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2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental

 
Uma discussão sobre o meio ambiente e a relação entre o homem e a natureza através de debates e da exibição de mais de 70 filmes de 20 países, a maioria inéditos no Brasil – este é o cardápio da 2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que acontece, com entrada franca, de 23 a 30 de maio, em seis salas paulistanas: Reserva Cultural, Cine Livraria Cultura, Cinemateca Brasileira, Centro Cultural São Paulo, Cine Olido e no novo Cinusp Maria Antônia.
 
De caráter não-competitivo, o evento tem sua programação principal organizada em sete eixos temáticos (Água, Cidades, Contaminação, Economia, Globalização, Mobilização e Povos e Lugares), além de uma retrospectiva histórica e de uma homenagem ao cineasta e diretor de fotografia Aloysio Raulino.
 
A programação da Retrospectiva Histórica "Homem x Natureza" inclui obras premiadas em Cannes (A Grande Aventura, de Arne Sucksdorff), Veneza (Ao Mistral, de Joris Ivens), na Mostra Internacional de São Paulo (História do Vento, de Ivens e Marceline Loridan) e pelo Oscar (Dersu Uzala, de Akira Kurosawa). Estão presentes ainda títulos cultuados, como (O Tempo Parou, que marca a estréia do italiano Ermanno Olmi; A Longa Caminhada, filme de Nicolas Roeg lançado no Festival de Cannes; Fata Morgana, de Werner Herzog; e Uma Lição Para Não Esquecer, uma direção do ator Paul Newman indicada a dois Oscar – melhor ator coadjuvante e melhor canção.
 
Recentemente falecido, o cineasta e diretor de fotografia Aloysio Raulino (1947-2013) ganha homenagem na 2aMostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Programada para o dia 28/05, terça-feira, às 21h00, na Cinemateca Brasileira, a homenagem exibe três curtas-metragens por ele dirigidos e que mereceram restauro nos últimos anos:Lacrimosa (1970, correalizado com Luna Alkalay), O Tigre e A Gazela (1977) e Porto de Santos (1978). Em seguida, um debate em torno do realizador reúne os cineastas Kiko Goifman, Hermano Penna e Paulo Sacramento, e a jornalista Maria do Rosário Caetano, com mediação de Francisco Cesar Filho.
 
Água
 
Entre os títulos que estão no ciclo Água – são seis, no total – está A Crise Global da Água, de Jessica Yu (diretora vencedora do Oscar de documentário de curta metragem por Breathing Lessons). O longa apresenta argumentos poderosos do porquê a crise mundial da água será a principal questão que nosso mundo precisará enfrentar neste século. O documentário tem participação da ativista Erin Brockovich, que chegou a inspirar um longa de ficção a respeito de sua luta, dirigido por Steven Soderbergh e com Julia Roberts à frente do elenco.
 
Já o norte-americano Patagônia se Levanta (de Brian Lilla) investiga um plano para a construção de hidrelétricas em dois dos rios mais puros do Chile que fluem através do coração da Patagônia. Rastreando o ciclo hidrológico do rio Baker do gelo até o oceano, o documentário traz voz à população fronteiriça apanhada no fogo cruzado das demandas de energia do Chile.
 
As empresas francesas Veolia e Suez são as maiorais no crescente mercado mundial de abastecimento privado de água e estão presentes em todos os cinco continentes. Mas na França, sua base, elas estão perdendo terreno: em 2010, as duas empresas tiveram que entregar, relutantemente, a gestão do abastecimento de água de Paris – sua sede – de volta para a cidade. E na América Latina, EUA, África e Europa surgem movimentos para trazer o fornecimento de água de volta às mãos dos cidadãos. A coprodução franco-alemã Quem Controla a Água?, de Leslie Franke e Herdolor Lorenz, ajuda a tomar uma decisão consciente.
 
Cidades
 
Em Cidades temos, entre os 13 filmes programados, o canadense Rios Perdidos, de Caroline Bácle, e o italianoDeus Salve o Verde, de Michele Mellara e Alessandro Rossi. O primeiro fala dos rios que nasciam e ocupavam parte da cidade e que, ao longo das últimas décadas, acabaram sendo escondidos, soterrados – ou pior: acabaram se fundindo às redes de esgoto. O segundo título aborda hortas urbanas, cultivo de plantas e novos hábitos coletivos.
 
Outro destaque é o brasileiro A Cidade É Uma Só?, de Adirley Queirós, ficção que discute o processo permanente de exclusão territorial e social que uma parcela considerável da população do Distrito Federal e do entorno sofre, e de como essas pessoas restabelecem a ordem social através do cotidiano. A obra recebeu o Prêmio da Crítica na Mostra de Tiradentes.
 
Contaminação
 
Com produção executiva de Tim Robbins e Peter Fonda, Petróleo: O Grande Vício é destaque entre os sete filmes que integram Contaminação. Dirigido por Josh Tickell (que tem presença confirmada na Mostra) e Rebecca Harrell Tickell (de Fuel, prêmio de melhor documentário pelo júri popular no Festival de Sundance), o filme discorre sobre o pior vazamento de petróleo da história, no Golfo do México, em 2010. Ao expor as causas do vazamento de óleo e o que realmente aconteceu, os cineastas revelam uma vasta rede de corrupção.
 
Uma coprodução Inglaterra/Alemanha assinada pelo coletivo The Otolith Group, fundado em 2002, Radioativo explora as consequências do grande terremoto que atingiu o Japão em 2011, provocando um tsunami que matou dezenas de milhares de pessoas e causou o colapso parcial da usina nuclear de Fukushima Daiichi. O filme viaja através do tempo e espaço, invocando a promessa histórica da energia nuclear e convocando a futura ameaça de radiação que converge para o presente desconhecido. Já o japonês Solo, de Mina Yonezawa, selecionado para o Festival de Locarno, trata do mesmo terremoto sob novo ponto de vista: a relação entre a morte e a memória. O curta-metragem propõe uma meditação sobre como as pessoas que faleceram ainda permanecem dentro de todos nós – eles estão vivos enquanto são lembrados.
 
Consagrado diretor sueco, autor da famosa Mods Trilogy e do longa Boa Gente (1991, exibido na Mostra Internacional de São Paulo), Stefan Jarl assina Submissão, um documentário sobre a "sociedade química" que estivemos construindo desde a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, o ser humano usava 1 milhão de toneladas de produtos químicos por ano, o número hoje é 500 vezes maior e a indústria química é a que mais cresce no mundo. Consultando um vasto leque de cientistas, Jarl procura respostas: que problemas podem causar esses produtos químicos? O que estamos passando para nossos filhos ainda não nascidos? E por que nos submetemos a isso? O filme participou dos festivais de Abu Dhabi e DC Environmental – este último é considerado um dos mais importantes eventos mundiais voltados para o cinema ambiental.
 
Economia
 
No eixo Economia, composto por sete obras, está O Preço da Democracia, de Steve Cowan. Grande vencedor do DC International Film Festival, de Washington, o filme esclarece como a política eleitoral dos EUA leva à corrupção que influencia nas políticas públicas de agricultura e energia, gerando efeitos desastrosos para o meio ambiente.
 
Sucesso no circuito de festivais internacionais dedicados ao meio ambiente, o polêmico A Fé Nos Orgânicos (EUA) é outro destaque. Dirigido por de Kip Pastor (outra presença confirmada na 2a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental), o filme mostra como, ao ser utilizado por grandes corporações, o rótulo "orgânico" se separa de sua filosofia.
 
Com presença do ator e ativista Jeremy Irons, também produtor executivo do filme, Trashed – Para Onde Vai o Nosso Lixo? olha para os riscos causados pelo lixo para a cadeia alimentar e o meio ambiente através da poluição do nosso ar, terra e mar. O filme, uma produção inglesa dirigida por Candida Brady, revela fatos surpreendentes sobre os perigos reais e imediatos para a nossa saúde. Um dos destaques da obra é a trilha sonora do músico grego Vangelis, vencedor do Oscar na categoria por seu trabalho em Carruagens de Fogo.
 
Globalização
 
Entre os seis filmes que estão em Globalização, o público pode conferir Amargas Sementes", que retrata o alto índice de suicídios entre agricultores na Índia (lá, a cada 30 minutos, um fazendeiro se mata) e levanta questões sobre o custo humano da agricultura geneticamente modificada. A obra tem direção de Micha X. Peled, premiado no Festival de Berlim pelo Cinema for Peace International Green Award, instituído por Leonardo DiCaprio. O cineasta tem sua presença confirmada na Mostra.
 
Mobilização
 
Mobilização também traz seis produções. O denominador comum entre elas é a união de grupos da sociedade civil na tentativa de defender princípios e valores locais de impactos externos. O irlandês O Gasoduto, de Risteard Ó Domhnaill, por exemplo, focaliza a história da pequena comunidade de Rossport, que enfrentou o poder da Shell e do Estado irlandês. A descoberta de gás nessa remota vila costeira levou ao confronto de culturas mais dramático da Irlanda moderna. O Gasoduto foi selecionado para os festivais de Toronto, Londres e IDFA/Amsterdã.
 
Povos e Lugares
 
Povos e Lugares, composto por nove títulos, mostra comunidades que correm o risco de perder suas identidades ou desaparecerem.
 
Desterro Guarani, documentário brasileiro assinado por Ariel Ortega, Patrícia Ferreira, Ernesto Ignacio de Carvalho e Vincent Carelli, foca em uma Aldeia Guarani e lança um questionamento sobre o olhar do homem branco sobre essa comunidade. A obra recebeu menção honrosa no Festival de Cinema Ambiental de Goiás. Já Louceiras, deTatiana Toffoli, focaliza um grupo de mulheres empenha-se na produção de potes e panelas de barro na aldeia Kariri-Xocó, às margens do rio São Francisco, uma tradição corre o risco de desaparecer devido à mudança de comportamento nas novas gerações.
 
O impressionante A Morte de Alos (Itália/Dinamarca), de Daniele Atzeni, focaliza o único sobrevivente de um desastre terrível que, em 1964, atingiu uma vila no centro da Sardenha, agora uma sombria cidade fantasma. Ele conta a história da vida da aldeia antes do evento fatal e reconstrói as circunstâncias que levaram à tragédia. Uma mistura entre ficção e documentário, cinema e literatura, A Morte de Alos utiliza uma grande variedade de imagens de arquivo para narrar o passo fatal para a "modernidade" tomado por uma pequena comunidade de pastores nos anos 1950, misturando a iconografia clássica sobre a Sardenha arcaica com a sugestiva e fascinante atmosfera relacionada com o gênero gótico.
 
Também de feitura bastante autoral, Inori (Japão) é uma realização de Pedro González-Rubio, expoente da nova geração do cinema mexicano e diretor do cultuado longa Alamar, com produção da cineasta Naomi Kawase. Numa pequena comunidade montanhesa, as leis da natureza alteram o projeto humano daquela que costumava ser uma cidade animada. Enquanto as gerações mais jovens têm ido para as cidades, as poucas pessoas que permaneceram realizam as atividades cotidianas com uma admirável perspectiva sobre sua história e dos ciclos da vida.
 
Já o belga Chá ou Eletricidade, de Jérôme le Maire, conta a épica história da implementação de eletricidade em uma pequena e isolada aldeia confinada no meio do Alto Atlas no Marrocos. Ao longo de mais de três anos, e estação após estação, o diretor pacientemente revela os contornos da rede que vai inevitavelmente acabar fechando sobre o povoado. Diante de nossos olhos é desenhada a imagem da modernidade impiedosa à qual a pequena vila será agora conectada. O diretor tornou-se conhecido por Le Grand' Tour, filme selecionado para os festivais de Cannes e Roterdã.
 
Serviço
 
2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental - De 23 a 30 de maio de 2013
 

Entrada franca
Reserva Cultural – Av. Paulista 900, Bela Vista
Cine Livraria Cultura – Av. Paulista 2073, Cerqueira Cesar
Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso 207, Vla Clementino
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000, Liberdade
Cine Olido – Av. São João 473, Centro
Cinusp Maria Antônia – Rua Maria Antônia 294, Consolação
 
Mais informações podem ser acessadas em: ecofalante.org.br/mostra.