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sábado, 22 de abril de 2023

Notícia - Empório e Fascinada 2

imagem: arquivo / reprodução

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A agricultura familiar não vive sem políticas públicas, declarou o deputado Heitor Schuch (PSB-RS) durante seminário que marcou o relançamento da Frente Parlamentar Mista de apoio ao setor (nesta quarta, 19). Coordenador do grupo, ele apontou que a agricultura familiar não teve apoio no governo passado e comemorou a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário pelo governo Lula.

Para o titular da pasta, Paulo Teixeira, deputado licenciado, o primeiro desafio é tirar o país do mapa da fome, do qual o Brasil tinha saído em 2014. Ele elencou políticas públicas que estão sendo estruturadas, como o estímulo para a produção de alimentos dentro do Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o aumento, de 12% para 30%, do percentual de alimentos da agricultura familiar a serem comprados pelas prefeituras para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Durante o relançamento da frente parlamentar, o ministro Paulo Teixeira criticou a atuação do Pronaf no governo Bolsonaro.

"O Brasil aumentou a produção de grãos, aumentou a área plantada de grãos e, mesmo no Pronaf, que é um financiamento atinente à agricultura familiar, o Pronaf foi para a soja e para o milho e deixou de financiar o plantio de arroz, de feijão, de mandioca, de hortaliças".

Rafael Zavala, representante da agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, ofereceu apoio para que o Brasil, além de sair do mapa da fome, consolide uma liderança mundial no mapa de políticas públicas de inclusão para a agricultura familiar, enfocando temas como mulheres rurais e alimentação saudável.

"Este é um novo mapa de políticas públicas dentro de um contexto de pós-pandemia, dentro de um contexto da tempestade perfeita que tem a segurança alimentar, produto da crise pós-pandêmica, da crise da guerra da Rússia contra a Ucrânia, da inflação, dos preços da agricultura e precisamente temos que reforçar e redobrar os esforços para políticas públicas mais sustentáveis, mais inclusivas e mais efetivas".

Professora de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Cátia Grisa ressaltou avanços, como o reconhecimento dos povos tradicionais e um maior diálogo com os consumidores urbanos, mas também sublinhou, a partir de estudos internacionais, a insustentabilidade dos sistemas alimentares.

"Embora a gente tenha aumentado a produção de alimentos, esses alimentos são feitos com base na desigualdade, eles vão gerando muita desigualdade, seja na esfera da produção, na parte da transformação e na dinâmica do consumo. Então precisamos pensar sistemas alimentares mais justos e inclusivos. Além de ser pautados na reprodução da desigualdade, se produz muita comida, mas não é uma comida saudável, que resolve nossos problemas da má alimentação".

O coordenador da Frente Parlamentar Mista, deputado Heitor Schuch, salienta que não é contrário à agricultura das grandes propriedades, uma atividade empresarial voltada à exportação e que traz divisas ao país. Mas afirma que a agricultura familiar responde por 70% da produção nacional e lembra uma frase popular entre os pequenos e médios produtores rurais: "Se o agricultor não planta, a cidade não almoça e não janta".

Em entrevista ao programa Painel Eletrônico, ele destacou uma das prioridades da frente parlamentar: a conquista de mercados para a agricultura familiar.

"Nós temos o maior carinho, o maior amor pelo consumidor, porque se não tiver o consumidor, não vai ter agricultura familiar. Vai plantar pra vender pra quem? Então, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o PNAE, essa coisa das escolas, dos presídios, do Exército, enfim, das Forças Armadas, que são grandes consumidores também, a exemplo dos municípios para a merenda escolar, esse é o grande propósito do nosso trabalho".

Outra prioridade, segundo o parlamentar, é a discussão sobre as regras do Plano Safra, já que o novo ano agrícola começa no dia 1º de julho.

Fonte:  De Brasília, Cláudio Ferreira.

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Mulheres denunciam violência contra crianças indígenas

imagem: arquivo / reprodução

***As violências incluem subnutrição infantil, preconceito nas escolas e universidades, assassinato de filhos de lideranças indígenas, violência sexual contra meninas indígenas, além de sequestro.




Mulheres indígenas de diferentes etnias denunciaram vários tipos de violência contra crianças e adolescentes indígenas no Brasil em audiência pública na Câmara dos Deputados (20). O debate foi promovido de forma conjunta pelas comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Legislação Participativa.

Adriana Fernandes Carajá (Korã), pajé Karirí-Sapuyá do sertão baiano, afirmou que diversas crianças indígenas são separadas compulsoriamente de suas mães, e o tema silenciado, sem divulgação na mídia.

"As crianças indígenas que são retiradas de seus territórios, de aldeias e também as que vivem em contexto urbano passam por todo um processo de etnocídio, de apagamento e de genocídio. Essas crianças perdem o direito a terem seu bem-viver, a viverem com suas famílias, a aprenderem a língua materna e a identidade. Isso é crime."

A pedagoga Raquel Kubeo, mulher indígena descendente das etnias Kubeo e Tukano doutoranda em Educação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que ocorre violência institucional do poder público federal, estadual e também das prefeituras.

"O descaso de órgãos que poderiam estar atendendo da melhor forma tanto na saúde quanto na educação as crianças indígenas, crianças que não deveriam estar passando por pobreza extrema, desde a negligência de cuidados básicos na primeira infância, da desnutrição, da falta de medicamentos.".

A deputada indígena Juliana Cardoso (PT-SP) salientou que as violências ocorrem de forma diferenciadas em cada estado e municípios, e o grande desafio é articular a política federal com as políticas locais.

Ana Paula Sabino, da Funai, informou que a prioridade do órgão hoje é livrar crianças do povo Yanomami da morte pela fome. Dário Vitório Hutukara, da Associação Indígena Hutukara (Yanomami), lembrou que 570 crianças yanomamis com menos de 5 anos morreram por causas evitáveis nos últimos quatro anos e que os dados foram levantados pelos próprios indígenas, e não por órgãos públicos.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a audiência, apoiou a criação recente pela Universidade de Brasília do Observatório dos Povos Originários e suas Infâncias, para reunir informações sobre a saúde indígena infantil e fortalecer o controle social sobre o tema.

Representante do Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, Assis da Costa Oliveira disse que já foi instaurado gabinete de crise para atuar no caso das violações contra o povo Yanomami, ligadas ao crescimento do garimpo no território nos últimos quatro anos, com conivência do poder público. Em breve, o ministério deve divulgar diagnóstico completo da situação.

Para a Secretária Nacional de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, Juma Sipaia de Carvalho, é preciso fortalecer os órgãos responsáveis por implementar as políticas públicas para as povos indígenas, além de garantir a demarcação dos territórios dos povos indígenas, como forma a garantir a própria existência dos povos originários.

"Para além de uma crise humanitária, está acontecendo, na nossa frente o extermínio dos povos indígenas no Brasil. Assassinar, violentar nossas crianças e adolescentes é destruir nosso futuro.".

Representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente-Conanda, Ana Claudia Cifali informou que, em 2022, o número de mortes violentas de crianças e adolescentes de até 19 anos que moram na Amazônia Legal superou em quase 30% os homicídios nessa parcela da população na média do Brasil. Segundo ela, isso está ligado ao avanço das facções criminosas e do tráfico de drogas nessa região do País, que atinge crianças e adolescentes.

Fonte:  Da Rádio Câmara, de Brasília, Lara Haje

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Ministério da Saúde defende taxação maior de alimentos ultraprocessados na reforma tributária

imagem: arquivo / reprodução

***Integrantes do Ministério da Saúde defenderam (20/4) na Comissão de Saúde da Câmara uma taxação maior de produtos nocivos à saúde como cigarros, álcool e alimentos ultraprocessados. Eles afirmaram que, em 2022, os preços dos alimentos ultraprocessados e das bebidas açucaradas passaram a ser menores que os da "comida de verdade", o que incentiva o consumo.





Na reforma tributária em estudo na Câmara, a ideia é substituir 5 impostos sobre consumo – IPI, PIS, Cofins, ICMS estadual e ISS municipal – por um Imposto sobre Bens e Serviços. Mas também seria criado um Imposto Seletivo para sobretaxar produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente. O objetivo não é arrecadar, mas inibir o consumo.

Hoje o IPI e o ICMS buscam fazer esse papel; mas os técnicos citaram algumas distorções. Segundo Paula Johns, diretora da ACT Promoção da Saúde, em São Paulo a salsicha tem a mesma tributação do arroz e do feijão. No caso do IPI, ele é isento hoje para produtos como macarrão instantâneo, nuggets e néctar de frutas. Outra distorção é o fato de que o suco de uva orgânico paga mais impostos que o néctar de uva.

A deputada Ana Pimentel (PT-MG) disse que é preciso informar a população sobre os riscos de certos hábitos de consumo:

"Isso acontece nas festas de família, nas festas escolares, onde as crianças estão se articulando nos momentos mais felizes. Cabe a nós um desafio que muitas vezes é duro, que é falar que esse tipo de sociabilidade, que ele não é produzido pela população; mas por indústrias que comercializam. Comercializam de maneira barata produtos que são nocivos à saúde. "

Letícia Cardoso, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, disse que os alimentos ultraprocessados, álcool e tabaco estão ligados a doenças não transmissíveis como câncer, diabetes e cardiopatias. Segundo ela, o consumo de álcool vem aumentando entre mulheres e jovens. No caso do tabaco, houve uma redução até 2020 e depois o consumo parou de cair. Letícia afirmou ainda que são 161 mil mortes por ano associadas ao tabagismo:

"Essas mortes, elas vêm caindo ao longo do tempo. Mas não porque a gente vem reduzindo os seus fatores de risco, mas porque a gente vem implementando tecnologias para aumentar a sobrevida destas pessoas. "

Ana Paula Teixeira, do Instituto Nacional do Câncer, explicou que os preços dos cigarros estão estagnados desde 2016, o que é preocupante. O aumento seria necessário, principalmente para evitar a iniciação de jovens no hábito de fumar.
Já Luciana Maya, também do Inca, ressaltou a descoberta de quase 500 mil novos casos de câncer por ano. Segundo ela, o excesso de peso está associado a 15 tipos de câncer, sendo que 30% da obesidade são atribuídos ao consumo de ultraprocessados.

O deputado Daniel Soranz (PSD-RJ), que pediu a audiência, disse que vai negociar com o Grupo de Trabalho da Reforma Tributária a formatação do novo Imposto Seletivo.

Fonte:  De Brasília, Sílvia Mugnatto

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Especialistas indicam aumento do sedentarismo como impacto da pandemia

imagem: arquivo / reprodução

***ESPECIALISTAS INDICAM AUMENTO DO SEDENTARISMO COMO IMPACTO DA PANDEMIA, E PEDEM A DEPUTADOS ATENÇÃO PARA RECUPERAR PRATICA ESPORTIVA. A REPÓRTER AMANDA ARAGAO ACOMPANHOU A REUNIÃO.




O aumento do sedentarismo foi um dos impactos da pandemia no Brasil, conforme especialistas ouvidos pela Comissão do Esporte da Câmara. O objetivo da audiência pública foi discutir formas de estimular os brasileiros a se exercitarem e também como retomar as atividades do setor esportivo, que foi muito afetado pelo isolamento social.

Os debatedores reforçaram ainda que a educação física deve ser considerada parte da área da saúde, já que é responsável pela prevenção de doenças físicas e psicológicas.

O ex-atleta olímpico Tiago Camilo disse que, além de o Brasil ser o quinto país mais sedentário do mundo, é também o país que ocupa o primeiro lugar no número de pessoas com ansiedade, e as duas coisas estão relacionadas. Segundo o atleta, a falta de hábito do brasileiro começa ainda na infância: 26% da população deixa de praticar esporte até os quinze anos.

Gustavo Chaves Brandão, presidente do Conselho Regional de Educação Física do Paraná, disse que é essencial que as crianças sejam incentivadas a praticar educação física desde a pré-escola, por meio de políticas públicas. E Nelson Leme, presidente do Conselho Regional de Educação Física de São Paulo, sugeriu inclusive o aumento no número de aulas de educação física nas escolas.

O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), responsável por organizar a audiência, disse que a pandemia aumentou muito o uso de aparelhos eletrônicos, como celular e televisão, por parte dos brasileiros, o que desestimula a prática de atividade física.

"Infelizmente, muitos pais terceirizaram a educação dos seus filhos para as telas. Pelo amor de deus, desligue as telas da sua casa, porque isso vai trazer impactos gigantescos na saúde mental e física do seu filho."

Além disso, o isolamento social impediu que instituições como academias e centros esportivos funcionassem e, segundo o educador físico Valter Francisco Brigido, diversos empreendimentos fecharam levando ao desemprego de profissionais da área.

Para Ailton Mendes, presidente da Associação Brasileira de Academias, aumentar o orçamento no setor de esportes não é um gasto, e sim um investimento.

Mônica Marques, consultora de uma associação global de saúde e esporte (International Health Racquet & Sportsclub Association), lembrou que a população de idosos no Brasil está aumentando e, para ela, atividades físicas são essenciais nesse cenário, já que pessoas ativas ao longo da vida desenvolvem menos problemas de saúde na velhice.

"Todos os efeitos colaterais da atividade física regular trazem saúde. Então, o primeiro ponto é que as políticas públicas tem que estar alinhadas ao longo da vida inteira, não é só na velhice ou na infância, é também na maturidade dos adultos."

Mônica Marques sugeriu que o Brasil ofereça redução no imposto de renda de pessoas que têm gastos com atividade física, como academia. E sugeriu que o governo pense também em estratégias para reduzir o preço de equipamentos de academia, diminuindo os impostos sobre esses produtos, por exemplo.


Fonte:  De Brasília, Amanda Aragão.

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sexta-feira, 21 de abril de 2023

Você sabe o que é arcabouço fiscal? Economista explica

imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil / reprodução

***Expressão ganhou destaque no noticiário econômico, após a apresentação das novas regras propostas pelo Ministério da Fazenda para equilibrar as contas públicas.


"Arcabouço fiscal", "meta de resultado primário", "déficit", "superávit"... Você já deve ter lido ou escutado alguma dessas palavras no noticiário. Antes restritas ao campo da economia, elas estão cada vez mais presentes nos noticiários, o que não quer dizer que o seu significado seja óbvio. Mas, afinal, o que cada uma delas quer dizer?

A apresentação do novo arcabouço fiscal pelo governo foi o grande assunto econômico dos últimos meses. E é por esse termo que vamos começar. O economista-chefe da Alphatree, Raone Costa, explica que o arcabouço fiscal nada mais é do que um conjunto de regras para colocar ordem nas contas públicas.

"É um conjunto de regras para dar previsibilidade à gestão da máquina pública, para que as pessoas consigam fazer contas mais apropriadas de qual vai ser a receita e o gasto do governo daqui pra frente, tentar olhar para o endividamento do país e entender se isso faz sentido, em particular para que os investidores decidam colocar seu dinheiro no país a taxas de juros que não sejam extremamente altas."

Regras

Pense no orçamento doméstico, por exemplo. Para não ficar endividado ou inadimplente, você tem que seguir algumas regras, como não gastar mais do que ganha em um mês ou, ainda, buscar formas de ter mais dinheiro entrando na conta. Com o governo funciona da mesma forma. Só que tem um detalhe: o Brasil já está endividado.

A dívida pública encerrou o ano passado em R$ 7,2 trilhões. Isso significa que o Brasil deve aos seus credores, sejam eles estrangeiros ou brasileiros, bancos ou cidadãos, cerca de 73,5% do Produto Interno Bruto (PIB). O PIB é a soma de todas as riquezas que o país produz em um ano, e isso é diferente do que o governo tem para gastar. A receita do governo costuma ser bem menor do que o PIB. Em 2022, por exemplo, o país teve recorde de arrecadação desde 1995: R$ 2,2 trilhões.

Isso quer dizer que a dívida brasileira é mais de três vezes maior do que a arrecadação do governo federal. É como se você recebesse R$ 1.000 e suas dívidas já tivessem ultrapassado os R$ 3.000. Isso sem contar as suas despesas correntes, como aluguel, alimentação e transporte.

Por isso, é dever do governo apresentar soluções para controlar a dívida, afinal, as receitas têm origem na arrecadação de impostos da população e uma má administração desses recursos pode trazer prejuízos para todos, especialmente aos mais pobres.

Em 2016, o ex-presidente Michel Temer sugeriu e o Congresso Nacional aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para tentar controlar o endividamento crescente do país. É o conhecido teto de gastos. Na prática, é uma regra que diz o seguinte: o governo não pode gastar mais este ano do que gastou no ano passado. O máximo que o governo pode fazer é corrigir essas despesas pela inflação. Isto é, se em 2022 ele gastou R$ 1.000, mas a inflação foi de 5%, em 2023 ele só poderia gastar R$ 1.050.

Depois da aprovação do teto, de dezembro de 2016 a dezembro do ano passado, a dívida pública passou de 69,8% do PIB para 73,5% do PIB, mesmo com a pandemia de Covid-19 no caminho. Entre 2015 e 2016, a dívida pública subiu 12,6 pontos percentuais. Ou seja, nos dois anos imediatamente anteriores ao teto de gastos, a dívida cresceu mais de três vezes o que cresceu nos seis anos após a aprovação da PEC do teto.

Mas ao aprovar a PEC da Transição no fim do ano passado, o Congresso Nacional decidiu pelo fim do teto de gastos. Deu ao governo do presidente Lula até agosto para apresentar um novo conjunto de regras para controlar a dívida, o que foi feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no dia 30 de março.
 
O economista Raone Costa explica que o arcabouço fiscal apresentado pelo governo também pode ser visto como um tipo de promessa. "É uma promessa do que vai acontecer com as contas públicas no futuro", diz.

Segundo o arcabouço fiscal, os gastos do governo serão limitados a 70% do crescimento da receita obtida nos 12 meses anteriores. Além disso, o Executivo propõe que, independentemente do que arrecadar, ele poderá gastar entre 0,6% e 2,5% a mais do que no ano anterior. O teto de gastos limitava o crescimento das despesas a zero, na prática. Portanto, era mais rígido.

Na avaliação do deputado federal Gilson Marques (Novo-SC), é importante que o governo siga regras de ajuste das contas públicas, mas ele avalia como negativa a troca de um teto de gastos por um piso mínimo de despesas. "A regra de hoje limita o quanto o governo deve gastar. Nesse novo arcabouço isso deixa de existir. Isso é substituído por uma nova regra, que é de piso de gastos. Tem uma autorização para gastar o mínimo mesmo que não haja crescimento, o que é muito ruim".

Fonte:  Br 61

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quinta-feira, 20 de abril de 2023

Queridinho dos brasileiros, Pix se torna exemplo para outros países

***Ao final do episódio, outras notícias"Citadas" no Podcast.



Lançado em novembro de 2020, o Pix se tornou o meio de pagamento preferido dos brasileiros a partir da inovação tecnológica que o sistema proporciona, permitindo a realização de pagamentos instantâneos.


Diante desse cenário e do montante transacional atingido em 2022, alguns países da América Latina passaram a ter interesse num sistema semelhante.

Recentemente, o Pix bateu o recorde de transações diárias no país. Segundo o Banco Central, em 2022 foram 122,4 milhões de transações realizadas e o valor movimentado chegou a casa de R$ 62,8 bilhões.

Diante de tanto sucesso, até os Estados Unidos estão de olho nessa tecnologia. E é justamente sobre esse assunto que eu converso hoje com a Daniela Machado, diretora global de marketing e produtos da C&M Software.

Fonte: Este episódio foi roteirizado e apresentado por Gustavo Minari. O programa também contou com reportagens de Nathan Vieira, Giovana Pignati, Cláudio Yuge, Igor Almenara. Edição por Jully Cruz. A revisão de áudio é da dupla Gabriel Rimi e Mari Capetinga. A trilha sonora é uma criação de Guilherme Zomer e a capa deste programa é feita por Erick Teixeira.

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Bolsa Família: saiba como receber o pagamento hoje

imagem: José Cruz/Agência Brasi / reprodução

***Nesta quinta-feira (20-04-2023), beneficiários do número NIS de final 5 recebem o pagamento.




Hoje é dia de receber o pagamento do programa Bolsa Família. Nesta quinta-feira, 20 de abril, beneficiários com o NIS final 5 podem sacar o dinheiro para colocar as contas em dia. O benefício, que tem como público-alvo famílias de baixa renda, está pagando o valor mínimo de 600 reais por família e um adicional de 150 reais por criança de até 6 anos de idade cadastrada na família beneficiária.

O pagamento do Bolsa Família é mensal, conforme calendário de pagamento. Para consultar se você já está no dia do seu pagamento é só acessar o aplicativo Bolsa Família ou CAIXA Tem no seu celular.

Para fazer o saque, é só usar o cartão de débito da conta e cartão social nas Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e realizar saques em Agências da CAIXA.

O responsável familiar que recebe na conta poupança social digital também pode movimentar seu benefício de forma digital pelo CAIXA Tem.

Os cartões e senhas usados para o programa Auxílio Brasil continuam válidos e podem ser usados para receber o Bolsa Família.

Vale lembrar que com a conta Poupança Social Digital, o beneficiário pode fazer transferências, pagar contas e fazer até PIX direto no aplicativo do celular.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família é bem fácil, basta entrar na Play Store do seu Android ou na App Store no seu iPhone. É de graça. Não se esqueça!
 

Confira o calendário de pagamentos
 

Fonte:  Br 61

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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Grau Educacional Mauá realiza Feira de Empregabilidade e oferece mais de 1000 vagas de emprego e estágio

imagem: arquivo / reprodução

***Mais de 15 empresas participam da ação, que acontece nesta quinta-feira, dia 20.



Amanhã, dia 20 de abril, a unidade Grau Educacional de Mauá, na Grande São Paulo, estará promovendo uma Feira de Empregabilidade, ação que faz ponte com mais de 1000 vagas de emprego e estágio. Promovida pela maior rede de ensino técnico particular do Brasil, a ação tem entrada franca e acontece das 9h às 16h, na própria unidade, localizada na Rua Gen. Osório, 168, no Bairro de Vila Bocaina. É recomendado que os interessados nas oportunidades de emprego confirmem presença, enviando nome completo pelo e-mail mauaagencia@graup.com.br. No entanto, as pessoas que não puderem fazer essa confirmação também serão atendidas.

A ação ainda irá realizar diversos serviços gratuitos para a população, como atualização de currículo, palestras, aferição de pressão, exame de vista gratuito, demonstração de produtos da Mary Kay e sorteios.

"A Feira de Empregabilidade em Mauá tem como objetivo principal aproximar as empresas dos nossos alunos e da comunidade, facilitando o acesso do público, com o objetivo de inserir os estudantes no mercado de trabalho. Para melhorar a experiência, no evento também iremos oferecer serviços gratuitos", diz Fredy Domingos, gestor da unidade.

Nesta edição, a Feira de Empregabilidade tem apoio de mais de 15 empresas, entre elas Endrigo Dalila Riva, BodyLaser, Vívian Chicarolli, Adriana Carneiro, Moderna Emprego, Imbrizi, Super Estágios, ITEMM, Remax, CIEE, Rasec Recrutamento e Seleção, Secretaria de Emprego e Renda de Mauá da Prefeitura de Mauá, Febracis, NUBE, Mary Kay, Ótica Diniz, Cartão de Todos e RC Moda Branca.

Grau Técnico:

O Grau Técnico é o carro-chefe do grupo Grau Educacional. Com mais 130 unidades, presentes nas cinco regiões do país, o Grau Educacional oferece mais de 60 cursos nas áreas de saúde, tecnologia, indústria, gestão e negócios. A duração dos cursos varia de três meses a dois anos, com aulas de uma a três vezes na semana.

O Grau Profissionalizante faz parte do grupo Grau Educacional. A franquia Grau Profissionalizante (antiga Nível A) foi fundada em 2015. "A Escola da sua Profissão", como é conhecida, possui completa estrutura voltada para à qualificação de mão de obra para o mercado de trabalho e, com mais de 20 unidades, oferece mais de 30 cursos profissionalizantes, rápidos e práticos, como bombeiro civil, cuidador de idosos, eletricista predial, gastronomia, informática, manutenção de smartphones, mecânica de carros e de motos, e refrigeração, entre outras. Veja mais informações no site www.grautecnico.com.br.

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Serviço

Feira de Empregabilidade – Grau Técnico | Unidade Mauá

Quando: 20 de abril, quinta-feira, das 9h às 16h

Onde: Grau Técnico | Unidade Mauá - São Paulo - na Rua Gen. Osório, 168, no bairro de Vila Bocaina.

Informações à imprensa:

Patrícia Capovilla

(19) 99284-1970

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domingo, 16 de abril de 2023

Ampliação do teto de faturamento do MEI é prioridade de frentes parlamentares que, juntas, têm 253 deputados

imagem: arquivo / reprodução

***Projeto de lei prevê que o limite de receita bruta anual dos microempreendedores individuais passaria dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil. Especialistas e parlamentares apoiam correção do teto e apontam benefícios que isso trará para a economia.




Compostas por 253 deputados, as frentes parlamentares do Empreendedorismo (FPE) e do Comércio e Serviços (FCS) tratam como prioridade para este ano o aumento do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). Aprovado há um ano e oito meses no Senado, o projeto de lei que sobe para R$ 130 mil o teto da receita bruta anual do MEI caminha a passos lentos na Câmara dos Deputados.

No fim do ano passado, líderes de nove partidos assinaram um requerimento de urgência para votação na Casa, mas a proposta continua no mesmo lugar. Desde fevereiro, cinco parlamentares pediram para que o texto – cujo relator no Plenário já está definido – fosse incluído na Ordem do Dia. A ideia é aumentar a ofensiva para que o texto seja aprovado.

O limite de receita bruta anual do MEI foi atualizado, pela última vez, em 2018. Passou de R$ 60 mil para R$ 81 mil. Corrigir o teto é uma das reivindicações da categoria, uma vez que a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste período é de 34,4%. Fosse atualizado apenas pela inflação de lá para cá, o faturamento máximo para que um empresário seja enquadrado como MEI deveria estar na casa dos R$ 109 mil.

Marco Antonio Rocha, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aprova a revisão para cima do que os MEIs podem faturar anualmente.

"Eu acho que o limite poderia ser atualizado. É benéfico e, nesse sentido, o projeto está correto. A gente está falando de uma receita bruta de quase R$ 10 mil por mês. Não é muito coisa. [O teto] de R$ 81 mil estava muito desatualizado. A inflação de serviço foi bem alta, onde tem muito MEI. Boa parte da economia dos centros urbanos é baseada em microempreendedores individuais", avalia.

O especialista acredita que isso pode trazer uma série de benefícios para a competitividade desses microempreendedores, mas ressalta que a elevação do teto produz outros efeitos indiretos.

"O problema é que há uma série de brechas na forma de tributação e na legislação trabalhista que induzem ao que a gente chama de pejotização. Quando a gente amplia esse limite tributário existe o efeito benéfico em relação à competitividade desses microempreendimentos e à capacidade de geração de emprego e renda, por um lado, mas, por outro lado, existe o impacto que isso produz na forma de contratação das grandes empresas. Tudo isso tem que ser levado em consideração".

Prejuízo

Um dos principais argumentos daqueles que defendem o aumento do teto é o princípio da "justiça tributária". A falta de atualização dos limites conforme os índices oficiais, como a inflação, acaba por tirar do regime aqueles que antes estavam como destinatários pela lei.

Imagine uma cabeleireira que teve um faturamento bruto de R$ 77 mil no ano passado – média de R$ 6,4 mil por mês. Segundo o IBGE, a inflação em 2022 foi de 5,79%. Se essa empreendedora quiser corrigir os serviços prestados pela inflação para não perder dinheiro este ano e, além disso, apenas manter o fluxo de atendimento do ano passado, ela terá faturado R$ 81,4 mil ao fim de 2023, ultrapassando o teto do MEI e sendo obrigada a migrar para a microempresa.

Na prática, ainda que ela atenda a mesma quantidade de pessoas do ano passado e não tenha aumento no faturamento real, terá ultrapassado o limite do MEI.

Coordenador da FCS, o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), explica que esses trabalhadores são prejudicados pela não revisão do teto, o que incentiva irregularidades.

"O MEI logo precisa ou parar de trabalhar, porque senão ele ultrapassa, ou ele tem que buscar caminhos ilícitos, ou de produzir sem emissão de nota ou pegar nota emprestada com outro colega e isso não é o que nós queremos para a microempresa. Nós queremos que a microempresa também possa crescer. Agora, com um teto de limite de faturamento defasado, esse segmento está sendo duramente prejudicado e a economia brasileira está sendo prejudicada", afirma.

Membro da FPE, o deputado federal Jorge Goetten (PL-SC) diz que a não correção dos valores têm como consequência a sonegação por parte dos microempreendedores e, também, o desestímulo à continuação da empresa ao longo do ano, o que impacta a economia.

"Não é só importante, como urgente. Esse teto deveria ser até retroativo, porque tem muitas empresas que já perderam a possibilidade de continuar no regime do Simples porque estouraram o teto. E mais ainda, não só sonegar. Tem muitas empresas que param de vender lá no quarto trimestre, porque senão vão estourar o teto. Necessariamente tem que alterar o teto para valores reais. Só falta a Câmara votar e não tenho dúvida nenhuma que os colegas deputados vão aprovar", aposta.

Mudanças

Várias foram as propostas ao longo dos últimos anos para que o limite de faturamento do MEI fosse ampliado. A que mais vingou foi o projeto de lei complementar 108/2021, cuja autoria é do senador Jayme Campos (União–MT).

Além de ampliar o teto do MEI para R$ 130 mil, o texto aprovado no Senado permite que o microempreendedor individual tenha até dois funcionários e não apenas um, como atualmente.

Na Câmara dos Deputados, o projeto foi aprovado com alterações pelas comissões de Finanças e Tributação (CFT) e Constituição e Justiça (CCJ). Na CFT, o relator, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP), propôs que o teto seja corrigido considerando a inflação acumulada desde 2006.

Naquele ano, ainda não existia a figura do MEI, mas havia o "microempresário individual" – "figura jurídica correspondente" – cujo limite anual de receita bruta era de R$ 60 mil. Ao corrigir esse valor pela inflação, o parlamentar calculou que o teto para o enquadramento do MEI deva ser de R$ 144.913,41. Além disso, o texto do projeto de lei prevê a correção automática desse limite anualmente, de acordo com o IPCA.

História
Criado há quinze anos por meio da Lei Complementar 128/2008, o MEI foi uma aposta do governo para reduzir a informalidade no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, garantir o aumento da arrecadação.

Isso porque embora tenha condições simplificadas para o pagamento de impostos, o microempreendedor individual paga mensalmente tributos como o ISS (para prestadores de serviços), ICMS (para quem é do comércio, indústria ou transportes) e ainda contribui para o INSS.

O economista Ciro de Avelar diz que o aumento do teto para enquadramento dos microempreendedores individuais contribui para a arrecadação dos municípios. "As prefeituras podem se favorecer muito desse reenquadramento. Até porque, diferentemente da União, os estados e os municípios não podem emitir títulos para se financiar. É necessário buscar uma reestruturação tributária para ofertar esses serviços públicos para a população. E tem que ter fiscalização para que esse aumento seja utilizado em benefício da população".

Segundo o Data Sebrae, o país tem mais de 12 milhões de MEIs.

Fonte:  Br 61

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