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OMS: mais de 6 milhões de mortes por malária foram evitadas desde 2000


Foto: OMS/Paho
Família com mosquiteiro na República Dominicana.



Índice de mortalidade caiu 72% na região das Américas; estimativas são de que 663 milhões de casos da doença foram evitadas na África Subsaariana; relatório Mundial sobre a Malária 2015 foi lançado nesta terça-feira; documento mostra aumento significativo nos países em direção à eliminação da malária.


Cerca de 6,2 milhões de mortes por malária foram evitadas desde o ano 2000. As estimativas estão no relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, sobre a doença lançado nesta terça-feira.
Os novos dados da agência da ONU mostram um aumento significativo no número de países que seguem em direção à eliminação da malária. Ações de prevenção economizaram milhões de dólares em cuidados de saúde nos últimos 14 anos em muitos países africanos.

Relatório
De acordo com o Relatório Mundial sobre Malária 2015, mais de metade dos 106 países onde havia a doença no ano 2000 conseguiu reduzir o número de casos em pelo menos 75% até este ano.
No mesmo período, 18 países obtiveram reduções entre 50% e 75%. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que já se sabe o que funciona e "o desafio no momento é fazer mais".
Em 2015, houve cerca de 214 milhões de novos casos da doença, com 438 mil mortes.

Mortes
Desde o ano 2000, o índice de mortalidade da malária caiu 72% na região das Américas, 65% no Pacífico Ocidental e 64% na região da Europa do Leste.
Segundo o relatório, o Brasil teve 36 mortes por malária em 2014, uma grande queda em relação aos 245 óbitos no ano 2000.
Na África as taxas de mortalidade pela doença caíram 66% entre todas as faixas etárias e 71% entre crianças com menos de cinco anos.

África
No entanto, 15 países, principalmente na África, são responsáveis por 80% dos casos globais de malária e 78% das mortes.
Em muitos desses países, sistemas de saúde fracos continuam a impedir progressos no controle da doença.
Milhões de pessoas ainda não estão recebendo os serviços que precisam para prevenção e tratamento. Em 2014, aproximadamente um terço das pessoas em risco de contrair a doença na África Subsaariana vivia em domicílios onde não havia proteção com mosquiteiros ou sprays residuais para combater o inseto.

Metas
Segundo o relatório, a meta 6C dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que buscava interromper e reverter a incidência global de malária entre 2000 e 2015 foi alcançada.
Avanço significativo também foi feito em relação à meta da Assembleia Mundial da Saúde de 2005. O objetivo era reduzir em 75% o fardo global da malária até 2015.

Controle da Doença
Segundo a OMS, os avanços foram em grande parte resultado de ações de controle da doença eficazes e baratas.
Desde 2000, quase 1 bilhão de mosquiteiros tratados com inseticidas foram distribuídos na África Subsaariana. Até 2015, cerca de 55% da população nesta região estava dormindo sob essas redes. No ano 2000, a cobertura era de menos de 2%.
A África também teve um grande aumento nos testes de diagnóstico da doença, de 36% de casos suspeitos em 2005 para 65% em 2014.
Estimativas são de que 663 milhões de casos da doença foram evitados na África Subsaariana desde 2001 como resultado direto do aumento de três ações de controle da doença: mosquiteiros tratados com inseticida, spray residual em ambientes fechados e terapias de combinação à base de artemisina.
O impacto maior é o das redes, responsáveis por 68% dos casos evitados por essas intervenções.

Resistência
No entanto, segundo a OMS, apesar dos progressos, desafios significativos permanecem.
Em todo o mundo, cerca de 3,2 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial está em risco de contrair malária.
De acordo com o diretor do Programa Global de Malária da OMS, Pedro Alonso, em muitos países os avanços estão sendo "ameaçados" pelo desenvolvimento e disseminação de resistência do mosquito aos inseticidas, o que poderia prejudicar ganhos recentes no controle da doença.

Estratégia Global
Em maio de 2015, a Assembleia Mundial da Saúde adotou uma estratégia global da OMS para a malária, entre 2016 e 2030, uma nova plataforma de 15 anos para o controle da doença em países endêmicos.

Para a agência da ONU, a iniciativa cria metas ambiciosas, mas alcançáveis, que incluem a redução da incidência e mortalidade da malária em pelo menos 90% e a eliminação da doença em pelo menos 35 países.

Outra meta é prevenir o ressurgimento da malária em todos os países considerados livres da doença.

Segundo a OMS, alcançar essas metas vai exigir liderança dos países, compromisso politico contínuo e triplicar o investimento global para controle da malaria: de US$ 2,7 bilhões em financiamento anual disponível atualmente para US$ 8,7 bilhões até 2030.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.
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