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A Inspiração Francesa Em São Paulo – A História do Parque do Ibirapuera



Quem vê o onipotente Parque do Ibirapuera nos dias atuais, mal consegue imaginar que um dia aquela região foi apenas um terreno alagadiço e parte de uma aldeia indígena.

A própria palavra Ibirapuera descende do idioma tupi e quer dizer: "pau podre ou árvore apodrecida"; "ibirá", árvore, "puera", o que já foi.

Desde o final do século XIX, em 1887, a área passou a ser reivindicada pela Câmara Municipal de São Paulo a fim de que a região abrigasse um "campo para o povo" (2), um lugar destinado ao uso público.

A idéia da implantação do parque no local teve a contribuição e apoio significativo do prefeito Pires do Rio bem como do engenheiro-arquiteto Prestes Maia. Esse anseio do prefeito surgiu nos anos 20. Maravilhado com os parques europeus como o Bois de Boulogne (Paris), o Hyde Park (Inglaterra) e o Central Park (Estados Unidos),Pires do Rio resolveu fazer ali um grande parque.

Mas o processo de escolha do lugar não foi fácil.  O local escolhido para a construção do parque fazia parte da região conhecida como Várzea de Santo Amaro.

O terreno atual foi a junção de duas áreas. Uma delas com 200 mil metros, onde está o Instituto de Biologia, foi adquirida em permuta com governo estadual. Em troca a prefeitura cedeu um terreno da Água Branca, hoje parque.

A outra parte veio com a retomada judicial da então chamada Chácara do Ibirapuera ocupada por grileiros. Um laudo, anexado ao processo apresentado à Justiça em 1928, provou que a tinta utilizada nos documentos de posse dos terrenos não batia com a data que apresentavam, muitos do século 18. Com a permuta e a vitória na Justiça, a prefeitura conseguiu 100 alqueires (2.4 mil m²).

Documento de Retomada das Terras do Ibirapuera em 1928.

O prefeito defendia que a implantação de um parque naquela várzea viria garantir à cidade um acréscimo de áreas verdes, uma vez que as mesmas já se encontravam em escassez devido ao rápido processo de urbanização que se estendia pelas encostas e vales, além da constatação de que as áreas centrais da cidade não suportavam árvores de grande porte devido à sua conformação e traçado, compostas por vielas estreitas e irregulares.

O projeto caiu por terra quando ele descobriu o quanto o terreno era alagadiço. Mas em 1927, um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como "Manequinho Lopes" resolveu plantar centenas de eucaliptos australianos.

Essas plantas têm por característica natural drenar a água do solo e eliminar o excesso de umidade, transformando-o em um local ideal para instalar um parque.

Mas mesmo com essa iniciativa o parque não saiu. Somente em 1951 o governador Lucas Nogueira Garcez instituiu uma comissão mista (poder público aliado à iniciativa privada) para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o grande marco das comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

A comissão foi criada e o arquiteto Oscar Niemeyer foi chamado para cuidar do projeto arquitetônico do lugar. Outro profissional de renome também foi chamado, Roberto Burle Marx que se responsabilizaria pelo projeto paisagístico.

Ibirapuera foi entregue a cidade no dia 21 de agosto de 1954, marcando as festividades de comemoração do IV Centenário da cidade de São Paulo.

Inauguração do Parque do Ibirapuera em 1954

Atualmente, ele é o parque mais freqüentado de São Paulo e com o maior número de atrações. O visitante pode escolher entre o Planetário, o Museu de Arte Moderna, o Pavilhão da Bienal, o Pavilhão Japonês e o Viveiro, só para citar algumas.

Além disso, há várias áreas para atividade física, ciclovia, 13 quadras e playground. E a entrada de cães é permitida.

Inauguração do Ibirapuera em 54. Vista aérea do Parque.

Fonte: R7

  DIVULGAÇÃO    http://digitalradiotv.blogspot.com

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