, cuidadora e moradora do único terreiro da região.

Essa colcha de histórias será costurada pelo Núcleo Ximbra, grupo que ocupa artisticamente a rua e o terreiro, contando as histórias destas memórias marginais que habitam na dança criada pelo Núcleo e nas casas que ali se ergueram, além das relações que o grupo criou ao longo desses dois anos de residência artística e afetiva.



Documentário URUTU, 2018.

Duração: 55min.

Teaser| https://youtu.be/zLB9rLmhz08

Exibição| https://youtu.be/y6jeEUi7X6g

 #memoriasmarginais

Unifesp vai comandar testes brasileiros de vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford.


Imagem: divulgação/arquivo

Na última quarta-feira (3) foi noticiado que o Brasil vai participar dos testes para a vacina que a Universidade de Oxford está desenvolvendo para o novo coronavírus. Serão dois mil voluntários, metade em São Paulo e metade no Rio de Janeiro, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) será responsável por coordenar o ensaio clínico.

Segundo a própria Unifesp, o sistema de recrutamento de voluntários deverá ser aberto em poucos dias. Os voluntários serão profissionais da área da saúde ou trabalhadores de atividades de alta exposição ao vírus, como equipes de limpeza dos hospitais e motoristas de ambulância. Além disso, os escolhidos não podem ter sido diagnosticados com a Covid-19 previamente.

O ensaio que vai ser feito no Brasil é o teste da fase três, no qual é avaliada a eficácia da possível vacina britânica. Aprovado na última terça-feira (2), o estudo deve começar o mais rápido possível segundo Lily Yin Weckx, coordenadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Unifesp. "Esse é um processo que deve ser muito rápido, e a gente pretende começar ainda neste mês, só não tenho data precisa", explicou Lily.

O principal motivo para o Brasil ter sido escolhido para fazer parte dos testes é o fato de a curva epistemológica da doença ainda estar crescente no país, que já possui mais de 587 mil casos e 32.602 óbitos confirmados.

Fonte: ODigital / O Globo

domingo, 31 de maio de 2020

Somos mais de um terço da população que é contra este canalha!

“Basta!”: Juristas lançam manifesto contra ataques de Bolsonaro à democracia.


Signatários afirmam que Bolsonaro "faz de sua rotina um recorrente ataque aos Poderes da República".


Mais de 600 nomes do Direito pátrio assinam manifesto intitulado "Basta!", lançado neste domingo, 31, contra atos do presidente Jair Bolsonaro. Os signatários afirmam que Bolsonaro "faz de sua rotina um recorrente ataque aos Poderes da República, afronta-os sistematicamente".

"Agride de todas as formas os Poderes constitucionais das unidades da Federação, empenhados todos em salvar vidas. Descumpre leis e decisões judiciais diuturnamente porque, afinal, se intitula a própria Constituição. O país é jogado ao precipício de uma crise política quando já imerso no abismo de uma pandemia que encontra no Brasil seu ambiente mais favorável, mercê de uma ação genocida do presidente da República."

Na última semana, várias foram as manifestações de apoio ao Poder Judiciário e ao STF, em particular, após polêmicas declarações do presidente da República.

Ex-ministros da Justiça José Carlos Dias, José Gregori e José Eduardo Cardozo, advogados como Antonio Claudio Mariz de Oliveira, FlávioYarshell, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Pedro Gordilho, Sebastião Tojal, e juristas Dalmo Dallari, Celso Lafer e Tércio Sampaio Ferraz Junior são alguns dos nomes que assinam o manifesto.

"Cobraremos a responsabilidade de todos os que pactuam com essa situação, na forma da lei e do direito, sejam meios de comunicação, financiadores, provedores de redes sociais. Ideias contrárias ao Estado e ao Direito não podem mais ser aceitas. Sejamos intolerantes com os intolerantes!"

Confira o manifesto na íntegra.

Manifesto pela democracia e pela vida reúne esquerda, centro e direita

Manifesto Estamos Juntos defende vida e democracia - Reprodução
Apoiadores são personalidades da ciência, da política e das artes e defendem frente ampla de esquerda, centro e direita. Governador do Maranhão, Flávio Dino, e Manuela D'Ávila, lideranças do PCdoB, estão entre signatários.

Um manifesto divulgado na sexta-feira (29) em defesa da vida, da liberdade e da democracia contava com 6 mil assinaturas de personalidades da ciência, da política e das artes até 12h30 deste sábado (30), algumas horas após ser lançado.

Os apoiadores pertencem a toda a gama do espectro político e pedem o engajamento de lideranças partidárias e autoridades em defesa da população face à crise sanitária, política e econômica. O movimento defende uma frente ampla, a exemplo da formada quando do movimento Diretas Já.

"Somos a maioria de brasileiras e brasileiros que apoia a independência dos poderes da República e clamamos que lideranças partidárias, prefeitos, governadores, vereadores, deputados, senadores, procuradores e juízes assumam a responsabilidade de unir a pátria e resgatar nossa identidade como nação", afirma o manifesto, assinado por nomes como Eliane Brum (jornalista); Marcos Palmeira (ator); Paulo Betti (ator);Manuela D'Ávila (jornalista e liderança do PCdoB); o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


 
O documento propõe que se deixe as diferenças políticas e projetos individuais de lado, lembrando que os que se colocam contra Jair Bolsonaro e seu projeto autoritário representam mais de um terço da população.

"Formamos uma frente ampla e diversa, suprapartidária, que valoriza a política", afirma o manifesto, que pede "esquerda, centro e direita unidos para defender a lei, a ordem, a política, a ética, as famílias, o voto, a ciência, a verdade, o respeito e a valorização da diversidade, a liberdade de imprensa, a importância da arte, a preservação do meio ambiente e a responsabilidade na economia".

Os signatários pontuam que têm "ideias e opiniões diferentes" mas "comungam dos mesmos princípios éticos e democráticos". Se propõem, ainda, a "combater o ódio e a apatia" com "afeto, informação, união e esperança".


por Redação
Publicado 30/05/2020 12:27 | Editado 30/05/2020 17:47

sábado, 30 de maio de 2020

COVID-19: UNIDO busca empresas no Brasil para fabricação de ventiladores médicos;

Fabricantes podem manifestar interesse na produção do MVM enviando, até dia 8 de junho, um pequeno perfil da empresa e uma carta de motivação.
Equipamentos médicos são necessários para atender pacientes da COVID-19 - Foto: Jair Lázaro/UNSPLASH


A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) está em busca de empresas fabricantes de equipamentos de saúde para dar início à produção de um modelo inovador de ventilador médico no Brasil.

O dispositivo, chamado de Ventilador Mecânico Milano (MVM), foi projetado por meio de uma colaboração internacional entre físicos de partículas e a comunidade científica.

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) está em busca de empresas fabricantes de equipamentos de saúde para dar início à produção de um modelo inovador de ventilador médico no Brasil.

Empresas que possuam capacidade tecnológica para a fabricação do equipamento são convocadas a participar. O objetivo da chamada é estabelecer no país a produção de um modelo inovador de ventilador médico para auxiliar no combate à pandemia de COVID-19.

O dispositivo, chamado de Ventilador Mecânico Milano (MVM), foi projetado por meio de uma colaboração internacional entre físicos de partículas e a comunidade científica.

O MVM possui um design simples e utiliza componentes comuns e de fácil acesso. O design modular do ventilador pode ser adaptado de acordo com a disponibilidade local de peças. A operação do MVM requer apenas uma fonte de oxigênio (ou ar comprimido medicinal) e energia elétrica para funcionar.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), agência norte-americana de vigilância sanitária, incluiu no início de maio o MVM entre os equipamentos autorizados para uso emergencial nos Estados Unidos.

As certificações médicas e aprovações regulatórias do dispositivo na Europa e no Canadá já estão em evolução. O MVM também foi projetado para ser totalmente compatível com as diretrizes técnicas emitidas pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA), do Reino Unido.

Na medida em que a pandemia de COVID-19 se expande globalmente, cresce a necessidade por equipamentos médicos para tratar pacientes em condições críticas. O suporte respiratório de ventiladores é essencial para garantir aos pacientes oxigênio para o funcionamento de seus órgãos vitais.

Os ventiladores comercialmente disponíveis costumam ter designs patenteados e controles complexos, o que os torna caros e pouco disponíveis em hospitais em todo o mundo. Com a escalada da pandemia, a ampliação da disponibilidade de ventiladores robustos, confiáveis e acessíveis, adaptados ao ambiente local de uso, é fundamental para o tratamento de um número crescente de pacientes críticos.

Critérios para escolha das empresas

O design do Ventilador Mecânico Milano (MVM) é propositadamente simples e baseado em componentes de fácil acesso. Porém, nem todas as empresas de manufatura têm condições de produzir o MVM de maneira adequada, garantindo a segurança do produto final.

Para desenvolver uma rede de produção global segura e confiável, a UNIDO busca parceiros do setor privado capazes de manter um modelo sólido de transferência de tecnologia, permitindo que empresas locais possam produzir o MVM.

Fabricantes brasileiros interessados devem atender aos seguintes padrões relacionados à produção e à distribuição de dispositivos médicos de suporte respiratório: ISO 13485; ISO 14971: 2019; ISO 19223: 2019; ISO 80601-2-12: 2020 – Parte 2-12; ISO 5356- 1: 2015; ISO 10651-3: 1997; e IEC 62366-1: 2015.

Fabricantes podem manifestar interesse na produção do MVM enviando, até dia 8 de junho, um pequeno perfil da empresa e uma carta de motivação (ambos em inglês) para o e-mail office.brazil@unido.org. Dúvidas sobre a chamada pública também podem ser encaminhadas ao mesmo e-mail.

Para mais informações sobre a UNIDO, acesse o site www.unido.org. Mais detalhes sobre o Ventilador Mecânico Milano (MVM) podem ser encontrados no site https://mvm.care/.



Raphael Makarenko
E-mail: r.makarenko@unido.org ou office.brazil@unido.org 

sexta-feira, 29 de maio de 2020

História de hoje 29-05-2020.

João do Pulo, ex-recordista mundial do salto triplo

 
No dia 29 de maio de 1999 morria, em São Paulo, João Carlos de Oliveira, conhecido como João do Pulo, atleta e ex-recordista mundial do salto triplo.

Nascido em 28 de maio de 1954, em Pindamonhangaba (SP), em 1973, ele quebrou o recorde mundial júnior de salto triplo no Campeonato Sul-Americano com a marca de 14,75 m.

Em 1975, no Pan-americano da Cidade do México, conquistou a medalha de ouro no salto em distância com 8,19m e, em 15 de outubro, foi ouro no salto triplo com 17,89 m, quebrando novamente o recorde mundial.

Era o favorito para a medalha de ouro na Olimpíada de Montreal, em 1976, mas acabou superado por Viktor Saneyev, da União Soviética, e pelo norte-americano James Butts.

Em 1979, nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, tornou-se bicampeão tanto do salto triplo como do salto em distância.

Em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, era novamente favorito no salto triplo, mas teve que se contentar outra vez com o bronze: foi superado por Jaak Uudmae e Viktor Saneyev, ambos da União Soviética.

Sua carreira foi interrompida de maneira trágica em 22 de dezembro de 1981, quando sofreu um acidente de carro e sua perna direita teve que ser amputada.

Mais tarde, João do Pulo se formou em Educação Física e também se elegeu duas vezes deputado estadual por São Paulo.

Ele morreu em 1999 por conta de uma cirrose hepática, infecção generalizada, sozinho e com dívidas.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

OIT: um em cada seis jovens do mundo está sem trabalho devido à COVID-19.

Mais de um em cada seis jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia da COVID-19 no mundo, enquanto os que mantiveram o emprego tiveram uma redução de 23% nas horas de trabalho, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo a quarta edição do relatório "Monitor OIT: COVID-19 e o mundo do trabalho" (ILO Monitor: COVID-19 and the world of work: 4th edition), os(as) jovens estão sendo desproporcionalmente afetados(as) pela pandemia e o aumento significativo e rápido do desemprego juvenil observado desde fevereiro está afetando mais as mulheres do que os homens.

A pandemia causa um triplo choque na população jovem. Não só destrói o seu emprego, mas também a sua educação e seu treinamento, e coloca grandes obstáculos no caminho de quem procura entrar no mercado de trabalho ou mudar de emprego.

Em 2019, a taxa de desemprego juvenil de 13,6% já era maior do que a de qualquer outro grupo. Havia cerca de 267 milhões de jovens que não trabalhavam, não estudavam nem estavam em treinamento em todo o mundo.

As pessoas entre 15 e 24 anos que estavam empregadas também tinham maior probabilidade de estar em formas de trabalho que as deixavam vulneráveis, como ocupações mal remuneradas, trabalho no setor informal ou como trabalhadores(as) migrantes.

"A crise econômica da COVID-19 está afetando os jovens – especialmente as mulheres – com mais força e rapidez do que qualquer outro grupo. Se não tomarmos medidas imediatas e significativas para melhorar a sua situação, o legado do vírus poderá nos acompanhar durante décadas", disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT.

"Se seu talento e energia são marginalizados devido à falta de oportunidades ou à falta de habilidades, isso prejudicará o futuro de todos nós e tornará muito é mais difícil reconstruir uma economia melhor pós-COVID."

A quarta edição do ILO Monitor pede a adoção de respostas políticas urgentes, em grande escala e direcionadas a apoiar a população jovem, incluindo programas abrangentes de garantia de emprego/formação nos países desenvolvidos, programas intensivos de emprego e garantias nas economias de baixa e média rendas.

Testes e rastreamento compensam

Esta nova edição analisa ainda medidas voltadas para a criação de um ambiente seguro para o regresso ao trabalho. O relatório sustenta que testes e rastreamento rigorosos (TR) das infecções pela COVID-19 "estão fortemente relacionados com uma menor interrupção do mercado de trabalho (…) e com perturbações sociais consideravelmente menores do que as resultantes das medidas de confinamento e de lockdown".

Em países com uma forte capacidade de realização de testes e rastreamento, a queda média na horas de trabalho é reduzida em até 50%. Há três razões para isso: testes e rastreamento reduzem a necessidade de aplicar medidas estritas de confinamento; fomentam a confiança da sociedade, incentivando assim o consumo e apoiam o emprego; e ajudam a minimizar interrupções operacionais no local de trabalho.

Além disso, os testes e o rastreamento podem, por si só, criar empregos, ainda que temporários, que podem ser direcionados para os(as) jovens e outros grupos prioritários.

A nova edição do relatório destaca a importância de gerir as preocupações com a confidencialidade de dados. O custo é igualmente um fator a ser considerado, mas a relação custo-benefício dos TR é "altamente favorável".

"Criar uma forte recuperação do emprego que promova igualmente a equidade e a sustentabilidade significa fazer com que as pessoas e as empresas voltem a trabalhar o mais rapidamente possível, em condições seguras", afirmou Ryder. "Testes e rastreamento podem ser uma parte importante do pacote de políticas, se quisermos combater o medo, reduzir os riscos e fazer com que as nossas economias e sociedades voltem a funcionar rapidamente".

Perda de horas de trabalho

A quarta edição do ILO Monitor também atualiza as estimativas com relação à perda de horas de trabalho no primeiro e segundo trimestres de 2020, em comparação com o quarto trimestre de 2019.

Estima-se que foram perdidas 4,8% das horas de trabalho durante o primeiro trimestre de 2020 (o equivalente a cerca de 135 milhões de empregos em horário integral, tendo como referência uma semana de trabalho de 48 horas).

Isto representa uma ligeira revisão ascendente de cerca de 7 milhões de postos de trabalho desde a terceira edição do ILO Monitor. O número estimado de postos de trabalho perdidos no segundo trimestre mantém-se inalterado em 305 milhões.

Do ponto de vista regional, as Américas (13,1%) e a Europa e Ásia Central (12,9%) apresentam as maiores perdas em horas trabalhadas no segundo trimestre.

O Monitor da OIT reitera seu apelo pela adoção de medidas imediatas e urgentes para apoiar trabalhadores, trabalhadoras e as empresas alinhadas com os quatro pilares da estratégia da OIT: estimular a economia e o emprego; apoiar empresas, o emprego e a renda; proteger trabalhadores e trabalhadoras no local de trabalho; recorrer ao diálogo social para a busca de soluções.