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Combate ao Câncer - Informação é melhor remédio para a prevenção


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Mieloma Múltiplo é destaque no ASH – American Society Hematology


médicos ASH

Médicos na ASH – American Society Hematology

A 55ª edição do ASH reuniu mais de 900 trabalhos orais, com destaque para a descoberta do médico francês Thierry Facon, do Hospital Claude Huriez. O especialista apresentou um estudo multicêntrico de fase 3 em pacientes com Mieloma Múltiplo (MM) de novo diagnóstico, com idade média de 73 anos e não elegíveis ao transplante de células-tronco.

O estudo randomizado combinou as substâncias lenalidomida e dexametasona de forma contínua e em quantidades baixas. A descoberta comprovou ser superior ao tratamento anterior com os medicamentos melfalano, prednisona e talidomida, podendo chegar a ser o novo tratamento padrão de pacientes que apresentem novo diagnóstico ou que não sejam elegíveis ao transplante. Foram analisados 1.623 pacientes recém-diagnosticados com MM de 246 centros em 18 países – o Brasil não foi incluído. Eles foram divididos em três grupos de tratamento: o primeiro recebeu a combinação de lenalidomida com dexametosona até a progressão da doença; o segundo foi tratado com a mesma combinação por 72 semanas contínuas; o terceiro grupo recebeu por 72 semanas os medicamentos melfalano, prednisona e talidomida. Os resultados mostraram que o uso contínuo da lenalidomida mais dexametasona foi superior aos dois últimos grupos, que receberam combinações diferentes. A média de sobrevida foi, respectivamente, de 75%, 73% e 62%. "Quando temos um impacto na sobrevida em estudos clínicos, o parâmetro de tratamento acaba mudando e passa a ser reconhecido como tratamento padrão", explica o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e vice-diretor de Defesa de Classe da ABHH, Angelo Maiolino. O mieloma múltiplo representa 1% de todos os tipos de câncer, sendo o segundo mais comum entre os hematológicos, ficando atrás apenas dos linfomas não Hodgkin. Segundo a Globocan, projeto da Organização Mundial da Saúde (OMS) que fornece estimativas de incidências de cânceres, aproximadamente 103 mil novos casos são diagnosticados no mundo todo. O tratamento do MM no Brasil é defasado e conta com dois novos medicamentos, sendo apenas um fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – pacientes só conseguem se beneficiar da lenalidomida por meio de importação ou via judicial. "Não aprovar a lenalidomida no Brasil é um grande limitador, o que inviabilizou a participação do País no estudo do Dr. Facon, e isso é dramático. O órgão regulador está tirando o Brasil do cenário de estudo clínico internacional que envolve o medicamento. Além disso, o paciente não tem nem a chance de participar de um ensaio clínico", avalia Maiolino.

No domingo, 8 de dezembro, a imprensa presente ao Congresso foi convidada a participar de um workshop sobre mieloma múltiplo, que contou a história de superação de pacientes submetidos ao tratamento. Umas das palestrantes foi María-Victoria Mateos, do Hospital da Universidade de Salamanca, na Espanha. A médica falou sobre a combinação da lenalidomida e dexametasona. "Foram feitos dois estudos randomizados e publicados no New England que claramente confirmaram a eficácia da combinação." No dia seguinte, a professora de hematologia e oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e diretora técnica e presidente do Conselho Científico da International Myeloma Foundation Latin America, Vania Hungria, comentou que os congressos sobre MM já não discutem a lenalidomida na recaída, mas como primeira linha de tratamento ou como terapia de manutenção. "Quando comparamos o tratamento do mieloma múltiplo fora do Brasil, fica muito claro que os pacientes dos mais de 80 países que adotaram as novas terapias estão vivendo muito mais."

A hematologista destacou ainda que no Congresso foram abordadas as novas gerações de inibidores do proteassoma. A primeira geração (bortezomibe) é usada em pacientes de MM recém- -diagnosticados, refratários ou recidivados. O carfilzomibe, de segunda geração, está sendo testado em outras combinações, além dos imunomoduladores lenalidomida e pomalidomida. Vale lembrar que o SUS não contempla o bortezomibe em sua lista de medicamentos. A combinação de substâncias para novas terapias também foi temática de sessões de pôsteres no ASH 2013. O carfilzomibe com a pomalidomida, por exemplo, é considerado o tratamentomais recente aprovado para mieloma múltiplo. Outro pôster apresentou um estudo de fases 1 e 2 com a combinação do carfilzomibe, ciclofosfamida, talidomida e dexametasona, terapia que ficou conhecida como "ciclone" para pacientes de MM recém-diagnosticados. Os resultados após quatro ciclos de tratamento mostraram que a combinação é altamente eficaz, com 77% de sobrevida livre de progressão de dois anos e 98% de sobrevida global também de dois anos.

Créditos: Revista HEMO



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