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Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção



Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção



Como tudo começou – depoimento Carlos


Como tudo começou…

Tenho uma deficiência visual, nasci com catarata congênita no olho esquerdo, logo após ser operado usei tampão e óculos para tentar corrigir a visão, infelizmente os procedimentos não deram certo. Desenvolvi ambliopia, também conhecida como a síndrome do olho preguiçoso. Só enxergo do olho direito, pois o esquerdo teve o nervo atrofiado e não consegue transmitir o que vê para o cérebro.

Fui estudante de escola pública, tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio. Nunca pensei em fazer medicina, eu era técnico em informática e minha vontade era cursar Ciências da Computação.

Terminei o ensino médio em 2008 e já trabalhava, fui funcionário do jornal, de uma loja de sapatos, da Diretoria de Ensino. Meus planos eram entrar em qualquer universidade e cursar logo Ciências da Computação.

Em 2010, quando eu somente estava trabalhando, minha mãe, que era empregada doméstica, começou a reclamar de fortes dores na coluna, foi em alguns médicos de postos de saúde e pronto socorro, ela somente era medicada e não eram realizados exames para que fosse descoberta a CAUSA daquela dor forte.

Alguns dias depois, já com minha mãe travada na cama, totalmente sem andar, conhecemos um excelente neurocirurgião, o Dr. Tadeu. Ele atendeu rapidamente a minha mãe, olhou alguns exames que haviam sido solicitados e nos disse que ela estava com algumas fraturas, pediu sua internação imediata no hospital público de alta complexidade em nossa cidade, o HUSF (Hospital Universitário São Francisco).

Durante a internação vários exames foram solicitados, de sangue, imagens e etc. Quando os resultados ficaram prontos, o médico nos disse que ela estava com os ossos cheios de lesões, da cabeça aos pés, e que, ela estava com um câncer bem parecido com leucemia, o Mieloma Múltiplo.

O Mieloma Múltiplo é um câncer de medula óssea que atinge as células imunológicas denominadas "plasmócitos". Os plasmócitos podem compor de 4 até 10% do total de células de medula óssea, no caso da minha mãe, ela estava com mais de 85% de plasmócitos na medula. Com o aumento desordenado de plasmócitos, as imunoglobulinas (anticorpos específicos de defesa) também aumentam em grande escala, atacando os ossos e baixando a imunidade, fazendo com que o paciente fique susceptível à infecções oportunistas, também baixa a contagem de glóbulos vermelhos, deixando o paciente anêmico, com cansaço e fadiga.

O Dr. Tadeu nos encaminhou para um onco-hematologista, para que assim, a doença fosse explicada com maior clareza e que, pudéssemos tomar conhecimento do tratamento durante a internação da minha mãe.

O onco-hematologista era o Dr. Evaldo Pasquini Landi (um dos professores do curso de medicina da USF – Universidade São Francisco). Ele nos disse que o cálcio dos ossos havia se desprendido e fora absorvido pelo rim, que já estava apresentando insuficiência renal, sugeriu a proposta de que a quimioterapia fosse iniciada imediatamente.

Minha mãe estava internada e com confusão mental, vagamente sabia que estava no hospital, chegava a pensar que estava na casa da patroa, fazendo faxina ou comida, e por isso, teve que ser amarrada na cama para que não levantasse, pois qualquer movimento brusco poderia lesionar ainda mais a estrutura óssea.

Com o início da quimioterapia, minha mãe foi melhorando gradativamente, seus rins começaram a funcionar um pouco melhor e ela teve alta, e alguns recomendações foram feitas pela equipe, como ficar sem se movimentar nos próximos 60 dias, ficando somente deitada, sem se sentar e evitando até se virar na cama. Acho que essa foi a pior parte depois de tudo, era muito trabalhoso trocar cama, fraldas e lençol com ela ali, mas conseguimos aprender e assim fizermos. Outra coisa difícil era depender de ambulâncias, elas vinham sujas, com macas quebradas, situação bem precária, que todos já devem ter visto em suas cidades.

Minha mãe emagreceu muito com a quimioterapia e os dias em que não conseguia se alimentar.

Minha mãe ficou magrinha por causa da                          quimioterapia

Minha mãe ficou magrinha por causa da quimioterapia

No dia da consulta, também era aniversário da minha mãe (dia 30 de março), e o onco-hematologista nos disse que ela estava autorizada a voltar andando, mesmo que tivessem feito apenas 15 dias do total de 60, pois segundo ele, os exames já estavam melhor e as imagens de radiografia também. Voltar a andar foi um presente nesse dia tão especial.

As quimioterapias eram feitas todos os dias, semanalmente, durante duas semanas, depois eram dadas duas semanas de descanso.

Em Junho de 2010, minha mãe começou a apresentar uma forte tosse com secreção, fomos para o pronto socorro do HUSF de imediato. Após os exames de sangue e raio -x, constatamos uma pneumonia (infecção bacteriana). Ela foi internada para o tratamento com antibióticos e a quimioterapia foi suspensa por tempo indeterminado.

No 3º dia de internação minha mãe sentiu falta de ar e teve que entubada, além de ser coloca em coma induzido por sedação. Com isso, foram acrescentados novos antibióticos, pois as bactérias causadoras da infecção eram resistentes aos antibióticos padrões para a doença.

A cada dois dias os antibióticos eram trocados, devido a piora arrastada do quadro. Com dois meses de internação minha mãe teve infecção generalizada e uma parada cardiorrespiratória. A sepse foi revertida e graças à equipe médica ela conseguiu sair do coma e a infecção se curou depois desses longos dois meses.

Ao sair do hospital, fomos avisados que ela estava com escaras (feridas também, chamadas de úlceras de pressão), e eu teria que fazer curativo três vezes ao dia para não infeccionar, além do cuidado na hora de dar banho nela e etc. Naquele tempo ainda estava me acostumando com a ideia, pois eu tinha MUITO medo de hospital, de sangue, etc.

Em agosto, ainda de 2010, novos exames foram feitos, o câncer havia voltado quase que ao estado original por conta do tratamento, que havia sido suspenso por causa da infecção. Esse é um dos grandes efeitos colaterais da quimioterapia.

Outrora os medicamentos utilizados no primeiro tratamento eram Oncovin (Vincristina), Adriamicina (Doxorrubicina) e Dexametasona (40mg diários).

O tratamento foi alterado para Alkeran (Melfalano), Prednisona e Talidomida. Ficamos de agosto até fevereiro de 2011 com o tratamento. Logo após, ele também foi suspenso, pois sua resposta foi insatisfatória, e os plasmócitos estavam em um total de 50% ainda em sua medula.

Para a realização de um novo esquema de quimioterapia, uma nova droga teria que ser incluída, o grande "porém" era que a droga era de ALTO CUSTO e não estava no rol de procedimentos do SUS, sendo assim, nem o próprio SUS poderia cobrir os custos da droga que se chamava Velcade (Bortezomibe), então, como também não tínhamos condições, tivemos que entrar com um advogado fornecido pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil – gratuito) para que processasse a Secretaria da Saúde de Bragança Paulista e o órgão da saúde do Estado de São Paulo.

Entramos com o processo em março de 2011, e, em Abril, já estávamos com a sentença e o resultado favorável do juiz, obrigando o SUS a efetuar a compra do Velcade (Bortezomibe) para a minha mãe.

Cada ampola de Velcade custava cerca de R$ 4600,00 reais, todo o tratamento, previsto para 28 ampolas, custariam cerca de R$ 98.000,00 (noventa e oito mil reais).

Minha fome por informações era tanta que eu mesmo resolvi criar uma página no facebook e um site na internet para reunir o máximo de informações que iria conseguir, para ajudar os pacientes e familiares, que, assim como eu, também não tinham acesso aos direitos que o governo concede e outros benefícios. Minha página tem o nome de "Combate ao Câncer", o link é http://facebook.com/combatecancer e o site http://www.combateaocancer.com.

Com o medicamento já em mãos, o protocolo de quimioterapia foi alterado para Velcade (Bortezomibe) + Genuxal (Ciclofosfamida intravenosa) + Adriamicina (Doxorrubicina) + Dexametasona em doses baixas + Talidomida 100 mg. Com todo esse "super" protocolo fizemos com que os plasmócitos, que estavam em cerca de 50%, caíssem em poucos meses para 10%, o que já era ótimo! Tivemos a certeza desse resultado com a biópsia da medula óssea, demonstrando em dezembro de 2011 o possível fim do mieloma múltiplo.

Com a regulagem dos plasmócitos, o onco-hematologista já começou a nos falar sobre o "Transplante de Medula Óssea alogênico". Esse tipo de transplante é indicado como tratamento de consolidação para o mieloma após a intensa doses de quimioterápicos em ação no organismo do paciente.

No começo e 2012, já brincava e falava em querer ser médico, mas não tinha conhecimento e nem sabia o quão árduo era o caminho para se estar em uma faculdade de medicina.

Você pode até rir! Eu pensei que para fazer medicina bastava somente fazer uma "provinha de vestibular", ou deixar o RG na universidade na porta para fazer a matrícula (risos). Em escola pública não se fala muito disso, do que adianta o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) se 90% dos alunos nunca viram uma prova de vestibular e não são preparados para prestá-lo? Vamos deixar esse assunto para uma outra postagem em um outro dia.

Lembro-me de quando conversei com um amigo, o Ramon. Eu já sabia que ele estava se preparando para vestibulares, só não sabia como. Ele pode me apresentar o mundo chato do vestibular, o caminho, falou sobre cursinho e fez questão de avisar que o vestibular era difícil. Assim como eu, outros também podem ter pensado dessa forma, antes de quebrar a cara como eu quebrei na primeira prova de vestibular.

Em Março de 2012 comecei a fazer um cursinho noturno de pré – vestibular em minha cidade, no começo tudo parecia fácil, depois é que as matérias começaram a dificultar e parecia que eu não sabia de mais nada!

Fiquei até o mês de maio de 2012 no curso de pré – vestibular, logo após, os exames da minha mãe demonstraram que os plasmócitos haviam baixado para 4%, uma oportunidade certeira para a realização do transplante.

Sem pensar duas vezes, o onco-hematologista fez todos os encaminhamentos e o serviço de oncologia realizou todos os trâmites para que minha mãe fosse atendida no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Na primeira consulta no HC de São Paulo, fomos informados sobre os riscos do transplante, como a imunidade que fica zerada por meses, as infecções que podem aparecer repentinamente, a não – pega da medula e outras intercorrências com os quimioterápicos.

O transplante autólogo é uma modalidade que não requer doador, pois o paciente passa por uma sessão fraca de quimioterapia para eliminar o restante das células doentes que circulam pelo sangue/medula.

Após a eliminação, são administradas injeções de "Granulokine" ou "Filgrastim", um medicamento estimulador de granulócitos, serve para liberar as células CD34 para circularem no sangue, permitindo assim, a coleta das células pela veia, através de um catéter e um processo chamado de "aférese".

Minha mãe conseguiu coletar suas células em 4 horas (alguns pacientes levam alguns dias), e, após a coleta, pôde ficar descansando por alguns dias em casa até ser chamada para a internação e assim, realizar o transplante.

Já internada, foi administrado o esquema chamado "MEL 200″, são 200 mg de Melfalano (droga mieloablativa), que literalmente destrói toda a medula óssea, glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. O paciente entra em um estado de aplasia medular, sem defesa NENHUMA em seu corpo, não permitindo que haja algum conflito com a futura medula do próprio paciente.

Foram 3 dias de quimioterapia com o Melfalano. No 4º dia, o também chamado DIA ZERO, a medula que outrora foi coletada e congelada em uma bolsa de sangue, é descongelada ali mesmo, no quarto do paciente, em banho maria, e já injetada na veia através do catéter instalado.

Veja abaixo uma foto da minha mãe "carequinha", devido às altas doses de Melfalano 200mg seguido da infusão das células hematopoiéticas.

Minha mãe ficou "carequinha"

Minha mãe ficou "carequinha"

Os dias correntes do transplante são chamados de D +1, D +2, D+3 e etc.

Os efeitos desse protocolo forte de quimioterapia, são mucosite, esofagite, alterações e descamações na pele, diarréia, vômitos e etc. Minha mãe sofreu muito com essa fase, sua boca estava descamada, era difícil até beber água.

Devido à imunidade estar baixa, ela contraiu algumas infecções, vários antibióticos, antifúngicos e antivirais foram administrados sistemicamente na internação para evitar que a infecção se agravasse e também se infiltrasse no quarto dos outros pacientes imunocomprometidos.

Depois do transplante, o desejo de todo médico, família e paciente é que a medula "pegue". Essa pega é também chamada de enxertia, e, quando isso acontece, o tecido hematopoiético do paciente começa a funcionar, produzindo neutrófilos, glóbulos vermelhos e plaquetas, livrando ou diminuindo a frequência de transfusões de sangue. A medula da medula da minha mãe foi no D +12. Foi muita alegria e comemoração! :)

Após a pega, as feridas na boca começaram a melhorar, as infecções foram controladas e as medicações foram suspensas. Dias depois ela teve alta e pôde continuar o tratamento ambulatorial (indo e voltando TODOS os dias para o hospital).

Após 90 dias de transplante, no D +90, minha mãe teve alta de todo o tratamento no Hospital das Clínicas da USP e foi devolvida ao serviço de oncologia de nossa cidade, o HUSF.

Minha mãe saiu do hospital em uma segunda feira, e infelizmente na sexta da mesma semana (dia 21 de setembro de 2012) perdemos meu avô, pai dela. Foi um dos piores momentos durante todo o tratamento, entretanto, esse não poderia ser um obstáculo para nos fazer parar.

Abaixo, segue a foto da minha mãe na fase de antibioticoterapia pós transplante autólogo de células hematopoiéticas.

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Agora, uma foto da minha mãe no dia da alta pós tranplante, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Minha mãe e Dra. Marina Nascimento - no                          Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC da                          FMUSP

Minha mãe e Dra. Marina Nascimento – no Serviço de Transplante de Medula Óssea do HC da FMUSP

Novos exames foram realizados em nossa cidade, sem sinal da doença, minha mãe pode ter descanso até as consultas e acompanhamentos marcados pelo onco-hematologista para avaliar as funções de transplante.

Antibióticos profiláticos como o Bactrim F (Sulfametoxazol + Trimetoprim) foram prescritos para um longo uso, chegando a completar um ano em alguns casos.

Após o transplante o paciente perde as respostas imunológicas que obteve com as vacinas durante toda sua vida, as vacinas já não existem mais em seu organismo, por isso, deve ser feito um novo cartão de vacinação e todas as vacinas devem ser tomadas novamente, como uma criança recém-nascida.

Em Janeiro de 2013 todos já estávamos tranquilos em relação ao momentos ruins que já tínhamos passado anteriormente, foi então que resolvi me dedicar ao meu sonho: cursar medicina!

Procurei o melhor cursinho da minha cidade, o Colégio Anglo Bragança, falei com o professor coordenador do pré-vestibular, profº Alan. Eu e minha mãe fomos muito bem atendidos, o material do cursinho nos foi apresentado, fiquei muito empolgado!

Fiz uma prova de bolsa para tentar diminuir o valor da mensalidade, fui muito mal na prova e não consegui desconto, também não poderia pagar a mensalidade, minha família não teria condições para isso.

Resolvi fazer uma carta pedindo uma bolsa, lá também expliquei tudo o que passamos e o motivo pelo qual eu escolhi medicina. A carta foi entregue ao diretor e a minha bolsa 100% foi concedida. Ficando para mim a obrigação apenas de custar a pequena mensalidade dos livros, não dando assim despesas para a escola, o que já me ajudou MUITO.,

Fiz o curso pré-vestibular durante todo o ano de 2013, todos os professores foram excelentes, fiz ótimos amigos, pessoas que levarei a amizade durante toda a vida. Foram esses que não me deixaram desistir, me motivaram a continuar a abraçaram a minha luta contra o câncer. Esses são: Lucas, Flávia, Carol Bianchi, Fabiana, Camila, Andressa, Mayara, Natália Palombello, Maria Júlia Leme, Maria Júlia Gonçalves, Isabella Pozza, Marianna (Mari), Andréa, Aline, Ana Luiza, Bianca, Fernanda, Matheus, Thais e tantos outros que me ajudaram!

Dr Rafael Feitas e eu

Dr Rafael Feitas e eu

Em 2013, também pude conhecer o amigo de todos os vestibulandos de medicina, criador do "Dicas para Todos", produtor de vídeos e palestrante motivacional, o Rafael Freitas. Ele veio até Bragança visitar um amigo, aí acabou sendo convidado para vir até o Anglo dar uma palestra e aquele empurrão super motivador em todos nós. Foi uma grande satisfação conhecê-lo, e ele, ganhou um super fã!

Eu pedi para que ele escrevesse uma palavra de motivação/encorajamento em um papel, no fim da postagem você poderá ler.

Dia 31 de Maio foi o meu aniversário, alguns desses tão queridos amigos, me presentearam com a inscrição de um vestibular, foi emocionante e inesquecível.

 

Amigos do curso pré vestibular ANGLO que me                          homenagearam

Amigos do curso pré vestibular ANGLO que me homenagearam

Após agosto, quando abriram as inscrições da UFPR, uma amiga, a Camila, me recomendou que prestasse o vestibular, eu estava sem vontade de viajar para um lugar longe, prestar um vestibular de duas fases, sendo que a segunda, era a mais difícil, por ter cinco redações (produção de texto) e dez questões dissertativas com itens a, b e c, de biologia e química.

Em Outubro realizei o ENEM, achei que a prova iria ser tranquila, como já aconteceu em outros anos, porém, foi ela foi mais conceitual e o nervosismo atrapalhou bastante! Não dá para não ficar nervoso, só podemos tentar diminuí-lo.

Em Novembro foi a primeira fase do vestibular da UFPR (Universidade Federal do Paraná), fui muito mais tranquilo fazer a prova, não sabia se tinha ido bem ou não, mas dessa vez o nervosismo não atrapalhou.

Dia 14 de novembro saiu o resultado dos classificados para a segunda fase: MEU NOME ESTAVA LÁ! Já foi uma felicidade e alegria ENORME para mim, todos os meus amigos me abraçando, comemorando, é bom saber que tem gente torcendo por você. Eu falei para todos que passar em uma primeira fase de um vestibular de uma federal, já é como se tivesse passado em um vestibular difícil mesmo, isso dá uma motivação TREMENDA para estudar.

Peguei todas as provas da segunda fase, todas as redações, resolvi todos os exercícios que pude, também escrevi muitas redações e tirei dúvidas com os professores de química e biologia. Todos me ajudaram muito; antes, durante e depois das aulas.

A prova da segunda fase aconteceu em dezembro, retornei até Curitiba, dessa vez sozinho, pois infelizmente meus amigos que também foram prestar outros cursos não passaram. Minha prova foi em outro lugar, e eram dois dias. No primeiro as cinco redações, no segundo, a prova de biologia e química.

Fiquei desesperado no primeiro dia, achei que não ia dar conta de fazer as redações, fiquei até o último segundo permitido, até que estourou o tempo e retiraram nossa prova.

No segundo dia, fiquei feliz pela facilidade que sempre tive com biologia, também consegui estudar muita coisa para química, meu professor me ajudou bastante com as específicas. Após a realização das provas, voltei para Bragança e fiquei na ansiedade. O resultado ia sair somente em Janeiro, foram dias de muito nervosismo e de pensamentos como: "O que vou fazer se não passar? Será que consigo outra bolsa? Mais um ano de cursinho? E esse resultado que não sai logo?".

Todo mundo te pergunta como foi a prova, se já saiu o resultado, se você passou, você já não encontra saída para responder tanta pergunta, tanta gente!

O resultado estava com previsão de sair no dia 10 de janeiro de 2014 (sexta feira), por isso não tive a preocupação de olhar antes, achei que o prazo ia ser seguido à risca.

No dia 9 de janeiro meu amigos Lucas e Flávia me ligaram enquanto eu atravessava a rua. No mesmo instante o Lucas me perguntou como eu estava, e logo em seguida ele imaginou que eu ainda não sabia do resultado, foi então que ele resolveu me contar! Foram dois grandes sustos, o primeiro com o resultado do vestibular, o segundo foi o de quase ser atropelado por ter parado no meio da rua para chorar! (risos eternos).

Imediatamente combinamos de nos encontrar no cursinho, abracei todos os amigos que encontrei, lá mesmo recebi o primeiro grande trote.

Lucas, Flávia, eu, Lucas Oliveira e Thaís

Lucas, Flávia, eu, Lucas Oliveira e Thaís

Minha família, amigos, todos ficaram felizes, eu ainda estava sem acreditar, a ficha não caiu.

Dias depois, foi a data da realização do registro acadêmico no prédio histórico da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Meus veteranos são pessoas sensacionais, me parabenizaram e ajudaram em definitivamente TUDO o que eu precisei. Agradeci "zilhões" de vezes.

Agradeço todos eles, mas principalmente o João Kennedy (tem sido como um irmão mais velho), a Larissa, Ana, Daniela, Breno, Edson, Henrique, e todos os colegas da 13.2. Também ao meu colega de turma, Luciano, que, gentilmente me hospedou em sua casa. Seus pais são vencedores do câncer também.

Algumas fotos da data do registro acadêmico:

Kit do calouro 2014.2

Kit do calouro 2014.2

Kit do calouro 2014.2

Em Dezembro, tive a oportunidade de conhecer a cantora e líder da banda Diante do Trono, Ana Paula Valadão. Ela fez uma oração pelo Combate ao Câncer e também apoia a nossa causa.

carlos

Se você leu até aqui, conheceu toda minha história, todas as pessoas que me ajudaram e o caminho pelo qual eu passei para chegar até aqui.

Acredite, você também pode! Basta acreditar, ter fé e estudar e não aceitar a derrota (mesmo que ela exista).

Obrigado DEUS!!

Esse é o recado que o Rafael Freitas me deixou:

dizeres rafael

Veja no link abaixo o meu roteiro de estudos associado ao cursinho

<clique aqui>

Carlos Vasconcelos

 

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