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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Coletiva da Senadora Marina na COP de Paris
Na conferência do clima em Paris, em entrevista coletiva Marina falou sobre legislação ambiental, operação Lava Jato, processo de impeachment contra a presidente Dilma e a crise política, econômica do país.
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Reuniões do Conselho Gestor da UBS Vl.Jacuí.

Todas as últimas quinta-feira de cada mês às 15:00 Horas.
Rua Édipo Feliciano, 51, Vila Jacuí, São Miguel Paulista.
Próximo a Avenida Afonso Lopes de Baião.
Próximo a Subprefeitura de São Miguel Paulista.
Telefones: (11) 2297-8709 e/ou (11) 2297-8422
Para traçar uma rota e chegar até a UBS Vila Jacuí, clique neste link.
Convocação do Ministério Público
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Filme Dirty Dancing será regravado em forma de musical para TV

Divulgação
Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine, vai interpretar a protagonista Baby
Dirty Dancing, sucesso cinematográfico de 1987, vai ganhar uma nova versão. O remake será produzido em forma de musical para a televisão. O especial terá cerca de três horas de duração, com produção da emissora norte-americana ABC.
O longa-metragem será protagonizado por Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine. Ela vai interpretar Baby Houseman, uma jovem que viaja acompanhada dos pais para um acampamento nas montanhas Catskill, onde se apaixona pelo instrutor de dança Johnny Castle.
Assim como o filme original, a nova versão será ambientada na década de 1960. O remake está sendo produzido por Eleanor Bergstein – roteirista da versão da década de 1980 – e Allison Shearmur (Jogos Vorazes). A música é assinada por Adam Anders e Peer Astrom (ambos de Glee), enquanto a coreografia fica sob a responsabilidade de Andy Blankenbuehler. O musical foi roteirizado por Jessica Sharzer (American Horror Story) e conta com direção de Wayne Blair (Música da Alma).
Originalmente protagonizado por Jennifer Grey e Patrick Swayze, Dirty Dancing de 1987 foi dirigido por Emile Ardolino. No ano de 2012, uma nova versão do título foi anunciada, tendo Kenny Ortega (High School Musical) como diretor. Porém, o projeto não foi executado.
As informações são da Variety.
Dirty Dancing, sucesso cinematográfico de 1987, vai ganhar uma nova versão. O remake será produzido em forma de musical para a televisão. O especial terá cerca de três horas de duração, com produção da emissora norte-americana ABC.
O longa-metragem será protagonizado por Abigail Breslin, de Pequena Miss Sunshine. Ela vai interpretar Baby Houseman, uma jovem que viaja acompanhada dos pais para um acampamento nas montanhas Catskill, onde se apaixona pelo instrutor de dança Johnny Castle.
Assim como o filme original, a nova versão será ambientada na década de 1960. O remake está sendo produzido por Eleanor Bergstein – roteirista da versão da década de 1980 – e Allison Shearmur (Jogos Vorazes). A música é assinada por Adam Anders e Peer Astrom (ambos de Glee), enquanto a coreografia fica sob a responsabilidade de Andy Blankenbuehler. O musical foi roteirizado por Jessica Sharzer (American Horror Story) e conta com direção de Wayne Blair (Música da Alma).
Originalmente protagonizado por Jennifer Grey e Patrick Swayze, Dirty Dancing de 1987 foi dirigido por Emile Ardolino. No ano de 2012, uma nova versão do título foi anunciada, tendo Kenny Ortega (High School Musical) como diretor. Porém, o projeto não foi executado.
As informações são da Variety.
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O que rola na mídia...

GESTÃO
09/12/2015 - Agência Brasil
Após um mês de ocupação das escolas, estudantes de SP continuam nas ruas
Alunos fazem nova manifestação hoje, no Masp, voltada à defesa da Educação de qualidade e de maior participação da comunidade na gestão escolar
09/12/2015 - Folha de S.Paulo (SP)
Estudantes falam até em passar o Natal nas escolas estaduais em SP
Alunos mantêm ocupações e agora pedem que o governador prometa nunca aplicar o plano de reestruturação
09/12/2015 - O Estado de S. Paulo (SP)
Grupos ligados a partidos disputam escolas invadidas
Alunos autônomos e jovens de entidades vinculadas ao PCdoB e ao PSOL vivem impasse sobre liderança na condução do movimento
08/12/2015 - G1
Opinião: Alunos de SP mostraram que é possível incidir nas políticas educacionais
"A perspectiva que fica é que o processo de tomada de decisão nas políticas educacionais está começando a mudar", afirma Andrea Ramal
08/12/2015 - O Estado de S. Paulo (SP)
Opinião: Reorganizando a reorganização de escolas
"Qual é o motivo da 'reorganização'? É a melhoria da Educação? Há evidências disso? Então vamos por as cartas na mesa", diz Rodrigo Travitzki
LEGISLAÇÃO
09/12/2015 - Gazeta de Alagoas (AL)
Editorial: Saída pela Educação
"Deve-se garantir a todas as crianças e adolescentes o direito à vida, à saúde, à Educação", afirma jornal
09/12/2015 - Jornal do Senado (DF)
Comissão sugere aos estados escola integral
Parlamentares acreditam que medida seja alternativa à proposta de redução da maioridade penal
08/12/2015 - Agência Câmara
Comissão aprova PPA 2016-2019 alinhado ao Plano Nacional de Educação
Plano Plurianual terá de ser votado ainda em sessão conjunta de Câmara e Senado
GESTÃO ESCOLAR
09/12/2015 - Folha de S.Paulo (SP)
Empresário sabe mais de gestão do que o educador, diz secretária de Goiás
Governo do Estado decidiu chamar Organizações Sociais privadas para atuar na administração de colégios públicos
INOVAÇÃO
08/12/2015 - Portal Porvir
Laboratório de inovação quer criar rede de educadores makers
Programa oferece experiências práticas e um programa de formação de um ano para professores de todas as disciplinas
09/12/2015 - O Estado de S. Paulo (SP)
Escola de Hackers: tecnologia a serviço da Educação
Projeto ensina alunos das escolas municipais de Passo Fundo (RS) a linguagem de programação
PRÊMIO
09/12/2015 - Diário Catarinense (SC)
Escola catarinense vence prêmio nacional
Colégio ganha distinção com projeto que garante os direitos da população LGBT
DENÚNCIA
09/12/2015 - G1
Em Palmas, fossa a céu aberto dentro de escola preocupa professores
Algumas educadoras estão grávidas e com medo de contraírem o Zika vírus
08/12/2015 - G1
Livros didáticos são encontrados ainda embalados em lixão em MT
Material seria usado em escolas públicas do município de Nova Xavantina. Responsável deve responder por dano contra o patrimônio público
Por: TPE
09/12/2015 - Agência Brasil
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LEGISLAÇÃO
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Comissão aprova PPA 2016-2019 alinhado ao Plano Nacional de Educação
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GESTÃO ESCOLAR
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Governo do Estado decidiu chamar Organizações Sociais privadas para atuar na administração de colégios públicos
INOVAÇÃO
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Laboratório de inovação quer criar rede de educadores makers
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PRÊMIO
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DENÚNCIA
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Em Palmas, fossa a céu aberto dentro de escola preocupa professores
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Atualização.

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Estudo alerta para a presença de malária fora da região amazônica

foto: Fêmea de Anopheles cruzii/ Paulo Urbinatti
Karina Toledo | Agência FAPESP – De acordo com um levantamento publicado por pesquisadores brasileiros no Malaria Journal, entre os anos de 2007 e 2014 foram registrados 6.092 casos de malária fora da região amazônica – a única considerada endêmica para a doença no país.
Segundo os autores, apenas 19% de todos os casos fora da Amazônia são diagnosticados e tratados em até 48 horas após o início dos sintomas – enquanto na região amazônica esse índice salta para 60%.
"Isso pode explicar a alta proporção de casos severos de malária e a maior taxa de mortalidade em regiões não endêmicas", dizem os pesquisadores no artigo.
O levantamento foi feito com apoio da FAPESP durante o doutorado de Camila Lorenz e de Flávia Virginio, orientandas de Lincoln Suesdek no Instituto Butantan. Contou ainda com a participação do pesquisador Breno Aguiar e foi coordenado por Francisco Chiaravalloti-Neto, ambos da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
O grupo se baseou nos dados registrados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) – ambos do Ministério da Saúde. Esses bancos de dados trazem informações como sexo e idade do paciente, local em que foi registrada a notificação e também os locais em que o paciente esteve no suposto período da contaminação.
"Esse estudo mostra que, embora a maioria dos casos de malária ocorra na região da Amazônia legal, a região extra-amazônica também merece atenção dos profissionais de saúde, pois abriga 87% da população brasileira e também as condições para a transmissão da doença: há presença do vetor (mosquitos do gênero Anopheles), do agente etiológico (parasitas do gênero Plasmodium) e do hospedeiro (humanos)", comentou Virginio em entrevista à Agência FAPESP.
Segundo a aluna de Doutorado, muitas vezes os sintomas clínicos da doença não são suficientes para estabelecer um diagnóstico e podem ser confundidos com dengue ou outras doenças virais. Há, portanto, necessidade de se realizar exames parasitológicos para confirmar. "Confundir doenças é perigoso, pois os tratamentos são muito diferentes", comentou.
Na avaliação de Virginio, profissionais de saúde de todos os estados brasileiros devem estar alertas para o histórico dos pacientes e atentos aos locais visitados recentemente.
"É necessária maior atenção tanto do ponto de vista da assistência, ou seja, ter médicos aptos a diagnosticar e tratar a doença, como do ponto de vista da vigilância epidemiológica. Os olhares estão todos voltados para a Amazônia, onde se concentram 99% dos casos, mas, se a vigilância for esquecida no restante do país, o problema pode voltar em locais onde já foi superado", disse Virginio.
A demora para diagnosticar e tratar a doença, explicou a pesquisadora, cria condições para que o mosquito se contamine com o parasita ao picar o paciente infectado e transmita para outros habitantes locais. Especialistas estimam que um único doente sem tratamento pode, em uma semana, dar origem a até 50 novos casos, dependendo da região.
"É importante salientar que a região extra-amazônica abriga várias espécies de mosquitos com potencial para transmitir malária. Com as mudanças na paisagem e no clima do país é possível que espécies antes inofensivas passem a transmitir o Plasmodium, e isso é uma questão de saúde pública que precisa ser investigada", alertou Lorenz.
Diferenças regionais
Dos mais de 6 mil casos notificados durante o período avaliado, quase 90% são considerados importados, ou seja, o paciente contraiu a doença durante estada na Amazônia ou no exterior – principalmente países da América Latina, África e Índia. Os demais são casos autóctones/introduzidos, isto é, nos quais a transmissão ocorreu localmente.
Embora os casos importados tenham predominado em todos os anos, houve um pico em 2007. Já o pico de casos autóctones ocorreu em 2010. Os estados com maior incidência de casos autóctones foram Espírito Santo, Piauí e Paraná.
"Foi possível notar que o ano de 2014 teve o menor número de casos, tanto autóctones quanto importados. Isso reflete as medidas que a população vem tomando para se proteger da malária, mesmo nas áreas não endêmicas, como: o uso de repelente, telas em portas e janelas e evitar áreas de banho durante o pico de atividade dos mosquitos", observou Lorenz.
Embora notificações da doença tenham sido registradas em todos os estados brasileiros, em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Rio Grande do Sul houve apenas casos importados.
As infecções por parasitas da espécie Plasmodium vivax predominaram na Região Sul, enquanto no Nordeste e no Sudeste foram mais comuns os casos de infecção pelo Plasmodium falciparum. Já na Região Centro-Oeste, que faz fronteira entre a região da Amazônia Legal e a região extra-amazônica, foi observada dupla infecção.
"Na região extra-amazônica, a malária tornou-se um problema que afeta principalmente subpopulações isoladas com certas características sociais (por exemplo, tipos de habitação) ou que desempenham específicas atividades profissionais. Portanto, a educação adequada dos indivíduos em risco e profissionais de saúde é necessária. Além disso, meios de diagnóstico rápido devem ser implementados nestas regiões para evitar eventos adversos graves ou mortes por malária", concluem os autores no artigo.
O artigo Spatial and temporal epidemiology of malaria in extra-Amazonian regions of Brazil (doi: 10.1186/s12936-015-0934-6), pode ser lido em www.malariajournal.com/content/14/1/408.
Segundo os autores, apenas 19% de todos os casos fora da Amazônia são diagnosticados e tratados em até 48 horas após o início dos sintomas – enquanto na região amazônica esse índice salta para 60%.
"Isso pode explicar a alta proporção de casos severos de malária e a maior taxa de mortalidade em regiões não endêmicas", dizem os pesquisadores no artigo.
O levantamento foi feito com apoio da FAPESP durante o doutorado de Camila Lorenz e de Flávia Virginio, orientandas de Lincoln Suesdek no Instituto Butantan. Contou ainda com a participação do pesquisador Breno Aguiar e foi coordenado por Francisco Chiaravalloti-Neto, ambos da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).
O grupo se baseou nos dados registrados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) – ambos do Ministério da Saúde. Esses bancos de dados trazem informações como sexo e idade do paciente, local em que foi registrada a notificação e também os locais em que o paciente esteve no suposto período da contaminação.
"Esse estudo mostra que, embora a maioria dos casos de malária ocorra na região da Amazônia legal, a região extra-amazônica também merece atenção dos profissionais de saúde, pois abriga 87% da população brasileira e também as condições para a transmissão da doença: há presença do vetor (mosquitos do gênero Anopheles), do agente etiológico (parasitas do gênero Plasmodium) e do hospedeiro (humanos)", comentou Virginio em entrevista à Agência FAPESP.
Segundo a aluna de Doutorado, muitas vezes os sintomas clínicos da doença não são suficientes para estabelecer um diagnóstico e podem ser confundidos com dengue ou outras doenças virais. Há, portanto, necessidade de se realizar exames parasitológicos para confirmar. "Confundir doenças é perigoso, pois os tratamentos são muito diferentes", comentou.
Na avaliação de Virginio, profissionais de saúde de todos os estados brasileiros devem estar alertas para o histórico dos pacientes e atentos aos locais visitados recentemente.
"É necessária maior atenção tanto do ponto de vista da assistência, ou seja, ter médicos aptos a diagnosticar e tratar a doença, como do ponto de vista da vigilância epidemiológica. Os olhares estão todos voltados para a Amazônia, onde se concentram 99% dos casos, mas, se a vigilância for esquecida no restante do país, o problema pode voltar em locais onde já foi superado", disse Virginio.
A demora para diagnosticar e tratar a doença, explicou a pesquisadora, cria condições para que o mosquito se contamine com o parasita ao picar o paciente infectado e transmita para outros habitantes locais. Especialistas estimam que um único doente sem tratamento pode, em uma semana, dar origem a até 50 novos casos, dependendo da região.
"É importante salientar que a região extra-amazônica abriga várias espécies de mosquitos com potencial para transmitir malária. Com as mudanças na paisagem e no clima do país é possível que espécies antes inofensivas passem a transmitir o Plasmodium, e isso é uma questão de saúde pública que precisa ser investigada", alertou Lorenz.
Diferenças regionais
Dos mais de 6 mil casos notificados durante o período avaliado, quase 90% são considerados importados, ou seja, o paciente contraiu a doença durante estada na Amazônia ou no exterior – principalmente países da América Latina, África e Índia. Os demais são casos autóctones/introduzidos, isto é, nos quais a transmissão ocorreu localmente.
Embora os casos importados tenham predominado em todos os anos, houve um pico em 2007. Já o pico de casos autóctones ocorreu em 2010. Os estados com maior incidência de casos autóctones foram Espírito Santo, Piauí e Paraná.
"Foi possível notar que o ano de 2014 teve o menor número de casos, tanto autóctones quanto importados. Isso reflete as medidas que a população vem tomando para se proteger da malária, mesmo nas áreas não endêmicas, como: o uso de repelente, telas em portas e janelas e evitar áreas de banho durante o pico de atividade dos mosquitos", observou Lorenz.
Embora notificações da doença tenham sido registradas em todos os estados brasileiros, em Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Rio Grande do Sul houve apenas casos importados.
As infecções por parasitas da espécie Plasmodium vivax predominaram na Região Sul, enquanto no Nordeste e no Sudeste foram mais comuns os casos de infecção pelo Plasmodium falciparum. Já na Região Centro-Oeste, que faz fronteira entre a região da Amazônia Legal e a região extra-amazônica, foi observada dupla infecção.
"Na região extra-amazônica, a malária tornou-se um problema que afeta principalmente subpopulações isoladas com certas características sociais (por exemplo, tipos de habitação) ou que desempenham específicas atividades profissionais. Portanto, a educação adequada dos indivíduos em risco e profissionais de saúde é necessária. Além disso, meios de diagnóstico rápido devem ser implementados nestas regiões para evitar eventos adversos graves ou mortes por malária", concluem os autores no artigo.
O artigo Spatial and temporal epidemiology of malaria in extra-Amazonian regions of Brazil (doi: 10.1186/s12936-015-0934-6), pode ser lido em www.malariajournal.com/content/14/1/408.
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ONU testa sistema para conter ataques contra trabalhadores de saúde

Foto: OMS - Plataforma da OMS quer evitar ataques a trabalhadores de saúde.
Meta da Organização Mundial da Saúde é reforçar proteção; só na Síria, 60% dos hospitais foram destruídos de forma total ou parcial; no ano passado, 603 trabalhadores de saúde foram mortos e 958 ficaram feridos em ataques.
A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou nesta terça-feira que está testando um novo sistema de coleta de dados para combater ataques a trabalhadores de saúde.
A meta da OMS é proteger profissionais em países como Afeganistão, Ucrânia e Iêmen. Segundo a agência da ONU, os ataques já são trágicos por si só, mas os danos a clínicas e hospitais e a perda dos trabalhadores resulta em menos tratamento para a população.
Testes
A OMS informa que no ano passado, 603 funcionários do setor de saúde foram mortos e 958 ficaram feridos em ataques ocorridos em 32 países. O novo sistema de coleta de dados está sendo testado na República Centro Africana, na Síria, na Cisjordânia e em Gaza.
O programa estará disponível a partir do próximo ano. Além de colher dados, a plataforma utiliza as informações para identificar padrões e encontrar maneiras de evitar ataques ou diminuir impactos.
Síria
Segundo dados do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, quase 60% dos hospitais da Síria já foram destruídos de forma total ou parcial.
Mais da metade dos profissionais de saúde do país abandonaram a Síria ou foram mortos. E sem esses trabalhadores, fica difícil garantir o atendimento da população.
Já na África Ocidental, mais de 400 profissionais de saúde perderam a vida após serem infectados pelo vírus ebola enquanto tratavam de pacientes. Segundo a gerente do projeto da OMS, Erin Kenney, "o acesso aos cuidados de saúde é impedido cada vez que um hospital é bombardeado, medicamentos são saqueados ou um médico tem medo de ir ao trabalho".
A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou nesta terça-feira que está testando um novo sistema de coleta de dados para combater ataques a trabalhadores de saúde.
A meta da OMS é proteger profissionais em países como Afeganistão, Ucrânia e Iêmen. Segundo a agência da ONU, os ataques já são trágicos por si só, mas os danos a clínicas e hospitais e a perda dos trabalhadores resulta em menos tratamento para a população.
Testes
A OMS informa que no ano passado, 603 funcionários do setor de saúde foram mortos e 958 ficaram feridos em ataques ocorridos em 32 países. O novo sistema de coleta de dados está sendo testado na República Centro Africana, na Síria, na Cisjordânia e em Gaza.
O programa estará disponível a partir do próximo ano. Além de colher dados, a plataforma utiliza as informações para identificar padrões e encontrar maneiras de evitar ataques ou diminuir impactos.
Síria
Segundo dados do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, quase 60% dos hospitais da Síria já foram destruídos de forma total ou parcial.
Mais da metade dos profissionais de saúde do país abandonaram a Síria ou foram mortos. E sem esses trabalhadores, fica difícil garantir o atendimento da população.
Já na África Ocidental, mais de 400 profissionais de saúde perderam a vida após serem infectados pelo vírus ebola enquanto tratavam de pacientes. Segundo a gerente do projeto da OMS, Erin Kenney, "o acesso aos cuidados de saúde é impedido cada vez que um hospital é bombardeado, medicamentos são saqueados ou um médico tem medo de ir ao trabalho".
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
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OMS: mais de 6 milhões de mortes por malária foram evitadas desde 2000

Foto: OMS/Paho
Família com mosquiteiro na República Dominicana.
Índice de mortalidade caiu 72% na região das Américas; estimativas são de que 663 milhões de casos da doença foram evitadas na África Subsaariana; relatório Mundial sobre a Malária 2015 foi lançado nesta terça-feira; documento mostra aumento significativo nos países em direção à eliminação da malária.
Cerca de 6,2 milhões de mortes por malária foram evitadas desde o ano 2000. As estimativas estão no relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre a doença lançado nesta terça-feira.
Os novos dados da agência da ONU mostram um aumento significativo no número de países que seguem em direção à eliminação da malária. Ações de prevenção economizaram milhões de dólares em cuidados de saúde nos últimos 14 anos em muitos países africanos.
Relatório
De acordo com o Relatório Mundial sobre Malária 2015, mais de metade dos 106 países onde havia a doença no ano 2000 conseguiu reduzir o número de casos em pelo menos 75% até este ano.
No mesmo período, 18 países obtiveram reduções entre 50% e 75%. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que já se sabe o que funciona e "o desafio no momento é fazer mais".
Em 2015, houve cerca de 214 milhões de novos casos da doença, com 438 mil mortes.
Mortes
Desde o ano 2000, o índice de mortalidade da malária caiu 72% na região das Américas, 65% no Pacífico Ocidental e 64% na região da Europa do Leste.
Segundo o relatório, o Brasil teve 36 mortes por malária em 2014, uma grande queda em relação aos 245 óbitos no ano 2000.
Na África as taxas de mortalidade pela doença caíram 66% entre todas as faixas etárias e 71% entre crianças com menos de cinco anos.
África
No entanto, 15 países, principalmente na África, são responsáveis por 80% dos casos globais de malária e 78% das mortes.
Em muitos desses países, sistemas de saúde fracos continuam a impedir progressos no controle da doença.
Milhões de pessoas ainda não estão recebendo os serviços que precisam para prevenção e tratamento. Em 2014, aproximadamente um terço das pessoas em risco de contrair a doença na África Subsaariana vivia em domicílios onde não havia proteção com mosquiteiros ou sprays residuais para combater o inseto.
Metas
Segundo o relatório, a meta 6C dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que buscava interromper e reverter a incidência global de malária entre 2000 e 2015 foi alcançada.
Avanço significativo também foi feito em relação à meta da Assembleia Mundial da Saúde de 2005. O objetivo era reduzir em 75% o fardo global da malária até 2015.
Controle da Doença
Segundo a OMS, os avanços foram em grande parte resultado de ações de controle da doença eficazes e baratas.
Desde 2000, quase 1 bilhão de mosquiteiros tratados com inseticidas foram distribuídos na África Subsaariana. Até 2015, cerca de 55% da população nesta região estava dormindo sob essas redes. No ano 2000, a cobertura era de menos de 2%.
A África também teve um grande aumento nos testes de diagnóstico da doença, de 36% de casos suspeitos em 2005 para 65% em 2014.
Estimativas são de que 663 milhões de casos da doença foram evitados na África Subsaariana desde 2001 como resultado direto do aumento de três ações de controle da doença: mosquiteiros tratados com inseticida, spray residual em ambientes fechados e terapias de combinação à base de artemisina.
O impacto maior é o das redes, responsáveis por 68% dos casos evitados por essas intervenções.
Resistência
No entanto, segundo a OMS, apesar dos progressos, desafios significativos permanecem.
Em todo o mundo, cerca de 3,2 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial está em risco de contrair malária.
De acordo com o diretor do Programa Global de Malária da OMS, Pedro Alonso, em muitos países os avanços estão sendo "ameaçados" pelo desenvolvimento e disseminação de resistência do mosquito aos inseticidas, o que poderia prejudicar ganhos recentes no controle da doença.
Estratégia Global
Em maio de 2015, a Assembleia Mundial da Saúde adotou uma estratégia global da OMS para a malária, entre 2016 e 2030, uma nova plataforma de 15 anos para o controle da doença em países endêmicos.
Para a agência da ONU, a iniciativa cria metas ambiciosas, mas alcançáveis, que incluem a redução da incidência e mortalidade da malária em pelo menos 90% e a eliminação da doença em pelo menos 35 países.
Outra meta é prevenir o ressurgimento da malária em todos os países considerados livres da doença.
Segundo a OMS, alcançar essas metas vai exigir liderança dos países, compromisso politico contínuo e triplicar o investimento global para controle da malaria: de US$ 2,7 bilhões em financiamento anual disponível atualmente para US$ 8,7 bilhões até 2030.
Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
A Agência REUTERS informa:PT tenta impedir voto secreto para escolha de membros de comissão do impeachment

Plenário da Câmara dos Deputados. REUTERS/Ueslei Marcelino
BRASÍLIA (Reuters) - Deputados petistas tentam impedir que a escolha nesta terça-feira dos integrantes da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisará o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff se dê por voto secreto.
Segundo a Secretaria-Geral da Câmara, a eleição dos 65 membros da comissão deve ocorrer por meio de votação secreta, com base em dispositivo do regimento interno da Casa. A decisão pode atrapalhar o governo, que trabalha por uma composição favorável no grupo que analisará o pedido.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que "não há nenhuma possibilidade" de escolher os integrantes por voto secreto e disse que estão sendo tomadas as "medidas necessárias" para que a composição do colegiado se dê em votação aberta.
"Não pode o regimento da Câmara ser utilizado para definir o rito de questões relativas ao processo de impeachment. O Supremo Tribunal Federal já decidiu... quando anulou o rito proposto na questão de ordem pelo presidente (da Câmara) Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e disse com clareza: a lei 1079 é que rege a questão do impeachment", explicou o deputado.
"Se ele (Cunha) utilizar o regimento, nós vamos levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal", afirmou Pimenta.
A eleição dos membros da comissão estava prevista para a segunda-feira, mas foi adiada, o que levou líderes da base governista a acusarem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de realizar uma "manobra" em conluio com a oposição.
A expectativa inicial era que os 65 membros da comissão especial fossem apontados pelos líderes de bancadas de cada partido de acordo com o número de vagas para cada legenda, mas a oposição e dissidentes da base governista pretendem apresentar uma chapa alternativa para disputar a composição do colegiado.
O vice-líder do PT, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que haverá disputa em plenário se questionamentos sobre a legalidade tanto da chapa alternativa quanto da votação secreta. O vice-líder também não descarta que o assunto seja levado ao Judiciário.
"Eu acredito que a votação secreta é uma vergonha para o Brasil", disse Fontana a jornalistas. "É um desrespeito à democracia representativa no Brasil."
Segundo a Secretaria-Geral da Câmara, a eleição dos 65 membros da comissão deve ocorrer por meio de votação secreta, com base em dispositivo do regimento interno da Casa. A decisão pode atrapalhar o governo, que trabalha por uma composição favorável no grupo que analisará o pedido.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), afirmou que "não há nenhuma possibilidade" de escolher os integrantes por voto secreto e disse que estão sendo tomadas as "medidas necessárias" para que a composição do colegiado se dê em votação aberta.
"Não pode o regimento da Câmara ser utilizado para definir o rito de questões relativas ao processo de impeachment. O Supremo Tribunal Federal já decidiu... quando anulou o rito proposto na questão de ordem pelo presidente (da Câmara) Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e disse com clareza: a lei 1079 é que rege a questão do impeachment", explicou o deputado.
"Se ele (Cunha) utilizar o regimento, nós vamos levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal", afirmou Pimenta.
A eleição dos membros da comissão estava prevista para a segunda-feira, mas foi adiada, o que levou líderes da base governista a acusarem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de realizar uma "manobra" em conluio com a oposição.
A expectativa inicial era que os 65 membros da comissão especial fossem apontados pelos líderes de bancadas de cada partido de acordo com o número de vagas para cada legenda, mas a oposição e dissidentes da base governista pretendem apresentar uma chapa alternativa para disputar a composição do colegiado.
O vice-líder do PT, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que haverá disputa em plenário se questionamentos sobre a legalidade tanto da chapa alternativa quanto da votação secreta. O vice-líder também não descarta que o assunto seja levado ao Judiciário.
"Eu acredito que a votação secreta é uma vergonha para o Brasil", disse Fontana a jornalistas. "É um desrespeito à democracia representativa no Brasil."
***Digitalradiotv
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