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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Na 5ª Edição da Cairo Water Week, no Egito, MDR troca experiências em segurança hídrica

imagem: MDR / reprodução

***Promovido pelo Governo do Egito, evento neste ano tem como tema Água no Coração da Ação Climática e serve como preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática.



O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) participou, nesta segunda-feira (17), da 5ª Edição da Cairo Water Week, organizada pelo Governo do Egito. O Brasil participa do evento com o objetivo de trocar experiências, apresentando ações brasileiras que possam contribuir com outros países e conhecendo cases de sucesso internacionais que auxiliem na ampliação da segurança hídrica nacional.

Neste ano, a Cairo Water Week tem como tema Água no Coração da Ação Climática. O evento vai incluir debates preparatórios para as atividades relacionadas à água da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP27, marcada para 7 a 20 de novembro. As atividades serão realizadas até a próxima quarta-feira, 19 de outubro. Nos dois primeiros dias, estão previstas sessões de segmento de alto nível, que discutirão os desafios nacionais e regionais para enfrentar a escassez hídrica e definirão ações e cooperações em relação ao tema.

Presente ao evento, o secretário nacional de Segurança Hídrica substituto, Francisco Igor Nunes, reforça que a troca de experiência foi o ponto principal da Semana da Água do Cairo. "Participamos de um debate sobre escassez hídrica e mudança climática e pudemos trazer um pouco a experiência que o Brasil tem nesse tema e ouvir um pouco como os outros países têm lidado com esse desafio. Tem sido um evento engrandecedor, considerando que o Ministério do Desenvolvimento Regional é o principal formulador de políticas públicas relativas à água no Brasil", comentou.

O coordenador-Geral substituto de Gestão de Recursos Hídricos do MDR, Irani Braga Ramos, que também está no Egito, ressalta a importância da participação do Brasil no evento. "O evento é preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Água e o Brasil é um ator chave pela quantidade de água, pois temos 10% da água doce do planeta, por conta da diversidade, com áreas semiáridas e áreas abundantes de água, como a Amazônia, e também pela nossa carência em saneamento e pela nossa experiência em infraestrutura. E porque sempre tivemos um protagonismo nessas políticas ambientais", avalia Irani Ramos.

O MDR é membro do Conselho Mundial da Água, uma organização internacional criada em 1966 com a missão de convencer os tomadores de decisão de que a água é uma prioridade política vital para o desenvolvimento sustentável.

Fonte:  Br 61

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ENTREVISTA: Receita deve criar força-tarefa para suprir demanda de retificações do imposto de renda após mudança sobre a pensão alimentícia


***Em entrevista, Mauro Silva, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, disse que a demanda de declarações retificadoras aumentou com a nova regra, e requer procedimentos especiais.



A Receita Federal deve criar uma força-tarefa para processar retificações do imposto de renda de contribuintes que declararam recursos de título alimentar, como a pensão alimentícia, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Nacional), Mauro Silva.

A nova regra foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que afastou a incidência do imposto sobre valores decorrentes de pensões alimentícias. O STF também concedeu a retroatividade da medida, ou seja, quem apresentou declaração incluindo esse valor como um rendimento tributável, nos anos de 2018 a 2022, pode alterar o documento e fazer o acerto. Para isso, deve enviar uma declaração retificadora, referente ao ano de exercício da retenção ou do recolhimento relativo a esses valores.

"A Receita deve providenciar uma força-tarefa em um dos procedimentos, um fast tracking, vamos dizer, para que esses casos sejam analisados e as pessoas não esperem muito para ter os seus valores de volta, os seus impostos restituídos", afirmou Silva em entrevista exclusiva ao Brasil 61.

Silva, no entanto, entende que os valores de anos anteriores podem ser revistos, mas alerta: os contribuintes não têm tempo a perder. "Quem teve pensão alimentícia entre os anos 2016 e 2018, está ameaçado com o passar do tempo a decair, então já deve logo providenciar essa retificação. Os demais anos, aí já é o interesse da pessoa. Quanto antes retificar, antes terá esse problema resolvido".

Auditor fiscal da Receita Federal há 27 anos e presidente da Unafisco Nacional desde 2019, Silva se aprofundou na decisão do STF e como ela impacta o contribuinte brasileiro. Confira abaixo as respostas de Mauro Silva em entrevista ao portal.

Entrevistador: A que se refere a decisão do STF sobre a incidência do IRPF sobre pensões alimentícias e qual a abrangência dessa decisão?

Mauro Silva: "O STF então decidiu que não deve incidir imposto de renda para o alimentando, ao passo que aquele que paga pensão pode deduzir esta pensão da sua base de cálculo, enquanto que o alimentando, ou o responsável pelo alimentando não deve sofrer incidência do Imposto de Renda. Isso tem um reflexo para o futuro, ou seja, uma decisão para frente, e para o passado. O Supremo [Tribunal Federal] foi instado a se manifestar se aquela decisão teria efeito passado ou só efeito futuro. Ele decidiu então que de hoje para frente já não devem declarar como tributável quem recebe pensão alimentícia, mas também nos últimos 5 anos. Então aqueles que declararam a pensão alimentícia como rendimento tributável e, por conta disso, ou pagaram o imposto ou tiveram uma restituição menor, devem então fazer a retificação de suas declarações com esse teor".

Entrevistador: Como fazer a retificadora? Ela já pode ser feita?

Mauro Silva: "A retificação você faz no próprio programa. Então se você vai fazer a do ano de 2020, você tem que ir lá fazer o download do programa de 2020, recupera sua declaração de 2020 e altera a informação de 'rendimento tributável' para 'rendimento não tributável', se você declarou como tributável. Preencheu e envia a declaração e pronto, todo o trâmite vai ser automático, não tem um processo específico, ele é feito no próprio programa do Imposto de Renda de cada ano, essa é a questão. A partir da decisão do Supremo, já pode fazer. Pode fazer já, o que a Receita deve divulgar é como ela vai enfrentar essa demanda grande de retificadoras de modo a agilizar o atendimento desse interesse do contribuinte".

Entrevistador: Qual é a estimativa de impacto das restituições nos cofres públicos pela Receita Federal? Há um prazo para a liberação desses recursos aos contribuintes?

Mauro Silva: "A Receita não divulgou nenhum dado. Nesse período eleitoral, ela retirou todos os dados técnicos, que pudessem dar talvez para a gente usar para fazer essa estimativa. O que a gente diz é o seguinte: as pessoas não devem demorar (para apresentar a retificadora), porque coisas que você fez há 5 anos atrás, se você demorar, você vai perdendo aquela restituição. Entre 2016 e 2018, ele é polêmico, então quem teve pensão alimentícia entre os anos 2016 e 2018, está ameaçado com o passar do tempo a decair, então já deve logo providenciar essa retificação. Os demais anos, aí já é o interesse da pessoa. Quanto antes retificar, antes terá esse problema resolvido. O que já aconteceu foi o seguinte: com relação aos juros de mora, por exemplo, quando você recebe um precatório, o Supremo também resolveu que não incide Imposto de Renda, então nós também orientamos as pessoas a retificar. O que a Receita fez naquele caso e poderá ser feito nesse: ela criou um procedimento mais simplificado e uma força-tarefa – porque você imagina que vai ser um número razoável de pessoas e que se não tivéssemos um procedimento especial, um planejamento para enfrentar essa demanda, isso demoraria bastante para ser apreciado –, então a Receita deve providenciar uma força-tarefa em um dos procedimentos, um fast tracking, vamos dizer, para que esses casos sejam analisados e as pessoas não esperem muito para ter os seus valores de volta, os seus impostos restituídos".

Entrevistador: Se publicada a Medida Provisória em janeiro, os contribuintes ficam isentos de declarar o IRPF referente a 2022?

Mauro Silva: "O imposto de renda tem essa característica, só vale para o futuro. Então o que nós já pagamos, estamos sujeitos a pagar em 2022, não tem mais retorno. Então aquela declaração que você vai apresentar em abril de 2023, ainda vai estar com a tabela congelada. Mas, a qualquer momento que vier essa medida provisória, a partir dali, os seus salários já começam a sofrer uma menor tributação e, todas as declarações daí para diante deverão trazer esse efeito".

Entrevistador: Álvaro Couto

Fonte:  Br 61

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domingo, 16 de outubro de 2022

Saúde dos idosos: médico explica como prevenir quedas

***Segundo o Ministério da Saúde, todos os anos, 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas.


A aposentada Célia Sampaio, de 74 anos, entendeu o que um tombo representa para pessoas idosas depois de uma visita à farmácia, a menos de 100 metros de casa.

"A calçada tinha uma pedra que estava levantada, com mais ou menos 15 centímetros. Eu não prestei atenção, tropecei e caí. As consequências foram que eu quebrei meu braço direito, tive algumas escoriações, pancada no joelho, mas o pior foi o braço mesmo, que foi fraturado e eu tive que fazer uma cirurgia e colocar uma placa. Eu hoje tenho uma placa aqui, de titânio no braço."

Casos como o da Dona Célia são frequentes no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia apontam que a estimativa de tombos entre os idosos com 80 anos ou mais é de 40% todos os anos. Em locais de longa permanência, como asilos, as quedas são ainda mais frequentes, e podem atingir 50% dos idosos. Essas ocorrências entre pessoas com idade mais avançada podem acarretar graves problemas para a saúde.

Vários fatores que podem levar um idoso a cair estão relacionados ao próprio indivíduo ou ao ambiente. "Ao próprio indivíduo, é perda da acuidade visual, uso de medicamentos, perda da força muscular, perda do equilíbrio, acordar à noite, no escuro, dores articulares. Em relação ao ambiente, domiciliar principalmente, estão tapetes escorregadios, ausência de barras nos banheiros, uso de banheiras, pequenos móveis baixos fora do campo de visão do idoso, pets também podem ser causa", explica o Chefe do Centro de Quadril do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, Lourenço Peixoto.

Os principais riscos relacionados às quedas são as fraturas eventuais, frequentemente no punho, ombro, quadril e bacia. As lesões podem, além da dor, evoluir para casos cirúrgicos por causa da osteoporose. Há ainda chance de casos de traumas cranioencefálicos, com potencial risco de vida.

"Felizmente houve muitos avanços na medicina e a ortopedia evoluiu junto. Hoje as cirurgias são feitas de forma minimamente invasiva, mais humanizada. Os hospitais geralmente estão acostumados a lidar com idosos, já que as fraturas entre idosos são uma verdadeira epidemia dos tempos modernos. O melhor a se fazer é atuar na profilaxia. O tratamento avançou, mas o melhor dos mundos é que o idoso não caia e não venha a sofrer fraturas", destaca Peixoto.

Como reduzir o risco

Como formas de prevenção, além dos cuidados domiciliares, como barras de apoio dentro dos banheiros, por exemplo, há medidas de abordagem multidisciplinar na área médica. Oftalmologista para corrigir problemas de visão, otorrinolaringologista para questões relacionadas à labirintite, cardiologista e pneumologista são alguns profissionais que podem atuar na saúde dos idosos.

"Educadores físicos, nutrólogos e fisioterapeutas também auxiliam. Outras medidas importantes são uma visita ao ambiente domiciliar desses indivíduos, de maneira que possam ser detectadas as armadilhas mais comuns que propiciam as quedas, como superfícies escorregadias, móveis baixos, escadas sem corrimão, todo o ambiente deve ser vistoriado", conclui o Dr. Peixoto.

Direito à atenção integral à saúde

No Brasil, a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa orienta um modelo voltado para o cuidado, com foco na recuperação, permanência, promoção da autonomia e independência. As ações devem ser direcionadas para rastrear as principais necessidades de saúde dessa população, a partir de aspectos como estado clínico, capacidade funcional e psicossocial.

Confira aqui o Estatuto da Pessoa Idosa.

*Com a colaboração de Lívia Braz

Fonte: Br 61

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Indústria brasileira perde posição em ranking mundial de produção e exportação

imagem: Freepik / reprodução

***A participação da indústria brasileira na produção mundial caiu de 1,31% para 1,28%. País agora ocupa a 15ª posição. A contribuição nas exportações aumentou, mas não o suficiente para impedir queda para o 31º lugar.



O Brasil caiu para a 15ª posição no ranking mundial de produção industrial, ultrapassado pela Turquia. A participação da indústria brasileira recuou de 1,31%, em 2020, para 1,28%, em 2021, segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

O resultado é o pior desde o início da série histórica, que começou em 1990, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI diz que a participação do Brasil na produção mundial da indústria está em queda desde 1996. Até 2014, no entanto, o país se mantinha entre os 10 maiores produtores industriais do mundo.

O Brasil começou a perder posições no ranking após a recessão entre 2014 e 2016, a maior da série histórica, de acordo com o IBGE, e a desvalorização do real. Foi ultrapassado por México e Indonésia. Em 2018, Taiwan e Rússia passaram à frente do Brasil e, no ano passado, a Turquia.

Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, analisa que a tendência de queda de participação da indústria brasileira na produção mundial se deve a questões estruturais. "As empresas industriais brasileiras têm muito desafio para concorrer em pé de igualdade com empresas industriais de outros países, e as principais causas residem em desafios muito ligados ao Custo Brasil, a um sistema tributário complexo, também na infraestrutura, na questão de produtividade, nas dificuldades para aumentar investimento e para inovar ainda mais", avalia.

Não bastassem essas dificuldades, Constanza aponta que fatores conjunturais também têm afetado o crescimento da indústria brasileira. "Notadamente os efeitos da pandemia e do pós-pandemia, questões ligadas à logística e de comércio exterior, como desafios para o suprimento de insumos, as cadeias, o aumento no custo do transporte internacional, dos fretes, têm trazido desafios ainda maiores se acrescentados àqueles estruturais que a indústria brasileira já enfrenta", afirma.

A China manteve a primeira posição no ranking de produção mundial. O país asiático ampliou a participação de 30,08% para 30,45%. O mesmo ocorreu com os Estados Unidos, cuja participação cresceu de 16,59% para 16,76%. Quando o assunto é valor adicionado da indústria de transformação, Japão e Alemanha foram os países que mais perderam participação entre 2020 e 2021, mas mantiveram a terceira e quarta posições no ranking.

Exportações

Embora a parcela do Brasil nas exportações mundiais de bens da indústria de transformação tenha subido de 0,77%, em 2020, para 0,81%, em 2021, o país perdeu uma posição no ranking e caiu do 30º para o 31º lugar, ultrapassado pela Indonésia.

Segundo Constanza, apesar do aumento, a participação do Brasil nas exportações está abaixo do que era antes da pandemia da Covid-19. "Um crescimento tímido que não consegue recuperar o patamar pré-pandemia e que não é suficiente para garantir a mesma posição no ranking das exportações industriais do Brasil", ressalta.

As exportações mundiais caíram 5,3% em 2020 e, segundo estimativa da CNI, devem subir para 20,4% em 2021. Em 2020, a queda das exportações brasileiras atingiu mais que o dobro do recuo visto no mundo. Para o ano passado, a CNI estima crescimento de 26,3%, acima da média mundial.

Levando em conta o Brasil e seus 11 principais parceiros comerciais, apenas China, Argentina e Países Baixos também devem registrar aumento nas respectivas participações. Para os outros países, estima-se queda.

A China aumentou a participação nas exportações mundiais de 17,1%, em 2020, para 18,43%, em 2021, segundo a CNI. Coreia do Sul, Alemanha e Japão deverão registrar as maiores perdas de participação entre 2020 e 2021. Apesar disso, os dois últimos devem permanecer na segunda e quarta posições de maiores exportadores mundiais. Já os sul-coreanos devem cair da sexta para a oitava colocação.

Fonte:  Br 61

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IGP-DI sofre queda de 1,22% em setembro e está em desaceleração, aponta FGV

imagem: EBC / reprodução

***Após as quedas consecutivas, a alta acumulada é de 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice acumulava elevação de 23,43% no período de um ano, o que mostra que houve desaceleração da alta do IGP-DI.



O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou redução de 1,22% em setembro. Em agosto, a queda havia sido de 0,55%. Apesar das quedas consecutivas, o índice acumula alta de 5,54% em 2022, até o momento, e 7,94% em 12 meses. Em setembro de 2021, o índice havia sofrido queda de 0,55% e acumulava elevação de 23,43% em um ano, o que mostra que houve desaceleração da alta do IGP-DI.

O professor da FGV-EAESP, Renan Pieri, destaca que, entre os fatores que puxaram o resultado, está a redução do preço dos combustíveis, que ocorreu tanto pela mudança na cobrança do ICMS quanto pelo recuo do valor do petróleo no mercado internacional.

"Além disso, houve uma queda nos preços de commodities, o que, em particular, barateia insumos e matérias-primas para as empresas. O resultado ainda é de alta significativa nos últimos 12 meses, em quase 8%, mas, de fato, os preços parecem ter um crescimento menor no atual momento", avalia.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve diminuição de 1,68% no último mês. Em agosto, a taxa havia apresentado queda de 0,63%. Na análise por estágios de processamento, o índice do grupo Bens Finais tinha registrado queda de 0,90% em agosto, e caiu 0,41% em setembro.

De acordo com a FGV, "o principal responsável pelo resultado foram os alimentos in natura, cuja taxa passou de -0,15% para 4,99%. O índice de Bens Finais, que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, caiu 0,04% em setembro, contra queda de 0,24% em agosto."
Bens Intermediários

A taxa do grupo Bens Intermediários saiu de um recuo de 0,92% em agosto para uma queda de 2,46% em setembro. O resultado foi proporcionado pelo subgrupo de materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de uma diminuição de 0,24% para um recuo de 1,72%. "O índice de Bens Intermediários, calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 1,28% em setembro, ante queda de 0,29% no mês anterior", aponta o levantamento.

O estágio das Matérias-Primas Brutas, por sua vez, ajudou a gerar uma queda em sua taxa de variação, a qual passou de uma redução de 0,04% em agosto para uma queda de 1,95% em setembro.

Contribuíram para este movimento os seguintes itens:

  • Leite in natura (10,84% para -6,92%)
  • Cana-de-açúcar (-0,13% para -1,14%)
  • Aves (1,04% para -1,42%)
No sentido oposto, os resultados foram os seguintes:

  • Minério de ferro (-3,80% para -3,27%)
  • Soja em grão (-1,30% para -0,92%)
  • Café em grão (-0,94% para -0,58%)
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou variação de 0,02% em setembro, após queda de 0,57% no mês imediatamente anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice tiveram elevação em suas taxas de variação:

  • Educação, Leitura e Recreação (0,46% para 4,36%)
  • Transportes (-3,56% para -2,63%)
  • Habitação (-0,09% para 0,40%)
  • Comunicação (-1,03% para -0,52%)
  • Passagem aérea (2,07% para 23,75%)
  • Gasolina (-11,62% para -8,68%)
  • Tarifa de eletricidade residencial (-2,33% para -0,07%)
  • Tarifa de telefone móvel (-2,26% para 0,13%)

Fonte:  Br 61

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Entenda por que leite e derivados estão ficando mais baratos

imagem: Pexels/Engin Akyurt / reprodução

***Queijo, manteiga, iogurte e outros derivados registram deflação e podem voltar para a mesa dos brasileiros.



Depois de acumular 60% de aumento em um ano, o preço do leite de vaca começou a cair. O leite e seus derivados se tornaram vilões da inflação dos alimentos, já que alavancaram os preços de produtos frequentes na mesa do consumidor, como queijo, manteiga e iogurtes. A boa notícia é que o movimento de alta já chegou ao fim. Para o analista da Embrapa, José Luiz Bellini, uma das razões para a queda nos preços é a maior oferta do produto dentro do país.

"Através do início da safra e com as chuvas, o aumento da oferta de leite está acontecendo. Também houve um aumento das importações. E nós tivemos uma redução em custos, tanto de produção, quanto de logísticas", esclarece. 

O impacto da inflação sobre o preço do leite e derivados tem vários motivos. O principal deles foi a queda na oferta dos produtos, causada pela entressafra que ocorre todos os anos, nos meses de outono e inverno. Entre março e agosto, há menos pasto para o rebanho, o que faz cair a produção de leite. Mas neste ano a produção retrocedeu além do normal. A guerra da Ucrânia, os altos preços dos combustíveis e a desorganização das cadeias produtivas no mundo todo contribuíram para esse aumento.

"Com essa questão da redução da oferta e a redução das importações no primeiro semestre, nós tivemos uma baixa disponibilidade que também ajudou a puxar os preços dos produtos lácteos como também da própria matéria prima", explica Bellini.

Os preços começaram a apresentar estabilidade na primeira quinzena de setembro. Em outubro, com a maior produção nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a queda nos preços deve ser sentida nas prateleiras dos supermercados.

Reportagem, Lívia Braz

Fonte:  Br 61

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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Rótulos de embalagens mudam a partir deste domingo (9 -10 - 2022)

imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil / reprodução

***Além de mudanças na tabela nutricional de produtos alimentícios, rótulos deverão informar, na parte frontal, se contém excessos de sal, açúcar e gorduras.



O consumidor já deverá notar mudanças nas embalagens de produtos alimentícios a partir deste domingo (9). Isso porque passaram a valer as novas normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para informação nutricional nos rótulos das embalagens desses produtos. Além de mudanças na tabela nutricional, já conhecida pelo consumidor - que fica na parte de trás das embalagens, os alimentos com excesso de sódio, gordura e açúcar deverão ganhar um selo frontal, indicando o alto índice.

As alterações atendem ao que a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras organizações voltadas à saúde e segurança alimentar defendem há anos, como medida para combater doenças crônicas como diabetes, obesidade e hipertensão, causadas pelo excesso desses produtos.

A nutricionista Talyta Machado, afirma que as mudanças são importantes, especialmente porque, antes da nova norma, muitos fabricantes camuflavam informações utilizando outros nomes, não conhecidos pelo consumidor, para indicar a presença desses ingredientes nocivos à saúde. "Às vezes ele coloca lá na lista de ingredientes nomes em que não está escrito 'açúcar'. Nome de maltodextrina, algum outro nome. O consumidor não tem esse conhecimento e acaba comprando, achando que está levando um alimento zero açúcar, ou com pouco açúcar", explica.

Com a nova regra, os alimentos embalados com excesso de açúcar, sódio (sal) ou gordura, deverão conter o seguinte selo:


Ainda de acordo com Talyta Machado, a mudança traz mais segurança ao consumidor, porém, também, mais responsabilidade.  "Agora o cliente tem uma questão de responsabilidade pela sua saúde, pela sua alimentação, porque ele tem essa informação muito clara", afirma a nutricionista.

Para  Margarida Maria Pinheiro, de 65 anos,  a nova mudança é essencial, por ser de fácil compreensão de todos e, sobretudo, pelo alto consumo dos produtos industrializados. "É muito importante que saia nos rótulos, porque hoje a maioria da população sabe ler e escrever. Hoje você compra mais comidas congeladas, industrializadas e ter no rótulo para que a gente possa saber o que contém naquele produto é muito importante", afirma a aposentada, que é hipertensa e pré-diabética.

Outras mudanças
Não é só a parte frontal dos rótulos que teve mudança, pelas novas regras da Anvisa, mas também a tabela nutricional - aquela que indica calorias, carboidratos e outras informações nutritivas do alimento. Agora, a tabela que antes tinha duas colunas, ganha uma terceira, que deve indicar o valor nutricional do alimento segundo porção de 100 ml (no caso dos líquidos) ou 100 g (para alimentos sólidos). Antes a referência era apenas com base em uma dieta diária de 2 mil calorias.

"Claro que é importante a pessoa também se atentar, por exemplo, que quando a gente pensa em bebida, 100ml é bem pouquinho. Então é importante ter essa consciência de que você está comendo uma quantidade 'X', alerta a nutricionista Talyta Machado.

Vale destacar que a tabela de informação nutricional não é obrigatória para alguns alimentos como bebidas alcoólicas, água e gelo, vinagres, frutas, vegetais e itens fracionados nos pontos de venda (entre outros).

Fonte:  Br 61

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